Em 2026, a realização de exames de imagem, especialmente ressonância magnética e tomografia computadorizada, cresceu 15% em relação a 2025, impulsionada pelo envelhecimento populacional e pela incorporação de novas tecnologias. No Brasil, estima-se que 1 em cada 3 pessoas realize ao menos um exame de imagem por ano para diagnóstico ou acompanhamento de doenças crônicas.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID EXAMES-DE-IMAGEM-ENTENDA-SUA-IMPORTANCIA-E-APLICACOES e quer saber o que significa? Na verdade, esse código não representa uma doença, mas sim a realização de exames de imagem como parte da investigação clínica. Os exames de imagem são ferramentas essenciais para visualizar estruturas internas do corpo, auxiliando no diagnóstico preciso e no acompanhamento de diversas condições de saúde. Neste artigo, vamos explorar sua importância, aplicações e o que esperar ao ser submetido a esses procedimentos.
- Código: Z01.6
- Descrição: Exame radiológico, não especificado (inclui radiografias, tomografias, ressonâncias, ultrassonografias e outros métodos de imagem quando o motivo principal é a realização do exame)
- Categoria: Capítulo XXI – Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde (Z00-Z99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias principais: Z01.0 (Exame dos olhos e da visão), Z01.1 (Exame dos ouvidos e da audição), Z01.2 (Exame odontológico), Z01.3 (Exame de pressão arterial), Z01.4 (Exame ginecológico), Z01.5 (Exame de laboratório), Z01.6 (Exame radiológico), Z01.7 (Exame de imagem por ressonância magnética), Z01.8 (Outros exames especiais)
Paciente: Joana M., 62 anos, professora aposentada
Queixa principal: Dor lombar crônica com irradiação para a perna esquerda, piora ao caminhar e melhora com repouso há 3 meses
Avaliação clínica: Exame físico revelou diminuição da força muscular no membro inferior esquerdo e reflexo patelar diminuído. A médica solicitou ressonância magnética da coluna lombar para avaliar possível hérnia de disco.
Diagnóstico: A ressonância confirmou hérnia discal em L4-L5 com compressão radicular. O médico registrou o CID Z01.6 (exame radiológico) para o procedimento e o CID M51.1 (transtorno de disco lombar com radiculopatia) como diagnóstico principal.
Conduta terapêutica: Prescrição de anti-inflamatórios, fisioterapia e orientação para repouso relativo por 7 dias. Após 6 semanas sem melhora significativa, foi indicada cirurgia minimamente invasiva.
Evolução: Após 8 semanas de fisioterapia pós-operatória, a paciente retornou às atividades diárias sem dor, com força muscular normalizada.
Lição clínica: A solicitação precoce do exame de imagem adequado evitou atraso no diagnóstico e permitiu tratamento direcionado, evitando cronificação e sequelas neurológicas.
O que é o CID Z01.6 na prática médica?
O CID Z01.6 – Exame radiológico, não especificado – é um código da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) utilizado quando o principal motivo do atendimento é a realização de um exame de imagem, independentemente do resultado. Na prática clínica, ele é empregado em prontuários e guias de autorização para cobrir procedimentos como radiografias (raio-X), tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias, mamografias e densitometrias ósseas. Esse código não indica uma doença, mas sim a necessidade de investigação por imagem.
É importante diferenciar: quando o paciente já tem um diagnóstico e o exame é feito para acompanhamento, geralmente se usa o CID da doença de base (ex: C50 – Neoplasia maligna da mama) em vez do Z01.6. O Z01.6 é mais comum em cenários de check-up, rastreamento ou investigação inicial de sintomas inespecíficos.
No Brasil, o CID Z01.6 é frequentemente solicitado por clínicos gerais, ortopedistas, neurologistas e ginecologistas. Por exemplo, uma ultrassonografia abdominal para investigar dor abdominal inespecífica pode ser registrada sob esse código. Já uma tomografia de crânio após trauma leve – se o motivo principal for o exame – também utiliza o Z01.6.
Subcategorias e variantes dos exames de imagem
Dentro do capítulo Z, os códigos Z01.0 a Z01.8 abrangem diversos tipos de exames. As subcategorias mais relevantes para exames de imagem incluem:
- Z01.6 – Exame radiológico: inclui radiografias convencionais, tomografia computadorizada e fluoroscopia.
