No Brasil, estima-se que cerca de 60% da população já teve pelo menos um episódio de epistaxe ao longo da vida, sendo mais frequente em crianças de 2 a 10 anos e em adultos acima de 50 anos. A maioria dos casos é autolimitada, mas aproximadamente 10% requerem avaliação médica especializada.
Você já sentiu um sangramento nasal inesperado, seja em casa, no trabalho ou até durante o sono? A epistaxe, popularmente conhecida como hemorragia nasal, é uma ocorrência muito comum e, na maioria das vezes, inofensiva. No entanto, pode gerar preocupação, especialmente quando se repete com frequência ou é intensa. Neste artigo, explicamos o que é epistaxe, suas principais causas, sintomas associados, tratamentos e quando é realmente necessário buscar ajuda médica. Vamos desmistificar esse tema e oferecer orientações práticas baseadas em evidências científicas atualizadas.
- O que é: Sangramento originado da mucosa nasal, geralmente do plexo vascular do septo nasal anterior (área de Kiesselbach).
- Quando ocorre: Pode ser espontânea ou desencadeada por trauma, ressecamento, infecções, uso de medicamentos ou condições sistêmicas.
- Quem trata: Clínico geral, otorrinolaringologista, ou em emergências o pronto-socorro.
- Urgência: Baixa na maioria dos casos; alta se houver sinais de instabilidade hemodinâmica, sangramento incoercível ou suspeita de causa grave.
- Tratamento: Compressão nasal, medidas locais com vasoconstritores, cauterização química ou elétrica, e em casos refratários tamponamento nasal ou intervenção cirúrgica.
João, 35 anos, professor, acordou com o travesseiro manchado de sangue. Durante o dia, ao assoar o nariz após um período de ar condicionado no carro, notou um sangramento leve que cessou em poucos minutos com compressão. Preocupado, procurou atendimento. Após avaliação, o médico identificou ressecamento da mucosa nasal devido ao clima seco e ao uso contínuo de ar-condicionado, além de pequenos vasos superficiais na região anterior do septo. Foi orientado a usar soro fisiológico spray e pomada hidratante nasal. João não apresentava nenhuma doença de base e o episódio não se repetiu.
O que é epistaxe e como se manifesta
A epistaxe é o sangramento proveniente das fossas nasais, decorrente da ruptura de vasos sanguíneos da mucosa nasal. A maioria dos sangramentos nasais ocorre na porção anterior do septo nasal, região conhecida como plexo de Kiesselbach, rica em capilares frágeis e de fácil sangramento. A manifestação mais comum é a saída de sangue por uma ou ambas as narinas, podendo escorrer para a parte posterior da garganta, provocando sensação de gosto metálico, náusea ou até vômito se for deglutido. O sangramento pode ser súbito ou gradual, em gotas ou em jato, e geralmente cessa espontaneamente em alguns minutos. Embora assustador, na imensa maioria dos casos o episódio é autolimitado e não representa risco à vida. Entretanto, a epistaxe recorrente ou de difícil controle merece investigação. A intensidade e a duração variam conforme a causa e o estado de saúde do paciente, podendo ser aguda (episódio único) ou crônica (repetições ao longo do tempo). É importante diferenciar a epistaxe anterior (mais comum, fácil de controlar) da posterior (menos frequente, mais grave, originada de artérias profundas). O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado no exame físico e na história do paciente, podendo incluir exames complementares em casos selecionados.
