quarta-feira, julho 8, 2026

cid código CID 11: Entenda sua Importância e Significado






CID Código CID 11: Entenda sua Importância e Significado


Dado epidemiológico 2026

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2026 a náusea e os vômitos (CID R11) continuam sendo uma das queixas mais comuns em serviços de emergência no Brasil, responsáveis por aproximadamente 12% de todas as consultas de urgência. Cerca de 35% da população adulta relata pelo menos um episódio de vômito por ano, frequentemente associado a infecções virais ou alimentares.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID R11 – “Náusea e vômitos” e quer saber o que significa? Este código faz parte da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e é usado para registrar sintomas comuns, mas que podem indicar desde uma simples intoxicação alimentar até condições mais graves. Neste artigo, explicamos detalhadamente o significado, as causas, o tratamento e quantos dias de atestado são recomendados, com base em evidências atualizadas (2025-2026).

Identificação do CID

  • Código: R11
  • Descrição: Náusea e vômitos
  • Categoria: Capítulo XVIII – Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: R11.0 (náusea), R11.1 (vômitos), R11.2 (náusea com vômitos) – embora na prática médica o código R11 seja usado de forma geral, podendo ser complementado com especificações clínicas.

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria Clara, 42 anos, professora do ensino fundamental

Queixa principal: Náusea persistente há 4 dias, com 3 episódios de vômito no último dia, além de tontura e fraqueza

Avaliação clínica: Ao exame físico, apresentava leve desidratação (mucosas secas, turgor cutâneo reduzido), pressão arterial 100/60 mmHg, frequência cardíaca 98 bpm. Foram solicitados hemograma, eletrólitos e teste rápido para COVID-19. Os exames mostraram leucocitose leve e sódio sérico 132 mEq/L (hiponatremia leve). Teste COVID negativo.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID R11 (Náusea e vômitos) associado a gastroenterite viral aguda.

Conduta terapêutica: Prescrição de ondansetrona 8 mg sublingual a cada 8 horas por 48 horas, hidratação oral com soro de reidratação (500 ml a cada hora nas primeiras 4 horas) e dieta leve (banana, arroz, maçã, torradas – dieta BRAT). Orientação para retornar se piora.

Evolução: Após 2 dias de tratamento, a paciente relatou melhora significativa, com cessação dos vômitos e retorno do apetite. Reconsulta em 5 dias confirmou normalização dos eletrólitos.

Lição clínica: Náusea e vômitos persistentes podem levar a distúrbios hidroeletrolíticos graves. O manejo precoce com antieméticos e hidratação adequada é essencial para evitar complicações.

Atenção: O CID R11 é um código de sintoma, não uma doença específica. Não se automedique. Se os vômitos forem intensos, com sangue (hematêmese), ou acompanhados de febre alta, dor abdominal intensa ou confusão mental, procure atendimento médico imediato. O diagnóstico correto depende de avaliação clínica completa.

O que é o CID R11 na prática médica

O CID R11 é o código utilizado na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para registrar o sintoma de náusea (enjoo) e vômitos (êmese). Na prática clínica, é um dos códigos mais frequentemente empregados em pronto-socorros, ambulatórios e consultórios, porque abrange uma vasta gama de condições subjacentes – desde uma indisposição passageira até emergências médicas como meningite, apendicite ou cetoacidose diabética.

O uso correto do CID R11 permite que médicos, hospitais e sistemas de saúde rastreiem a incidência de sintomas gastrointestinais na população, além de subsidiar políticas públicas de saúde. É importante destacar que o R11 é um código de sintoma, e não de diagnóstico etiológico; por isso, geralmente vem acompanhado de outros códigos que indicam a causa (ex: A08.0 para gastroenterite viral).

No Brasil, a CID R11 é amplamente reconhecida pela ANS e pelos planos de saúde para justificar afastamentos curtos e procedimentos de reidratação.

Subcategorias e variantes do CID R11

Embora o código R11 seja genérico, a CID-10 permite especificações por meio de subcategorias (R11.0, R11.1, R11.2) e também por meio de códigos combinados. Na prática, muitos médicos utilizam o R11 isoladamente e complementam com a descrição clínica no prontuário. As principais variações incluem:

  • R11.0 – Náusea: sensação de enjoo sem eliminação do conteúdo gástrico.
  • R11.1 – Vômitos: eliminação forçada do conteúdo gástrico pela boca.
  • R11.2 – Náusea com vômitos: combinação dos dois sintomas.

Na CID-11 (11ª Revisão, já adotada por alguns países), o código equivalente é MG40.0 (Nausea) e MG40.1 (Vomiting). Porém, no Brasil, o sistema de saúde ainda utiliza predominantemente a CID-10, portanto o R11 continua sendo o padrão para registros e autorizações.

