
- A prostatectomia é a remoção cirúrgica total ou parcial da próstata, indicada principalmente para câncer de próstata e hiperplasia prostática benigna (HPB) avançada.
- No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens (INCA 2024) – cerca de 72 mil novos casos por ano.
- Existem técnicas minimamente invasivas (laparoscopia robótica) e abertas (cirurgia convencional), cada uma com recuperação e riscos específicos.
- A decisão pelo tipo de cirurgia depende do estágio da doença, idade, condições de saúde e preferência do paciente.
- Após o procedimento, é essencial o acompanhamento com urologista para reabilitação da continência urinária e função erétil.
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O que é Prostatectomia?
A prostatectomia é a cirurgia de remoção da próstata, glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga. O procedimento pode ser total (prostatectomia radical) ou parcial (ressecção), dependendo da doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o tumor mais frequente em homens brasileiros (exceto pele não melanoma), com 72 mil novos diagnósticos estimados para 2024. A cirurgia é a principal opção curativa para tumores localizados, enquanto na HPB (hiperplasia prostática benigna) a prostatectomia alivia sintomas urinários graves.
Por que a prostatectomia é necessária? As causas mais comuns são:
- Câncer de próstata – quando o tumor está confinado à glândula e há risco de progressão.
- Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) – aumento não canceroso que comprime a uretra e dificulta a micção.
- Prostatite crônica – em casos refratários ao tratamento clínico.
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a indicação deve sempre considerar os benefícios versus riscos, especialmente em homens acima de 70 anos.
Como funciona a Prostatectomia?
A cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas, cada uma com características próprias. A escolha depende do estágio da doença, comorbidades e experiência do cirurgião. Abaixo, uma tabela comparativa das principais abordagens:
| Técnica | Acesso | Recuperação | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|---|
| Prostatectomia Radical Aberta (Retropúbica) | Incisão no abdômen inferior | 4 a 6 semanas | Alta taxa de sucesso oncológico; visão direta do campo cirúrgico | Maior sangramento, dor pós‑operatória, cicatriz maior |
| Prostatectomia Laparoscópica | Múltiplas incisões pequenas (câmera e instrumentos) | 2 a 3 semanas | Menos dor, menor perda sanguínea, recuperação mais rápida | Curva de aprendizado longa; pode não ser adequada para tumores muito grandes |
| Prostatectomia Robótica (Da Vinci) | Incrições pequenas com braços robóticos | 1 a 2 semanas | Precisão milimétrica, preservação de feixes nervosos, menor incontinência | Custo elevado; disponibilidade restrita em clínicas populares e SUS |
| Ressecção Transuretral da Próstata (RTU‑P) | Via uretral (sem cortes externos) | 1 a 2 dias de internação | Minimamente invasiva, ideal para HPB | Não trata câncer de forma curativa; pode causar ejaculação retrógrada |
Dados do Ministério da Saúde indicam que a prostatectomia robótica ainda é pouco acessível no SUS, sendo mais comum em hospitais privados e clínicas populares que firmam parcerias com convênios. Em 2023, cerca de 60% das prostatectomias no Brasil foram realizadas por via aberta (Fonte: DATASUS).
Mini‑glossário: Feixes nervosos (nervos responsáveis pela ereção) | Incontinência urinária (perda involuntária de urina) | Ejaculação retrógrada (esperma vai para a bexiga em vez de sair pelo pênis).
Tipos e Classificações da Prostatectomia
1. Quanto à extensão da remoção
- Prostatectomia radical: retirada total da próstata, vesículas seminais e, em alguns casos, linfonodos pélvicos. É o padrão‑ouro para câncer de próstata localizado.
- Prostatectomia parcial: remoção de apenas parte da glândula (ex.: RTU‑P para HPB). Não é curativa para câncer.
2. Quanto à técnica cirúrgica
- Aberta: incisão abdominal ou perineal.
- Laparoscópica: cirurgia minimamente invasiva com câmera.
- Robótica: laparoscopia assistida por robô.
- Transuretral: via endoscópica pelo pênis.
3. Causa → Efeito → Solução (Estrutura causal)
Causa: O crescimento anormal da próstata (câncer ou HPB) comprime a uretra e pode impedir a saída da urina.
Efeito: Sintomas como jato urinário fraco, urgência, noctúria (acordar várias vezes à noite para urinar) e, no câncer, risco de metástase.
Solução: A prostatectomia remove o tecido obstrutivo ou tumoral, restaurando o fluxo urinário e aumentando a sobrevida. O acompanhamento pós‑cirúrgico inclui fisioterapia pélvica e medicamentos para controlar efeitos adversos.