Causas mais comuns
As causas mais frequentes de epistaxe estão relacionadas a fatores locais e ambientais. O ressecamento da mucosa nasal, provocado por baixa umidade do ar (climas secos, uso de ar condicionado ou aquecedores), é um dos principais desencadeantes, pois resseca os vasos e os torna mais frágeis. Trauma local, como assoar o nariz com força, coçar ou introduzir objetos (inclusive cotonetes) também é causa comum. Infecções respiratórias (resfriados, rinossinusites) podem inflamar a mucosa e causar sangramentos. Alterações anatômicas, como desvio de septo ou pólipos nasais, predispõem à secura e ao atrito. O uso de medicamentos tópicos nasais (corticoides spray) por tempo prolongado pode adelgaçar a mucosa. Além disso, a exposição a substâncias irritantes, como poeira, fumaça ou produtos químicos, contribui para o quadro. Crianças pequenas, devido à imaturidade dos vasos e ao hábito de colocar objetos no nariz, são especialmente propensas. Gestantes, por alterações hormonais e aumento do fluxo sanguíneo nasal, também podem apresentar epistaxe com maior frequência. É fundamental que o paciente relate ao médico o contexto do sangramento — frequência, duração, lateralidade, fatores desencadeantes — para identificar a causa mais provável e orientar a conduta.
Causas graves que exigem atenção imediata
Apesar de a maioria das epistaxes ser benigna, algumas causas graves podem se manifestar com sangramento nasal. Entre elas, destacam-se os distúrbios de coagulação, como hemofilia, doença de von Willebrand, plaquetopenia ou uso de anticoagulantes (warfarina, rivaroxabana, apixabana, heparina). Hipertensão arterial não controlada pode provocar sangramentos mais intensos e de difícil controle, especialmente se houver picos pressóricos. Tumores nasais (benignos ou malignos), como angiofibroma juvenil, papiloma invertido ou carcinoma, podem causar epistaxe unilateral, recorrente e progressiva. Doenças hepáticas crônicas (cirrose) comprometem a síntese de fatores de coagulação. Vasculites, como granulomatose com poliangiíte (antiga doença de Wegener), também podem cursar com epistaxe. Fraturas faciais ou traumatismo cranioencefálico podem lesar artérias maiores (etmoidal anterior, esfenopalatina). A epistaxe posterior é mais difícil de controlar e frequentemente requer tamponamento ou intervenção cirúrgica. Sinais de alerta incluem: sangramento por mais de 20 minutos, palidez, taquicardia, hipotensão, sensação de desmaio, sangramento recorrente do mesmo lado, história familiar de distúrbios hemorrágicos, uso de anticoagulantes, ou presença de outras manifestações hematológicas (equimoses, petéquias, sangramento gengival). Nesses cenários, a avaliação médica imediata é crucial para descartar condições potencialmente fatais.
Como o médico faz o diagnóstico
O diagnóstico de epistaxe começa com uma anamnese detalhada, investigando a frequência, duração, lateralidade, fatores desencadeantes, uso de medicamentos (principalmente anticoagulantes e anti-inflamatórios), história de trauma, cirurgias nasais prévias e sintomas associados (obstrução nasal, dor, secreção, cefaleia, febre). O exame físico inclui a inspeção da cavidade nasal com foco anterior, utilizando otoscópio ou rinoscópio para visualizar o local do sangramento. Na maioria dos casos, é possível identificar o ponto de sangramento no plexo de Kiesselbach. Se o sangramento for ativo e não controlado, pode ser necessário realizar um exame mais aprofundado com rinofibroscopia ou endoscopia nasal, especialmente para suspeita de epistaxe posterior. Exames laboratoriais podem ser solicitados: hemograma completo (plaquetas), tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa) para avaliar coagulação. Em casos selecionados, podem ser pedidos exames de imagem (tomografia computadorizada de seios da face) para investigar tumores ou alterações anatômicas. A avaliação da pressão arterial é obrigatória, pois a hipertensão pode ser causa ou fator agravante. O médico também deve perguntar sobre história familiar de sangramentos ou doenças hematológicas. O diagnóstico diferencial inclui outras fontes de sangramento, como gengivorragia, hemoptise ou hemorragia digestiva alta (que pode simular epistaxe posterior). Uma abordagem sistemática permite determinar a causa e orientar o tratamento adequado.