Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em 2026 estima-se que 42% da população adulta brasileira apresenta níveis elevados de colesterol LDL (colesterol ruim), um aumento de 12% em relação a 2020. A condição é a principal causa evitável de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da adoção de uma dieta adequada.
Introdução
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID DIETA-COLESTEROL-ALTO e quer saber o que significa? Na prática clínica, esse código corresponde principalmente à CID E78.0 – Hipercolesterolemia pura, que indica níveis elevados de colesterol no sangue, frequentemente associados a fatores alimentares e genéticos. A dieta para colesterol alto é a pedra angular do tratamento, e o código também pode aparecer como Z71.3 – Aconselhamento dietético quando o foco é a orientação nutricional. Este artigo explica detalhadamente o significado, os sintomas, as causas e o manejo dessa condição, baseado na CID-10 da Organização Mundial da Saúde.
Identificação do CID
- Código: E78.0 (principal) e Z71.3 (aconselhamento dietético)
- Descrição: Hipercolesterolemia pura / Dieta para colesterol alto
- Categoria: Capítulo IV – Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (E00-E90)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: E78.0 – Hipercolesterolemia pura; E78.1 – Hipergliceridemia pura; E78.2 – Hiperlipidemia mista; E78.3 – Hiperquilomicronemia; E78.4 – Outras hiperlipidemias; E78.5 – Hiperlipidemia não especificada; E78.8 – Outros transtornos do metabolismo lipídico; E78.9 – Transtorno do metabolismo lipídico sem outra especificação
Estudo de Caso Clínico
Paciente: João Carlos de Oliveira, 47 anos, empresário, casado, sedentário, com histórico familiar de infarto aos 55 anos (pai).
Queixa principal: Cansaço frequente e leve tontura após refeições; exame de rotina apontou colesterol total 285 mg/dL, LDL 198 mg/dL, HDL 35 mg/dL, triglicérides 210 mg/dL. Negava dor torácica ou falta de ar.
Avaliação clínica: IMC 29,8 kg/m² (sobrepeso); circunferência abdominal 104 cm; pressão arterial 135/85 mmHg. Ausculta cardíaca normal, sem sopros. Exames complementares: perfil lipídico alterado, glicemia de jejum 98 mg/dL, TSH normal. Escore de risco cardiovascular (Framingham) de 18% em 10 anos (risco moderado-alto).
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID E78.0 – Hipercolesterolemia pura, associado ao Z71.3 – Aconselhamento dietético, indicando que a dieta específica para redução do colesterol é parte essencial do tratamento.
Conduta terapêutica: Prescrição de estatina (atorvastatina 20 mg/dia) + dieta com redução de gorduras saturadas (< 7% das calorias totais), aumento de fibras solúveis (aveia, psyllium, frutas), ômega-3 (peixes gordurosos 2x/semana), eliminação de gorduras trans, e prática de exercícios aeróbicos 150 min/semana. Acompanhamento com nutricionista para plano alimentar individualizado.
Evolução: Após 12 semanas de tratamento, paciente retornou com colesterol total 212 mg/dL, LDL 135 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicérides 165 mg/dL. Perda de 5 kg, redução da circunferência abdominal para 96 cm. Refere melhora da disposição e ausência de tonturas. Mantém dieta e exercícios, com consulta de retorno programada para 3 meses.
Lição clínica: A combinação de dieta estruturada com tratamento farmacológico é altamente eficaz na redução do colesterol. O aconselhamento dietético (CID Z71.3) deve ser registrado sempre que a orientação nutricional for o pilar do plano terapêutico, garantindo o acompanhamento adequado pelo paciente.
O que é o CID E78.0 na prática médica
O código E78.0 da CID-10 designa a hipercolesterolemia pura, ou seja, níveis anormalmente elevados de colesterol total e LDL (lipoproteína de baixa densidade), sem elevação significativa dos triglicérides. É a dislipidemia mais comum na população adulta, frequentemente assintomática, mas que aumenta progressivamente o risco de aterosclerose, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial periférica. Na rotina do consultório, o médico utiliza esse código para registrar o diagnóstico em prontuários e atestados, orientando a conduta baseada em mudanças no estilo de vida, especialmente a dieta.
