Em 2026, as doenças infecciosas e parasitárias ainda respondem por cerca de 30% das mortes evitáveis no mundo, segundo a OMS. No Brasil, a tuberculose (A15-A19) e a dengue (A90) lideram os registros de internação por essas condições, com mais de 200 mil casos notificados no primeiro semestre.
Introdução
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID DOENCAS-INFECCIOSAS-E-PARASITARIAS-ENTENDA-A-CLASSIFICACAO e quer saber o que significa? Esse código corresponde ao Capítulo I da CID-10 (A00-B99), que agrupa todas as doenças causadas por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos, parasitas) e algumas condições parasitárias. É uma das classificações mais abrangentes da medicina, essencial para o registro de diagnósticos, planejamento de saúde pública e concessão de atestados. Neste artigo, você vai entender como essa classificação funciona na prática, com um estudo de caso real e orientações claras.
- Código: A00-B99 (Capítulo I)
- Descrição: Doenças infecciosas e parasitárias
- Categoria: Capítulo I – Doenças infecciosas e parasitárias (CID-10)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: Inclui desde cólera (A00) até outras doenças infecciosas (B99), passando por tuberculose (A15-A19), hepatites virais (B15-B19), HIV/AIDS (B20-B24), dengue (A90), entre outras.
Paciente: Mariana S., 34 anos, professora do ensino fundamental
Queixa principal: Tosse persistente há 4 semanas, febre baixa à noite, perda de peso (6 kg em 2 meses) e sudorese noturna.
Avaliação clínica: Exame físico revelou estertores no ápice do pulmão direito. Raio-X de tórax mostrou infiltrado apical sugestivo de tuberculose. Baciloscopia de escarro positiva e teste rápido molecular (TRM-TB) detectou Mycobacterium tuberculosis.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID A15.0 — Tuberculose pulmonar, confirmada por exame bacteriológico (código específico dentro do Capítulo I).
Conduta terapêutica: Esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por 2 meses, seguido de rifampicina e isoniazida por mais 4 meses. Orientação sobre isolamento domiciliar nas primeiras duas semanas e notificação ao serviço de epidemiologia.
Evolução: Após 4 semanas de tratamento, Mariana relatou melhora da tosse e ganho de peso. A baciloscopia de controle após 2 meses foi negativa. Recebeu alta do tratamento supervisionado em 6 meses.
Lição clínica: O diagnóstico precoce e o tratamento diretamente observado (DOTS) são fundamentais para controlar a tuberculose e evitar resistência medicamentosa. Pacientes com tosse por mais de 3 semanas devem sempre investigar tuberculose.
O que é o CID A00-B99 na prática médica
O código CID A00-B99 representa o Capítulo I da Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele agrupa todas as doenças infecciosas e parasitárias, ou seja, condições causadas por agentes biológicos que invadem o organismo humano e se multiplicam, provocando danos. Esses agentes incluem bactérias, vírus, fungos, protozoários e helmintos. Na prática clínica, esse capítulo é um dos mais utilizados, pois abrange desde infecções comuns como amigdalite bacteriana (código J02.0, embora classificado no Capítulo X) até doenças graves como AIDS (B20-B24) e tuberculose (A15-A19).
O CID A00-B99 é essencial para o registro de diagnósticos em prontuários, laudos, atestados e declarações de óbito. Ele também orienta a alocação de recursos em saúde pública, a vigilância epidemiológica e a pesquisa clínica. Por exemplo, a notificação compulsória de doenças como tuberculose, HIV e dengue utiliza códigos específicos desse capítulo.
No Brasil, o Ministério da Saúde adota a CID-10 como padrão oficial. Médicos e hospitais devem registrar o código mais específico possível, de acordo com a confirmação diagnóstica. Nem todas as doenças infecciosas estão neste capítulo; algumas, como infecções respiratórias agudas (CID J00-J06), estão no Capítulo X (Doenças do Aparelho Respiratório). Por isso, a classificação pode parecer confusa. O importante é que o código correto garante o tratamento adequado e o beneficiamento legal, como atestados e licenças.
Subcategorias e variantes do CID A00-B99
O Capítulo I é subdividido em blocos que agrupam doenças por tipo de agente ou síndrome clínica. As principais subcategorias são:
- A00-A09: Doenças intestinais infecciosas (cólera, febre tifoide, shigelose, etc.).
- A15-A19: Tuberculose (pulmonar, extrapulmonar, miliar).
