quarta-feira, junho 17, 2026

O que é O que é Adenoma celular

O que é Adenoma celular?

O Adenoma celular é um tipo de tumor benigno que se origina em glândulas do corpo, formado por células que se multiplicam de forma acelerada, mas sem capacidade de invadir tecidos vizinhos ou gerar metástases. No dia a dia de um clínico geral que atende no SUS e em clínicas populares brasileiras, esse termo aparece com frequência quando recebemos laudos de biópsias de nódulos na tireoide, próstata, cólon, mama ou até mesmo na hipófise. Muitos pacientes chegam assustados com a palavra “tumor” e “adenoma”, e precisamos explicar que, na maioria das vezes, é uma condição que não representa câncer, mas que exige acompanhamento.

No Brasil, os adenomas são bastante prevalentes. Por exemplo, o adenoma de cólon (pólipo adenomatoso) está presente em até 20% da população acima de 50 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Já os adenomas de tireoide são encontrados em cerca de 5 a 10% dos adultos – especialmente mulheres – e muitas vezes são descobertos em ultrassonografias de rotina no sistema público de saúde. É importante destacar que, apesar de benignos, alguns subtipos de adenoma (como o adenoma tubular com displasia de alto grau) podem evoluir para câncer se não forem removidos a tempo. Por isso, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Patologia orientam a retirada de pólipos adenomatosos durante a colonoscopia, dentro do programa de rastreamento do câncer colorretal.

Na prática clínica, ao receber um laudo de adenoma celular, o médico precisa avaliar o local, o tamanho, a presença de atipias e o perfil do paciente. Muitas vezes, o termo “celular” indica que o adenoma é composto predominantemente por células em proliferação, mas ainda sem critérios de malignidade. A conduta pode variar de apenas vigilância (exames de imagem anuais) até cirurgia, dependendo do risco. No SUS, a espera por uma cirurgia eletiva para retirada de adenoma pode ser longa em algumas regiões, o que reforça a importância de um acompanhamento contínuo na atenção básica.

Como funciona / Características

O adenoma celular se forma quando uma célula glandular sofre uma mutação genética que a faz crescer e se dividir mais rápido que o normal, formando um nódulo ou pólipo. Esse crescimento é localizado, ou seja, não invade vasos sanguíneos nem órgãos adjacentes. A característica “celular” refere‑se ao aspecto microscópico: a lesão mostra alta densidade de células glandulares, com arquitetura geralmente bem organizada, mas com algumas variações no núcleo das células.

No cotidiano de uma clínica popular, os pacientes costumam relatar descobertas inesperadas: um nódulo no pescoço palpável durante o banho, um pólipo identificado em colonoscopia de rotina após os 50 anos, ou um nódulo na mama que apareceu em uma mamografia. A maioria dos adenomas não causa sintomas no início. Por exemplo, adenomas da tireoide podem crescer lentamente e causar desconforto ao engolir ou sensação de “caroço” – são chamados de nódulos tireoidianos, mas apenas uma biópsia (PAAF) confirma se é adenoma ou outro tipo de lesão. Já os pólipos adenomatosos do cólon são assintomáticos na maioria dos casos, mas podem sangrar e levar à anemia, o que muitas vezes faz o paciente procurar o posto de saúde com queixa de cansaço ou fezes escurecidas.

Um aspecto prático que vivencio nas consultas é a ansiedade gerada pela palavra “adenoma”. Muitas pessoas associam automaticamente a câncer. Por isso, explico com uma analogia: o adenoma é como um “caroço de feijão” que cresce devagar, mas a maioria não vira câncer; porém, alguns tipos podem “virar uma semente ruim” se não forem retirados. Esclareço que o acompanhamento é simples: exames de imagem (ultrassom, colonoscopia) e, em alguns casos, biópsia. No SUS, a orientação é seguir os protocolos do Ministério da Saúde, como a realização de colonoscopia a cada 10 anos para pessoas entre 50 e 75 anos, ou mais cedo se houver histórico familiar de câncer colorretal.

Tipos e Classificações

Os adenomas são classificados principalmente por sua localização e pelo aspecto histológico (microscópico). Embora o termo “adenoma celular” não seja uma classificação formal isolada, ele aparece em laudos para descrever adenomas com alta celularidade. As classificações mais utilizadas no Brasil, com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Patologia e do Ministério da Saúde, incluem:

  • Por localização:
    • Adenoma de cólon (pólipo adenomatoso): tubular, viloso ou tubuloviloso. O subtipo viloso tem maior risco de transformação maligna.
    • Adenoma de tireoide: folicular, células de Hürthle, e outros. O adenoma folicular é o mais comum.
    • Adenoma de hipófise: classificado por tamanho (microadenoma <1 cm, macroadenoma ≥1 cm) e por hormônio secretado (prolactina, GH, ACTH, etc.).
    • Adenoma de próstata: na verdade, a hiperplasia prostática benigna (HPB) não é um adenoma verdadeiro, mas o termo “adenoma prostático” é usado popularmente.
    • Adenoma sebáceo: lesão cutânea benigna, comum em idosos.
  • Por atipia (displasia): os adenomas de cólon são classificados em displasia de baixo grau e alto grau. A displasia de alto grau é considerada uma lesão pré‑cancerosa e requer remoção imediata.
  • Por funcionalidade: adenomas endócrinos (tireoide, hipófise, paratireoide, suprarrenal) podem ser funcionantes (produzem hormônios) ou não funcionantes. Exemplo: adenoma de hipófise produtor de prolactina causa galactorreia e irregularidade menstrual; já um adenoma não funcionante pode crescer e comprimir o nervo óptico.

