Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), em 2025 foram realizadas mais de 130 mil cirurgias de endoprótese de quadril e joelho no Brasil. A projeção para 2026 é de um aumento de 12% impulsionado pelo envelhecimento populacional e pela maior prevalência de osteoartrose. Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa 1,2 milhão por ano.
Você sente dores constantes no quadril, joelho ou ombro que limitam seus movimentos mais simples, como caminhar, subir escadas ou vestir uma roupa? Se os tratamentos conservadores já não aliviam o desconforto, pode ser que uma endoprótese seja a solução. Neste guia completo, explicamos de forma clara e objetiva o que é esse dispositivo, quando ele é indicado, como funciona a cirurgia e quais cuidados você precisa ter. Informação de qualidade é o primeiro passo para uma decisão consciente e segura sobre sua saúde.
- O que é: Dispositivo implantado dentro do corpo para substituir uma articulação ou estrutura óssea danificada por osteoartrose, fratura, artrite reumatoide ou tumores.
- Quando ocorre: Quando a dor e a perda funcional não respondem a medicamentos, fisioterapia e outras medidas conservadoras.
- Quem trata: Médico ortopedista especialista em cirurgia de reconstrução articular (artroplastia).
- Urgência: Moderada – a cirurgia é eletiva, porém o atraso pode piorar a qualidade de vida e agravar deformidades.
- Tratamento: Substituição da articulação doente por uma prótese artificial de metal, polietileno ou cerâmica, seguida de reabilitação multidisciplinar.
Seu João, 72 anos, aposentado, sempre foi ativo e gostava de caminhar na praça. Há dois anos começou a sentir uma dor profunda no quadril direito, que piorava ao levantar da cadeira e ao andar mais de 200 metros. Tentou anti-inflamatórios, fisioterapia e até infiltrações, mas a dor voltava cada vez mais forte. Seu João não conseguia mais dormir de lado e precisava de bengala. O ortopedista diagnosticou osteoartrose avançada do quadril e indicou a colocação de uma endoprótese total de quadril. Após a cirurgia e três meses de reabilitação, ele voltou a caminhar sem dor, voltou a frequentar a praça e até retomou a jardinagem. Hoje, Seu João diz: “Foi a melhor decisão que tomei, recuperei minha vida”.
O que é endoprótese? Definição completa
Endoprótese é um implante cirúrgico colocado dentro do corpo para substituir uma articulação ou parte de um osso que foi danificado por doenças como osteoartrose, artrite reumatoide, necrose avascular, tumores ósseos ou fraturas complexas. O termo “endoprótese” vem do grego endon (dentro) e próthesis (adição), ou seja, uma prótese interna. Diferente de próteses externas (como pernas mecânicas), a endoprótese fica completamente inserida no organismo, fixada ao osso por meio de cimento ósseo ou pressão mecânica (crescimento ósseo sobre o implante).
As endopróteses mais comuns são as articulares: quadril (artroplastia total de quadril), joelho (artroplastia total de joelho), ombro, cotovelo, tornozelo e punho. Elas são compostas por materiais biocompatíveis, como ligas de cobalto-cromo, titânio, polietileno de alta densidade e cerâmica. O objetivo principal é aliviar a dor, restaurar a função articular e melhorar a qualidade de vida. A decisão de indicar uma endoprótese é tomada em conjunto com o paciente, após esgotar as opções não cirúrgicas.
No Brasil, as endopróteses são regulamentadas pela ANVISA e os procedimentos são cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e planos de saúde, seguindo protocolos baseados em evidências científicas.
Como funciona e sua importância no organismo
A articulação natural funciona como uma dobradiça lubrificada por líquido sinovial, permitindo movimentos suaves e sem dor. Quando a cartilagem que reveste as extremidades ósseas se desgasta (osteoartrose) ou é destruída por inflamação (artrite reumatoide), o osso passa a atrito com osso, gerando dor, rigidez e deformidade. A endoprótese substitui essa superfície danificada por componentes artificiais de baixo atrito, permitindo que a articulação volte a se mover sem dor.
Por exemplo, em uma endoprótese total de joelho, o cirurgião remove a cartilagem e uma fina camada óssea da extremidade do fêmur (osso da coxa), da tíbia (canela) e da patela (rótula). No lugar, fixa componentes metálicos que recobrem esses ossos e uma peça de polietileno que funciona como superfície deslizante. O resultado é uma articulação artificial estável e indolor.