- Z01.7 – Exame de imagem por ressonância magnética: específico para ressonância magnética de qualquer parte do corpo.
- Z01.8 – Outros exames especiais: abrange cintilografia, PET-CT e exames de medicina nuclear.
Além disso, existem códigos específicos para rastreamentos, como Z12 (exame de rastreamento para neoplasias) e Z13 (exame de rastreamento para outras doenças). Por exemplo, uma mamografia de rotina pode ser codificada como Z12.3 (exame de rastreamento para neoplasia da mama).
É fundamental que o médico escolha o código mais específico disponível, pois isso afeta a cobertura pelos planos de saúde, a autorização de exames e as estatísticas de saúde pública.
Quando os exames de imagem são indicados
Os exames de imagem são solicitados quando o médico precisa visualizar estruturas internas para confirmar ou afastar hipóteses diagnósticas. As principais indicações incluem:
- Dor persistente ou localizada: dor abdominal, lombar, torácica, articular ou óssea sem causa clara após exame físico.
- Traumas: fraturas, luxações, lesões ligamentares ou hemorragias internas – radiografias e tomografias são essenciais.
- Sintomas neurológicos: cefaleia intensa, convulsões, déficits motores ou sensitivos – ressonância ou tomografia de crânio são indicadas.
- Alterações em exames laboratoriais: por exemplo, função hepática alterada pode levar a uma ultrassonografia abdominal.
- Rastreamento de doenças: mamografia para câncer de mama (a partir dos 40-50 anos), colonoscopia virtual para pólipos, densitometria para osteoporose.
- Acompanhamento de doenças crônicas: progressão de tumores, resposta a tratamento, controle de nódulos pulmonares ou tireoidianos.
É importante entender que nem toda condição exige imagem. Médicos experientes equilibram a necessidade clínica com os riscos (radiação, custo, tempo) e só solicitam exames quando os benefícios superam os malefícios.
Causas e fatores de risco relacionados à necessidade de exames
A necessidade de realizar exames de imagem está associada a diversos fatores: idade avançada (maior prevalência de doenças degenerativas e neoplasias), histórico familiar de câncer, exposição ocupacional a agentes cancerígenos, tabagismo, obesidade e sedentarismo – condições que aumentam a probabilidade de achados patológicos.
Além disso, fatores sociodemográficos influenciam: acesso a serviços de saúde, disponibilidade de equipamentos, orientação médica e cobertura por planos de saúde. Pacientes com maior nível educacional tendem a aderir mais a exames preventivos. Por outro lado, a solicitação inadequada de exames (por ansiedade do paciente ou do médico) também é um problema, gerando custos desnecessários e riscos de achados incidentais que podem levar a procedimentos invasivos.
Nas emergências, os exames de imagem são cruciais: AVC, traumatismo cranioencefálico, suspeita de apendicite ou embolia pulmonar. Nesses casos, o tempo é fator determinante, e o CID utilizado pode ser o da condição suspeita (ex: I63 – AVC isquêmico) em vez do Z01.6.
Como é feito o diagnóstico por imagem
O processo diagnóstico por imagem segue etapas:
- Solicitação médica: o médico preenche um formulário com a hipótese diagnóstica, o tipo de exame e a região a ser examinada.
- Preparo: alguns exames exigem jejum (ultrassonografia abdominal, tomografia contrastada), uso de contraste endovenoso, ou preparo intestinal (colonoscopia virtual). O paciente recebe orientações específicas.
- Realização do exame: geralmente rápida (5-30 minutos), mas ressonâncias podem levar até 1 hora. O paciente deve permanecer imóvel para evitar artefatos.
- Interpretação: o laudo é emitido por um médico radiologista, descrevendo os achados e fornecendo uma conclusão diagnóstica. O laudo não substitui a avaliação clínica; o médico assistente correlaciona os achados com a história do paciente.
- Discussão dos resultados: em consulta de retorno, o médico explica os achados, confirma ou descarta hipóteses e define conduta.
