Em 2026, estima‑se que 1 a cada 200 brasileiros adultos tenha apresentado ao menos um episódio de úlcera esofágica ao longo da vida, sendo o refluxo gastroesofágico a principal causa em 7 de cada 10 casos diagnosticados no país.
Você já sentiu uma dor ou queimação no peito que parecia não passar com antiácidos comuns? Essa sensação, muitas vezes confundida com má digestão ou refluxo, pode ser um sinal de algo mais sério: a úlcera do esôfago. Conhecida na Classificação Internacional de Doenças como K22.1, essa ferida na parede do esôfago merece atenção porque, sem tratamento adequado, pode levar a complicações graves. Neste artigo, vamos explicar de forma clara e completa o que é, quais as causas, os sintomas e os tratamentos disponíveis, com linguagem simples e informações baseadas na ciência mais recente. Continue lendo para entender como proteger sua saúde digestiva.
- O que é: Ferida (lesão) na mucosa do esôfago, geralmente causada por refluxo ácido ou uso prolongado de medicamentos irritantes.
- Quando ocorre: Principalmente em adultos com refluxo crônico, em uso de anti‑inflamatórios ou após infecções como herpes ou candidíase.
- Quem trata: Médico gastroenterologista; casos urgentes são atendidos no pronto‑socorro.
- Urgência: Moderada a alta – necessita avaliação médica para evitar sangramentos ou perfuração.
- Tratamento: Medicações para reduzir o ácido estomacal (inibidores da bomba de prótons), mudanças na alimentação e, se necessário, cirurgia.
Seu Joaquim, 62 anos, motorista de aplicativo, sentia há meses uma queimação no peito que piorava quando se deitava. Ele tomava antiácidos por conta própria, mas a dor voltava com frequência. Certa noite, percebeu que engolir ficou doloroso e que a comida “parecia parar” no meio do peito. Procurou um gastroenterologista, que solicitou uma endoscopia digestiva alta. O exame revelou uma úlcera esofágica de 1,5 cm na parte inferior do esôfago, causada pela doença do refluxo. Com o tratamento correto – omeprazol e orientação alimentar –, seu Joaquim teve melhora completa em 8 semanas e hoje consegue se alimentar sem dor.
O que é a úlcera do esôfago e como se manifesta
A úlcera do esôfago, codificada como K22.1 na CID-10, é uma lesão aberta na mucosa que reveste o esôfago – o tubo muscular que liga a boca ao estômago. Diferentemente da úlcera gástrica (no estômago) ou duodenal (no intestino), a úlcera esofágica ocorre dentro do esôfago, geralmente na porção inferior, próximo ao estômago. Essa ferida provoca inflamação e dor, especialmente no momento da deglutição ou após as refeições.
Os sintomas mais comuns incluem: odinofagia (dor ao engolir), disfagia (sensação de “engarrafamento” ou dificuldade para engolir), azia intensa, regurgitação ácida, dor no peito que pode irradiar para as costas e, em casos avançados, perda de peso e anemia. Muitas pessoas confundem esses sinais com refluxo gastroesofágico (DRGE), mas a úlcera representa um estágio mais grave, onde já há perda de tecido. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações como sangramento, estreitamento (estenose) do esôfago ou perfuração.
Vale destacar que a úlcera pode ser assintomática em estágios iniciais, principalmente em idosos ou diabéticos, o que torna o check-up regular com gastroenterologista ainda mais importante – especialmente para quem tem fatores de risco como obesidade, hérnia de hiato ou tabagismo.
Causas mais comuns
As causas da úlcera esofágica são variadas, mas a maioria está relacionada ao contato prolongado do ácido estomacal com a parede do esôfago. A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é a principal responsável: quando o esfíncter esofágico inferior (válvula que separa esôfago e estômago) não funciona direito, o ácido reflui e agride a mucosa, gerando inflamação e, eventualmente, a úlcera. Estima-se que 70% dos casos de úlcera esofágica em adultos tenham a DRGE como base.
Outra causa frequente é o uso prolongado de anti‑inflamatórios não esteroidais (AINEs) como ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco e aspirina. Esses medicamentos inibem a produção de prostaglandinas, substâncias que protegem a mucosa do esôfago e do estômago. Quando usados por semanas ou meses, especialmente sem proteção gástrica, podem causar lesões.
Infecções também podem provocar úlceras esofágicas. As mais comuns são: Candidíase esofágica (fungo, comum em imunossuprimidos), Herpes simples (vírus) e Citomegalovírus. Além disso, medicamentos como bifosfonatos (usados para osteoporose) e corticoides podem irritar diretamente o esôfago se não forem ingeridos com bastante água e na posição correta.
Condições como esclerodermia (doença autoimune que afeta o esfíncter) e hérnia de hiato (quando parte do estômago sobe para o tórax) também aumentam o risco. Por fim, hábitos como tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação muito gordurosa ou ácida contribuem para o agravamento do quadro.
Causas graves que exigem atenção imediata
Embora a DRGE seja a causa mais comum, algumas situações exigem avaliação urgente porque podem representar risco de vida ou complicações severas. A primeira delas é o sangramento digestivo alto. A úlcera pode corroer vasos sanguíneos da parede esofágica, levando a hematêmese (vômito com sangue) ou melena (fezes escuras). Esse sangramento pode ser volumoso e causar choque hipovolêmico.
