quinta-feira, julho 2, 2026

cid código CID câncer de pele: Entenda seu significado e importância

Dado epidemiológico 2026

O câncer de pele não melanoma (CID C44) é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, com mais de 176 mil novos casos estimados para cada ano do triênio 2023-2025. Em 2026, projeta-se que essa incidência ultrapasse 185 mil casos, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país, segundo o INCA.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID C44 e quer saber o que significa? Este código se refere às neoplasias malignas da pele, excluindo o melanoma. Entender seu significado é essencial para compreender o quadro clínico, o tratamento e os cuidados necessários. Neste artigo, explicamos detalhadamente o CID do câncer de pele, com um estudo de caso clínico realista, informações sobre diagnóstico, tratamento, atestado e prevenção.

Identificação do CID

  • Código: C44
  • Descrição: Outras neoplasias malignas da pele
  • Categoria: Capítulo II – Neoplasias (C00-D48)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: C44.0 (lábio), C44.1 (pálpebra), C44.2 (orelha), C44.3 (outras partes da face), C44.4 (couro cabeludo e pescoço), C44.5 (tronco), C44.6 (membros superiores), C44.7 (membros inferiores), C44.8 (lesão invasiva da pele), C44.9 (não especificada)
Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Antônio Oliveira, 58 anos, agricultor

Queixa principal: Ferida no nariz que não cicatriza há 4 meses, com sangramento ocasional ao lavar o rosto

Avaliação clínica: Dermatoscopia revelou lesão perolada com telangiectasias e bordas elevadas, compatível com carcinoma basocelular. Foi realizada biópsia incisional.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID C44.3 — neoplasia maligna da pele de outras partes da face, confirmando carcinoma basocelular nodular.

Conduta terapêutica: Excisão cirúrgica com margem de 4 mm e reconstrução local. O paciente foi orientado a usar protetor solar fator 50 diariamente e retornar para revisão em 30 dias.

Evolução: A ferida cirúrgica cicatrizou bem em 2 semanas. A análise anatomopatológica confirmou margens livres. Após 6 meses, sem sinais de recidiva.

Lição clínica: Lesões cutâneas que não cicatrizam em 30 dias devem ser avaliadas por dermatologista. O câncer de pele de células basais tem alta chance de cura quando tratado precocemente.

Atenção: Este artigo tem caráter informativo. O CID C44 é um código diagnóstico que deve ser interpretado por um médico. Não faça autodiagnóstico nem inicie tratamentos por conta própria. Procure um dermatologista ou clínico geral para avaliação adequada.

O que é o CID C44 na prática médica

O código CID-10 C44 é utilizado para classificar as neoplasias malignas da pele que não são melanomas. Inclui os carcinomas basocelular e espinocelular, que juntos representam mais de 90% dos casos de câncer de pele. Na prática clínica, esse código é registrado no prontuário e em atestados médicos para indicar o diagnóstico de uma lesão maligna cutânea. É importante distinguir do melanoma (C43), que tem prognóstico e tratamento diferentes. O CID C44 é subdividido por localização anatômica, permitindo precisão na documentação.

Subcategorias e variantes do CID C44

O CID C44 possui dez subcategorias que especificam a região do corpo onde o tumor se desenvolve:

  • C44.0 – Lábio: carcinoma de lábio (exclui vermelhão do lábio, que é C00).
  • C44.1 – Pálpebra: incluindo canto do olho.
  • C44.2 – Orelha e conduto auditivo externo.
  • C44.3 – Outras partes da face: nariz, bochecha, mento, fronte, região zigomática.
  • C44.4 – Couro cabeludo e pescoço.
  • C44.5 – Tronco: tórax, abdome, dorso, nádegas.
  • C44.6 – Membros superiores: ombro, braço, antebraço, mão.
  • C44.7 – Membros inferiores: coxa, perna, pé.
  • C44.8 – Lesão invasiva da pele: quando o tumor compromete mais de uma região contígua.
  • C44.9 – Não especificada: usado quando a localização não é determinada.

Sintomas e como a doença se manifesta

O câncer de pele não melanoma costuma ser indolor e de crescimento lento. Os sinais mais comuns incluem:

  • Lesão elevada, perolada ou translúcida (carcinoma basocelular).
  • Ferida que não cicatriza em até 4 semanas.
  • Mancha ou pápula que sangra facilmente com pequenos traumas.
  • Placa avermelhada e descamativa (carcinoma espinocelular in situ, doença de Bowen).
  • Nódulo endurecido, às vezes ulcerado (carcinoma espinocelular invasivo).
  • Coceira, dor ou sensibilidade local tardia (menos comum).

Causas e fatores de risco

O principal fator de risco é a exposição cumulativa à radiação ultravioleta (UV) do sol ou de câmaras de bronzeamento. Outros fatores importantes:

  • Pele clara, fototipos I e II (cabelos loiros ou ruivos, olhos claros).
  • História de queimaduras solares na infância.
  • Idade avançada (maioria dos casos ocorre após os 50 anos).
  • Imunossupressão (transplantados, HIV, uso crônico de corticoides).
  • Exposição a arsenicais, alcatrão e radiação ionizante.
  • Síndromes genéticas como xeroderma pigmentoso e síndrome de Gorlin.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele (CID C44) baseia-se na avaliação clínica e na dermatoscopia – exame que amplia lesões de pele e permite visualizar padrões vasculares e pigmentares. Quando há suspeita, realiza-se biópsia excisional ou incisional para confirmação histopatológica. O laudo anatomopatológico define o tipo histológico (basocelular, espinocelular, outros), grau de diferenciação, invasão perineural e margens cirúrgicas. Em casos avançados, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia podem ser solicitados para avaliar linfonodos regionais e metástases à distância.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento de escolha para lesões localizadas é a remoção cirúrgica com margens de segurança (4-6 mm para basocelular, 6-10 mm para espinocelular). Outras modalidades incluem:

