Estima-se que a asma atinja mais de 330 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, cerca de 20 milhões de brasileiros vivem com a condição, e a doença é responsável por aproximadamente 2.000 internações anuais apenas no estado do Ceará, segundo dados do DATASUS 2025.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID TRATAMENTO-DE-ASMA-ENTENDA-A-CLASSIFICACAO-E-CUIDADOS e quer saber o que significa? Este artigo foi escrito para esclarecer de forma completa e acessível o significado desse código, a classificação da asma, os tratamentos disponíveis e os cuidados essenciais para o controle da doença. A asma é uma condição respiratória crônica que exige atenção contínua, e compreender o CID é o primeiro passo para um tratamento eficaz.
- Código: J45 – Asma (CID TRATAMENTO-DE-ASMA-ENTENDA-A-CLASSIFICACAO-E-CUIDADOS)
- Descrição: Asma brônquica, incluindo asma alérgica, asma não alérgica e asma de início tardio
- Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: J45.0 (Asma predominantemente alérgica), J45.1 (Asma não alérgica), J45.8 (Asma mista), J45.9 (Asma não especificada)
Paciente: Sr. Carlos Eduardo, 45 anos, professor de educação física
Queixa principal: Falta de ar aos esforços leves, tosse seca noturna e sensação de aperto no peito há três semanas, piorando após prática de exercícios ao ar livre.
Avaliação clínica: Ausculta pulmonar revelou sibilos difusos bilaterais. Espirometria mostrou redução do VEF1/CVF com resposta positiva ao broncodilatador (aumento de 15% no VEF1). Testes alérgicos positivos para ácaros e pólen.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o J45.0 – Asma predominantemente alérgica, confirmada por critérios clínicos e funcionais.
Conduta terapêutica: Iniciou-se corticosteroide inalatório (budesonida 400 mcg/dia) associado a broncodilatador de longa duração (formoterol) duas vezes ao dia. Foi prescrito também broncodilatador de resgate (salbutamol spray) para crises agudas. Orientações incluem evitar exposição a alérgenos, uso de protetor nasal durante exercícios ao ar livre e adesão rigorosa ao tratamento de manutenção.
Evolução: Após 8 semanas de tratamento, o paciente relatou melhora significativa dos sintomas, com redução do uso do spray de resgate para menos de duas vezes por semana. A espirometria de controle mostrou normalização dos parâmetros ventilatórios.
Lição clínica: A identificação precoce e o tratamento de manutenção com corticosteroide inalatório são fundamentais para o controle da asma. O paciente aderiu bem ao plano, e o impacto na qualidade de vida foi notável.
O que é o CID TRATAMENTO-DE-ASMA na prática médica
O CID TRATAMENTO-DE-ASMA, correspondente ao código J45 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), é utilizado para registrar o diagnóstico de asma brônquica. Na prática clínica, esse código permite padronizar a comunicação entre profissionais de saúde, facilitar a pesquisa epidemiológica e justificar procedimentos terapêuticos. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível ao fluxo aéreo. O uso correto do CID é essencial para o planejamento de políticas de saúde e para a concessão de benefícios, como atestados médicos e afastamentos.
Subcategorias e variantes do CID TRATAMENTO-DE-ASMA
O CID J45 possui quatro subcategorias principais, que refletem diferentes fenótipos da asma:
- J45.0 – Asma predominantemente alérgica: Associada a atopia, com desencadeantes como ácaros, pólen, mofo e pelos de animais. É o subtipo mais comum na infância e adolescência.
- J45.1 – Asma não alérgica: Não relacionada a alérgenos identificáveis. Frequentemente desencadeada por infecções virais, estresse, exercício ou mudanças climáticas.
- J45.8 – Asma mista: Combina características alérgicas e não alérgicas. Comum em adultos com história de asma desde a infância que desenvolvem novos gatilhos.
- J45.9 – Asma não especificada: Usada quando não é possível determinar o subtipo, mas os critérios clínicos e funcionais confirmam a asma.
Essa classificação auxilia na escolha do tratamento mais adequado e na previsão da resposta terapêutica. Por exemplo, a asma alérgica responde bem a imunoterapia específica, enquanto a asma não alérgica pode se beneficiar mais de anti-inflamatórios inalatórios.
