Mais de 30% da população brasileira apresenta algum tipo de alergia ao longo da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde. As alergias respiratórias (rinite e asma) são as mais frequentes, responsáveis por cerca de 60% dos atendimentos em clínicas de alergia no Brasil. O número de reações alérgicas graves (anafilaxia) aumentou 17% nos últimos 5 anos, impulsionado por alergias alimentares e medicamentosas.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID ALERGIAS-ENTENDA-OS-CODIGOS-E-SEUS-SIGNIFICADOS e quer saber o que significa? Este artigo explica de forma simples e completa os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) relacionados às alergias, com destaque para o CID T78.4 (Alergia não especificada). Vamos desvendar o significado de cada código, os sintomas, causas, tratamento, dias de atestado e muito mais, sempre com base em evidências médicas atualizadas.
- Código: T78.4 (principal código geral) + outros códigos específicos (T78.0, T78.1, T78.2, T78.3, J30, J45, L20, L23, L27, etc.)
- Descrição: Alergia não especificada (T78.4) – reação de hipersensibilidade a um alérgeno sem especificação do agente causal.
- Categoria: Capítulo XIX – Lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas (S00-T98) / Seção T78 – Efeitos adversos não classificados em outra parte.
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: T78.0 (Choque anafilático), T78.1 (Outras reações anafiláticas), T78.2 (Angioedema), T78.3 (Eritema multiforme alérgico), T78.4 (Alergia não especificada), T78.8 (Outras alergias especificadas), T78.9 (Alergia não especificada). Além disso, códigos por sistemas: J30 (Rinite alérgica), J45 (Asma), L20 (Dermatite atópica), L23 (Dermatite alérgica de contato), L27 (Dermatite por ingestão de alimentos ou medicamentos).
Paciente: Lucas Almeida, 28 anos, professor de educação física.
Queixa principal: “Acordei com os olhos inchados, nariz escorrendo e falta de ar depois de comer uma salada com amendoim no jantar da noite anterior.”
Avaliação clínica: Ao exame, apresentava edema palpebral bilateral, urticária generalizada, sibilos discretos à ausculta pulmonar e saturação de oxigênio de 94%. Foi realizada punção venosa e administrada adrenalina intramuscular imediata, além de anti-histamínico e corticoide intravenosos. Exames laboratoriais mostraram elevação de histamina e triptase sérica.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID T78.0 (Choque anafilático) como código principal, e T78.4 (Alergia não especificada) como código complementar, indicando reação alérgica grave a amendoim.
Conduta terapêutica: Internação por 24 horas para observação, uso de adrenalina autoinjetável prescrita para emergências, corticoterapia oral por 5 dias, anti-histamínicos por 7 dias e encaminhamento ao alergologista para testes cutâneos e orientação dietética. Foi fornecida pulseira de identificação de alergia ao amendoim.
Evolução: Após 48 horas, o paciente apresentou melhora completa dos sintomas respiratórios e cutâneos. Recebeu alta com orientações rígidas de evitação de amendoim e derivados, além de treinamento para uso da adrenalina autoinjetável. Após 3 meses de acompanhamento, não houve novas reações.
Lição clínica: Reações alérgicas graves podem ocorrer mesmo em adultos sem histórico prévio de alergia alimentar. O reconhecimento precoce dos sinais de anafilaxia e o tratamento imediato com adrenalina são cruciais para salvar vidas. O CID T78.4 é frequentemente usado como código temporário até que o alérgeno específico seja identificado.
O que é o CID T78.4 na prática médica
O código CID T78.4 (Alergia não especificada) é um dos códigos mais utilizados em prontuários e atestados quando um paciente apresenta sintomas alérgicos, mas o alérgeno exato ainda não foi identificado ou documentado. Na prática médica, ele serve como um diagnóstico provisório ou genérico, permitindo que o médico registre a condição enquanto investiga a causa específica. É importante destacar que o CID T78.4 não indica a gravidade da reação; ele pode ser usado tanto para uma urticária leve quanto para uma reação sistêmica moderada. Sempre que possível, o médico deve buscar o código mais específico (como T78.0 para choque anafilático ou J30 para rinite alérgica) após a confirmação diagnóstica.