  • Cirurgia de Mohs – para tumores em áreas críticas (face, dedos) com preservação máxima de tecido sadio.
  • Curetagem e eletrodissecção – para lesões pequenas e superficiais.
  • Radioterapia – para pacientes idosos ou tumores inoperáveis.
  • Quimioterapia tópica (5-fluorouracil, imiquimod) – para carcinoma basocelular superficial.
  • Terapia fotodinâmica – para lesões superficiais em área extensa.
  • Medicamentos sistêmicos (vismodegibe) – para casos metastáticos ou localmente avançados de carcinoma basocelular.

Quantos dias de atestado médico

O tempo de afastamento depende do tipo de procedimento realizado e da profissão do paciente. Para excisão cirúrgica simples com pontos, recomenda-se repouso relativo por 7 a 15 dias. Se a cirurgia for mais extensa ou com reconstrução, o atestado pode ser de 15 a 30 dias. Trabalhos que exigem esforço físico extremo ou exposição ao sol podem necessitar de afastamento prolongado (30 a 45 dias). O médico avaliará individualmente, levando em conta a localização da lesão e a necessidade de curativos. Em todos os casos, o CID C44 deve constar no atestado para justificar o afastamento.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Busque atendimento médico urgente se apresentar:

  • Ferida que sangra intensamente ou não para após compressão.
  • Sinais de infecção na lesão (pus, vermelhidão, calor, febre).
  • Aparecimento de nódulo endurecido próximo à lesão (suspeita de metástase linfonodal).
  • Lesão que cresce rapidamente em semanas.
  • Surgimento de dor local ou dor óssea sem causa aparente.
  • Qualquer alteração em lesão previamente conhecida (ulceração, mudança de cor, bordas irregulares).

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção do câncer de pele (CID C44) baseia-se na proteção solar adequada: use protetor solar FPS 30 ou superior diariamente, reaplique a cada 2 horas, evite exposição ao sol entre 10 e 16 horas, use chapéu de abas largas, óculos escuros e roupas com proteção UV. Faça autoexame da pele mensalmente e consulte um dermatologista uma vez por ano para rastreamento. Pessoas com história familiar de câncer de pele, pele muito clara ou múltiplas lesões pré-cancerosas (ceratoses actínicas) devem ter acompanhamento semestral.

Dicas de Ouro

  1. 01. Use protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados ou dentro de casa – a radiação UVA atravessa janelas.
  2. 02. Realize o autoexame da pele uma vez por mês com espelho de mão e boa iluminação, procurando por feridas que não cicatrizam ou pintas que mudam.
  3. 03. Consulte um dermatologista anualmente para um exame completo da pele, especialmente se você tem pele clara, histórico de queimaduras solares ou múltiplas pintas.
  4. 04. Evite câmaras de bronzeamento artificial – elas aumentam o risco de todos os tipos de câncer de pele, inclusive melanoma.
  5. 05. Mantenha uma alimentação rica em antioxidantes (frutas, verduras, chá verde) para ajudar na reparação celular, mas lembre-se: isso não substitui a proteção solar.

Perguntas Frequentes sobre o CID C44

O CID C44 garante quantos dias de atestado?

Geralmente de 7 a 15 dias para cirurgias simples, podendo chegar a 30-45 dias em casos mais complexos. O médico define com base no procedimento e na ocupação do paciente.

O câncer de pele CID C44 é grave?

A maioria dos casos (basocelular) tem baixa letalidade e alto índice de cura quando tratado precocemente. O carcinoma espinocelular pode metastatizar, mas o prognóstico é bom com tratamento adequado.

Posso usar o CID C44 para justificar falta no trabalho?

Sim. O atestado médico com o CID C44 é válido para justificar faltas ao trabalho, desde que emitido por profissional habilitado e com o tempo de afastamento adequado.

O CID C44 tem cura?

Sim, o câncer de pele não melanoma tem altíssima taxa de cura (acima de 95%) quando diagnosticado e tratado precocemente.

Qual a diferença entre CID C44 e CID C43?

CID C44 refere-se a câncer de pele não melanoma (basocelular, espinocelular). CID C43 é melanoma maligno, que tem maior potencial metastático e requer tratamento mais agressivo.

O tratamento do CID C44 é coberto pelo SUS?

Sim. O SUS oferece diagnóstico, biópsia, cirurgia, radioterapia e medicamentos tópicos. Para medicamentos como vismodegibe, há protocolos específicos para casos avançados.

Como é a recuperação após a cirurgia do CID C44?

A recuperação geralmente é rápida. Pequenas lesões curam em 1-2 semanas. Lesões maiores ou em áreas de movimento podem exigir curativos e repouso por 3-4 semanas.

Preciso fazer acompanhamento após o tratamento do CID C44?

Sim. O acompanhamento dermatológico é essencial para detectar recidivas ou novos tumores. Recomenda-se consultas a cada 6-12 meses no primeiro ano e depois anualmente.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Links de referência:
CID-10 – Classificação Internacional de Doenças
MedlinePlus – Câncer de Pele (em espanhol)

Links internos:
CID R11 – Náusea e Vômitos |
CID Z000 – Exame Médico Geral |
CID 010 – Tuberculose Pulmonar |
CID 083 – Significado e Cuidados |
CID 200 – O que significa |
CID F41 – Ansiedade