Sintomas e como a asma se manifesta
A asma se manifesta por episódios recorrentes de falta de ar, sibilos (chiado no peito), tosse (especialmente à noite ou ao acordar) e sensação de aperto torácico. Os sintomas variam em intensidade e frequência, podendo ser desencadeados por alérgenos, exercício, ar frio, infecções respiratórias ou emoções fortes. Nas crises graves, a dificuldade respiratória pode impedir a fala e exigir atendimento de emergência. É importante reconhecer os sinais de exacerbação, como uso da musculatura acessória, taquipneia e cianose labial. O controle adequado dos sintomas é o principal objetivo do tratamento.
Causas e fatores de risco
A asma tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética e exposição a fatores ambientais. Os principais fatores de risco incluem:
- História familiar de asma ou alergias (rinite, eczema)
- Exposição a alérgenos (ácaros, pólen, fungos, pelos de animais)
- Infecções virais respiratórias na infância (especialmente pelo vírus sincicial respiratório)
- Tabagismo passivo ou ativo
- Poluição atmosférica e exposição ocupacional a substâncias irritantes (pó de madeira, produtos químicos)
- Obesidade – associação com inflamação sistêmica que piora o controle da asma
Compreender os gatilhos individuais é essencial para a prevenção de crises. O diário de sintomas pode ajudar a identificar padrões.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da asma é clínico e funcional. O médico avalia a história de sintomas episódicos, exame físico com ausculta pulmonar e solicita exames complementares:
- Espirometria: Exame padrão-ouro. Mede a quantidade e velocidade do ar expirado. A presença de obstrução reversível (aumento do VEF1 ≥ 12% e 200 mL após broncodilatador) confirma o diagnóstico.
- Teste de broncoprovocação: Indicado quando a espirometria é normal, mas há forte suspeita clínica.
- Pico de fluxo expiratório (PFE): Monitorização domiciliar para avaliar variabilidade diurna.
- Testes alérgicos: Cutâneos ou sanguíneos (IgE específica) para identificar alérgenos.
- Radiografia de tórax: Para excluir outras doenças pulmonares.
O diagnóstico precoce evita complicações e melhora a qualidade de vida. Consulte nosso guia completo sobre CID J45 para mais detalhes.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da asma é baseado em uma abordagem escalonada, de acordo com a gravidade e o controle dos sintomas. As principais classes de medicamentos incluem:
- Corticosteroides inalatórios (CI): Budesonida, beclometasona, fluticasona. São a base do tratamento de manutenção, reduzindo a inflamação brônquica.
- Broncodilatadores de longa duração (LABA): Formoterol, salmeterol. Associados aos CI para melhorar o controle.
- Broncodilatadores de curta duração (SABA): Salbutamol, fenoterol. Usados como resgate em crises agudas.
- Antileucotrienos: Montelucaste, especialmente em asma induzida por exercício ou alérgica.
- Imunobiológicos: Omalizumabe, mepolizumabe, benralizumabe – para asma grave não controlada com terapias convencionais.