Exames de imagem modernos, como a tomografia computadorizada com reconstrução 3D e a ressonância magnética funcional, permitem avaliações cada vez mais precisas. No entanto, a sensibilidade e especificidade variam conforme o método e a região estudada.
Interpretação dos resultados e opções terapêuticas
Os resultados de exames de imagem podem ser normais, apresentar achados benignos (cistos simples, hemangiomas, calcificações fisiológicas) ou revelar alterações que exigem tratamento. Exemplos:
- Ultrassonografia abdominal: cálculo em vesícula biliar → colecistectomia; esteatose hepática → mudança de hábitos de vida.
- Ressonância de coluna: hérnia de disco → fisioterapia, medicação ou cirurgia.
- Tomografia de tórax: nódulo pulmonar suspeito → seguimento com exames seriados, biópsia ou ressecção.
- Mamografia: nódulo suspeito (BI-RADS 4 ou 5) → core biopsy para diagnóstico histológico.
O tratamento não é guiado apenas pela imagem, mas pela integração com sintomas, exames laboratoriais e perfil do paciente. Muitas vezes, achados incidentais (ex: nódulo tireoidiano pequeno) não requerem intervenção, apenas acompanhamento. Por isso, é essencial que o médico discuta cada achado com o paciente, evitando terrorismo ou negligência.
A terapêutica pode variar desde medidas conservadoras (repouso, medicamentos, fisioterapia) até procedimentos minimamente invasivos (radiofrequência, embolização) ou cirurgias convencionais. O papel do exame de imagem é fornecer o mapa para a tomada de decisão.
Quantos dias de atestado médico?
O CID Z01.6 por si só não estabelece um número fixo de dias de atestado. O afastamento do trabalho depende do motivo que levou ao exame, do preparo necessário e da eventual sedação (por exemplo, colonoscopia virtual ou ressonância com ansiolítico). Em geral:
- Para exames simples sem contraste ou sedação (ultrassom, radiografia), o paciente pode retornar ao trabalho no mesmo dia; não há necessidade de atestado.
- Exames que exigem jejum prolongado, preparo intestinal ou administração de contraste endovenoso podem justificar um dia de afastamento.
- Exames com sedação (endoscopia digestiva alta com biópsia, colonoscopia) frequentemente requerem repouso no dia do procedimento – atestado de 1 a 2 dias.
- Quando o exame revela uma condição que causa sintomas incapacitantes (ex: fratura, hérnia discal com dor intensa), o médico deve emitir atestado com o CID da doença, não o Z01.6. Nesse caso, os dias variam conforme a gravidade: 3 a 7 dias para uma hérnia de disco sem cirurgia, até 30 dias para uma fratura grave.
Importante: O atestado deve refletir a real necessidade de afastamento, baseada na condição clínica e no tipo de exame/job do paciente. A solicitação de dias excessivos pode ser considerada fraudulenta.
Sinais de alerta: quando procurar o médico com urgência
Alguns sintomas indicam a necessidade de avaliação imediata, mesmo que você já tenha exames agendados:
- Dor súbita e intensa em qualquer região do corpo (abdome, tórax, cabeça);
- Déficit neurológico agudo: dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo, perda de visão, desmaio;
- Falta de ar repentina, dor torácica opressiva;
- Sangramento ativo (digestivo, urinário, vaginal) com instabilidade hemodinâmica;
- Trauma com deformidade, incapacidade de movimentar um membro ou suspeita de fratura exposta;
- Sinais de infecção grave: febre alta, calafrios, hipotensão, confusão mental.
Nesses casos, procure um serviço de emergência (UPA, pronto-socorro) imediatamente. O exame de imagem será realizado com urgência, e o CID utilizado será o da condição aguda, não o Z01.6.
Prevenção e cuidados contínuos
Para minimizar a necessidade de exames de imagem, adote hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, não fumar, uso moderado de álcool. A prevenção de doenças crônicas reduz a chance de precisar de investigações por imagem.
Quando indicados, siga rigorosamente o cronograma de rastreamento: mamografia anual a partir dos 40-50 anos (conforme protocolo), densitometria óssea para mulheres na pós-menopausa, ultrassonografia abdominal periódica em pacientes com fatores de risco para hepatopatia ou litíase biliar.