A importância da endoprótese vai além do alívio da dor: ela recupera a capacidade de andar, subir escadas, dirigir e realizar atividades da vida diária. Estudos mostram que pacientes submetidos a artroplastia total de quadril ou joelho apresentam melhora significativa na qualidade de vida medida por questionários específicos, com taxas de satisfação que ultrapassam 95% em dez anos de seguimento.
Tipos e variações de endopróteses
As endopróteses podem ser classificadas de várias formas. As principais categorias incluem:
- Endoprótese total de quadril: substituição completa da cabeça do fêmur e do acetábulo (encaixe do quadril). Pode ser cimentada, não cimentada ou híbrida.
- Endoprótese total de joelho: substituição da superfície articular distal do fêmur, proximal da tíbia e patela. Existem modelos com preservação ou não do ligamento cruzado posterior.
- Endoprótese parcial (hemiartroplastia): substituição apenas de um lado da articulação, geralmente em fraturas do colo do fêmur (hemiartroplastia de quadril) ou em lesões limitadas.
- Endoprótese de ombro: para artrose grave ou fraturas complexas do úmero proximal. Pode ser total (anca reversa ou anatômica) ou parcial.
- Endoprótese de cotovelo, tornozelo e punho: menos comuns, indicadas para artrite inflamatória ou pós-traumática.
- Endoprótese tumoral: implantes customizados para reconstruir grandes perdas ósseas após ressecção de tumores ósseos (ex.: osteossarcoma).
A escolha do tipo de endoprótese leva em conta a idade, o nível de atividade, a qualidade óssea, a presença de deformidades e as preferências do cirurgião. Cada modelo tem vantagens e desvantagens específicas, que devem ser discutidas caso a caso.
Causas e fatores de risco
As principais doenças que levam à necessidade de uma endoprótese são:
- Osteoartrose (artrose): degeneração da cartilagem articular por envelhecimento, obesidade, sobrecarga mecânica ou histórico familiar. É a causa mais comum.
- Artrite reumatoide: doença autoimune que destrói a cartilagem e o osso articular.
- Necrose avascular: morte do tecido ósseo por falta de irrigação sanguínea, frequente no quadril.
- Fraturas complexas: fraturas do colo do fêmur em idosos ou fraturas intra-articulares que não podem ser reconstruídas.
- Tumores ósseos: tumores benignos ou malignos que exigem ressecção e substituição por prótese.
- Deformidades congênitas ou displasias: como displasia do quadril.
Fatores de risco incluem: idade avançada (>60 anos), obesidade (IMC >30), tabagismo, diabetes, atividade física de alto impacto repetitivo, história familiar de artrose, doenças inflamatórias prévias e uso crônico de corticoides. O conhecimento desses fatores ajuda na prevenção e no planejamento do tratamento.
Sintomas e manifestações clínicas
Os sintomas que indicam a necessidade de avaliar uma endoprótese geralmente progridem ao longo de meses ou anos. Os principais são:
- Dor: localizada na articulação afetada, piora com a movimentação e alivia com repouso. Nas fases avançadas, a dor pode ocorrer mesmo em repouso e à noite.
- Rigidez matinal: dificuldade de movimentar a articulação ao acordar, que melhora após alguns minutos de atividade.
- Limitação de movimento: incapacidade de esticar ou dobrar completamente o joelho, de abrir as pernas (quadril) ou elevar o braço (ombro).
- Instabilidade ou falseio: sensação de que a articulação “vai sair do lugar” ou cede ao andar.
- Deformidade: desvios como geno valgo (joelho para dentro) ou varo (joelho para fora), encurtamento do membro.
- Atrofia muscular: perda de massa muscular por desuso, agravando a fraqueza.
Esses sintomas impactam diretamente a capacidade de realizar tarefas diárias, como caminhar, subir escadas, levantar de uma cadeira, vestir-se e calçar sapatos. Quando a dor e a limitação já não cedem a analgésicos e fisioterapia, a indicação cirúrgica deve ser considerada.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da doença articular que pode levar a uma endoprótese é clínico e radiológico. O ortopedista inicia com uma anamnese detalhada (história da dor, duração, fatores de melhora e piora) e exame físico. Os exames de imagem confirmam a extensão do dano:
- Radiografias simples: mostram estreitamento do espaço articular, osteófitos (bicos de papagaio), esclerose subcondral e deformidades. São o exame inicial padrão-ouro.
- Ressonância magnética: avalia partes moles (cartilagem, meniscos, ligamentos) e pode detectar necrose avascular precoce ou lesões tumorais.
- Tomografia computadorizada: útil para planejamento cirúrgico em casos de deformidades complexas ou tumores.
- Cintilografia óssea: identifica inflamação ou infecção (útil em suspeita de afrouxamento asséptico ou infecção periprotética).