Na prática, o CID T78.4 aparece frequentemente em atendimentos de emergência, consultas ambulatoriais e pronto-atendimentos. De acordo com dados do DATASUS, ele está entre os 50 códigos mais registrados em unidades básicas de saúde no Brasil. Sua versatilidade é útil, mas exige que o médico detalhe no prontuário os sintomas, a evolução e a conduta adotada.
Subcategorias e variantes do CID alergias
O universo dos códigos CID para alergias é amplo e abrange desde reações cutâneas leves até emergências anafiláticas. As principais subcategorias incluem:
- T78.0 – Choque anafilático: Reação alérgica grave, com risco de vida, que envolve queda de pressão, broncoespasmo e edema de glote.
- T78.1 – Outras reações anafiláticas: Manifestações sistêmicas que não se enquadram como choque (ex.: anafilaxia sem hipotensão grave).
- T78.2 – Angioedema: Inchaço súbito da derme e submucosa, comum em face, lábios e vias aéreas.
- T78.3 – Eritema multiforme alérgico: Reação cutânea com lesões em alvo, geralmente desencadeada por medicamentos ou infecções.
- J30 – Rinite alérgica: Inflamação da mucosa nasal por alérgenos inalados (ácaros, pólen, fungos).
- J45 – Asma: Doença inflamatória crônica das vias aéreas, frequentemente alérgica.
- L20 – Dermatite atópica: Eczema crônico associado à predisposição alérgica.
- L23 – Dermatite alérgica de contato: Reação cutânea localizada após contato com substâncias sensibilizantes (níquel, fragrâncias, látex).
- L27 – Dermatite por ingestão de alimentos ou medicamentos: Erupção cutânea desencadeada por via oral.
O médico deve selecionar o código mais específico possível para refletir a condição real do paciente. O CID T78.4 é usado quando não há especificação, mas não deve ser mantido indefinidamente.
Sintomas e como a alergia se manifesta
As alergias podem afetar praticamente qualquer sistema do corpo, com sintomas que variam de leves a fatais. Os principais sinais e sintomas incluem:
- Pele: urticária (vermelhidão e coceira), eczema, inchaço localizado (angioedema), vermelhidão, descamação.
- Sistema respiratório: espirros, coriza, congestão nasal, tosse seca, chiado no peito, falta de ar, opressão torácica.
- Olhos: coceira, lacrimejamento, vermelhidão, edema palpebral.
- Sistema gastrointestinal: náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, cólicas.
- Sistema cardiovascular: queda da pressão arterial, tontura, desmaio, taquicardia.
- Outros: sensação de “nó na garganta”, dificuldade para engolir, rouquidão, ansiedade, mal-estar geral.
Os sintomas geralmente surgem minutos a horas após o contato com o alérgeno. Reações tardias podem ocorrer após 24 a 48 horas, especialmente nas dermatites de contato e alergias alimentares não IgE-mediadas.
Causas e fatores de risco
As alergias são desencadeadas por alérgenos – substâncias que o sistema imunológico reconhece erroneamente como ameaças. Os alérgenos mais comuns são:
- Inalantes: ácaros (Dermatophagoides), pólen (gramíneas, árvores), fungos (Aspergillus, Alternaria), pelos de animais (gatos, cães), baratas.
- Alimentares: leite, ovos, amendoim, castanhas, soja, trigo, peixes, mariscos, corantes e conservantes.
- Medicamentosos: antibióticos (penicilinas, sulfas), anti-inflamatórios (AINEs), anestésicos, quimioterápicos.
- De contato: níquel (bijuterias), látex (luvas, preservativos), fragrâncias, cosméticos, plantas (hera venenosa).
- Físicos: calor, frio, luz solar, pressão (dermografismo).
