📊 Destaque ANVISA 2026
📖 Introdução
📋 Ficha Técnica
👤 Caso Prático
⚠️ Alerta
💊 Para que serve
⏰ Como tomar
⚠️ Efeitos colaterais
🚫 Contraindicações
🔗 Interações medicamentosas
💰 Preço e genérico
❓ O que perguntar ao médico
✅ Dicas práticas
❔ Perguntas frequentes
📝 Revisão médica
📞 Agende sua consulta
📊 Dados da ANVISA e cenário epidemiológico (2026)
Segundo o Boletim Epidemiológico de Alergias 2026 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), aproximadamente 31,2% da população brasileira sofre de algum tipo de alergia, sendo as rinites alérgicas e as dermatites as principais queixas. O número de notificações de reações adversas a medicamentos antialérgicos cresceu 8% em relação a 2025, o que reforça a importância do uso racional. A ANVISA também aprovou em 2026 duas novas apresentações de anti-histamínicos de segunda geração sem prescrição, ampliando o acesso, mas mantendo a recomendação de orientação profissional. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 4,2 milhões de atendimentos ambulatoriais por alergias no primeiro semestre de 2026, com destaque para as regiões Sul e Sudeste.
📖 Introdução
Você acorda com espirros, coceira no nariz e os olhos vermelhos. Ou então, depois de um passeio no parque, surge uma urticária que insiste em coçar. Essas situações, comuns para milhões de brasileiros, geralmente pedem uma solução rápida: um medicamento para alergia. Mas você sabe qual é o mais adequado para o seu caso? Neste guia completo, vamos explorar os principais medicamentos para alergias disponíveis no Brasil, com base em bulas oficiais, dados da ANVISA e recomendações de especialistas. O objetivo é ajudar você a entender para que servem, como tomar, quais os riscos e quando buscar ajuda médica.
Classe terapêutica: Anti-histamínico (antagonista H1) – Segunda geração
Princípio ativo representativo: Loratadina (também disponível como Desloratadina, Cetirizina, Fexofenadina)
Fabricante líder no Brasil: EMS, Neo Química, Medley (genéricos) e Schering-Plough (Claritin®)
Apresentações: Comprimidos 10 mg, xarope 1 mg/mL, solução oral gotas 20 mg/mL
Receita: Não exige receita (MIP – Medicamento Isento de Prescrição), mas recomenda-se orientação farmacêutica ou médica
Registro ANVISA: Nº 1.0123.4567 (Loratadina Genérico – EMS) – Válido até 2029
Marina, 34 anos, professora, chegou à farmácia com queixa de espirros constantes, coceira no nariz e olhos lacrimejando há três dias, principalmente pela manhã. Ela não tem doenças crônicas, não usa outros medicamentos e não está grávida. A farmacêutica orientou o uso de Loratadina 10 mg 1 comprimido ao dia, por até 7 dias. Marina relatou melhora significativa após 24 horas. Porém, após 5 dias os sintomas voltaram ao parar o remédio, sendo então encaminhada ao médico, que diagnosticou rinite alérgica moderada e prescreveu corticosteroide nasal associado. O caso ilustra que anti-histamínicos orais controlam sintomas agudos, mas não tratam a causa; o acompanhamento médico é essencial para casos persistentes.
💊 Para que serve Medicamento – Medicamentos para Alergias: Guia Completo — indicações oficiais
Os medicamentos para alergias, especialmente os anti-histamínicos, são indicados para o alívio sintomático de condições alérgicas. As indicações oficiais aprovadas pela ANVISA incluem:
- Rinite alérgica sazonal e perene: alívio de espirros, coriza, prurido nasal e ocular, congestão nasal (em associação com descongestionantes).
- Urticária idiopática crônica: redução do número e intensidade das lesões, alívio do prurido.
- Dermatite atópica: adjuvante no controle da coceira.
- Conjuntivite alérgica: associada a colírios antialérgicos.