- Exames laboratoriais: hemograma, VHS, PCR e provas reumáticas para excluir artrite séptica ou doenças inflamatórias.
Com base no diagnóstico, o médico classifica o estágio da doença e discute com o paciente as opções de tratamento, incluindo o momento ideal para a cirurgia. A decisão é sempre compartilhada.
Tratamentos e abordagens terapêuticas
Antes de indicar uma endoprótese, o médico esgota opções conservadoras:
- Medicamentos: analgésicos, anti-inflamatórios não esteroidais (ex.: ibuprofeno, dipirona) e, em alguns casos, corticosteroides intra-articulares.
- Fisioterapia: fortalecimento muscular, alongamentos e técnicas de reequilíbrio para melhorar a função e retardar a cirurgia.
- Perda de peso: essencial para reduzir a sobrecarga articular.
- Dispositivos de auxílio: bengalas, andadores, órteses.
- Infiltrações: ácido hialurônico (viscossuplementação) ou corticoides, com eficácia limitada.
Quando essas medidas falham e a qualidade de vida está comprometida, a cirurgia de artroplastia (colocação da endoprótese) é a opção definitiva. O procedimento é realizado sob anestesia regional (raquianestesia) ou geral, com hospitalização de 1 a 3 dias. A técnica cirúrgica varia conforme a articulação, mas envolve incisão, remoção da superfície doente e fixação dos componentes protéticos.
Após a cirurgia, inicia-se a reabilitação, que inclui fisioterapia precoce (já no primeiro dia), controle da dor com medicamentos, anticoagulação para prevenir trombose e, em alguns casos, uso de antibióticos profiláticos. O retorno às atividades normais leva de 6 a 12 semanas, com melhora progressiva da dor e da função.
Prevenção e cuidados contínuos
Embora não seja possível prevenir completamente a artrose, algumas medidas podem adiar ou reduzir a necessidade de uma endoprótese:
- Manter peso corporal adequado (IMC < 25)
- Praticar exercícios de baixo impacto (natação, bicicleta, caminhada)
- Evitar sobrecarga repetitiva em articulações (agachamentos excessivos, corrida em superfícies duras)
- Tratar precocemente lesões ligamentares e meniscais
- Controlar doenças metabólicas (diabetes, gota) e inflamatórias
Para quem já possui a endoprótese, os cuidados contínuos incluem: higiene da cicatriz, evitar quedas, não realizar movimentos extremos (como carregar peso excessivo ou torcer o joelho), manter o fortalecimento muscular, e realizar consultas de seguimento com o ortopedista (geralmente anuais). Exames de imagem de rotina (radiografias) são feitos para verificar o alinhamento e detectar precocemente sinais de desgaste ou afrouxamento do implante.
Quando procurar ajuda médica
Você deve procurar um ortopedista quando apresentar:
- Dor persistente na articulação que dura mais de 3 meses e não melhora com repouso ou medicamentos comuns
- Limitação progressiva dos movimentos (não consegue mais dobrar, esticar ou apoiar o membro)
- Inchaço recorrente ou calor local sem causa aparente
- Dificuldade para andar, subir escadas ou realizar atividades cotidianas
- Deformidade visível (perna torta, desvio articular)
- Se já tem indicação de cirurgia e deseja uma segunda opinião ou planejamento
Em caso de sintomas agudos após a cirurgia como febre, vermelhidão, drenagem purulenta, dor intensa súbita ou incapacidade de mover o membro operado, procure atendimento de urgência. O diagnóstico precoce de complicações como infecção, trombose ou fratura periprotética é fundamental para evitar perda do implante.
Recuperação e reabilitação pós-cirúrgica
A recuperação varia conforme a articulação operada e a condição prévia do paciente. Em geral, o paciente permanece internado de 1 a 4 dias. A fisioterapia tem papel central: começa no leito com exercícios de contração muscular, ganho de amplitude de movimento e, no dia seguinte, o paciente é estimulado a sentar e a dar os primeiros passos com auxílio de andador ou muletas.
Nas primeiras semanas, o uso de anticoagulantes (heparina ou rivaroxabana) é padrão para prevenir trombose venosa profunda. O tratamento da dor é multimodal (medicamentos, gelo, elevação do membro). A cicatrização da ferida deve ser monitorada: pontos ou grampos são retirados entre 10 e 14 dias.
