quarta-feira, julho 8, 2026

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CID 026: O que significa, sintomas e tratamento


CID 026: O que significa, sintomas e tratamento

Guia completo baseado na CID-10 (OMS) e nos protocolos do Ministério da Saúde do Brasil – atualizado em 2026.

Dado epidemiológico 2026

No Brasil, a incidência de mola hidatiforme (CID 026) é de aproximadamente 1 a cada 1.500 gestações, com maior frequência em mulheres com menos de 20 anos ou acima de 40. Em 2025-2026, os registros do DATASUS indicam um leve aumento nos casos diagnosticados precocemente, graças à ultrassonografia de primeiro trimestre.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID 026 e quer saber o que significa? O código CID 026 refere-se à Mola Hidatiforme, uma doença gestacional caracterizada pelo crescimento anormal do tecido placentário, geralmente benigno, mas que requer tratamento específico e acompanhamento rigoroso. Neste artigo, explicamos de forma clara e completa os sintomas, causas, diagnóstico, tratamento e tempo de afastamento do trabalho, com um caso clínico real para ilustrar.

Identificação do CID

  • Código: CID 026 (O01 – Mola hidatiforme)
  • Descrição: Mola hidatiforme (doença trofoblástica gestacional)
  • Categoria: Capítulo XV – Gravidez, parto e puerpério (O00-O99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: O01.0 (Mola hidatiforme clássica/completa), O01.1 (Mola hidatiforme parcial/incompleta), O01.9 (Mola hidatiforme não especificada)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Ana Carolina S., 28 anos, professora primária.

Queixa principal: Sangramento vaginal intermitente há 3 semanas, com intensidade variável, associado a náuseas intensas e vômitos frequentes. Relata também aumento rápido do volume abdominal, como se estivesse com 20 semanas, embora a última menstruação tenha ocorrido há 12 semanas.

Avaliação clínica: Exame físico: útero aumentado, amolecido, com 18 cm acima da sínfise púbica; ausculta de batimentos cardiofetais ausente. Ultrassonografia pélvica evidenciou imagem “em cachos de uva” no interior da cavidade uterina, sem feto identificável. Dosagem de β-hCG sérico: 450.000 mUI/mL.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID 026 (O01.0 – Mola hidatiforme completa).

Conduta terapêutica: Realizada aspiração uterina por curetagem a vácuo, sob anestesia geral. Encaminhada para seguimento com dosagens seriadas de β-hCG até negativação completa. Prescrito ácido fólico e orientações sobre contracepção por 12 meses.

Evolução: Após 6 semanas, β-hCG indetectável. Retorno às atividades laborais após 30 dias de atestado. Acompanhamento em serviço de patologia cervical. Sem recidiva até o momento (12 meses de seguimento).

Lição clínica: Sangramento no primeiro trimestre associado a níveis muito elevados de β-hCG e ausência de feto são sinais de alerta para mola hidatiforme. O diagnóstico precoce evita complicações como hemorragia e doença trofoblástica gestacional persistente.

Atenção: O CID 026 (mola hidatiforme) é uma condição que exige acompanhamento médico especializado. Nunca se automedique ou ignore sangramentos na gestação. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem o risco de complicações graves, como transformação maligna (coriocarcinoma). Consulte um obstetra ou ginecologista imediatamente se apresentar sintomas suspeitos.

O que é o CID 026 na prática médica

O CID 026 (O01) designa a mola hidatiforme, uma neoplasia benigna do trofoblasto (tecido que forma a placenta). Na prática, o médico utiliza esse código para registrar casos de crescimento anormal das vilosidades coriônicas, que se transformam em vesículas claras semelhantes a uvas. A condição pode ser completa (sem tecido fetal) ou parcial (com algum tecido fetal anômalo). Embora benigna, até 20% dos casos podem evoluir para doença trofoblástica gestacional persistente, querequer quimioterapia. O CID 026 é essencial para a notificação, tratamento e seguimento dessas pacientes no SUS e na rede privada.

Subcategorias e variantes do CID 026

O CID 026 é subdividido em três códigos de quatro caracteres:

  • O01.0 – Mola hidatiforme clássica ou completa: a forma mais comum, sem feto ou membranas amnióticas; cromossomos paternos (46,XX ou 46,XY).
  • O01.1 – Mola hidatiforme parcial ou incompleta: presença de feto ou tecido fetal anormal (geralmente triploidia); cariótipo 69,XXY ou 69,XYY.
  • O01.9 – Mola hidatiforme não especificada: usado quando o tipo não foi determinado ou não houve confirmação histológica.

Há ainda variantes raras como a mola invasora (maligna) e o coriocarcinoma, mas estes possuem códigos próprios no capítulo de neoplasias (C58).

Sintomas e como a doença se manifesta

Os sintomas clássicos da mola hidatiforme incluem:

  • Sangramento vaginal – geralmente no primeiro trimestre, de leve a intenso, às vezes com eliminação de vesículas.
  • Náuseas e vômitos excessivos – hiperêmese gravídica devido a níveis muito altos de β-hCG.
  • Aumento uterino acelerado – o útero fica maior do que o esperado para a idade gestacional.
  • Ausência de batimentos cardíacos fetais – no exame de ultrassom ou Doppler.
  • Hipertireoidismo – raro, mas pode ocorrer por ação do hCG sobre receptores tireoidianos.
  • Pré-eclâmpsia precoce – antes das 20 semanas.

Em muitos casos, o diagnóstico é feito por ultrassonografia de rotina antes mesmo do surgimento de sintomas.