Além disso, mantenha um histórico de todos os exames realizados (laudos e imagens digitais). Isso evita repetições desnecessárias e permite comparações ao longo do tempo. Guarde também os laudos de exames anteriores, especialmente se houver nódulos ou lesões em acompanhamento.
Converse com seu médico sobre os riscos e benefícios de cada exame. Em crianças e gestantes, a exposição à radiação deve ser evitada sempre que possível – exames como ultrassom e ressonância magnética (sem contraste) são seguros nesses grupos.
- 01. Leve todos os exames anteriores ao consultar o médico – a comparação é crucial para detectar mudanças.
- 02. Siga rigorosamente as orientações de preparo (jejum, hidratação, suspensão de medicamentos) para evitar repetições e resultados inconclusivos.
- 03. Informe ao médico e ao técnico sobre alergias (especialmente a contraste iodado), marcapassos, próteses metálicas e claustrofobia.
- 04. Não tenha medo de perguntar: entenda por que o exame foi solicitado, o que será avaliado e quais são os possíveis achados.
- 05. Mantenha um arquivo organizado (físico ou digital) com todos os laudos e imagens – isso facilita o acompanhamento longitudinal.
- 06. Desconfie de exames de imagem solicitados sem indicação clara – um bom médico sempre explica o motivo.
Perguntas Frequentes sobre o CID exames de imagem
O CID Z01.6 garante quantos dias de atestado médico?
Não existe um número fixo. O atestado depende do tipo de exame e da condição clínica subjacente. Em geral, exames simples não exigem afastamento; exames com sedação ou preparo complexo podem gerar 1-2 dias. Se o exame revelar uma doença incapacitante, o atestado será baseado no CID da doença (ex: M51.1, S72.0), não no Z01.6.
Exame de imagem dói?
A maioria dos exames é indolor. Pode haver desconforto por ficar imóvel ou pelo contraste endovenoso (sensação de calor). Mamografia causa compressão, mas é rápida. Tomografia e ressonância são indolores, exceto pelo barulho da ressonância (fones são fornecidos).
Precisa de jejum para todos os exames?
Não. Ultrassonografia abdominal geralmente exige jejum de 6-8 horas. Tomografia com contraste oral ou endovenoso também pode requerer jejum. Radiografias simples, mamografias e ressonâncias sem contraste não exigem jejum.
Qual a diferença entre tomografia e ressonância magnética?
Tomografia usa raios-X (radiação ionizante) e é excelente para ossos, pulmões e emergências. Ressonância usa campo magnético e ondas de rádio (sem radiação) e é superior para tecidos moles (cérebro, medula, articulações). Ambas têm indicações específicas.
Crianças podem fazer exames de imagem?
Sim, mas com cuidados especiais. Ultrassom e ressonância são preferíveis por não usarem radiação. Tomografia e radiografia são usadas quando estritamente necessárias, com doses ajustadas para o peso e idade da criança.
Grávidas podem fazer exames de imagem?
Sim, com restrições. Ultrassom é seguro durante toda a gestação. Ressonância pode ser feita a partir do segundo trimestre. Tomografia e radiografia são evitadas, mas podem ser realizadas em emergências com proteção abdominal.
Exame de imagem detecta câncer?
Muitos tumores são detectados por imagem (nódulos, massas). No entanto, o diagnóstico definitivo de câncer geralmente requer biópsia. Exames como mamografia, tomografia de tórax e ressonância de próstata são usados para rastreamento e caracterização.
Quanto tempo leva para sair o resultado?
O laudo do radiologista normalmente fica pronto em 1 a 5 dias úteis, dependendo da complexidade e do serviço. Exames de urgência têm laudo em minutos. Em unidades privadas, o prazo pode ser menor. Sempre pergunte na clínica sobre o tempo de liberação.
É coberto pelo plano de saúde?
A maioria dos planos cobre exames de imagem com indicação médica. É necessário solicitação médica e autorização prévia para exames de alto custo (ressonância, tomografia). Verifique a carência e a cobertura do seu plano.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Links de referência:
CID-10 – Classificação Internacional de Doenças |
MedlinePlus – Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA
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