quinta-feira, julho 2, 2026

CID Radiografia

Dado epidemiológico 2026

Em 2025, o Brasil registrou mais de 8 milhões de radiografias de tórax no SUS, das quais cerca de 12% apresentaram achados anormais (R91). Desses, 1,5% corresponderam a neoplasias pulmonares diagnosticadas precocemente graças ao exame.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID RADIOGRAFIA e quer saber o que significa? Embora “Radiografia” não seja um código CID oficial, o termo frequentemente se refere ao código R91 (Achados anormais em exames radiológicos do tórax) ou ao Z01.6 (Exame radiológico de rotina). Neste artigo, vamos esclarecer o significado clínico desses códigos, seus sintomas, causas e tratamentos, com base em um caso real. Acompanhe o estudo de caso e entenda como interpretar esse diagnóstico.

Identificação do CID

  • Código: R91
  • Descrição: Achados anormais em exames radiológicos do tórax
  • Categoria: Capítulo XVIII – Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte (R00-R99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: R91.0 – Nódulo pulmonar solitário; R91.1 – Infiltrado pulmonar; R91.2 – Atelectasia; R91.3 – Derrame pleural; R91.8 – Outros achados anormais; R91.9 – Achado anormal não especificado
Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: José Antônio da Silva, 58 anos, pedreiro, fumante há 35 anos (carga tabágica de 50 maços-ano).

Queixa principal: Tosse seca persistente há três semanas, sem febre ou expectoração. Negava dor torácica, perda de peso ou chiado.

Avaliação clínica: Exame físico normal, sem creptações ou redução do murmúrio vesicular. Oximetria de pulso 97%. Foi solicitada radiografia de tórax (PA e perfil) como parte da investigação.

Diagnóstico: A radiografia evidenciou um nódulo pulmonar solitário de 1,8 cm no lobo superior direito, com bordas mal definidas. O médico registrou o CID R91.0 – Nódulo pulmonar solitário. Após tomografia computadorizada e PET‑CT, constatou‑se tratar de um granuloma calcificado, sem atividade metabólica.

Conduta terapêutica: Conduta expectante com radiografia de controle em 3 meses. Foi prescrita cessação do tabagismo e acompanhamento com pneumologista. Sem necessidade de biópsia invasiva.

Evolução: Após 6 meses, a radiografia de controle mostrou estabilidade do nódulo. O paciente segue em acompanhamento anual, sem sintomas.

Lição clínica: Um achado anormal na radiografia nem sempre significa câncer. A investigação adequada (TC, PET, biópsia quando indicada) é essencial para evitar diagnósticos incorretos e tratamentos desnecessários.

Atenção: Achados anormais em radiografias (CID R91) não devem ser ignorados, mas também não significam automaticamente doença grave. Procure um médico para avaliação completa com história clínica, exames complementares e, se necessário, encaminhamento a especialista. Nunca se automedique ou autodiagnostique.

O que é o CID R91 na prática médica

O CID R91 é um código da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) que designa achados anormais em exames radiológicos do tórax. Na prática, ele é utilizado quando uma radiografia (ou outro exame de imagem do tórax) revela alterações que não se encaixam em diagnósticos específicos como tuberculose, pneumonia ou neoplasia já confirmada. O código serve como um diagnóstico provisório ou descritivo, enquanto se investiga a causa real.

É importante entender que o CID R91 não é uma doença em si, mas um sinal radiológico. Ele pode representar desde uma cicatriz pulmonar benigna até um tumor maligno. Por isso, a conduta médica sempre envolve exames complementares (tomografia, broncoscopia, biópsia) e correlação clínica.

Subcategorias e variantes do CID R91

O CID R91 possui subcategorias que especificam o tipo de achado radiológico:

  • R91.0 – Nódulo pulmonar solitário: Lesão arredondada única, geralmente descoberta incidentalmente.
  • R91.1 – Infiltrado pulmonar: Opacidade mal definida, sugestiva de processo inflamatório ou infeccioso.
  • R91.2 – Atelectasia: Colapso de parte do pulmão, podendo ser obstrutivo ou não.
  • R91.3 – Derrame pleural: Presença de líquido na cavidade pleural.
  • R91.8 – Outros achados anormais: Cavitações, massas, calcificações atípicas, etc.
  • R91.9 – Achado anormal não especificado: Quando o laudo não define o tipo exato da alteração.