Fatores de risco: histórico familiar de alergias (atópicos), asma, rinite alérgica, dermatite atópica, exposição ocupacional (profissionais de saúde, cabeleireiros, padeiros), tabagismo passivo, poluição ambiental, uso frequente de antibióticos na infância, dieta ocidental (pouca fibra, muitos industrializados).
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de alergia começa com uma história clínica detalhada, investigando a relação entre a exposição e o início dos sintomas, a duração, a periodicidade e a resposta ao tratamento. O médico pergunta sobre alimentação, medicamentos, contato com animais, mudanças no ambiente e atividades físicas.
Os principais métodos diagnósticos incluem:
- Testes cutâneos de hipersensibilidade imediata (prick test): pequenas gotas de extratos alergênicos são aplicadas na pele do antebraço, e uma lanceta faz uma microperfuração. A leitura é feita após 15 a 20 minutos; uma pápula ≥ 3 mm indica sensibilização.
- Dosagem de IgE específica (RAST ou ImmunoCAP): exame de sangue que mede anticorpos IgE contra alérgenos específicos. Útil quando os testes cutâneos são contraindicados (dermatite extensa, uso de anti-histamínicos).
- Teste de provocação oral: administração controlada do alérgeno em ambiente hospitalar, sob supervisão médica, para confirmar alergia alimentar ou medicamentosa.
- Exames complementares: hemograma (pode mostrar eosinofilia), dosagem de triptase (em reações anafiláticas), função pulmonar (espirometria) na asma.
- Diário alimentar e de sintomas: o paciente registra tudo que come e os sintomas, ajudando a identificar padrões.
O diagnóstico correto é fundamental para evitar restrições desnecessárias e para orientar a prevenção e o tratamento. O CID é registrado após a confirmação clínica e/ou laboratorial.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento das alergias baseia-se em três pilares: evitação, farmacoterapia e imunoterapia.
1. Evitação: Identificar e afastar o alérgeno é a medida mais eficaz. Para ácaros: capas impermeáveis em colchões e travesseiros, lavar roupa de cama a 60°C, usar aspirador com filtro HEPA, reduzir umidade. Para pólen: evitar sair em dias secos e ventosos, usar óculos de sol, fechar janelas. Para alimentos: leitura cuidadosa de rótulos, evitar contaminação cruzada, levar adrenalina autoinjetável em caso de risco de anafilaxia.
2. Farmacoterapia: Medicamentos aliviam os sintomas e previnem reações.
- Anti-histamínicos H1: loratadina, cetirizina, desloratadina (orais) – para urticária, rinite, prurido. Os de segunda geração causam menos sedação.
- Corticoides tópicos: budesonida nasal (rinite), hidrocortisona ou mometasona (dermatite). Corticoides orais (prednisona) são reservados para reações moderadas a graves.
- Broncodilatadores: salbutamol spray (asma aguda), formoterol/budesonida (manutenção).
- Adrenalina (epinefrina): única medicação que reverte anafilaxia. Disponível em autoinjetores (Epipen, Anapen) para uso emergencial.
- Estabilizadores de mastócitos: cromoglicato de sódio (uso oftálmico e nasal).
- Imunossupressores tópicos: tacrolimo, pimecrolimo (dermatite atópica refratária).
3. Imunoterapia (vacina antialérgica): Administração subcutânea ou sublingual de extratos alergênicos em doses crescentes, dessensibilizando o sistema imunológico. É indicada principalmente para rinite alérgica, asma alérgica e alergia a veneno de insetos. O tratamento dura de 3 a 5 anos e pode modificar a história natural da doença, prevenindo o aparecimento de novas sensibilizações.
Quantos dias de atestado médico para alergia
O número de dias de atestado para alergias depende da gravidade da reação e do tipo de atividade laboral. Para reações alérgicas leves (urticária leve, rinite sazonal), geralmente são concedidos de 1 a 3 dias de afastamento. Em casos moderados (angioedema facial, reação cutânea extensa, exacerbação de asma), o atestado varia de 3 a 7 dias. Para reações graves (anafilaxia, necessidade de internação, insuficiência respiratória), o afastamento pode ser de 7 a 14 dias ou mais, conforme a evolução clínica. O médico avalia cada caso individualmente, considerando os riscos ocupacionais (ex.: motorista que usa anti-histamínico sedativo, cozinheiro com alergia alimentar) e a necessidade de acompanhamento especializado.
