Você está acariciando seu cachorro e, de repente, nota uma bolinha vermelha e inchada no canto do olho dele. A primeira reação é de susto. “O que é isso? Será que dói? Meu pet está com alguma doença grave?” É normal ficar preocupado quando isso acontece. Essa condição, popularmente chamada de olho de cereja cachorro, é mais comum do que se imagina e exige atenção imediata.
Muitos tutores pensam que é apenas uma irritação passageira ou um “carocinho” inofensivo. O que não sabem é que se trata de uma glândula produtora de lágrimas que saiu do lugar. Sem o tratamento correto, o desconforto do animal só aumenta, podendo evoluir para complicações sérias. Uma leitora nos contou que seu Bulldog Francês, o Thor, começou a fechar o olho e lacrimejar muito antes que ela percebesse a protuberância. A demora em buscar ajuda quase levou a uma infecção.
⚠️ Atenção: Se você notar uma massa avermelhada no canto interno do olho do seu cão, NÃO tente empurrá-la de volta ou tratar com colírios caseiros. A manipulação incorreta pode piorar o quadro e tornar a cirurgia mais complexa. Procure um veterinário imediatamente. Na prática, muitos pacientes relatam que o medo inicial os impede de agir rápido, mas o diagnóstico precoce é essencial.
O que é o olho de cereja em cachorro?
O termo médico para olho de cereja cachorro é prolapso da glândula da terceira pálpebra. Essa glândula, localizada no canto interno do olho, tem a função de produzir parte das lágrimas que mantêm a superfície ocular lubrificada. Quando ela se desloca da sua posição normal, forma uma bolinha rosa-avermelhada que lembra uma cereja – daí o nome popular.
Embora pareça assustador, o olho de cereja em cachorro não é uma emergência médica que coloca a vida em risco, mas precisa de tratamento para evitar olho seco, infecções e danos à córnea.
É normal ou preocupante? Quando se preocupar?
Não, não é normal. Qualquer protuberância no olho do animal merece investigação. O olho de cereja cachorro é uma condição que causa desconforto (o cão pode coçar, piscar em excesso ou apresentar secreção). Os sinais de alerta incluem:
- Massa avermelhada no canto do olho (geralmente unilateral, mas pode ser bilateral)
- Lacrimejamento constante
- Olho semicerrado ou vermelho
- Secreção ocular
- Coceira (o cão tenta esfregar o olho com a pata)
Se você observar qualquer desses sintomas, quando procurar um médico veterinário é imediatamente. Quanto antes o diagnóstico, maiores as chances de tratamento conservador (não cirúrgico) funcionar.
Pode ser câncer?
Uma das maiores dúvidas dos tutores é se aquela bolinha vermelha pode ser um tumor. A aparência do olho de cereja cachorro é bastante característica – é uma massa lisa, brilhante e avermelhada que surge no canto interno. Cânceres oculares geralmente têm bordas irregulares, crescem rapidamente e podem causar sangramento. Em todo caso, apenas o veterinário pode diferenciar. O diagnóstico é feito por exame clínico e, se houver suspeita, biópsia. Não entre em pânico: a grande maioria dos casos é o prolapso benigno da glândula.
Causas comuns do olho de cereja em cachorro
Predisposição genética
Raças como Bulldog Inglês, Bulldog Francês, Cocker Spaniel, Beagle, Shih Tzu, Lhasa Apso e Boston Terrier têm maior tendência a desenvolver olho de cereja cachorro. Isso ocorre porque a estrutura que sustenta a glândula é mais frouxa nessas raças.
Traumas e inflamações
Bater a cabeça, coçar excessivamente o olho ou ter uma conjuntivite grave podem enfraquecer os ligamentos e desencadear o prolapso.
Fragilidade do tecido conjuntivo
Animais com tecidos naturalmente mais flácidos (como filhotes e cães jovens) são mais propensos. A condição costuma surgir antes de 2 anos de idade.
Sintomas associados ao olho de cereja em cachorro
Além da protuberância vermelha, o cão pode apresentar:
- Olho seco (ceratoconjuntivite seca) – porque a glândula deslocada produz menos lágrima
- Inflamação conjuntival
- Infecção secundária (pus ou secreção amarelada)
- Dor ou sensibilidade à luz
Diferenças entre olho de cereja e outras condições
É comum confundir o olho de cereja cachorro com:
- Conjuntivite: causa vermelhidão difusa, sem uma bolinha localizada.
- Hematoma: geralmente após trauma, é uma mancha roxa/escura.
- Prolapso de gordura orbitária: mais comum em cães obesos, tem aparência amarelada.
- Neoplasia: tumor com crescimento progressivo, irregular.
