Estudos recentes do Ministério da Saúde indicam que cerca de 5% das crianças brasileiras em idade escolar apresentam critérios compatíveis com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), sendo o CID F90.0 o mais registrado em consultas de pediatria e psiquiatria infantil. Em 2026, a identificação precoce continua sendo o maior desafio.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID SINTOMAS-TDAH e quer saber o que significa? O termo “CID sintomas TDAH” geralmente se refere ao código F90.0 da Classificação Internacional de Doenças, que corresponde ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Neste artigo, explicamos de forma clara e completa o que esse código representa, como é feito o diagnóstico, quais as opções de tratamento e o que você precisa saber sobre o atestado médico.
- Código: F90.0
- Descrição: Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)
- Categoria: Capítulo V – Transtornos mentais e comportamentais (CID-10)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: F90.0 – TDAH tipo combinado; F90.1 – TDAH predominantemente desatento; F90.2 – TDAH predominantemente hiperativo-impulsivo
Paciente: Lucas M., 8 anos, estudante do 3º ano do ensino fundamental
Queixa principal: Dificuldade de concentração, agitação excessiva em sala de aula, baixo rendimento escolar e queixas frequentes da professora sobre comportamento impulsivo.
Avaliação clínica: A mãe relatou que desde os 5 anos Lucas apresenta dificuldade em esperar a vez, interrompe conversas e frequentemente perde seus pertences. O exame físico e neurológico não mostrou alterações. Foram aplicados questionários padronizados (SNAP-IV) e realizada entrevista com a escola. Testes de QI e avaliação auditiva/visual estavam normais.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID F90.0 — Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, tipo combinado, confirmado por critérios do DSM-5 e CID-10.
Conduta terapêutica: Foi iniciado metilfenidato (Ritalina LA) 20 mg uma vez ao dia, associado a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e orientações para a escola (adaptações curriculares, pausas ativas). A família recebeu psicoeducação sobre o transtorno.
Evolução: Após 3 meses de tratamento, Lucas apresentou melhora significativa na atenção, redução da impulsividade e notas escolares subiram de médias baixas para regulares. Os efeitos colaterais foram mínimos (leve redução do apetite no início). A escola relatou melhor integração social.
Lição clínica: O diagnóstico precoce do TDAH combinado com intervenção medicamentosa e psicossocial permite à criança desenvolver todo o seu potencial acadêmico e social, evitando comorbidades como ansiedade e depressão.
O que é o CID F90.0 na prática médica
O CID F90.0 é o código utilizado internacionalmente para classificar o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), tipo combinado. Na prática médica, esse código é usado quando o paciente apresenta tanto sintomas de desatenção quanto de hiperatividade/impulsividade em intensidade suficiente para causar prejuízo funcional em pelo menos dois contextos (escola, casa, trabalho, lazer). O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, com início na infância, mas que pode persistir na vida adulta. O registro correto do CID é essencial para fins de atestado médico, autorização de exames, renovação de receitas de medicamentos controlados e afastamento do trabalho ou escola.
Subcategorias e variantes do CID F90.0
O CID-10 descreve três subcategorias principais dentro do código F90:
- F90.0 – TDAH tipo combinado: Quando estão presentes tanto sintomas de desatenção quanto de hiperatividade/impulsividade.
- F90.1 – TDAH predominantemente desatento: O paciente apresenta mais sintomas de desatenção (dificuldade de concentração, distração fácil, erros por descuido).
- F90.2 – TDAH predominantemente hiperativo-impulsivo: O paciente apresenta mais sintomas de hiperatividade (agitação, dificuldade de ficar parado, fala excessiva) e impulsividade (atitudes sem pensar, interrupções).
Há ainda o código F90.8 para outros tipos especificados e F90.9 para TDAH não especificado. A diferenciação é importante para direcionar a abordagem terapêutica.