A dieta para colesterol alto não é um “cardápio genérico”, mas sim uma estratégia nutricional personalizada, que inclui redução de gorduras saturadas, gorduras trans, colesterol alimentar (menos de 200 mg/dia) e aumento de fibras solúveis, esteróis vegetais e ácidos graxos ômega-3. O código Z71.3 (aconselhamento dietético) é frequentemente associado quando a consulta tem foco na educação alimentar, sendo essencial para que o paciente entenda como adaptar seus hábitos.
Em 2026, a abordagem multidisciplinar (médico + nutricionista + educador físico) é considerada padrão-ouro, com o uso de ferramentas digitais para monitoramento da adesão à dieta. O CID E78.0 também pode ser utilizado em perícias médicas, atestados ocupacionais e programas de saúde pública, como o Farmácia Popular, que oferece estatinas a preços reduzidos.
Subcategorias e variantes do CID E78.0
Dentro do Capítulo IV da CID-10, o código E78 abrange várias dislipidemias. Conhecer as subcategorias ajuda o médico a especificar o tipo exato de alteração lipídica:
- E78.0 – Hipercolesterolemia pura: LDL elevado isoladamente. Exemplo: hipercolesterolemia familiar heterozigótica.
- E78.1 – Hipergliceridemia pura: Triglicérides elevados (>200 mg/dL) com colesterol normal.
- E78.2 – Hiperlipidemia mista: Colesterol e triglicérides elevados simultaneamente (comum em síndrome metabólica).
- E78.3 – Hiperquilomicronemia: Triglicérides muito elevados (>1000 mg/dL) com risco de pancreatite.
- E78.4 – Outras hiperlipidemias: Inclui deficiência de lipoproteína lipase, hiperlipidemia familiar combinada.
- E78.5 – Hiperlipidemia não especificada: Usado quando não há detalhamento do tipo.
- E78.8 – Outros transtornos do metabolismo lipídico: Exclui doenças como doença de Tangier, abetalipoproteinemia.
- E78.9 – Transtorno do metabolismo lipídico sem outra especificação: Diagnóstico genérico.
Para o contexto “dieta colesterol alto”, o foco principal recai sobre E78.0 e E78.2, sendo que a abordagem dietética varia conforme o perfil lipídico. Por exemplo, na hipertrigliceridemia (E78.1), a restrição de carboidratos simples é mais importante do que a restrição de gorduras.
Sintomas e como a doença se manifesta
A hipercolesterolemia pura (E78.0) é conhecida como uma doença silenciosa – a maioria dos pacientes não apresenta sintomas até que ocorra uma complicação como infarto ou AVC. No entanto, em casos de níveis extremamente elevados (colesterol total >350 mg/dL), podem surgir:
- Xantomas: depósitos de gordura na pele, especialmente ao redor dos olhos (xantelasma), cotovelos, joelhos e tendões (xantomas tendinosos).
- Arco corneano: anel branco-acinzentado ao redor da córnea, comum em jovens com hipercolesterolemia familiar.
- Pancreatite aguda: mais associada a triglicérides muito elevados (E78.3), com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos.
- Claudiicação intermitente: dor nas pernas ao caminhar, por estreitamento das artérias.
- Angina pectoris: dor no peito aos esforços, sinal de doença coronariana já instalada.
Pacientes com colesterol alto frequentemente também apresentam sobrepeso, hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e esteatose hepática (gordura no fígado), formando o quadro de síndrome metabólica. Por isso, o exame clínico deve ser minucioso, incluindo palpação abdominal, ausculta cardíaca e avaliação de pulsos periféricos.
Causas e fatores de risco
As causas da hipercolesterolemia podem ser classificadas em primárias (genéticas) e secundárias (adquiridas). As principais são:
- Primárias:
- Hipercolesterolemia familiar (mutação no receptor LDL – prevalência 1:250 na população geral).
- Hiperlipidemia familiar combinada.
- Dislipidemia associada à apolipoproteína B.
- Secundárias:
- Dieta rica em gorduras saturadas (carnes gordas, queijos amarelos, manteiga, frituras) e gorduras trans (alimentos industrializados, fast food).
- Sedentarismo e obesidade (especialmente obesidade abdominal).
- Diabetes mellitus descontrolado.
- Hipotireoidismo não tratado.
- Doença renal crônica (síndrome nefrótica).
- Consumo excessivo de álcool e tabagismo.
- Uso de medicamentos (corticoides, anabolizantes, anticoncepcionais orais, alguns diuréticos).
