sexta-feira, maio 22, 2026

Muitas pessoas têm dúvidas sobre quando uma mancha ou ferida na pele pode ser grave. É importante ficar atento a sinais como assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro maior que 6 mm e evolução. Esses são os chamados sinais do ABCDE do melanoma, um tipo de câncer de pele (saiba mais no site do INCA).

Além da regra do ABCDE, existem outros sinais de alerta que merecem atenção. O chamado “sinal do patinho feio” — uma lesão que destoa visualmente das demais manchas do corpo — pode indicar malignidade. Manchas que coçam, sangram ou apresentam crostas também devem ser avaliadas por um dermatologista. Segundo a FEBRASGO, a realização do autoexame mensal da pele ajuda na detecção precoce de alterações suspeitas. Quanto mais cedo uma lesão é identificada, maiores as chances de tratamento eficaz e menor o risco de complicações.

Além disso, feridas que não cicatrizam em até quatro semanas merecem atenção médica. A exposição solar sem proteção é o principal fator de risco. Por isso, recomenda-se o uso diário de protetor solar e visitas regulares ao dermatologista, conforme orientações do Ministério da Saúde.

O câncer de pele não melanoma — como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular — é mais frequente e geralmente menos agressivo, mas também exige diagnóstico e tratamento adequados. A radiação ultravioleta (UV) acumulada ao longo da vida é o principal gatilho para esses tumores. Estudos publicados no PubMed/NCBI mostram que o uso regular de protetor solar com FPS 30 ou superior reduz em até 50% o risco de desenvolvimento de carcinomas. Pessoas de pele clara, com histórico familiar de câncer de pele ou que trabalham expostas ao sol devem redobrar os cuidados.

Outra medida preventiva importante é evitar a exposição solar entre 10h e 16h, quando os raios UV são mais intensos. Chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV e roupas com fator de proteção ultravioleta (FPU) são aliados essenciais. A Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO) reforça que a fotoproteção deve ser um hábito diário, mesmo em dias nublados ou durante o inverno. Lembre-se: o câncer de pele é um dos tipos mais preveníveis, mas também um dos mais incidentes no Brasil.

1. O que é o ABCDE do melanoma?

O ABCDE é um método mnemônico para identificar sinais suspeitos de melanoma. A = Assimetria (metade diferente da outra); B = Bordas irregulares; C = Cores variadas (preto, marrom, azul, vermelho); D = Diâmetro maior que 6 mm; E = Evolução (mudança em tamanho, forma ou cor). Qualquer sinal que se encaixe nesse padrão deve ser avaliado por um dermatologista.

2. Feridas que não cicatrizam são sempre câncer?

Nem toda ferida que demora a cicatrizar é câncer, mas é um sinal de alerta. Úlceras que persistem por mais de quatro semanas podem indicar carcinoma basocelular ou espinocelular. Outras causas incluem infecções, doenças vasculares ou diabetes. A avaliação médica é essencial para descartar malignidade e iniciar o tratamento correto.

3. Qual a diferença entre melanoma e outros cânceres de pele?

O melanoma é o tipo mais agressivo, originado nos melanócitos (células produtoras de pigmento), com maior potencial de metástase. Já os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) crescem mais lentamente e raramente se espalham para outros órgãos. Contudo, ambos exigem tratamento precoce para evitar complicações estéticas e funcionais.

4. Protetor solar previne todos os tipos de câncer de pele?

O protetor solar reduz significativamente o risco de carcinoma basocelular e espinocelular, e também ajuda a prevenir o melanoma. No entanto, nenhuma proteção é 100% eficaz. A combinação com outras medidas — roupas adequadas, evitar horários de pico solar e não usar câmaras de bronzeamento — potencializa a prevenção.

5. Quando devo procurar um dermatologista?

Recomenda-se uma consulta anual de rotina para avaliação de pintas e manchas, mesmo sem sintomas. Procure atendimento imediato se notar: uma nova mancha com características suspeitas, mudança em uma pinta existente, ferida que não cicatriza em 4 semanas, ou lesão que sangra, coça ou dói. Pessoas com histórico familiar de câncer de pele devem ter acompanhamento mais frequente.

6. Quais são os tratamentos para câncer de pele?

O tratamento varia conforme o tipo, tamanho e localização do tumor. As opções incluem: cirurgia excisional (remoção da lesão), curetagem e eletrocoagulação, crioterapia, radioterapia, e para melanomas avançados, imunoterapia e terapias-alvo. O diagnóstico precoce permite procedimentos menos invasivos e maiores chances de cura.

7. O que é o “sinal do patinho feio”?

É um conceito usado por dermatologistas para identificar lesões suspeitas. Se a maioria das pintas do corpo tem aparência semelhante e uma delas é visualmente diferente (maior, mais escura, bordas irregulares), essa lesão “destoante” merece atenção redobrada. Muitas vezes, o próprio paciente ou um familiar percebe essa diferença.

8. Câncer de pele tem cura?

Sim, especialmente quando diagnosticado precocemente. A taxa de cura para carcinoma basocelular e espinocelular é superior a 95% com tratamento adequado. No melanoma inicial, a cirurgia costuma ser curativa. Já em estágios avançados, o tratamento é mais complexo, mas as novas terapias têm melhorado significativamente o prognóstico.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Procure sempre um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.