Se você está pesquisando como é feita a histerectomia, provavelmente está passando por um momento de dúvidas e ansiedade. Saiba que você não está sozinha: todos os anos, milhares de mulheres no Brasil passam por essa cirurgia para tratar condições como miomas, endometriose ou câncer. O objetivo deste guia é explicar de forma clara e humana o passo a passo da histerectomia, os tipos existentes, a recuperação e os cuidados necessários. Vamos juntas?
O que é histerectomia e como é feita?
A histerectomia é a cirurgia de remoção do útero. A forma como é feita depende do tipo de acesso (abdominal, vaginal ou laparoscópico) e da extensão da retirada. Na prática, muitos pacientes relatam que entender o procedimento ajuda a reduzir o medo.
Tipos de histerectomia
Existem três tipos principais:
- Histerectomia total: remoção do útero e do colo do útero.
- Histerectomia subtotal: remoção apenas do corpo do útero, preservando o colo.
- Histerectomia radical: remoção do útero, colo, ovários, trompas e linfonodos, indicada para câncer.
A decisão sobre qual tipo realizar depende da causa do problema e da saúde da paciente.
Como é feita a cirurgia de histerectomia?
A cirurgia pode ser realizada por diferentes vias de acesso. A escolha depende do tamanho do útero, da experiência do cirurgião e das condições clínicas.
Histerectomia abdominal
É a via mais comum. O cirurgião faz uma incisão no abdômen, geralmente horizontal (como na cesárea). A recuperação leva de 4 a 6 semanas. Indicada quando o útero é muito grande ou há suspeita de câncer.
Histerectomia vaginal
Realizada por meio de uma incisão na vagina, sem cortes externos. A recuperação é mais rápida, mas só é possível quando o útero não é muito grande e não há necessidade de explorar a cavidade abdominal.
Histerectomia laparoscópica
É uma técnica minimamente invasiva, com pequenas incisões no abdômen por onde se insere uma câmera e instrumentos. A recuperação é mais rápida (2 a 4 semanas) e há menos dor. Pode ser assistida por robô em alguns centros.
Quando os ovários são removidos?
Em alguns casos, junto com o útero, os ovários e as trompas também são retirados (ooforectomia e salpingectomia). Isso é mais comum em casos de câncer ou quando a paciente já está na menopausa. Se os ovários forem preservados, a histerectomia não causa menopausa precoce.
Sinais de alerta e quando procurar um médico
É essencial buscar avaliação médica se você apresenta:
- Sangramento menstrual intenso ou prolongado
- Dor pélvica crônica
- Pressão ou inchaço na região pélvica
- Sintomas urinários ou intestinais frequentes
Na prática, muitos pacientes relatam que esses sintomas afetam a qualidade de vida. Um ginecologista pode indicar exames como ultrassom ou ressonância para definir o diagnóstico.
Mitos e verdades sobre a histerectomia
Há muitas informações erradas circulando. Vamos esclarecer as principais:
Mito: a histerectomia causa menopausa. Verdade: só se os ovários forem removidos. Se preservados, a produção hormonal continua normal.
Mito: a vida sexual acaba. Verdade: muitas mulheres relatam melhora na vida sexual após a cirurgia, pois os sintomas dolorosos desaparecem.
Mito: é uma cirurgia muito perigosa. Verdade: como qualquer cirurgia, há riscos, mas a histerectomia é considerada segura quando realizada por equipe qualificada.
Recuperação: o que esperar?
O tempo de recuperação varia de 4 a 8 semanas, dependendo da via de acesso. Nos primeiros dias, repouso é fundamental. Evite esforços, dirigir e relações sexuais por pelo menos 6 semanas. A maioria das mulheres retorna às atividades normais gradualmente.
Perguntas Frequentes sobre histerectomia
Quanto tempo dura a cirurgia de histerectomia?
A cirurgia dura de 1 a 3 horas, dependendo da técnica e da complexidade.
É possível engravidar após a histerectomia?
Não, a remoção do útero impede a gestação. Por isso, a cirurgia é indicada apenas quando não há mais desejo de ter filhos ou quando outras opções não funcionaram.
Preciso de repouso absoluto após a cirurgia?
Sim, repouso relativo nas primeiras semanas. Evite levantar peso, fazer esforços e dirigir. Caminhadas leves são permitidas após liberação médica.
A histerectomia afeta a vida sexual?
Na maioria dos casos, a vida sexual melhora porque os sintomas como dor e sangramento desaparecem. Após a liberação médica (cerca de 6 semanas), a atividade sexual pode ser retomada.
Quais são os riscos da histerectomia?
Riscos comuns incluem infecção, sangramento, lesão em órgãos vizinhos (bexiga, ureter, intestino) e complicações da anestesia. O risco é baixo quando o procedimento é bem planejado.
Quanto custa uma histerectomia em clínica popular?
Os valores variam conforme a técnica e a cidade. Em Fortaleza, clínicas populares oferecem pacotes a partir de R$ 3.000. Consulte aqui preços e condições.
Como é feita a histerectomia por laparoscopia?
Através de pequenos cortes no abdômen, insere-se uma câmera e instrumentos. O útero é seccionado e retirado pela vagina ou por uma incisão maior. A recuperação é mais rápida.
Preciso tomar hormônios após a histerectomia?
Se os ovários forem preservados, não. Se forem removidos e a paciente for jovem, pode ser indicada reposição hormonal. Converse com seu médico.
Experiência da Clínica Popular Fortaleza
Na Clínica Popular Fortaleza, contamos com ginecologistas experientes e infraestrutura para realizar histerectomias com segurança. Oferecemos acompanhamento pré e pós-operatório, exames de imagem e suporte multidisciplinar. Saiba mais sobre nossos serviços.
Este artigo foi revisado por Ana Beatriz Melo, jornalista de saúde e editora-chefe da Clínica Popular Fortaleza.
Disclaimer: As informações aqui contidas são para fins educativos e não substituem a consulta médica. Sempre consulte um ginecologista para avaliar seu caso específico.
Fontes: FEBRASGO, INCA, Ministério da Saúde.
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