Os fatores de risco modificáveis incluem alimentação inadequada, baixa atividade física, tabagismo e excesso de peso. Já os não modificáveis são idade (homens >45 anos, mulheres >55 anos), sexo masculino, história familiar de doença cardiovascular precoce e predisposição genética.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da hipercolesterolemia é eminentemente laboratorial, mas a avaliação clínica é fundamental para identificar fatores de risco e possíveis causas secundárias. O passo a passo inclui:
- Anamnese: investigar sintomas, hábitos alimentares, consumo de álcool, tabagismo, atividade física, uso de medicamentos, história familiar de dislipidemia e doença cardiovascular.
- Exame físico: peso, altura, IMC, circunferência abdominal, pressão arterial, palpação de tireoide, ausculta cardíaca, busca por xantomas e arco corneano.
- Exames laboratoriais:
- Perfil lipídico em jejum de 12 horas: CT (colesterol total), LDL, HDL, triglicérides. Repetir duas vezes para confirmar.
- Glicemia de jejum e hemoglobina glicada (para rastrear diabetes).
- TSH e T4 livre (para excluir hipotireoidismo).
- Ureia, creatinina e exame de urina (função renal).
- Transaminases hepáticas (antes de iniciar estatina).
- Escore de risco cardiovascular: calculado com base em idade, sexo, pressão arterial, colesterol total, HDL, tabagismo e diabetes (escore de Framingham ou ERIC-Brasil).
- Exames complementares (se indicado): ultrassonografia de carótidas para medir espessura médio-intimal, proteína C reativa de alta sensibilidade, escore de cálcio coronariano (em pacientes de risco intermediário).
Na prática, o diagnóstico é confirmado quando o LDL está ≥ 130 mg/dL (ou ≥ 100 mg/dL em pacientes de alto risco) e/ou colesterol total ≥ 200 mg/dL, após exclusão de causas secundárias. O CID E78.0 é registrado no prontuário e no atestado médico.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da hipercolesterolemia é baseado em dois pilares: mudanças no estilo de vida (dieta e atividade física) e farmacoterapia, quando necessário. A intensidade do tratamento é determinada pelo risco cardiovascular do paciente.
1. Dieta para colesterol alto (CID Z71.3)
A dieta terapêutica deve ser individualizada, mas as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2025) recomendam:
- Redução de gorduras saturadas para < 7% das calorias totais (evitar carnes gordas, pele de frango, banha, queijos amarelos, manteiga, óleo de palma).
- Eliminação de gorduras trans (alimentos industrializados, margarinas duras, salgadinhos, biscoitos recheados).
- Colesterol alimentar < 200 mg/dia (limitar gemas, miúdos, camarão).
- Fibras solúveis (aveia, cevada, psyllium, feijão, frutas cítricas, berinjela) – mínimo 10-25 g/dia, reduzem LDL em 5-10%.
- Esteróis e estanóis vegetais (2 g/dia) – presentes em margarinas especiais e suplementos, reduzem LDL em 6-15%.
- Ômega-3 (EPA+DHA) – 2 g/dia para triglicérides elevados, mas também auxilia na saúde cardiovascular.
- Substituir carboidratos refinados por integrais (arroz integral, pão integral, quinoa).
- Consumo moderado de álcool (1 dose/dia para mulheres, 2 para homens).
2. Atividade física
Exercícios aeróbicos (caminhada, corrida, natação, bicicleta) de moderada intensidade por pelo menos 150 minutos/semana, combinados com treinamento resistido (musculação) 2x/semana, aumentam o HDL e reduzem o LDL e triglicérides.
3. Tratamento medicamentoso
- Estatinas (sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina) – primeira linha. Reduzem LDL em 30-55% dependendo da dose.
- Ezetimiba – inibidor da absorção de colesterol, usada associada à estatina ou isolada em intolerância.
- Fibratos (bezafibrato, fenofibrato) – principalmente para triglicérides elevados e HDL baixo.
- Inibidores de PCSK9 (evolocumabe, alirocumabe) – para casos refratários ou hipercolesterolemia familiar.
- Ácidos graxos ômega-3 em alta dose (prescritos como medicamento).
O tratamento é contínuo e a adesão à dieta é monitorada a cada consulta. O código Z71.3 deve ser registrado sempre que a orientação dietética for formalizada, permitindo o acompanhamento adequado e, em alguns casos, o reembolso de consultas nutricionais por planos de saúde.
Quantos dias de atestado médico
O CID E78.0 (hipercolesterolemia pura) não é uma condição que gere incapacidade para o trabalho na maioria dos casos, pois é assintomática. No entanto, o médico pode emitir atestado nas seguintes situações:
- Atestado para consulta médica: 1 dia (para realização de exames ou primeira consulta).