Sintomas e como a doença se manifesta

O CID R11 agrupa duas manifestações: náusea (desconforto epigástrico com vontade de vomitar) e vômito (expulsão violenta do conteúdo estomacal). Os sintomas podem se apresentar isolados ou em conjunto, e costumam vir acompanhados de outros sinais dependendo da causa:

  • Gastroenterite: diarreia, dor abdominal, febre baixa.
  • Labirintite: tontura rotatória, nistagmo, sudorese.
  • Enxaqueca: dor de cabeça unilateral, fotofobia, fonofobia.
  • Gravidez: náusea matinal, sensibilidade a odores.
  • Efeito colateral de medicamentos: início após administração de quimioterápicos, opioides, antibióticos.
  • Doenças neurológicas: hipertensão intracraniana, meningite – vômito em jato, sonolência.

A intensidade e a duração variam. Vômitos frequentes podem levar à desidratação, perda de eletrólitos e, em casos extremos, hipovolemia e choque.

Causas e fatores de risco

As causas de náusea e vômitos são inúmeras, mas podemos agrupar em categorias principais:

  • Infecciosas: viroses (rotavírus, norovírus), bactérias (Salmonella, E. coli), parasitas.
  • Gastrointestinais: gastrite, úlcera, apendicite, obstrução intestinal, pancreatite.
  • Vestibulares: labirintite, doença de Ménière, cinetose (enjoo de movimento).
  • Neurológicas: enxaqueca, tumor cerebral, meningite, aumento da pressão intracraniana.
  • Metabólicas/endócrinas: cetoacidose diabética, uremia, gravidez, hipertireoidismo.
  • Fármacos/tóxicos: quimioterapia, opioides, AINEs, álcool, intoxicação alimentar.
  • Psicogênicas: ansiedade, bulimia nervosa, transtorno de pânico.

Fatores de risco incluem idade (crianças e idosos são mais vulneráveis à desidratação), imunossupressão, viagens frequentes, uso de certos medicamentos e condições crônicas como diabetes ou enxaqueca.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do CID R11 é basicamente clínico, baseado na história e no exame físico. O médico investigará a duração, a frequência, o conteúdo do vômito (alimentar, bilioso, sanguinolento) e os sintomas associados. Exames complementares podem ser solicitados para identificar a causa:

  • Exames de sangue: hemograma, eletrólitos, glicemia, função renal e hepática.
  • Testes de imagem: ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada (se suspeita de obstrução ou apendicite).
  • Endoscopia digestiva alta: para visualizar esôfago, estômago e duodeno.
  • Testes específicos: teste de gravidez, cultura de fezes, PCR para vírus.

É fundamental diferenciar entre vômito inofensivo e sinais de alarme, como vômito em jato, sangue, febre alta, rigidez de nuca ou dor abdominal intensa.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento depende da causa subjacente, mas o manejo inicial dos sintomas de náusea e vômitos (CID R11) inclui:

  1. Hidratação: via oral com soro de reidratação (em pequenos volumes frequentes) ou intravenosa em casos de desidratação moderada a grave.
  2. Antieméticos: ondansetrona, metoclopramida, dimenidrinato, prometazina – escolhidos conforme a causa e o perfil do paciente.
  3. Dieta progressiva: iniciar com líquidos claros, evoluir para alimentos leves (dieta BRAT) e reintroduzir alimentação normal gradualmente.
  4. Tratamento específico: antibióticos para infecção bacteriana, correção de distúrbios metabólicos, cirurgia em caso de obstrução ou apendicite.

Para náuseas induzidas por quimioterapia, são usados antagonistas NK1 (aprepitant) e corticosteroides. Na cinetose, adianta-se o uso de escopolamina ou anti-histamínicos antes da viagem.

Quantos dias de atestado médico

O número de dias de afastamento para o CID R11 varia conforme a gravidade e a resposta ao tratamento. Em geral:

  • Casos leves (náusea autolimitada sem vômitos): 1 a 2 dias.
  • Gastroenterite viral com vômitos e desidratação leve: 2 a 4 dias.
  • Casos moderados a graves (necessidade de hidratação intravenosa): 3 a 7 dias.
  • Quando associado a outras doenças (ex: apendicite operada): o atestado é definido pela condição principal.

O médico deve avaliar o paciente e emitir o atestado com base no critério clínico. Não existe um número fixo para o CID R11, mas a média fica entre 1 e 5 dias. Em casos de surtos ocupacionais (como em creches ou hospitais), recomenda-se afastamento até 48 horas após o fim dos sintomas para evitar transmissão.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Nem toda náusea ou vômito requer emergência, mas alguns sinais indicam necessidade de avaliação imediata:

  • Vômito com sangue (hematêmese) ou material com aspecto de borra de café.
  • Vômito em jato (sugere hipertensão intracraniana).
  • Dor abdominal intensa e persistente, principalmente se localizada no quadrante inferior direito (apendicite).
  • Febre alta (>39°C) com calafrios.
  • Confusão mental, sonolência, rigidez de nuca (sinais meníngeos).
  • Sinais de desidratação grave: boca seca, olhos fundos, ausência de lágrimas, pele que não volta ao normal após beliscar, redução do volume urinário.
  • Incapacidade de reter líquidos por mais de 24 horas.
  • Suspeita de gravidez ectópica (náusea + dor pélvica + atraso menstrual).
  • Uso recente de medicamentos que possam causar toxicidade (digoxina, teofilina).