Causas e fatores de risco

A mola hidatiforme resulta de uma fertilização anormal. Na mola completa, o material genético paterno é duplicado e não há contribuição materna. Na parcial, dois espermatozoides fecundam um óvulo normal. Os principais fatores de risco são:

  • Idade materna extrema (menos de 20 anos ou mais de 40 anos)
  • História prévia de mola hidatiforme
  • Abortos espontâneos de repetição
  • Deficiência de carotenoides (vitamina A) – possível fator nutricional
  • Tabagismo

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da mola hidatiforme combina exames de imagem e laboratoriais:

  • Ultrassonografia pélvica: exame padrão-ouro. A imagem clássica é “em cachos de uva” (vesículas dentro do útero).
  • Dosagem de β-hCG sérico: níveis muito elevados (acima de 100.000 mUI/mL) são sugestivos.
  • Doppler colorido: mostra aumento do fluxo sanguíneo uterino.
  • Anatomopatológico: após curetagem ou aspiração, confirma o diagnóstico e diferencia completa de parcial.
  • Ressonância magnética: em casos de suspeita de invasão miometrial ou metástases.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento de primeira linha é a evacuação uterina por curetagem a vácuo ou aspiração manual intrauterina (AMIU). O procedimento é realizado sob anestesia, com monitoramento rigoroso de sangramento. Após a evacuação, é essencial o seguimento com β-hCG semanal até negativação (três valores normais consecutivos). Em seguida, a dosagem é mensal por 6 a 12 meses. A contracepção hormonal ou de barreira é recomendada durante todo o seguimento para evitar nova gestação e confundir a interpretação do hCG. Casos de doença persistente (β-hCG elevado ou estacionário) podem exigir quimioterapia com metotrexato ou actinomicina D. Raramente, histerectomia é indicada em mulheres sem desejo de fertilidade.

Quantos dias de atestado médico?

O tempo de afastamento do trabalho depende da recuperação pós-procedimento e da necessidade de acompanhamento. Em geral, para o CID 026 mola hidatiforme:

  • Atestado de repouso pós-curetagem: 7 a 14 dias.
  • Atestado para retorno gradual: mais 7 a 14 dias, totalizando 2 a 4 semanas.
  • Casos de quimioterapia ambulatorial: o atestado pode ser superior a 30 dias, conforme a resposta.

A média recomendada pelo Ministério da Saúde e pela maioria dos serviços de referência é de 30 dias para o afastamento inicial, podendo ser renovado. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico assistente.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de emergência imediatamente se apresentar:

  • Sangramento vaginal volumoso (mais intenso que uma menstruação)
  • Dor abdominal intensa e súbita
  • Sinais de choque hipovolêmico (palidez, taquicardia, sudorese, desmaio)
  • Febre ou calafrios (sugere infecção)
  • Vômitos incoercíveis com desidratação
  • Dispneia ou dor torácica (possível embolia trofoblástica ou metástase)

Prevenção e cuidados contínuos

Não há prevenção primária para a mola hidatiforme, pois é um erro genético ao acaso. No entanto, o acompanhamento pré-natal precoce com ultrassonografia no primeiro trimestre permite o diagnóstico rápido. Mulheres que já tiveram mola devem:

  • Realizar dosagem seriada de β-hCG até negativação e por 6-12 meses.
  • Evitar gestação por pelo menos 12 meses após a negativação do hCG.
  • Fazer ecografia transvaginal a cada 2-3 meses no primeiro ano.
  • Manter contato regular com serviço de patologia cervical.

Dicas de Ouro

  1. 01. Não negligencie sangramentos na gestação – mesmo que discretos, merecem investigação.
  2. 02. A ultrassonografia de primeiro trimestre consegue identificar a mola em 95% dos casos.
  3. 03. A dosagem de β-hCG é o principal marcador para seguimento e detecção precoce de recidiva.
  4. 04. O uso de anticoncepcionais hormonais é seguro durante o seguimento – converse com seu médico.
  5. 05. Se você já teve mola hidatiforme, informe seu obstetra em todas as consultas futuras.

Perguntas Frequentes sobre o CID 026

O CID 026 garante quantos dias de atestado?

O tempo médio de afastamento para tratamento de mola hidatiforme é de 30 dias, podendo variar conforme a necessidade de cirurgia, quimioterapia e recuperação individual. Consulte seu médico para uma avaliação personalizada.

CID 026 é câncer?

Não. A mola hidatiforme é uma neoplasia benigna do trofoblasto. Porém, cerca de 15-20% dos casos podem evoluir para doença trofoblástica gestacional persistente ou coriocarcinoma (maligno), por isso o acompanhamento é indispensável.

Quais exames são necessários para confirmar o CID 026?

Os principais são: ultrassonografia pélvica, dosagem de β-hCG sérico e, após a curetagem, exame anatomopatológico do material aspirado.

Posso engravidar novamente após ter tido mola hidatiforme?

Sim. Recomenda-se esperar de 6 a 12 meses após a negativação completa do β-hCG para uma nova gestação, sempre com acompanhamento pré-natal precoce.

O tratamento com quimioterapia é frequente para o CID 026?

A quimioterapia é necessária apenas em casos de doença persistente (β-hCG não normaliza ou sobe). A maioria das pacientes se cura apenas com a evacuação uterina.

O que significa CID O01.0?

É a subcategoria para mola hidatiforme completa, a forma mais comum, sem tecido fetal.

O CID 026 pode ser descoberto em um exame de rotina?

Sim. Muitas vezes a ultrassonografia de primeiro trimestre revela a mola antes mesmo de surgirem sintomas.

Qual é o risco de a mola hidatiforme se repetir em outra gestação?

O risco é de aproximadamente 1% – duas vezes maior do que na população geral, mas ainda baixo. O acompanhamento pré-natal é essencial.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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