É importante que o paciente solicite o atestado médico no momento da consulta, com o CID correspondente registrado, para justificar faltas ao trabalho ou à escola. O documento deve conter o período de afastamento, o CID e a assinatura do médico.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Procure atendimento médico de urgência imediatamente se você ou alguém apresentar os seguintes sinais de anafilaxia ou reação alérgica grave:
- Dificuldade para respirar (falta de ar, chiado, sensação de sufocamento).
- Inchaço na língua, lábios, garganta ou pescoço.
- Rouquidão ou dificuldade para falar.
- Náuseas, vômitos ou diarreia intensa após exposição a alérgeno.
- Tontura, sensação de desmaio, confusão mental.
- Queda da pressão arterial (palidez, pulso fraco).
- Urticária generalizada que aparece rapidamente (< 30 minutos).
- Dor abdominal intensa e cólicas.
- História de reação anafilática anterior.
Mesmo que os sintomas pareçam leves no início, podem se agravar em minutos. Não espere em casa tomando anti-histamínicos se houver comprometimento respiratório ou cardiovascular. Ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção de alergias envolve estratégias de evitação e fortalecimento do sistema imunológico. Para alergias respiratórias, recomenda-se:
- Manter a casa limpa e arejada, com aspiração frequente e uso de capas antialérgicas.
- Evitar carpetes, cortinas pesadas e bichos de pelúcia no quarto.
- Controlar a umidade (entre 40-60%) para prevenir fungos.
- Lavar roupas de cama semanalmente em água quente.
- Evitar animais de estimação dentro do quarto, se houver alergia.
- Usar máscara em atividades com exposição a pó ou produtos químicos.
Para alergias alimentares, a prevenção exige leitura rigorosa de rótulos, evitar contaminação cruzada (utensílios separados) e informar restaurantes e escolas sobre a alergia. Portar sempre a adrenalina autoinjetável e um plano de ação escrito. Crianças com alergia ao leite, ovo ou amendoim podem se beneficiar da introdução precoce controlada de alérgenos na dieta (sob orientação médica) para reduzir o risco de alergia grave.
O acompanhamento regular com alergologista é essencial para reavaliar a necessidade de imunoterapia, ajustar medicamentos e monitorar a evolução. Muitas alergias infantis (leite, ovo, trigo) podem ser superadas com o tempo, enquanto alergias a amendoim, castanhas e frutos do mar tendem a persistir na vida adulta.
Impacto das alergias na qualidade de vida
As alergias, mesmo leves, podem prejudicar significativamente o sono, o trabalho, os estudos e as atividades sociais. A rinite alérgica, por exemplo, está associada a fadiga, dificuldade de concentração e absenteísmo escolar. A urticária crônica causa coceira intensa e constrangimento. A anafilaxia gera medo e ansiedade constantes. Estudos mostram que adultos com alergias graves têm maior prevalência de depressão e ansiedade. O tratamento adequado melhora a qualidade de vida, reduzindo sintomas e permitindo que o paciente viva com mais segurança e bem-estar.
Diferença entre alergia, intolerância e hipersensibilidade
É comum confundir alergia com intolerância ou hipersensibilidade, mas são condições distintas:
- Alergia: envolve o sistema imunológico (IgE ou células T), com sintomas que podem ser graves (anafilaxia). Exemplo: alergia ao amendoim com urticária e choque.
- Intolerância: não há participação imunológica; resulta de deficiência enzimática (ex.: lactose por deficiência de lactase) ou sensibilidade química (ex.: histamina em alimentos). Sintomas são gastrointestinais e nunca causam anafilaxia.