Nessas situações, procure um pronto-socorro ou uma clínica de confiança para avaliação.

Prevenção e cuidados contínuos

Para reduzir a frequência de episódios de náusea e vômitos, algumas medidas preventivas são importantes:

  • Higiene alimentar: lavar bem as mãos antes das refeições, consumir alimentos bem cozidos e evitar água não tratada.
  • Vacinação: vacina contra rotavírus (disponível no SUS para crianças) reduz gastroenterites graves.
  • Evitar gatilhos conhecidos: se tem enxaqueca, identifique e evite alimentos que desencadeiam crises; se tem cinetose, evite leituras durante viagens.
  • Uso racional de medicamentos: não tomar anti-inflamatórios ou antibióticos sem prescrição, pois podem irritar o estômago.
  • Manejo do estresse: ansiedade pode provocar náusea; técnicas de relaxamento e psicoterapia ajudam.
  • Hidratação adequada: em dias quentes ou durante exercícios, reponha líquidos e eletrólitos.

Pessoas com doenças crônicas (diabetes, insuficiência renal) devem monitorar sintomas precocemente para evitar complicações.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca tome medicamentos antieméticos sem orientação médica se houver suspeita de apendicite, pois podem mascarar a evolução da doença.
  2. 02. Para vômitos leves, prefira soro de reidratação caseiro ou industrializado em vez de água pura, para repor eletrólitos perdidos.
  3. 03. Se precisar de atestado para o trabalho, informe ao médico a duração dos sintomas e a sua profissão – trabalhadores da área de alimentos ou educação podem precisar de afastamento mais longo para evitar surtos.
  4. 04. Na gestação, náuseas matinais são comuns – consulte seu obstetra antes de usar qualquer medicação.
  5. 05. Crianças e idosos com vômitos repetidos devem ser monitorados rigorosamente quanto a sinais de desidratação; a internação pode ser necessária para hidratação venosa.
  6. 06. Se você tem enxaqueca com náusea, o tratamento precoce com triptanos reduz a intensidade dos sintomas e a necessidade de antieméticos.

Perguntas Frequentes sobre o CID R11

O CID R11 garante quantos dias de atestado?

Não há um número fixo; o médico decide com base na gravidade. Em média, 1 a 5 dias para náusea e vômitos não complicados. Casos graves com internação podem gerar mais dias.

CID R11 é grave?

O código em si não indica gravidade, mas os sintomas podem ser sinal de doenças graves. É essencial investigar a causa.

Qual a diferença entre CID R11 e CID R10?

R10 é usado para dor abdominal. R11 é específico para náusea e vômitos. Os dois podem ser usados juntos quando o paciente apresenta ambos.

CID R11 pode ser usado para atestado de vômito na gravidez?

Sim, é adequado para náuseas e vômitos da gestação. Nesse caso, pode ser complementado com O21 (vômitos excessivos na gravidez) se for hiperêmese gravídica.

Preciso de exames para confirmar o CID R11?

Não obrigatoriamente. O diagnóstico é clínico, mas exames podem ser solicitados para identificar a causa, como hemograma, eletrólitos e testes de imagem.

O CID R11 é contagioso?

Não. O sintoma em si não é contagioso, mas a doença que o causa (ex: gastroenterite viral) pode ser transmitida. O código R11 apenas registra o sintoma.

Posso usar o CID R11 para justificar falta no trabalho por 1 dia?

Sim, é comum. O atestado médico com CID R11 é aceito pelas empresas, desde que emitido por profissional habilitado.

O que significa CID R11 + J06.9?

A combinação indica náusea e vômitos associados a infecção aguda das vias aéreas superiores não especificada. É frequente em quadros virais que afetam tanto o sistema respiratório quanto o gastrointestinal.

Como saber se meu CID R11 precisa de tratamento hospitalar?

Sinais de alarme como vômito com sangue, desidratação grave, febre alta ou dor abdominal intensa indicam necessidade de internação. Caso contrário, o tratamento ambulatorial é suficiente.

O CID R11 cobre consulta com gastroenterologista?

Sim, o código pode ser usado para encaminhamento ao especialista, especialmente se os sintomas forem recorrentes ou sem causa aparente.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

Tem um Atestado ou Diagnóstico? Consulte na Clinica Popular

Na Clinica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com médicos que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.

Agendar Consulta

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes consultadas:
CID-10 – R11 (cid10.com.br) |
MedlinePlus – Nausea and Vomiting

Veja também em nosso glossário:
CID R11 – Náusea e Vômitos |
CID Z000 – Exame Médico Geral |
CID J06 – Infecção Respiratória |
CID K21 – Refluxo |
CID F41 – Ansiedade |
Omeprazol: para que serve |
Dipirona: para que serve