- Atestado para acompanhamento: 1 dia por mês (retornos de rotina).
- Atestado para exames complementares: 1 dia (exames de sangue, ultrassom, teste ergométrico).
- Atestado por complicações: em caso de evento agudo (infarto, AVC) – aí o CID da complicação (I21, I64) substitui e pode gerar afastamentos prolongados de 15 a 90 dias.
O CID Z71.3 (aconselhamento dietético) é frequentemente usado em atestados de acompanhamento com nutricionista, podendo gerar atestado de 1 hora a 1 dia, dependendo da política da empresa. Importante: a dieta para colesterol alto não justifica afastamento do trabalho, mas pode ser necessário reduzir jornada temporariamente se houver efeitos colaterais de medicamentos (ex.: mialgia por estatina).
Em geral, o paciente com hipercolesterolemia não recebe atestado superior a 1-2 dias para exames ou consultas. O foco do tratamento é ambulatorial, sem necessidade de repouso.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Embora a hipercolesterolemia seja silenciosa, alguns sinais indicam complicações que exigem atendimento de emergência:
- Dor no peito (aperto, queimação) que irradia para braço esquerdo, costas ou mandíbula – pode ser infarto.
- Falta de ar súbita, sudorese fria, náuseas – sinal de síndrome coronariana aguda.
- Fraqueza súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, assimetria facial – AVC.
- Dor intensa no andar superior do abdome, com irradiação para as costas – pancreatite aguda (especialmente se triglicérides >1000).
- Perda de visão súbita ou turvação visual – possível oclusão da artéria retiniana.
- Dor nas pernas ao caminhar que melhora com repouso (claudicação intermitente) – pode evoluir para isquemia crítica.
Pacientes com diagnóstico de hipercolesterolemia devem buscar atendimento médico sempre que apresentarem qualquer sintoma novo, principalmente cardiovascular. O acompanhamento regular com clínico ou cardiologista é essencial para ajustar a medicação e a dieta.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção da hipercolesterolemia e de suas complicações começa na infância, com hábitos alimentares saudáveis. As principais medidas são:
- Alimentação balanceada: priorizar frutas, verduras, grãos integrais, leguminosas, peixes, castanhas e azeite de oliva extravirgem. Evitar ultraprocessados, frituras, carnes processadas e açúcar.
- Atividade física regular: pelo menos 150 minutos/semana de atividade aeróbica moderada (caminhada rápida, pedalar, nadar) + exercícios de resistência 2x/semana.
- Controle do peso corporal: manter IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m² e circunferência abdominal < 94 cm (homens) e < 80 cm (mulheres).
- Não fumar e evitar exposição ao tabagismo passivo.
- Consumo moderado de álcool: máximo 1 dose/dia para mulheres, 2 para homens.
- Check-up anual: perfil lipídico, glicemia, pressão arterial, avaliação de risco cardiovascular.
- Adesão ao tratamento medicamentoso: estatina deve ser tomada diariamente, mesmo quando o paciente se sente bem. Não interromper sem orientação médica.
- Vacinação: manter calendário vacinal em dia, especialmente influenza e COVID-19, pois infecções podem descompensar o risco cardiovascular.
A educação em saúde é fundamental: o paciente precisa entender que a hipercolesterolemia é uma doença crônica que exige manejo contínuo, mas com controle adequado é possível ter qualidade de vida e evitar eventos cardiovasculares.
- 01. Inclua aveia no café da manhã: 3 colheres de sopa de farelo de aveia fornecem cerca de 3 g de fibra solúvel que ajuda a reduzir o LDL.
- 02. Substitua a manteiga por pasta de abacate ou azeite de oliva extravirgem nas refeições – gorduras monoinsaturadas melhoram o perfil lipídico.
- 03. Consuma peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha, atum) pelo menos duas vezes por semana – benefício cardiovascular comprovado.
- 04. Faça exames de sangue em jejum de 12 horas anualmente a partir dos 20 anos, especialmente se houver histórico familiar de colesterol alto ou doença cardíaca precoce.
- 05. Nunca pare a estatina por conta própria; se houver suspeita de efeito colateral (dor muscular, aumento de enzimas hepáticas), consulte o médico para ajuste de dose ou troca de medicamento.
- 06. Leia rótulos de alimentos: evite produtos com “gordura vegetal hidrogenada” ou “gordura trans” no ingrediente.