A alta hospitalar ocorre quando o paciente consegue se locomover com segurança, controlar a dor e não apresenta sinais de complicações. O retorno ao trabalho sedentário ocorre em cerca de 6 semanas; para trabalhos que exigem esforço físico, pode ser necessário de 3 a 6 meses. Atividades de lazer como natação e ciclismo são liberadas gradualmente. A consolidação óssea completa do implante não cimentado leva de 6 a 12 semanas. A satisfação do paciente é alta, mas exige comprometimento com a reabilitação.
Complicações possíveis
Embora a artroplastia seja segura e com baixo índice de complicações (menos de 2% em séries bem conduzidas), podem ocorrer:
- Infecção periprotética: a mais temida, pode exigir limpeza cirúrgica, antibióticos prolongados ou troca da prótese.
- Trombose venosa profunda e embolia pulmonar: prevenidas com anticoagulação e deambulação precoce.
- Afrouxamento asséptico: soltura da prótese devido a desgaste do polietileno ou osteólise, geralmente após 10-15 anos.
- Fratura periprotética: rachadura no osso ao redor do implante, que pode ocorrer durante ou após a cirurgia.
- Luxação: deslocamento da prótese (mais comum no quadril nas primeiras semanas).
- Necrose de pele ou problemas na cicatrização, sobretudo em pacientes fumantes ou diabéticos.
- Reações alérgicas raras a metais (níquel, cobalto) ou cimento ósseo.
O acompanhamento regular com o ortopedista reduz o risco de complicações tardias. Muitos pacientes mantêm a prótese funcionante por mais de 20 anos.
- 01. Mantenha-se ativo com exercícios de baixo impacto antes da cirurgia – isso fortalece os músculos e acelera a recuperação.
- 02. Converse com seu médico sobre os medicamentos que você usa (incluindo anticoagulantes e anti-inflamatórios) – alguns devem ser suspensos antes da cirurgia.
- 03. Prepare sua casa para o pós-operatório: coloque tapetes antiderrapantes, eleve a cadeira e o vaso sanitário, e mantenha objetos de uso diário ao alcance.
- 04. Não fume! O tabagismo compromete a cicatrização óssea e de tecidos moles, além de aumentar o risco de infecção.
- 05. Siga rigorosamente o protocolo de anticoagulação e faça os exames de sangue solicitados para evitar trombose.
- 06. Realize a fisioterapia regularmente – a amplitude de movimento conquistada nas primeiras semanas é determinante para o resultado final.
Perguntas Frequentes sobre endoprótese
Quanto tempo dura uma endoprótese?
Em média, as próteses de quadril e joelho duram de 15 a 25 anos. A durabilidade depende do tipo de implante, do peso do paciente, do nível de atividade e do cuidado com a manutenção. Próteses modernas com polietileno de alta resistência podem durar ainda mais.
A cirurgia de endoprótese dói muito?
A dor no pós-operatório é controlada com medicações orais e, em alguns casos, com bloqueio anestésico local (infiltração periarticular). A maioria dos pacientes refere dor moderada nas primeiras 48 horas, que melhora rapidamente com a mobilização.
Posso dirigir após a cirurgia?
Para artroplastia de joelho direito (que exige uso de freio), recomenda-se aguardar de 4 a 6 semanas. Para quadril ou lado esquerdo, a liberação pode ser mais precoce. Sempre consulte seu médico antes de dirigir.
Quanto custa uma endoprótese no Brasil?
O custo pode variar de R$ 15.000 a R$ 60.000, dependendo do hospital, do tipo de prótese e do convênio. O SUS oferece o procedimento gratuitamente, com filas regionais. Planos de saúde cobrem integralmente a cirurgia, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Posso fazer atividades físicas após a endoprótese?
Sim, atividades de baixo impacto como caminhada, natação, ciclismo e pilates são recomendadas. Esportes de alto impacto como corrida, futebol e artes marciais podem acelerar o desgaste e devem ser evitados.
É possível ter alergia ao material da prótese?
Sim, mas é rara. Os componentes metálicos podem conter níquel, cobalto e cromo. Em caso de suspeita, existem próteses especiais com revestimento cerâmico ou de zircônia, que minimizam reações alérgicas.
Preciso trocar a prótese depois de alguns anos?
Não necessariamente. A maioria das próteses permanece funcional por muitos anos. A necessidade de revisão (troca) ocorre apenas se houver afrouxamento, desgaste excessivo, infecção ou dor persistente.
A endoprótese pode infeccionar anos depois?
Sim, infecções tardias (após 1 ano) podem ocorrer, geralmente por disseminação de bactérias da corrente sanguínea (ex.: após uma infecção dentária ou urinária). Por isso, é importante tratar qualquer foco infeccioso e, em alguns casos, usar antibióticos profiláticos antes de procedimentos invasivos.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Fontes e referências:
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