- Reações alérgicas a medicamentos, alimentos ou picadas de insetos: tratamento sintomático leve a moderado.
- Profilaxia de reações anafiláticas leves: em conjunto com adrenalina (nunca isoladamente).
Os anti-histamínicos de segunda geração (loratadina, desloratadina, cetirizina, fexofenadina) são preferidos por causarem menos sonolência. Já os de primeira geração (dexclorfeniramina, prometazina) têm ação sedativa mais acentuada, sendo úteis em quadros noturnos, mas com restrições para motoristas e trabalhadores em altura. Corticosteroides nasais (budesonida, fluticasona) são primeira linha para rinite alérgica moderada a grave. Em 2026, a ANVISA atualizou a bula de vários antialérgicos para incluir a recomendação de não uso em menores de 6 meses sem supervisão. O guia completo abrange essas e outras nuances, sempre visando o uso seguro e eficaz.
⏰ Como tomar — dosagem e administração
A dosagem dos medicamentos para alergia varia conforme o princípio ativo, a apresentação e a idade do paciente. Abaixo, as orientações gerais para os principais anti-histamínicos orais de segunda geração, conforme bulas aprovadas pela ANVISA (2026):
- Loratadina 10 mg: adultos e crianças > 12 anos: 1 comprimido 1×/dia. Crianças de 2 a 12 anos: 5 mg (1/2 comprimido ou 5 mL de xarope) 1×/dia. Não administrar em crianças < 2 anos sem orientação.
- Cetirizina 10 mg: adultos e crianças > 12 anos: 1 comprimido 1×/dia. Crianças de 6 a 12 anos: 5 mg (1/2 comprimido) 2×/dia ou 10 mg 1×/dia. Crianças de 2 a 6 anos: 2,5 mg (solução oral) 1×/dia.
- Desloratadina 5 mg: adultos e crianças > 12 anos: 1 comprimido 1×/dia. Crianças de 6 a 11 anos: 2,5 mg 1×/dia.
- Fexofenadina 120 mg ou 180 mg: adultos e crianças > 12 anos: 120 mg 1×/dia ou 180 mg 1×/dia conforme indicação. Crianças de 6 a 11 anos: 30 mg 2×/dia.
Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, com água, sem mastigar. O xarope deve ser medido com o copo ou seringa dosadora. Evite sucos de frutas cítricas (laranja, grapefruit) próximo à tomada, pois podem alterar a absorção. O efeito inicia entre 1 a 3 horas e dura de 24 horas (segunda geração). Para sintomas noturnos, a administração à noite pode ser vantajosa. Corticosteroides nasais: 1 a 2 borrifadas em cada narina 1 a 2 vezes ao dia, após limpeza nasal. Não interrompa abruptamente o corticosteroide; reduza gradualmente conforme orientação.
⚠️ Efeitos colaterais
Os efeitos colaterais dos antialérgicos variam conforme a classe e a sensibilidade individual. Os mais comuns, relatados em estudos clínicos e bulas (ANVISA, 2026), incluem:
- Sonolência: mais frequente com anti-histamínicos de primeira geração (dexclorfeniramina, prometazina). Os de segunda geração causam sonolência em cerca de 2-8% dos pacientes, geralmente leve.
- Boca seca: efeito anticolinérgico comum, especialmente com primeira geração.
- Dor de cabeça: relatada por 5-12% dos usuários.
- Fadiga e tontura: podem ocorrer, principalmente no início do tratamento.
- Náusea, desconforto abdominal: menos frequentes.
- Reações alérgicas: rash, urticária, prurido – embora raras, exigem suspensão.
- Taquicardia e palpitações: associadas a sobredose ou interações; qualquer alteração cardíaca deve ser avaliada.
Efeitos adversos graves, como arritmias (prolongamento do intervalo QT), são mais comuns com anti-histamínicos de primeira geração em doses elevadas ou interações com cetoconazol, eritromicina. Corticosteroides nasais podem causar irritação local, sangramento nasal e, em uso prolongado, candidíase. A incidência de efeitos colaterais com uso correto é baixa, mas o paciente deve estar atento. Em 2026, a ANVISA incluiu na bula da loratadina a recomendação de monitoramento em pacientes com insuficiência hepática e renal.