Mitos e Verdades sobre Prostatectomia
- “A prostatectomia sempre causa impotência sexual.” – Mito. Técnicas modernas (robótica e laparoscópica) podem preservar os feixes nervosos, mantendo a ereção em até 70% dos pacientes, dependendo da idade e estágio do tumor. (Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia – SBU)
- “Após a cirurgia, o homem não terá mais ejaculação, mas ainda sentirá orgasmo.” – Verdade. A ejaculação é abolida porque a próstata e as vesículas seminais são removidas, mas o orgasmo seco é possível.
- “É possível urinar normalmente depois da prostatectomia.” – Verdade (com ressalva). A maioria recupera a continência entre 3 e 12 meses, mas cerca de 5‑10% podem ter perdas urinárias persistentes, tratáveis com fisioterapia ou sling uretral.
- “A cirurgia é dolorosa e o paciente fica hospitalizado por semanas.” – Mito. Nas técnicas minimamente invasivas, a internação é de 1 a 2 dias, e a dor é controlada com analgésicos simples.
- “Homens acima de 75 anos não devem fazer prostatectomia radical.” – Mito (depende do caso). A decisão é individualizada, considerando expectativa de vida e comorbidades. Homens saudáveis com mais de 75 anos podem se beneficiar.
Quando Procurar Ajuda Médica
Você deve consultar um urologista se apresentar:
- Dificuldade para urinar (jato fraco, esforço, gotejamento)
- Sangue na urina ou no sêmen
- Dor ou ardência ao urinar
- Necessidade de urinar muitas vezes à noite
- Histórico familiar de câncer de próstata
- PSA (antígeno prostático específico) elevado no exame de sangue
Contexto SUS e Clínicas Populares: No Brasil, a prostatectomia está disponível no SUS, mas a fila de espera pode ser longa. Clínicas populares e parcerias público‑privadas têm ampliado o acesso a técnicas minimamente invasivas, especialmente em capitais como Fortaleza. A Clínica Popular Fortaleza oferece consultas com urologistas e encaminhamento para cirurgias com preços acessíveis e parcelamento.
Perguntas Frequentes sobre Prostatectomia
Quanto tempo dura a cirurgia?
Em média, de 2 a 4 horas, dependendo da técnica e da complexidade. A robótica pode levar mais tempo devido à preparação do robô.
Como é a recuperação pós‑operatória?
O paciente fica internado entre 1 e 3 dias. Em casa, deve evitar esforços físicos por 4 a 6 semanas. A sonda urinária permanece por cerca de 7 a 14 dias. A retomada das atividades sexuais pode levar até 3 meses, com orientação médica.
Quando é possível voltar ao trabalho?
Para trabalhos administrativos, entre 2 e 4 semanas. Atividades pesadas exigem de 6 a 12 semanas de afastamento.
A prostatectomia cura o câncer de próstata?
Quando o tumor está restrito à próstata, a cirurgia tem taxa de cura superior a 90% em 10 anos. Se houver invasão além da cápsula, pode ser necessário radioterapia ou hormonioterapia complementar.
Quais os riscos mais comuns da prostatectomia?
Incontinência urinária temporária (30‑50% nos primeiros meses), disfunção erétil (20‑70%, dependendo da idade e técnica), sangramento, infecção e trombose. Todos são manejáveis com acompanhamento adequado.
Existe alternativa não cirúrgica para a HPB?
Sim. Medicamentos (alfabloqueadores, inibidores da 5‑alfa‑redutase) e procedimentos minimamente invasivos (embolização prostática, laser) podem ser opções. A prostatectomia é indicada quando essas alternativas falham ou em casos de retenção urinária aguda.
O plano de saúde cobre a prostatectomia robótica?
Depende da operadora. Muitos planos cobrem a laparoscopia, mas a robótica pode exigir autorização especial ou coparticipação. Verifique com seu convênio e com a clínica.
Posso fazer a cirurgia pelo SUS?
Sim, o SUS oferece prostatectomia radical e RTU‑P. As filas variam conforme a região. Em Fortaleza, a regulação municipal pode encaminhar para hospitais de referência como o Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
Conclusão
A prostatectomia é uma cirurgia segura e eficaz quando indicada corretamente, seja para tratar o câncer de próstata ou aliviar os sintomas da HPB. O medo de perder a função sexual ou urinária é compreensível, mas as técnicas modernas e a reabilitação adequada permitem que a maioria dos pacientes retome sua qualidade de vida.
Se você ou um familiar está enfrentando essa decisão, não deixe de buscar informações de fontes confiáveis e conversar com um urologista. Agende sua consulta na Clínica Popular Fortaleza e dê o primeiro passo para o cuidado com a sua saúde.
Conteúdo educativo. Consulte sempre um médico.
Perguntas de acompanhamento:
– Como a fisioterapia pélvica pode ajudar na recuperação da continência?
– Quais exames são necessários antes de decidir pela cirurgia?
– Existe diferença de preço entre as técnicas em clínicas populares?