Sintomas e como o TDAH se manifesta
Os sintomas do TDAH variam de acordo com a idade e o subtipo. Os principais sinais de desatenção incluem: dificuldade em manter o foco em tarefas, não ouvir quando chamado, erros por distração, evitar atividades que exijam esforço mental prolongado, perder objetos e esquecer compromissos. Já a hiperatividade se manifesta como inquietação, incapacidade de permanecer sentado, correr ou subir em momentos inapropriados, sensação de “motor ligado”. A impulsividade aparece como respostas precipitadas, dificuldade em esperar a vez, interromper os outros, tomar decisões arriscadas. Em adultos, os sintomas podem se apresentar como procrastinação, desorganização, dificuldade em manter empregos ou relacionamentos, além de maior propensão a acidentes.
Causas e fatores de risco
O TDAH tem etiologia multifatorial. Os principais fatores incluem:
- Genética: Estudos com gêmeos mostram herdabilidade de cerca de 70-80%. Genes relacionados aos sistemas dopaminérgico e noradrenérgico estão envolvidos.
- Neurobiológicos: Alterações na estrutura e função de áreas cerebrais como córtex pré-frontal, gânglios da base e cerebelo, com redução de volume e atividade.
- Ambientais: Exposição pré-natal a álcool, tabaco, drogas, baixo peso ao nascer, prematuridade, estresse precoce, trauma craniano.
- Fatores psicossociais: Ambiente familiar desorganizado, práticas parentais inconsistentes, mas não são causa primária – agravam os sintomas em indivíduos predispostos.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do TDAH (CID F90.0) é essencialmente clínico, baseado em história detalhada, entrevistas com o paciente e familiares, escalas de avaliação (SNAP-IV, ASRS, Conners), e informações da escola ou trabalho. Exames complementares como EEG, neuroimagem ou testes neuropsicológicos não são obrigatórios, mas podem ajudar em casos complexos. É fundamental excluir outras condições que mimetizam TDAH, como transtornos de ansiedade, depressão, transtorno bipolar, distúrbios do sono e deficiências sensoriais. A avaliação deve considerar os critérios diagnósticos do DSM-5 ou CID-10, com sintomas presentes antes dos 12 anos e em múltiplos contextos.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento do TDAH é multimodal e individualizado. As principais abordagens são:
- Medicamentoso: Psicoestimulantes como metilfenidato (Ritalina, Concerta) e lisdexanfetamina (Vyvanse) são a primeira linha, com eficácia comprovada. Não estimulantes como atomoxetina (Strattera) e guanfacina também são opções.
- Psicoterapia: Terapia cognitivo-comportamental (TCC) ajuda no gerenciamento de sintomas, organização, controle da impulsividade e habilidades sociais.
- Intervenções psicossociais: Treinamento de pais, adaptações escolares (tempo extra em provas, sala silenciosa), coaching executivo.
- Estilo de vida: Sono regular, atividade física, alimentação balanceada e redução de estímulos digitais podem melhorar os sintomas.
O tratamento é de longo prazo e requer acompanhamento médico periódico para ajuste de doses e monitoramento de efeitos colaterais.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado para TDAH (CID F90.0) depende do contexto e da gravidade. Para crianças em idade escolar, o atestado geralmente é usado para justificar faltas em dias de avaliações ou para participação em sessões de terapia, podendo variar de 1 a 3 dias por mês. Em adultos, o atestado pode ser necessário para afastamento temporário do trabalho durante crises ou para ajuste de medicação, geralmente de 1 a 7 dias – raramente superior a 15 dias consecutivos. Em casos de comorbidades graves (depressão, ansiedade), o afastamento pode ser prolongado mediante avaliação psiquiátrica. Cada caso é analisado individualmente pelo médico, respeitando as normas da empresa e a legislação trabalhista brasileira.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Procure atendimento médico de urgência se o paciente com TDAH apresentar:
- Pensamentos ou tentativas de suicídio (especialmente em adolescentes)
- Agitação psicomotora intensa com risco de autoagressão
- Reações adversas graves a medicamentos (taquicardia, hipertensão, alucinações)
- Piora súbita do comportamento agressivo
- Sinais de psicose (delírios, alucinações)
- Abuso de substâncias associado
Em crianças, sinais de alerta incluem agressividade extrema, ideação suicida ou recusa alimentar grave. A intervenção precoce pode evitar complicações.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção primária do TDAH é limitada, mas cuidados durante a gestação (evitar álcool, tabaco, drogas) e após o nascimento (nutrição adequada, estímulo precoce) podem reduzir riscos. Para quem já tem o diagnóstico, os cuidados contínuos incluem:
- Manter acompanhamento médico regular (a cada 3-6 meses)
- Uso correto da medicação conforme prescrição
- Terapia comportamental contínua
- Rotina estruturada, horários fixos para sono, refeições e estudo
- Limite de tempo de telas e estímulos digitais
- Exercícios físicos diários (pelo menos 30 minutos)
- Comunicação aberta entre família, escola e médicos
- 01. Nunca interrompa a medicação sem orientação médica – o TDAH é um transtorno crônico e o tratamento contínuo é fundamental.