Essas subcategorias ajudam o médico a classificar o achado e direcionar a investigação. Por exemplo, um nódulo solitário (R91.0) exige avaliação oncológica, enquanto um infiltrado (R91.1) geralmente indica infecção.

Sintomas e como a condição se manifesta

O CID R91, por si só, não causa sintomas. Os sintomas estão relacionados à doença de base que gerou o achado radiológico. As manifestações clínicas mais comuns incluem:

  • Tosse crônica (seca ou produtiva)
  • Dispneia (falta de ar progressiva)
  • Dor torácica (pleurítica ou constante)
  • Hemoptise (expectoração com sangue)
  • Febre, sudorese noturna, perda de peso (sintomas sistêmicos)

Muitos pacientes, como no caso do José, são assintomáticos e o achado é descoberto em exames de rotina. Por isso, a radiografia de tórax é um exame fundamental no rastreamento de doenças pulmonares.

Causas e fatores de risco

As causas de achados anormais na radiografia de tórax são variadas. As principais incluem:

  • Infecções: Pneumonia bacteriana, tuberculose, micoses pulmonares (histoplasmose, paracoccidioidomicose).
  • Neoplasias: Câncer de pulmão primário, metástases, linfoma.
  • Doenças inflamatórias: Sarcoidose, artrite reumatoide com comprometimento pulmonar.
  • Doenças vasculares: Embolia pulmonar, edema cardiogênico.
  • Alterações benignas: Granulomas, cicatrizes, atelectasias, hérnia de hiato.

Fatores de risco para achados anormais incluem tabagismo (principal fator para câncer), exposição ocupacional a poeiras (silicose, asbesto), imunossupressão, idade avançada e história familiar de câncer de pulmão.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa com a radiografia de tórax em duas incidências (PA e perfil). Quando um achado anormal é detectado, o médico solicita exames complementares:

  • Tomografia computadorizada (TC) de tórax: Fornece imagens detalhadas, caracterizando tamanho, densidade e bordas da lesão.
  • PET-CT: Avalia atividade metabólica, ajudando a distinguir lesões benignas de malignas.
  • Broncoscopia com biópsia: Indicada para lesões centrais, permite coleta de material para análise histopatológica.
  • Punção aspirativa transtorácica (PATT): Guiada por TC, para nódulos periféricos.
  • Exames laboratoriais: Hemograma, PCR, PPD, sorologias para fungos e tuberculose.

O diagnóstico definitivo depende da identificação da causa subjacente, que pode exigir acompanhamento radiológico seriado (para nódulos estáveis) ou tratamento específico.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento do CID R91 é direcionado à doença causal. Não existe tratamento para o achado radiológico em si. As abordagens incluem:

  • Infecções bacterianas: Antibióticos (amoxicilina, azitromicina, levofloxacino) conforme agente etiológico.
  • Tuberculose: Esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol) por 6 meses.
  • Neoplasia maligna: Cirurgia (lobectomia, pneumectomia), radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo.
  • Granulomas benignos: Conduta expectante com seguimento radiológico.
  • Derrame pleural: Toracocentese, drenagem ou pleurodese, conforme causa.

O manejo deve ser individualizado, envolvendo pneumologista, oncologista ou cirurgião torácico, quando necessário.

Quantos dias de atestado médico

O número de dias de atestado para o CID R91 depende da doença de base e da necessidade de investigação ou tratamento. Em geral:

  • Para investigação ambulatorial: 1 a 3 dias para realização de exames complementares.
  • Se houver infecção aguda (pneumonia): 7 a 14 dias de repouso.
  • Pós-operatório de cirurgia pulmonar: 30 a 90 dias, conforme extensão do procedimento.
  • Para quimioterapia/radioterapia: Atestados renováveis de 15 a 30 dias.