- 07. Pratique caminhada de 30 minutos diários – é uma das intervenções mais custo-efetivas para aumentar o HDL e reduzir o risco cardiovascular.
Perguntas Frequentes sobre o CID DIETA
O CID DIETA garante quantos dias de atestado?
O CID Z71.3 (aconselhamento dietético) não gera atestado por si só, pois não é uma doença. Para consultas médicas relacionadas ao colesterol alto (E78.0), o médico pode fornecer atestado de 1 dia para realização de exames ou retornos mensais. Em caso de complicações como infarto, o afastamento pode ser de 15 a 90 dias, mas aí o CID da complicação é utilizado.
Qual a diferença entre CID E78.0 e Z71.3?
E78.0 é o código da doença (hipercolesterolemia pura), usado para diagnosticar o excesso de colesterol. Z71.3 é o código de aconselhamento dietético, usado quando o médico realiza uma consulta focada em orientação nutricional. Muitas vezes os dois são registrados juntos no mesmo atestado.
Preciso de encaminhamento para nutricionista com esse CID?
Não obrigatório, mas altamente recomendado. O médico pode emitir o CID Z71.3 e encaminhar para nutricionista. O acompanhamento nutricional é essencial para personalizar a dieta e melhorar os resultados a longo prazo.
Esse CID pode ser usado para justificar faltas no trabalho?
Sim, desde que o médico emita atestado para a consulta ou exame. O absenteísmo relacionado à hipercolesterolemia geralmente é de 1 dia por consulta de retorno ou para exames. Não há necessidade de afastamento prolongado para tratamento ambulatorial.
O que significa CID Z71.3 em um atestado?
Significa que o paciente recebeu aconselhamento dietético, ou seja, orientações específicas sobre alimentação para controle de saúde, geralmente associado a uma condição como colesterol alto, diabetes ou obesidade. É um código de procedimento, não de doença.
Quais alimentos devo evitar se tenho o CID E78.0?
Evite carnes gordas (picanha, costela, bacon), pele de frango, embutidos (salsicha, linguiça, presunto), queijos amarelos, manteiga, creme de leite, frituras, alimentos industrializados ricos em gordura trans (salgadinhos, biscoitos, margarina), miúdos (fígado, coração), camarão e gemas em excesso.
O CID E78.0 tem cura?
Não há cura definitiva, pois a hipercolesterolemia é uma condição crônica, especialmente nas formas genéticas. No entanto, com tratamento adequado (dieta + medicamentos) é possível controlar os níveis de colesterol e prevenir complicações, mantendo qualidade de vida.
Esse CID pode ser usado para aposentadoria?
Geralmente não. A hipercolesterolemia isolada não causa incapacidade permanente. Para aposentadoria por invalidez, seria necessária uma complicação grave (infarto extenso, AVC com sequelas) com os respectivos CID, e mesmo assim depende de perícia médica do INSS.
O que é hipercolesterolemia familiar? Tem CID específico?
A hipercolesterolemia familiar também é classificada como E78.0, mas pode ser especificada como E78.8 ou E78.0 com nota clínica. É uma forma genética grave, com LDL muito elevado (>190 mg/dL em adultos) e história familiar de doença cardiovascular precoce. O tratamento inclui estatinas em altas doses e, frequentemente, associação com ezetimiba e inibidores de PCSK9.
Posso tomar remédios para colesterol sem prescrição?
Não. Todas as estatinas e demais medicamentos para colesterol exigem prescrição médica. A automedicação pode causar efeitos adversos graves (lesão hepática, rabdomiólise) e mascarar doenças subjacentes.
Qual a meta de LDL para quem tem o CID E78.0?
A meta depende do risco cardiovascular. Para pacientes de baixo risco, LDL < 130 mg/dL; médio risco < 100 mg/dL; alto risco < 70 mg/dL; muito alto risco (doença cardiovascular estabelecida) < 50 mg/dL. O médico define a meta individualizada.
O CID E78.0 pode aparecer em exames admissionais?
Sim, se o exame admissional detectar níveis elevados de colesterol, o médico do trabalho pode registrar o CID E78.0 no laudo e solicitar acompanhamento. Em geral, não é considerado impeditivo para contratação, mas exige acompanhamento regular.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Leia mais:
CID E78.0 – Hipercolesterolemia pura (CID10.com.br) |
High cholesterol – MedlinePlus (em inglês)
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