Somente o veterinário pode fazer o diagnóstico correto com o exame oftalmológico.
Diagnóstico veterinário
O diagnóstico é essencialmente clínico. O médico veterinário irá inspecionar o olho, puxar suavemente as pálpebras e observar a localização da glândula. Testes complementares como o teste de Schirmer (para medir a produção lacrimal) e a fluoresceína (para avaliar úlceras de córnea) podem ser realizados para definir o melhor tratamento.
Tratamentos disponíveis para olho de cereja em cachorro
Tratamento clínico (conservador)
Em casos muito iniciais, o veterinário pode tentar reposicionar a glândula manualmente, sob sedação, e prescrever colírios lubrificantes e anti-inflamatórios. Porém, o índice de recidiva é alto.
Tratamento cirúrgico (reposicionamento da glândula)
A cirurgia é o tratamento padrão-ouro. Consiste em recolocar a glândula na sua posição anatômica e fixá-la com pontos. O procedimento é rápido, feito com anestesia geral, e a recuperação é geralmente tranquila. A cirurgia de olho de cereja é simples? Sim, é considerada uma cirurgia de baixa complexidade, mas deve ser realizada por um veterinário experiente.
O que NÃO fazer em casa
- Não tente empurrar a glândula de volta – você pode machucar o olho ou causar infecção.
- Não use colírios para humanos – muitos contêm corticoides que podem piorar infecções.
- Não ignore o problema – o olho seco crônico pode levar à cegueira.
- Não atrase a cirurgia desnecessariamente – quanto mais tempo a glândula fica exposta, maiores as chances de complicações.
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Perguntas frequentes sobre olho de cereja em cachorro
A cirurgia de olho de cereja é simples?
Sim, é um procedimento oftálmico de baixa complexidade, realizado sob anestesia geral. A taxa de sucesso é alta e a recuperação costuma ser rápida.
Qual o tempo de recuperação?
Normalmente de 10 a 14 dias. O cão precisa usar colar elizabetano e colírios prescritos. A volta às atividades normais ocorre em cerca de duas semanas.
Quanto custa a cirurgia?
O valor varia conforme a região e a clínica. Na Clínica Popular Fortaleza, oferecemos preços acessíveis e parcelamento. Consulte nossa equipe para um orçamento personalizado.
E se o olho ficar seco após a cirurgia?
Em alguns casos, a glândula pode não voltar a produzir lágrimas normalmente. Por isso, o veterinário pode prescrever colírios lubrificantes permanentes. A maioria dos cães se adapta bem.
O problema pode voltar?
Sim, há risco de recidiva, especialmente se a cirurgia não for bem executada. A técnica de reposicionamento com fixação (técnica de “pocket” ou “Morgan”) tem menor chance de repetição.
É uma cirurgia de urgência?
Não é uma emergência que coloca a vida em risco, mas deve ser realizada em até algumas semanas para evitar danos à córnea e infecções. Quanto antes, melhor.
Filhotes também podem ter?
Sim, é comum em filhotes de raças predispostas, geralmente antes dos 2 anos. A cirurgia pode ser feita a partir dos 6 meses de idade.
Precisa de anestesia geral?
Sim, porque o procedimento exige imobilidade total e manipulação delicada do globo ocular. A anestesia é segura quando feita por um profissional qualificado.
Experiência clínica: o que dizem os tutores
Na prática, muitos pacientes relatam que o medo inicial os impediu de agir rápido. “Pensei que fosse só um furúnculo e demorei uma semana para levar. Quando cheguei, já havia infecção”, conta a tutora do Thor. “A cirurgia foi tranquila e meu Bulldog está perfeito hoje.”
Outro caso: uma tutora de Shih Tzu notou a bolinha e, por orientação de um amigo, aplicou colírio de chá de camomila. O quadro piorou. “Nunca mais faço isso. Aprendi que olho de cereja é coisa séria.”
Esses relatos reforçam a importância de buscar atendimento veterinário especializado. Na Clínica Popular Fortaleza, contamos com veterinários experientes em oftalmologia veterinária e preços que cabem no seu bolso.
Revisão médica e fontes
Este conteúdo foi revisado por Ana Beatriz Melo, Editora-Chefe de saúde da Clínica Popular Fortaleza, com base em fontes científicas e diretrizes veterinárias. Para aprofundamento, consulte:
- PubMed – Cherry eye in dogs: surgical outcomes
- American College of Veterinary Ophthalmologists (ACVO)
Disclaimer: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta com um médico veterinário. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional habilitado. Em caso de dúvida, procure seu veterinário de confiança.
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Publicado por Ana Beatriz Melo – Editora-Chefe | Jornalista de Saúde