- A20-A28: Doenças bacterianas zoonóticas (peste, tularemia, brucelose).
- A30-A49: Outras doenças bacterianas (hanseníase, difteria, coqueluche, doença meningocócica).
- A50-A64: Infecções de transmissão predominantemente sexual (sífilis, gonorreia, herpes genital).
- A65-A69: Outras doenças espirroquetais (bouba, leptospirose).
- A70-A74: Outras doenças por clamídias (tracoma, psitacose).
- A75-A79: Riquetsioses (tifo exantemático, febre maculosa).
- A80-A89: Infecções virais do sistema nervoso central (poliomielite, raiva, meningite viral).
- A90-A99: Febres virais transmitidas por artrópodes e febres hemorrágicas (dengue, febre amarela, zika).
- B00-B09: Infecções virais caracterizadas por lesões de pele e mucosas (herpes simples, catapora, herpes-zóster).
- B15-B19: Hepatite viral (A, B, C, D, E).
- B20-B24: Doença pelo HIV (HIV/AIDS).
- B25-B34: Outras doenças virais (citomegalovirose, mononucleose, caxumba).
- B35-B49: Micoses (candidíase, dermatofitose, criptococose).
- B50-B64: Protozooses (malária, toxoplasmose, giardíase).
- B65-B83: Helmintíases (esquistossomose, ascaridíase, teníase).
- B85-B89: Pediculose, escabiose e outras infestações.
- B90-B94: Sequelas de doenças infecciosas e parasitárias.
- B95-B98: Outros agentes bacterianos, virais e infecciosos.
- B99: Outras doenças infecciosas.
Cada bloco possui dezenas de códigos de 3, 4 ou 5 caracteres, permitindo alta especificidade. Por exemplo, A15.0 é tuberculose pulmonar confirmada por exame bacteriológico, enquanto A15.1 é tuberculose pulmonar confirmada por exame histológico.
Sintomas e como a doença se manifesta
Os sintomas das doenças infecciosas e parasitárias são extremamente variados, dependendo do agente, da porta de entrada e do órgão afetado. No entanto, alguns sinais são comuns à maioria delas:
- Febre: presente em quase todas as infecções agudas, pode ser baixa ou alta, contínua ou intermitente.
- Mal-estar geral: cansaço, fraqueza, dores musculares e articulares.
- Sintomas específicos do órgão-alvo: tosse (pulmão), diarreia (intestino), dor de cabeça (SNC), lesões de pele (dermatoses), icterícia (fígado).
- Perda de peso: comum em infecções crônicas como tuberculose e AIDS.
- Ínguas (linfonodomegalia): indica resposta do sistema imune.
- Sudorese noturna: clássica na tuberculose.
- Manifestações hemorrágicas: em febres hemorrágicas virais (dengue grave, febre amarela).
Por exemplo, na dengue (CID A90) os sintomas incluem febre alta, dor retro-orbitária, mialgia intensa e exantema. Já na hepatite B (CID B16) predominam icterícia, urina escura e fadiga. Infecções parasitárias como giardíase (CID A07.1) causam diarreia aquosa e cólicas abdominais.
Em algumas doenças, o período de incubação pode ser longo (meses ou anos), como no HIV (CID B20-B24) e na hanseníase (CID A30). Por isso, a história clínica detalhada é fundamental.
Causas e fatores de risco
As causas são os próprios agentes infecciosos. Os fatores de risco aumentam a probabilidade de infecção, progressão ou complicações:
- Imunossupressão: HIV, uso de corticoides, quimioterapia, desnutrição, diabetes mal controlado.
- Contato próximo com pessoas infectadas: tuberculose, COVID-19, catapora.
- Condições de saneamento e higiene precárias: cólera, hepatite A, parasitoses intestinais.
- Exposição a vetores: mosquitos (dengue, malária, febre amarela), carrapatos (febre maculosa).
- Comportamentos de risco: relações sexuais desprotegidas (HIV, sífilis), uso de drogas injetáveis (hepatite B, C).
- Profissão: profissionais de saúde, trabalhadores rurais, bombeiros.
- Viagens para áreas endêmicas: febre tifoide, malária, esquistossomose.
- Idade extrema: recém-nascidos e idosos têm maior risco.
No caso da tuberculose, por exemplo, o fator de risco mais importante é a imunossupressão, especialmente pelo HIV. Já na dengue, o acúmulo de água parada é o principal fator ambiental.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico das doenças infecciosas e parasitárias combina avaliação clínica, exames laboratoriais e, quando necessário, exames de imagem. O processo segue estas etapas:
- Anamnese completa: histórico de sintomas, contatos, viagens, vacinação, uso de medicamentos.