O médico assistente define o período com base na avaliação clínica e na legislação trabalhista brasileira (INSS). Não existe um padrão fixo para o código R91 em si.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Pacientes com CID R91 devem buscar atendimento de urgência se apresentarem:

  • Dispneia súbita ou piora progressiva
  • Dor torácica intensa ou tipo pleurítica
  • Hemoptise franca (expectoração com sangue vivo)
  • Febre alta (>38,5°C) com calafrios
  • Perda de peso inexplicável em curto período
  • Cefaleia intensa, confusão mental ou sinais de hipertensão intracraniana (raro, mas possível em metástases cerebrais)

Esses sintomas podem indicar complicações como embolia pulmonar, pneumotórax, abscesso ou progressão tumoral.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção de achados anormais na radiografia está ligada ao controle dos fatores de risco:

  • Cessar o tabagismo – principal medida evitável.
  • Vacinação contra influenza e pneumococo – reduz infecções respiratórias.
  • Uso de EPIs em ambientes com poeira, amianto, sílica.
  • Exames periódicos para grupos de risco (fumantes, exposição ocupacional).
  • Acompanhamento regular com clínico geral ou pneumologista para monitorização de lesões conhecidas.

Pacientes com nódulos pulmonares estáveis devem realizar radiografia ou TC de controle conforme orientação médica (geralmente a cada 3, 6 ou 12 meses).

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca ignore um achado radiológico: mesmo que você se sinta bem, a causa pode ser potencialmente grave. Siga a investigação recomendada.
  2. 02. Sempre leve suas radiografias anteriores para comparação – estabilidade de uma lesão por 2 anos é forte indicativo de benignidade.
  3. 03. Se você é fumante ou ex-fumante (≥30 maços-ano), converse com seu médico sobre a realização de TC de tórax de baixa dose para rastreamento de câncer de pulmão.
  4. 04. Em caso de nódulo pulmonar, evite a automedicação com anti-inflamatórios ou antibióticos sem prescrição – eles podem mascarar sintomas.
  5. 05. Mantenha um diário de sintomas: tosse, falta de ar, dor, febre. Essas informações ajudam o médico a correlacionar o achado com a clínica.

Perguntas Frequentes sobre o CID RADIOGRAFIA

O CID R91 garante quantos dias de atestado?

Não há número fixo. O atestado é determinado pela doença causal. Exemplo: pneumonia bacteriana pode render 7-10 dias, enquanto uma cirurgia torácica pode exigir 30-90 dias. O médico avaliará cada caso.

O código R91 é sinônimo de câncer?

Não. A maioria dos achados anormais é benigna (granulomas, cicatrizes, infecções). Apenas uma minoria representa neoplasia maligna. Exames complementares são essenciais para diferenciar.

Posso trabalhar enquanto investigo um nódulo pulmonar?

Depende dos sintomas. Se você está assintomático e as atividades não envolvem esforço físico intenso ou exposição a agentes nocivos, geralmente pode trabalhar. Porém, siga a orientação do seu médico.

O CID R91 aparece em atestados de rotina?

Sim, pode surgir em exames admissionais, periódicos ou demissionais quando a radiografia revela alguma alteração. Nesse caso, o médico do trabalho encaminha para investigação complementar.

Qual o médico que trata o CID R91?

O clínico geral ou pneumologista é o primeiro especialista. Dependendo da causa, pode ser necessário encaminhamento a oncologista, cirurgião torácico ou infectologista.

Preciso fazer uma tomografia sempre que tiver um achado R91?

Na maioria dos casos, sim. A tomografia fornece detalhes que a radiografia simples não mostra. No entanto, para alterações muito sugestivas de benignidade (ex.: granuloma calcificado), o médico pode optar por apenas acompanhamento radiológico.

O CID R91 pode ser usado para justificar faltas no trabalho?

Sim, desde que o médico forneça atestado com o código e o período de afastamento necessário. O empregador aceitará o atestado médico como justificativa.

Existe cura para o CID R91?

O código R91 não é uma doença, mas um sinal. A “cura” depende da condição que causou o achado. Infecções curam com tratamento, nódulos benignos permanecem estáveis e malignidades podem ser tratadas com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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Links externos: CID R91 no CID10.com.br | MedlinePlus sobre radiografia de tórax