- Hipersensibilidade: termo geral para respostas exageradas a estímulos. Pode ser alérgica (imunológica) ou não alérgica (ex.: sensibilidade a aditivos).
O diagnóstico correto é crucial, pois o tratamento e a prevenção diferem totalmente. O CID para intolerância à lactose, por exemplo, é E73, enquanto para alergia alimentar é Z91.0 (história de alergia alimentar) ou T78.1/T78.4.
- 01. Mantenha sempre um registro pessoal dos seus alérgenos desencadeantes e dos sintomas que eles provocam. Isso acelera o diagnóstico e orienta o tratamento.
- 02. Se você tem alergia grave (anafilaxia), nunca saia de casa sem sua adrenalina autoinjetável e certifique-se de que familiares e colegas saibam como usá-la.
- 03. Não interrompa o tratamento prescrito pelo médico sem orientação – mesmo que os sintomas desapareçam, a imunoterapia e os corticoides tópicos precisam de adesão prolongada para eficácia.
- 04. Ao receber um atestado com CID T78.4, pergunte ao médico se há suspeita de qual alérgeno. Insista em exames complementares para obter um código mais específico e um plano de ação individualizado.
- 05. Previna-se: vacinas contra gripe e COVID-19 são seguras para a maioria dos alérgicos, mas informe sempre o alergista sobre seu histórico antes de se vacinar.
- 06. Em viagens, leve um kit de emergência com anti-histamínico, corticoide oral e adrenalina autoinjetável, além de receitas e documentos médicos traduzidos (se for para o exterior).
Perguntas Frequentes sobre o CID alergias
O CID T78.4 garante quantos dias de atestado?
O código CID T78.4 (Alergia não especificada) por si só não define o tempo de afastamento. O médico avalia a gravidade clínica. Para reações leves, 1 a 3 dias; moderadas, 3 a 7 dias; graves, 7 a 14 dias ou mais.
Posso usar o CID T78.4 para cobrir reações alérgicas a medicamentos?
Sim. O CID T78.4 é apropriado para reações alérgicas cujo agente causal não foi especificado. Para reações a medicamentos específicos, o médico pode usar códigos como T88.7 (Efeito adverso de droga não especificada) ou T78.2 (angioedema).
Qual a diferença entre T78.0 e T78.4?
T78.0 é choque anafilático – reação grave com risco de vida. T78.4 é alergia não especificada, que pode incluir desde urticária leve até reações sistêmicas sem choque. O choque anafilático requer código específico para tratamento e notificação.
Crianças com alergia alimentar devem ter CID específico?
Sim. O ideal é usar o código do alérgeno identificado ou Z91.0 (História pessoal de alergia a medicamentos, alimentos e substâncias biológicas), além do T78.4 se a reação for aguda. Isso ajuda na prescrição de dietas e na prevenção de exposição.
O CID T78.4 pode ser usado para dermatite atópica?
Não é o mais adequado. Dermatite atópica tem código específico L20. O T78.4 é para reações alérgicas agudas não especificadas. O médico deve usar o código mais específico para cada condição.
Preciso de encaminhamento para alergologista se meu CID for T78.4?
Sim, é recomendado sempre que houver dúvida sobre o alérgeno, reações recorrentes, história de anafilaxia ou necessidade de imunoterapia. O alergologista pode realizar testes específicos e elaborar um plano de manejo personalizado.
O que significa “alergia não especificada” no atestado?
Significa que o médico diagnosticou uma reação alérgica com base nos sintomas, mas ainda não foi identificado o alérgeno exato. É um código provisório que deve ser atualizado após investigação. Não indica gravidade.
O CID T78.4 tem relação com alergia ao látex?
Pode ser usado se a reação ao látex não foi confirmada por teste. Mas o código específico para alergia ao látex é L23.0 (dermatite alérgica de contato devido a produtos de borracha) ou T78.4 se houver reação sistêmica.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
Na Clinica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com médicos que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Referências externas:
CID T78.4 – cid10.com.br |
MedlinePlus – Alergias |
BVS – Doenças alérgicas
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