- 02. Crie listas de tarefas visíveis e use alarmes no celular para ajudar na organização diária.
- 03. Estabeleça uma rotina de sono fixa – a privação de sono piora todos os sintomas de TDAH.
- 04. Na escola, solicite adaptações como tempo extra em provas e lugar na frente da sala.
- 05. Pratique mindfulness ou técnicas de respiração para reduzir a impulsividade e melhorar o foco.
- 06. Informe sempre o médico sobre outros medicamentos que você ou seu filho tomam, para evitar interações.
Perguntas Frequentes sobre o CID SINTOMAS TDAH
O CID F90.0 garante quantos dias de atestado?
Para crianças, geralmente 1 a 3 dias por ocorrência; para adultos, até 7 dias consecutivos, podendo ser prorrogado com reavaliação médica. O tempo depende da gravidade e da necessidade de afastamento.
O TDAH tem cura?
O TDAH é um transtorno crônico, mas o tratamento adequado permite controle dos sintomas e melhora significativa da qualidade de vida. Muitos adultos aprendem a manejar os sintomas.
Qual a idade mínima para diagnosticar TDAH?
O diagnóstico pode ser feito a partir dos 4-5 anos, mas é mais confiável após os 6 anos, quando os sintomas se tornam mais evidentes em ambiente escolar.
Posso receber o CID F90.0 sem ter hiperatividade?
Sim, o subtipo predominantemente desatento (F90.1) apresenta apenas sintomas de desatenção, sem hiperatividade evidente. É mais comum em meninas e muitas vezes passa despercebido.
O TDAH pode ser diagnosticado em adultos?
Sim, muitos adultos são diagnosticados tardiamente, especialmente quando os sintomas persistem desde a infância. O diagnóstico em adultos segue critérios adaptados.
Medicamentos para TDAH causam dependência?
Psicoestimulantes como metilfenidato têm potencial de abuso, mas quando usados sob prescrição e em doses terapêuticas, o risco é baixo. A atomoxetina não causa dependência.
O que significa CID F90.0 no atestado médico?
Significa que o médico diagnosticou o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) tipo combinado, justificando a necessidade de afastamento ou adaptações.
O TDAH pode piorar com a idade?
Os sintomas de hiperatividade tendem a diminuir na vida adulta, mas a desatenção e a impulsividade podem persistir. Fatores como estresse e sobrecarga podem agravar.
Existe exame de sangue para detectar TDAH?
Não. O diagnóstico é clínico, baseado em entrevistas e escalas. Exames complementares são usados apenas para descartar outras causas.
Como explicar o TDAH para a escola?
Apresente o laudo médico com o CID, solicite reunião com a coordenação e proponha adaptações pedagógicas. A psicoeducação ajuda a reduzir preconceitos.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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MedlinePlus – TDAH
CID R11 – Náusea e Vômitos •
CID Z000 – Exame Médico Geral •
CID 010 – Tuberculose Pulmonar •
CID 083 – Significado e Cuidados •
CID 200 – O que significa •
CID F41 – Ansiedade •
CID M54 – Dorsalgia •
CID J06 – Infecção Respiratória •
Omeprazol para que serve
Na Clinica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com médicos que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.