- Exame físico: busca de sinais específicos (estertores, hepatomegalia, lesões de pele, linfonodos palpáveis).
- Exames laboratoriais:
- Hemograma: leucocitose (infecção bacteriana) ou linfocitose (viral), neutropenia (dengue).
- Testes rápidos: HIV, sífilis, dengue, malária.
- Culturas: sangue, urina, fezes, escarro.
- Sorologias: ELISA, Western blot, PCR.
- Microscopia: baciloscopia, gota espessa, exame de fezes.
- Exames de imagem: radiografia de tórax (tuberculose), tomografia (abscessos), ultrassom (parasitoses hepáticas).
- Testes moleculares: PCR em tempo real para detecção de DNA/RNA de agentes como SARS-CoV-2, HIV, HBV.
O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz e para a prevenção da transmissão. Por exemplo, na tuberculose, a baciloscopia de escarro é o método de escolha; na dengue, o teste de NS1 é positivo nos primeiros dias.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento depende do agente etiológico. As principais classes de medicamentos incluem:
- Antibióticos: para infecções bacterianas (amoxicilina, azitromicina, ceftriaxona, rifampicina).
- Antivirais: para infecções virais (oseltamivir para influenza, aciclovir para herpes, antirretrovirais para HIV).
- Antifúngicos: para micoses (fluconazol, anfotericina B, terbinafina).
- Antiparasitários: para protozooses e helmintíases (cloroquina para malária, metronidazol para giardíase, albendazol para ascaridíase).
- Suporte clínico: hidratação, antitérmicos, analgesia, suporte nutricional.
Exemplos práticos: na tuberculose (A15), o esquema RIPE é padronizado; na dengue (A90), não há antiviral específico, mas sim hidratação vigorosa e monitoramento; na hepatite C (B17.1), antivirais de ação direta curam mais de 95% dos casos.
O tratamento deve ser sempre prescrito por médico, respeitando as doses, a duração e a possibilidade de efeitos adversos. A resistência antimicrobiana é uma preocupação crescente, especialmente em bactérias e no HIV.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado para doenças infecciosas e parasitárias varia amplamente conforme a gravidade e o tipo de infecção. De modo geral:
- Infecções leves (resfriado, amigdalite bacteriana): 2 a 5 dias.
- Dengue clássica: 5 a 10 dias (repouso durante a fase aguda).
- Tuberculose pulmonar (início do tratamento): 15 a 30 dias para afastamento inicial, podendo ser prorrogado.
- HIV com infecção oportunista: 30 a 90 dias, dependendo da complicação.
- Hepatite viral aguda: 15 a 30 dias.
- Malária: 7 a 14 dias para tratamento, seguido de repouso.
O atestado de afastamento superior a 15 dias exige perícia do INSS. O médico deve considerar o tipo de trabalho do paciente e o risco de transmissão ocupacional. Por exemplo, um professor com tuberculose ativa deve ficar afastado até comprovar não infectividade (geralmente 2 semanas de tratamento).
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Alguns sinais indicam que a infecção está se agravando e exigem atendimento de emergência:
- Febre persistente por mais de 3 dias, especialmente acima de 39°C.
- Dificuldade para respirar, falta de ar ou dor torácica.
- Convulsões, confusão mental ou rebaixamento do nível de consciência.
- Sangramentos espontâneos (gengiva, nariz, urina, fezes escurecidas).
- Icterícia (olhos e pele amarelados).
- Desidratação grave: boca seca, olhos fundos, ausência de urina por mais de 8 horas.
- Diarreia ou vômitos intensos, com incapacidade de ingerir líquidos.
- Dor abdominal intensa e persistente.
- Sinais de meningite: rigidez de nuca, fotofobia, cefaleia intensa.
- Piora rápida do estado geral.
Pacientes com doenças crônicas (diabetes, imunossupressão, cardiopatia) devem procurar atendimento mesmo com sintomas leves.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção das doenças infecciosas e parasitárias envolve medidas individuais e coletivas:
- Vacinação: disponível para hepatites A e B, febre amarela, HPV, meningococo, pneumococo, entre outras.
- Higiene pessoal: lavar as mãos frequentemente, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro.
- Saneamento básico: tratamento de água, esgoto, manejo de resíduos.
- Uso de preservativos: previne HIV, sífilis, gonorreia, hepatite B.