O plano de ação por escrito é fundamental: o paciente deve saber quando aumentar a medicação, quando usar o resgate e quando procurar emergência. A adesão ao tratamento é o principal preditor de sucesso. Em caso de dúvidas sobre medicamentos comuns, veja nossos artigos sobre Omeprazol, Dipirona e Ibuprofeno.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado para asma varia conforme a gravidade da crise e a resposta ao tratamento. Para uma exacerbação leve a moderada, o repouso de 3 a 7 dias é comum, permitindo que o paciente se recupere e ajuste a medicação. Em crises graves que exigem internação ou uso de corticoide oral, o afastamento pode se estender de 10 a 15 dias. Para asma crônica bem controlada, o atestado para consultas de rotina é de 1 dia. O médico avaliará cada caso individualmente, considerando a função pulmonar e a exposição ocupacional a gatilhos. O CID J45 justifica o afastamento, e o paciente deve seguir rigorosamente as orientações médicas.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Sinais de alerta que indicam a necessidade de atendimento de emergência incluem:
- Falta de ar intensa que impede falar frases completas
- Chiado muito alto ou ausência de chiado (pulso silencioso – sinal de obstrução grave)
- Uso da musculatura acessória (retração intercostal, batimento de asa do nariz)
- Frequência respiratória > 30 irpm em adulto
- Saturação de oxigênio < 90% em ar ambiente
- Cianose (lábios ou pontas dos dedos arroxeados)
- Não melhora após o uso do broncodilatador de resgate (mais de duas aplicações em 20 minutos)
Não espere os sintomas piorarem. O tratamento precoce da crise reduz o risco de insuficiência respiratória. Se você tem asma, mantenha sempre o plano de ação atualizado com seu médico.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção de exacerbações e a manutenção do controle da asma dependem de hábitos diários:
- Uso regular da medicação de manutenção, mesmo quando estiver sem sintomas
- Evitar gatilhos conhecidos: ácaros (capas antiácaro, aspirar colchões), mofo, fumaça de cigarro, perfumes fortes
- Vacinação anual contra gripe e vacina pneumocócica conforme recomendação médica
- Praticar atividade física com orientação; usar broncodilatador antes do exercício se necessário
- Manter acompanhamento regular com pneumologista (consultas a cada 3-6 meses)
- Monitorar o pico de fluxo expiratório em casa para identificar queda precoce
A educação do paciente é o pilar da prevenção. Quanto mais o paciente conhece sua doença, melhor o controle. Explore outros conteúdos relacionados, como CID R11 – Náuseas e Vômitos e CID Z000 – Exame Médico Geral.
- 01. Mantenha sempre um broncodilatador de resgate à mão, especialmente ao praticar exercícios ou viajar.
- 02. Anote seus sintomas diariamente para identificar padrões e compartilhar com seu médico.
- 03. Não interrompa o corticoide inalatório sem orientação médica, mesmo que se sinta bem.
- 04. Lave roupas de cama semanalmente em água quente para reduzir ácaros.
- 05. Evite ambientes com fumaça, poluição ou odores fortes – use máscara se necessário.
- 06. Consulte regularmente o pneumologista para ajustes no tratamento conforme a evolução.
Perguntas Frequentes sobre o CID TRATAMENTO-DE-ASMA
O CID TRATAMENTO-DE-ASMA garante quantos dias de atestado?
Em média, 3 a 7 dias para crises leves a moderadas. Crises graves podem exigir 10 a 15 dias de afastamento, sob avaliação médica individualizada.
O que significa CID J45.0?
É a subcategoria para asma predominantemente alérgica, geralmente associada a alérgenos inaláveis como ácaros e pólen.
Asma tem cura?
Não, a asma é uma doença crônica. No entanto, com tratamento adequado é possível ter uma vida normal e sem sintomas na maior parte do tempo.
Posso praticar esportes tendo asma?
Sim, desde que a asma esteja bem controlada. Muitos atletas de alto rendimento têm asma. O uso de broncodilatador antes do exercício pode ser recomendado.
Quais os principais gatilhos da asma?
Ácaros, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça de cigarro, ar frio, infecções respiratórias, estresse e exercício físico intenso.
Como usar a bombinha (spray) corretamente?
Agite o dispositivo, expire totalmente, coloque o bocal na boca, inicie uma inspiração lenta e profunda enquanto pressiona o spray. Segure a respiração por 10 segundos. Use espaçador se tiver dificuldade de coordenação.
Crianças podem ter asma?
Sim, a asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para o desenvolvimento pulmonar adequado.
Asma é contagiosa?
Não, a asma não é contagiosa. Ela é uma condição inflamatória crônica, não uma infecção.
O que fazer em uma crise de asma sem medicação?
Sentar-se ereto, manter a calma, respirar lentamente com os lábios semiabertos e buscar atendimento de emergência imediatamente.
É seguro usar medicamentos para emagrecer com asma?
Alguns podem conter estimulantes que pioram os sintomas. Consulte sempre seu médico antes de iniciar qualquer medicação. Veja nosso guia sobre CID F41 – Ansiedade para mais informações sobre efeitos colaterais.
Qual a relação entre asma e rinite?
Rinite alérgica é um fator de risco para asma. O tratamento da rinite melhora o controle da asma. Saiba mais no CID J30 – Rinite Alérgica.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Referências: CID10.com.br | MedlinePlus – Asma