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da epistaxe depende da causa, da intensidade e da localização do sangramento. A primeira medida, em qualquer caso, é a compressão digital direta da narina por 10 a 15 minutos, com a cabeça inclinada para frente (não para trás) para evitar deglutição de sangue. Aplicação de gelo local pode auxiliar na vasoconstrição. Em consultório, o médico pode realizar a cauterização química (com nitrato de prata) ou elétrica (cautério bipolar) do vaso sangrante, procedimento rápido e eficaz para epistaxes anteriores. Caso não seja possível controlar o sangramento, utiliza-se o tamponamento nasal anterior com gaze hemostática (surgicel, gelfoam) ou com tampão nasal (merocel, pneumatico). Em epistaxes posteriores, o tamponamento posterior (com sonda de Foley ou tampões específicos) pode ser necessário, exigindo internação e cuidados hospitalares. Medicações hemostáticas tópicas (ácido tranexâmico spray) têm mostrado benefício em estudos recentes. Se o sangramento persistir apesar do tamponamento, a ligadura cirúrgica das artérias etmoidal ou esfenopalatina (endoscópica) é indicada. A angiografia com embolização seletiva é uma alternativa minimamente invasiva quando a cirurgia não é possível. Para casos crônicos, o tratamento da causa base é essencial: hidratação da mucosa (soro fisiológico, pomadas de vaselina), controle da hipertensão, descontinuação de anticoagulantes (se possível) e tratamento de distúrbios de coagulação. Sempre que houver suspeita de causa grave, o paciente deve ser encaminhado ao especialista (otorrinolaringologista ou hematologista).
Cuidados em casa e alívio dos sintomas
Para episódios leves e isolados, os cuidados domiciliares são eficazes e evitam sofrimento adicional. O passo mais importante é realizar a compressão nasal correta: sente-se ereto, incline a cabeça ligeiramente para frente e aperte as duas narinas (ou a que sangra) firmemente por 10 a 15 minutos cronometrados. Respirar pela boca durante esse período. Não incline a cabeça para trás, pois isso faz o sangue escorrer para a garganta, podendo causar engasgo, náusea ou vômito. Evite assoar o nariz nas horas seguintes, pois isso pode deslocar o coágulo formado. Use compressas frias (bolsa de gelo enrolada em pano) sobre a ponte nasal e a nuca para ajudar na vasoconstrição. Mantenha o ambiente úmido, com umidificador ou bacia de água no quarto. Lubrifique a mucosa nasal com soro fisiológico spray (sem vasoconstritores) ou pomadas específicas (vaselina líquida, pomada nasal hidratante) para evitar ressecamento. Evite uso de sprays nasais descongestionantes por mais de 3 dias consecutivos, pois podem ressecar e lesar a mucosa. Não use cotonetes ou lenços ásperos para limpar o interior do nariz. Em crianças, é importante orientar a não coçar e manter as unhas cortadas. Se houver sangramento recorrente, um diário de episódios pode ajudar o médico a identificar padrões. Em pessoas que usam anticoagulantes, não suspender a medicação sem orientação médica, mas comunicar o prescritor sobre os episódios. Essas medidas podem reduzir significativamente a recorrência e a duração dos sangramentos.
Quando ir ao pronto-socorro
Nem toda epistaxe requer emergência, mas alguns sinais indicam a necessidade de atendimento médico imediato. Procure o pronto-socorro se o sangramento não parar após 20 minutos de compressão contínua e adequada. Também se houver perda de grande volume de sangue (sensação de desmaio, tontura, pele pálida e fria, pulso acelerado), se o sangramento ocorrer após um trauma facial importante (acidente de carro, queda, agressão) ou se houver suspeita de objeto estranho alojado no nariz (especialmente em crianças). Outros sinais de alerta: sangramento bilateral ou pelas duas narinas simultaneamente, gosto de sangue na garganta persistente, episódios recorrentes em curto espaço de tempo, uso de anticoagulantes (varfarina, heparina, rivaroxabana, apixabana), histórico de discrasia sanguínea, hipertensão arterial não controlada, cirurgia nasal recente (inclusive rinoplastia), ou presença de outros sangramentos inexplicáveis (gengivas, pele, urina, fezes). Se a epistaxe for acompanhada de cefaleia intensa e súbita, febre alta, dispneia ou rebaixamento do nível de consciência, também é motivo para busca de atendimento de urgência. No hospital, o paciente será avaliado rapidamente, receberá medidas de controle do sangramento (tamponamento, cauterização) e poderá realizar exames para identificar a causa subjacente.