No contexto do SUS, o médico da atenção básica deve encaminhar o paciente para avaliação especializada quando o laudo indicar displasia de alto grau, adenoma viloso, ou adenoma maior que 1 cm no cólon. Para tireoide, o critério de encaminhamento para cirurgia ou punção é baseado no sistema TI‑RADS (ultrassom) e na classificação de Bethesda (citologia).

Quando procurar um médico

Muitos adenomas são descobertos em exames de rotina, sem sintomas. No entanto, existem sinais de alerta que indicam a necessidade de buscar atendimento, especialmente em clínicas populares e unidades de saúde da família (USF):

  • Sangramento: sangramento nas fezes (vermelho vivo ou escuro), sangramento vaginal fora do período menstrual, ou secreção sanguinolenta pelo mamilo.
  • Nódulo palpável: caroço no pescoço, axila, mama ou virilha que não desaparece em duas semanas.
  • Alterações hormonais: ganho ou perda de peso inexplicável, aumento de pelos, pressão alta de difícil controle, dores de cabeça frequentes com visão turva (suspeita de adenoma de hipófise).
  • Dor ou desconforto: dor abdominal persistente, sensação de plenitude, dificuldade para engolir.
  • Alterações intestinais: constipação ou diarreia crônica, presença de sangue nas fezes, ou mudança do calibre das fezes.
  • Histórico familiar: parentes de primeiro grau com câncer de cólon, tireoide, mama ou próstata – especialmente se diagnosticados antes dos 50 anos.

No SUS, recomenda‑se que todos os adultos com mais de 50 anos realizem a pesquisa de sangue oculto nas fezes anualmente, e se positivo, façam colonoscopia. Para quem tem histórico familiar de adenoma ou câncer colorretal, o rastreamento deve começar mais cedo, conforme orientação médica. Na clínica popular, frequentemente atendo pacientes que não fazem exames preventivos por medo ou falta de informação; explico que detectar um adenoma precocemente evita cirurgias maiores e salva vidas.

Termos Relacionados

  • Pólipo adenomatoso: lesão elevada na mucosa do cólon, considerada precursora da maioria dos cânceres colorretais. É o tipo mais comum de adenoma encontrado em colonoscopias.
  • Displasia: alteração celular que indica risco aumentado de câncer. Nos adenomas, a displasia pode ser de baixo ou alto grau.
  • Nódulo tireoidiano: crescimento anormal na tireoide; pode ser um adenoma, um cisto ou um carcinoma. O exame de punção aspirativa (PAAF) ajuda a diferenciar.
  • Hiperplasia benigna da próstata (HPB): aumento não canceroso da próstata, muitas vezes chamado erroneamente de adenoma prostático. Não é um adenoma verdadeiro, mas causa sintomas urinários.
  • Microadenoma: adenoma de hipófise com menos de 1 cm de diâmetro. Geralmente não causa sintomas compressivos, mas pode secretar hormônios.
  • Macroadenoma: adenoma de hipófise com 1 cm ou mais. Pode comprimir estruturas como o quiasma óptico, causando perda de campo visual.
  • Adenoma de paratireoide: tumor benigno que produz excesso de paratormônio (PTH), levando à hipercalcemia, cálculos renais e osteoporose.
  • Polipectomia: procedimento endoscópico de remoção de pólipos (adenomas) durante a colonoscopia. É a principal forma de prevenção do câncer colorretal.

Perguntas Frequentes sobre Adenoma celular

1. Adenoma celular é câncer?

Não. O adenoma celular é um tumor benigno, ou seja, não invade outros tecidos nem se espalha pelo corpo. Porém, alguns tipos podem evoluir para câncer se não forem tratados, principalmente os adenomas de cólon com displasia de alto grau. Por isso, todo adenoma deve ser avaliado por um médico e, se indicado, removido.

2. Quais são os sintomas de um adenoma celular?

Na maioria dos casos, não há sintomas. O adenoma costuma ser descoberto em exames de rotina (ultrassom, colonoscopia, mamografia). Quando causa sintomas, eles dependem da localização: sangramento nas fezes (cólon), nódulo no pescoço (tireoide), dor de cabeça e alteração visual (hipófise), ou aumento da pressão arterial (suprarrenal).

3. Como é feito o diagnóstico de adenoma celular?

O diagnóstico depende do local. Para tireoide, fazemos ultrassom e punção aspirativa (PAAF) para análise das células. Para cólon, a colonoscopia com biópsia é o padrão ouro. Para mama, mamografia e biópsia. O laudo patológico informa se é um adenoma celular e qual o grau de atipia.

4. Qual o tratamento para adenoma celular?

O tratamento varia conforme o tipo e o risco. Adenomas de cólon são removidos durante a colonoscopia (polipectomia). Adenomas de tireoide podem ser apenas observados com ultrassom anual, ou removidos cirurgicamente se maiores que 4 cm ou com suspeita de malignidade. Adenomas de hipófise podem ser tratados com medicamentos, cirurgia ou radioterapia. Sempre converse com seu médico sobre a melhor conduta.

5. Adenoma celular pode voltar depois de removido?

Sim, há risco de recorrência, especialmente se houver múltiplos adenomas ou fatores de risco genéticos. Por isso, o acompanhamento regular é essencial. No caso do cólon, a recomendação é repetir a colonoscopia após 1 a 3 anos, dependendo do número e do tipo de adenoma removido.

6. O SUS oferece tratamento para adenoma?

Sim, o Sistema Único de Saúde (SUS) cobre o diagnóstico e o tratamento de adenomas, desde a atenção básica (exames preventivos) até a cirurgia especializada. O acesso pode variar conforme a região, mas existem protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, como o rastreamento do câncer colorretal e o tratamento de nódulos tireoidianos. Converse com o médico da sua unidade de saúde sobre os encaminhamentos necessários.

Conteúdo revisado por equipe médica. Este verb


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