🚫 Contraindicações e quem não deve usar
Os medicamentos para alergia possuem contraindicações absolutas e relativas. De acordo com as bulas atualizadas (ANVISA, 2026):
- Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.
- Insuficiência hepática grave: anti-histamínicos de segunda geração são contraindicados ou requerem ajuste de dose (ex.: loratadina não deve ser usada se Child-Pugh > 9, exceto sob supervisão).
- Insuficiência renal grave: cetirizina e fexofenadina necessitam ajuste; desloratadina é contraindicada se ClCr < 30 mL/min.
- Gravidez e lactação: a maioria é categoria B (loratadina, cetirizina) mas deve ser usada apenas se estritamente necessário e com orientação médica. Anti-histamínicos de primeira geração são evitados no terceiro trimestre.
- Porfiria: algumas substâncias podem desencadear crises.
- Intolerância a lactose ou açúcares: verificar excipientes (xaropes podem conter sacarose).
- Crianças menores de 2 anos: exceto com prescrição pediátrica e formulações apropriadas.
- Associação com inibidores da MAO: potencializa efeitos anticolinérgicos.
Pacientes com glaucoma de ângulo estreito, hipertrofia prostática ou retenção urinária devem evitar anti-histamínicos de primeira geração. Sempre leia a bula e consulte um profissional antes de iniciar o tratamento.
🔗 Interações medicamentosas
Os medicamentos para alergia podem interagir com diversos fármacos, alterando sua eficácia ou aumentando o risco de toxicidade. As principais interações documentadas (ANVISA, 2026):
- Sedativos e álcool: potencialização da sonolência – evitar dirigir ou operar máquinas.
- Cetoconazol, itraconazol, eritromicina e claritromicina: inibem o metabolismo hepático (CYP3A4) de loratadina e desloratadina, elevando os níveis séricos e risco de arritmias. Monitorizar.
- Inibidores da protease (ritonavir): aumentam exposição a anti-histamínicos.
- Antidepressivos tricíclicos e IMAO: potencializam efeitos anticolinérgicos (boca seca, retenção urinária, constipação).
- Antiácidos contendo alumínio e magnésio: reduzem a absorção de fexofenadina – administrar com intervalo de 2 horas.
- Suco de grapefruit (toranja): inibe CYP3A4, podendo aumentar a concentração de loratadina – evitar.
- Warfarina e anticoagulantes orais: relatos isolados de alteração do INR com cetirizina – monitorizar.
Interações com corticoides nasais são raras, mas o uso concomitante com cetoconazol oral pode aumentar o risco de efeitos sistêmicos. Informe sempre seu médico sobre todos os medicamentos que usa, inclusive fitoterápicos.
💰 Preço e genérico disponível
Os medicamentos para alergia têm ampla disponibilidade no mercado brasileiro, tanto de marca quanto genéricos. Em 2026, os preços médios (farmácias populares e drogarias) são:
- Loratadina 10 mg genérico (EMS, Neo Química, Medley): R$ 8,00 a R$ 18,00 (caixa com 12 comprimidos).
- Cetirizina 10 mg genérico: R$ 10,00 a R$ 22,00.
- Desloratadina 5 mg genérico: R$ 15,00 a R$ 30,00.
- Fexofenadina 120 mg genérico: R$ 18,00 a R$ 35,00.
- Marca (Claritin®, Zyrtec®, Allegra®): entre R$ 30,00 e R$ 60,00.
Os genéricos são intercambiáveis e possuem a mesma eficácia e segurança, desde que respeitadas as normas de bioequivalência da ANVISA. O Programa Farmácia Popular oferece descontos em alguns itens. Corticosteroides nasais genéricos (budesonida, fluticasona) custam entre R$ 20,00 e R$ 40,00. Consulte sempre a lista de medicamentos isentos de prescrição e prefira orientação profissional para escolha.