Como prevenir
A prevenção da epistaxe baseia-se no manejo dos fatores de risco e na manutenção de uma mucosa nasal saudável. Em climas secos ou durante o uso de ar condicionado, utilize umidificador de ar ou coloque uma bacia com água no quarto para aumentar a umidade relativa (ideal entre 40% e 60%). Lubrifique a mucosa com soro fisiológico spray ou pomada nasal hidratante (vaselina, lanolina) pelo menos duas vezes ao dia, especialmente antes de dormir. Evite introduzir objetos no nariz, incluindo cotonetes, lenços ou dedos. Ensine crianças a não colocar objetos nas narinas e a assoar o nariz suavemente. Mantenha as unhas cortadas para evitar lesões da mucosa ao coçar. Controle a hipertensão arterial com acompanhamento médico e medicamentoso, se necessário. Se você usa anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, não os interrompa sem orientação, mas converse com seu médico sobre o risco de sangramento. Evite o uso prolongado de sprays nasais descongestionantes (como oximetazolina) sem prescrição. Em infecções respiratórias, trate a rinite e a sinusite adequadamente, com lavagem nasal com soro fisiológico e medicamentos prescritos. Pessoas que praticam esportes de contato (boxe, MMA, rúgbi) devem usar protetores faciais ou capacetes. Em crianças com epistaxe frequente, pode ser necessária a cauterização profilática dos vasos do septo após avaliação do otorrinolaringologista. Pequenas mudanças no ambiente e nos hábitos podem reduzir em até 80% os episódios de epistaxe em indivíduos predispostos.
Diferença entre epistaxe e condições semelhantes
É comum que pacientes confundam epistaxe com outras fontes de sangramento orofaríngeo. A hemoptise (escarro com sangue) origina-se do trato respiratório inferior (brônquios, pulmões) e geralmente vem acompanhada de tosse, expectoração ou dor torácica. Já a hematêmese (vômito com sangue) tem origem no trato digestivo alto, associada a náuseas, vômitos, dor epigástrica e pode ter aspecto de “borra de café”. A gengivorragia (sangramento gengival) é causada por doenças periodontais, má higiene ou uso de anticoagulantes, e é identificada ao escovar os dentes. A epistaxe, por sua vez, é o sangramento exclusivamente nasal, que pode ser anterior (visualizado saindo pela narina) ou posterior (sentido na garganta). O médico diferencia essas condições pela história clínica e exame físico. Por exemplo, se o paciente relata que o sangue escorre pela parte de trás da garganta sem tosse ou vômito, provavelmente é epistaxe posterior. Se houver tosse com sangue, pensar em hemoptise. Se houver vômito, hematêmese. Além disso, a rinoscopia permite visualizar a mucosa nasal e confirmar a origem. Exames complementares, como endoscopia digestiva alta ou broncoscopia, podem ser necessários quando a origem não é clara. É fundamental que o profissional de saúde faça essa diferenciação para evitar erros diagnósticos e condutas inadequadas.
Perguntas Frequentes sobre epistaxe
1. Epistaxe é sinal de doença grave?
Na grande maioria dos casos, não. Episódios isolados e autolimitados são comuns e benignos, geralmente causados por ressecamento da mucosa, trauma leve ou infecções. No entanto, sangramentos recorrentes, unilaterais, intensos ou associados a outros sintomas merecem investigação para descartar causas sistêmicas como hipertensão, distúrbios de coagulação, tumores ou vasculites.
2. O que fazer quando a epistaxe não para?
Mantenha a calma e realize a compressão nasal corretamente por 15 minutos. Se após esse período o sangramento não diminuir, procure atendimento médico. Não coloque algodão ou papel na narina, pois podem aderir ao coágulo e piorar o sangramento.
3. Pode usar gelo para estancar o sangramento do nariz?
Sim, a aplicação de gelo (envolto em pano) na ponte do nariz ou na nuca ajuda a contrair os vasos sanguíneos e pode auxiliar no controle do sangramento, mas não substitui a compressão digital direta.