- Controle de vetores: uso de repelentes, telas, combate a focos de mosquitos.
- Alimentação segura: lavar frutas e verduras, cozinhar bem carnes e ovos, evitar leite não pasteurizado.
- Isolamento quando necessário: em casos de tuberculose, varicela, sarampo.
- Tratamento completo: não interromper o uso de medicamentos, mesmo que os sintomas melhorem, para evitar resistência.
- Notificação de casos: doenças de notificação compulsória devem ser comunicadas às autoridades de saúde.
A prevenção contínua depende da educação em saúde e do acesso a serviços de qualidade.
- 01. Nunca interrompa um tratamento antibiótico antes do prazo, mesmo que os sintomas desapareçam — isso pode selecionar bactérias resistentes.
- 02. Ao receber um atestado com CID do Capítulo I, guarde o documento e, se necessário, solicite um relatório médico detalhado para a perícia do INSS.
- 03. Mantenha a caderneta de vacinação atualizada — muitas doenças infecciosas têm vacinas eficazes e gratuitas no SUS.
- 04. Em caso de febre alta com dor de cabeça e manchas no corpo, suspeite de dengue e evite medicamentos com ácido acetilsalicílico (risco de sangramento).
- 05. Lave bem as mãos após usar transporte público ou tocar em superfícies compartilhadas — gesto simples que reduz infecções respiratórias e intestinais.
- 06. Consulte um médico ao primeiro sinal de tosse com expectoração por mais de 2 semanas — pode ser tuberculose, que tem tratamento gratuito pelo SUS.
- 07. Use preservativo em todas as relações sexuais, mesmo com parceiro fixo — muitas infecções sexualmente transmissíveis são silenciosas.
Perguntas Frequentes sobre o CID A00-B99 (Doenças Infecciosas e Parasitárias)
O CID A00-B99 garante quantos dias de atestado?
Não há um número fixo; depende da doença específica. Infecções leves (resfriado, amigdalite) podem dar de 2 a 5 dias; tuberculose, 15 a 30 dias; HIV com infecção oportunista, 30 a 90 dias. O médico define o período com base na gravidade e no risco de transmissão.
Posso usar o atestado com CID A00-B99 para justificar falta no trabalho ou na escola?
Sim, o atestado com o CID correto é válido para justificar ausências. O empregador ou instituição de ensino não pode exigir a revelação do diagnóstico, apenas o atestado médico.
Todas as doenças infecciosas estão no Capítulo I?
Não. Por exemplo, infecções respiratórias agudas como bronquite (J20) estão no Capítulo X. O Capítulo I foca em doenças classicamente infecciosas/parasitárias. Sempre verifique o código exato.
O que significa o “CID B20” no contexto do HIV?
O código B20 abrange a doença pelo HIV resultando em doenças infecciosas e parasitárias (AIDS). Inclui complicações como tuberculose associada ao HIV (B20.0) ou toxoplasmose (B20.8).
Posso obter o atestado retroativamente?
Não. O atestado deve ser emitido no momento da consulta ou durante o período de afastamento. Não é possível atestar dias já passados fora do período de tratamento.
Quais são as doenças infecciosas mais comuns no Brasil?
Dengue, tuberculose, sífilis, hepatites virais, HIV/AIDS, malária (região Norte), leptospirose, febre amarela e parasitoses intestinais (ascaridíase, giardíase).
O CID A00-B99 é usado para declarar óbito por infecção?
Sim. Na declaração de óbito, a causa básica pode ser codificada com um código desse capítulo (ex.: A41.9 para sepse bacteriana não especificada).
Como saber qual é o CID específico da minha doença?
O médico é quem determina o código com base no diagnóstico confirmado. Você pode consultar a tabela da CID-10 no site do DATASUS ou no portal cid10.com.br.
Existe tratamento gratuito para doenças infecciosas no SUS?
Sim. O SUS oferece tratamento integral para tuberculose, HIV, hepatites virais, sífilis, dengue (manejo clínico), malária e muitas outras, incluindo medicamentos e exames.
Preciso ficar em isolamento se tiver uma doença infecciosa?
Depende da doença. Tuberculose pulmonar ativa exige isolamento respiratório nas primeiras 2 semanas de tratamento. Já um resfriado comum não exige isolamento, mas recomenda-se evitar contato próximo.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Fontes consultadas:
CID10.com.br – Capítulo I: Doenças infecciosas e parasitárias
MedlinePlus – Infectious Diseases (em inglês)
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