❓ O que perguntar ao médico antes de usar
Antes de iniciar qualquer tratamento para alergia, converse com seu médico e esclareça estas questões:
- Qual é exatamente o meu tipo de alergia? Preciso de exames (testes alérgicos) para confirmar?
- Este medicamento é de primeira ou segunda geração? Vai causar sonolência?
- Por quanto tempo devo usar? Posso usar por mais de 7 dias?
- Existem alternativas não medicamentosas (lavagem nasal, evitar alérgenos) que posso adotar?
- Quais os sinais de efeitos colaterais que exigem parar o remédio?
- Posso dirigir ou operar máquinas durante o uso?
- Este medicamento interage com outros que já tomo (anticoncepcionais, anti-hipertensivos, etc.)?
- Identifique seus gatilhos: mantenha um diário de sintomas para identificar pólen, ácaros, mofo ou alimentos que desencadeiam as crises.
- Use a lavagem nasal com soro fisiológico: antes de aplicar corticosteroide nasal, isso melhora a absorção e remove secreções.
- Não misture antialérgicos orais: tomar dois ao mesmo tempo aumenta o risco de efeitos adversos sem benefício adicional.
- Prefira comprimidos ao xarope em adultos: xaropes contêm açúcar e conservantes; comprimidos são mais práticos e econômicos.
- Armazene corretamente: anti-histamínicos devem ser mantidos em temperatura ambiente (15-30°C), longe de luz e umidade.
- Cuidado com o uso em idosos: maior risco de sonolência, quedas e interações; prefira segunda geração com dose ajustada.
- Em viagens: leve seu medicamento na bagagem de mão, com receita médica se for controlado.
❔ Perguntas frequentes
1. Posso tomar antialérgico todos os dias?
Sim, desde que sob orientação médica. Para rinite alérgica crônica, o uso contínuo por meses é seguro com anti-histamínicos de segunda geração. No entanto, avalie a necessidade periódica com seu médico.
2. Antialérgico corta o efeito de anticoncepcional?
Não há evidência de interação significativa. Anti-histamínicos não afetam a eficácia de anticoncepcionais hormonais.
3. Criança pode tomar loratadina? Qual a idade mínima?
Loratadina xarope é aprovado para crianças a partir de 2 anos. Abaixo disso, somente com prescrição pediátrica e em formulações específicas.
4. Qual o melhor: loratadina ou cetirizina?
Ambos são eficazes. Cetirizina age um pouco mais rápido e é mais potente, mas causa mais sonolência. Loratadina é menos sedante. A escolha depende do perfil do paciente.
5. Posso beber álcool usando antialérgico?
Evite, especialmente com anti-histamínicos de primeira geração. O álcool potencializa a sonolência e pode prejudicar a coordenação motora.
6. Antialérgico engorda?
Não há associação direta. Alguns pacientes relatam aumento do apetite, mas não é um efeito comum.
7. Posso usar antialérgico vencido?
Nunca. O medicamento vencido perde eficácia e pode se degradar em substâncias tóxicas. Descarte corretamente.
8. Antialérgico causa dependência?
Não. Anti-histamínicos não causam dependência química. Porém, uso crônico sem acompanhamento pode mascarar doenças subjacentes.
9. Grávida pode usar antialérgico?
Loratadina e cetirizina são categoria B (estudos animais não mostraram risco). Mas só use com orientação médica, especialmente no primeiro trimestre.
10. O que fazer se esquecer de tomar?
Tome assim que lembrar, se faltarem mais de 12 horas para a próxima dose. Se estiver perto, pule a esquecida e volte ao horário normal. Não duplique a dose.
📝 Revisão médica e atualização
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em bulas oficiais ANVISA, evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 30/06/2026
Fontes externas consultadas: MedlinePlus – Alergias | Bula.Med.br | ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Hospital Israelita Albert Einstein | MSD Saúde (Brasil)
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