4. É verdade que inclinar a cabeça para trás ajuda?
Não, isso é um mito. Inclinar a cabeça para trás faz o sangue escorrer pela garganta, o que pode causar engasgo, náusea, vômito e até aspiração para as vias aéreas. Mantenha sempre a cabeça inclinada para frente.
5. Crianças com epistaxe frequente precisam de tratamento?
Sim. Embora a maioria das crianças “cresça” com o problema, episódios frequentes podem indicar ressecamento crônico, rinite alérgica, desvio de septo ou presença de corpo estranho. O otorrinolaringologista pode avaliar e indicar cauterização ou outras medidas.
6. Quais medicamentos podem piorar a epistaxe?
Anticoagulantes (warfarina, rivaroxabana, apixabana, heparina), antiagregantes plaquetários (ácido acetilsalicílico, clopidogrel), anti-inflamatórios não esteroidais (ibuprofeno, naproxeno, cetoprofeno) e certos suplementos (ginkgo biloba, ginseng, óleo de peixe) podem aumentar o risco de sangramento.
7. A hipertensão pode causar epistaxe?
Sim, hipertensão arterial não controlada pode provocar sangramentos nasais mais intensos e dificultar a hemostasia. Pacientes hipertensos com epistaxe recorrente devem monitorar e tratar adequadamente a pressão arterial.
8. Existe prevenção para quem viaja para locais secos?
Sim. Leve um soro fisiológico spray para lubrificar a mucosa várias vezes ao dia, use umidificador portátil no quarto de hotel, e evite ambientes com ar condicionado muito forte. Aplicar vaselina líquida ou pomada nasal também protege.
9. Epistaxe pode ser causada por estresse?
Indiretamente, sim. O estresse pode elevar a pressão arterial e desencadear comportamentos como assoar o nariz com força ou coçar, mas não é uma causa direta. Uma avaliação completa é necessária para descartar outras causas.
10. O que fazer se o sangramento voltar após algumas horas?
Aplique novamente a compressão nasal. Se o sangramento retornar com frequência, procure um médico para avaliação. Pode ser necessário cauterização ou tratamento da causa base.
11. Grávidas podem ter epistaxe?
Sim, é comum durante a gestação devido ao aumento do volume sanguíneo e às alterações hormonais que dilatam os vasos da mucosa nasal (rinite gravídica). O tratamento é sintomático e seguro, com soro fisiológico e compressão.
12. Quando a epistaxe requer transfusão de sangue?
A transfusão é rara, indicada apenas quando há perda significativa de volume (hipovolemia) ou queda acentuada do hematócrito/hemoglobina, como em sangramentos posteriores graves ou em pacientes com distúrbios de coagulação descompensados.
Dicas Práticas
- 01. Tenha sempre soro fisiológico spray em casa e no trabalho para hidratar a mucosa nasal em dias secos ou com ar condicionado.
- 02. Ao primeiro sinal de sangramento sente-se, incline a cabeça para frente e comprima a narina por no mínimo 10 minutos. Não solte antes para verificar, pois o coágulo se rompe.
- 03. Evite usar cotonetes, lenços, ou qualquer objeto para limpar o nariz dentro das narinas. A limpeza deve ser externa apenas.
- 04. Em crianças, corte as unhas regularmente e oriente a não coçar o nariz. Use brinquedos educativos para evitar introdução de objetos.
- 05. Se você usa anticoagulante, tenha um plano de ação com seu médico: saiba quando interromper (nunca por conta própria) e como proceder em caso de sangramento.
- 06. Mantenha a umidade do quarto à noite, especialmente em regiões de baixa umidade, com umidificador ou bacia de água perto da cama.
- 07. Anote em um caderno a data, duração, lado do sangramento e situações que antecederam o episódio para levar ao médico — isso ajuda no diagnóstico.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Referências:
- MedlinePlus – Nosebleed (Epistaxis)
- Biblioteca Virtual em Saúde – Manejo da epistaxe na atenção primária
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