Outra emergência é a perfuração do esôfago, quando a úlcera atravessa toda a parede do órgão. Isso permite que alimentos e bactérias vazem para o mediastino (região do tórax), provocando mediastinite, uma infecção grave com alta taxa de mortalidade. Os sintomas incluem dor torácica súbita e intensa, febre, dificuldade para respirar e crepitação (sensação de “ar sob a pele”) no pescoço.
A estenose esofágica (estreitamento persistente) também merece atenção. Ela se desenvolve quando a úlcera cicatriza com formação de tecido fibrótico, dificultando a passagem dos alimentos. O paciente tem disfagia progressiva, primeiro para sólidos e depois para líquidos, o que pode levar à desidratação e desnutrição.
Por fim, úlceras que não cicatrizam com tratamento clínico adequado (após 8 a 12 semanas) podem ser neoplásicas, ou seja, esconder um carcinoma de esôfago. Nesses casos, o médico deve realizar biópsias durante a endoscopia para descartar malignidade. Qualquer um desses sinais – sangramento, perfuração, estenose ou suspeita de câncer – exige intervenção médica imediata, muitas vezes com internação hospitalar e cirurgia.
Como o médico faz o diagnóstico
O diagnóstico da úlcera esofágica começa com uma anamnese detalhada. O gastroenterologista pergunta sobre os sintomas (dor ao engolir, azia, regurgitação), uso de medicamentos, hábitos alimentares, tabagismo, consumo de álcool e histórico de doenças. Em seguida, o exame físico pode revelar sinais de anemia (palidez) ou dor à palpação do abdômen superior.
O padrão ouro para confirmar a úlcera é a endoscopia digestiva alta (EDA). Nesse exame, um tubo fino e flexível com uma câmera na ponta é introduzido pela boca até o esôfago, estômago e duodeno. O médico visualiza diretamente a lesão, mede seu tamanho, e pode colher fragmentos (biópsia) para análise laboratorial. A biópsia é essencial para diferenciar a úlcera benigna de câncer e para identificar infecções como fungos ou vírus.
Exames complementares incluem: pHmetria esofágica (para medir a exposição ao ácido), manometria esofágica (avalia a pressão do esfíncter e a motilidade) e, em casos selecionados, radiografia com contraste de bário. Este último pode mostrar estenoses ou grandes úlceras, mas é menos sensível que a endoscopia. Exames de sangue (hemograma, ferro, ferritina) ajudam a detectar anemia por sangramento crônico.
É importante que o diagnóstico seja feito precocemente. Muitos pacientes demoram a procurar ajuda porque confundem os sintomas com refluxo simples. Se você tem azia frequente (mais de duas vezes por semana) ou dor ao engolir, não deixe de consultar um especialista.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da úlcera do esôfago varia conforme a causa, a gravidade e as complicações associadas. Na maioria dos casos, a abordagem é clínica, com medicamentos e mudanças no estilo de vida. Os inibidores da bomba de prótons (IBP), como omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol, são a base do tratamento. Eles reduzem drasticamente a produção de ácido no estômago, permitindo que a mucosa esofágica se regenere. O tratamento dura geralmente de 8 a 12 semanas, mas em casos crônicos pode ser prolongado ou contínuo.
Quando a úlcera é causada por infecção fúngica ou viral, são prescritos antifúngicos (fluconazol, itraconazol) ou antivirais (aciclovir, valganciclovir). Para úlceras por AINEs, a primeira medida é suspender o medicamento agressor; se o paciente precisa do anti‑inflamatório, o médico pode substituir por outra classe ou associar um protetor gástrico.
Em casos de sangramento ativo, a endoscopia pode ser terapêutica: o médico utiliza técnicas como injeção de adrenalina, cauterização ou colocação de clipes hemostáticos para estancar o sangramento. Se isso não for suficiente, parte-se para cirurgia de urgência. Para estenose esofágica, realiza-se dilatação endoscópica (balão ou bougie) para alargar o estreitamento, combinada com o tratamento medicamentoso contínuo.
Pacientes com DRGE refratária ou hérnia de hiato volumosa podem se beneficiar da fundoplicatura, um procedimento cirúrgico laparoscópico que reforça o esfíncter esofágico inferior, impedindo o refluxo. Em raras situações, quando a úlcera não cicatriza e há suspeita de câncer, a cirurgia de ressecção parcial do esôfago pode ser necessária.
O acompanhamento médico regular é indispensável. Em geral, o paciente repete a endoscopia 8 semanas após o início do tratamento para confirmar a cicatrização. Se a úlcera persistir, o médico investiga outras causas e ajusta a terapia.
Cuidados em casa e alívio dos sintomas
Além do tratamento médico, você pode adotar medidas caseiras que aceleram a recuperação e aliviam o desconforto. A alimentação deve ser fracionada: prefira refeições pequenas a cada 3 horas, evitando excessos que distendam o estômago e favoreçam o refluxo. Mastigue bem os alimentos coma calma.
Evite alimentos e bebidas que irritam a mucosa ou relaxam o esfíncter: café, chá preto, bebidas alcoólicas, refrigerantes, frutas cítricas, tomate, chocolate, menta, frituras e comidas muito gordurosas ou condimentadas. Dê preferência a alimentos suaves, como arroz, batata, banana, maçã cozida, frango grelhado sem pele, peixe, legumes cozidos e pão integral.
Mude a postura: não se deite até 2 a 3 horas após as refeições e durma com a cabeceira da cama elevada de 15 a 20 cm (use travesseiros altos ou uma cunha). Evite roupas apertadas na cintura e não pratique exercícios físicos logo depois de comer. Perder peso, se você estiver acima do peso, reduz a pressão intra‑abdominal e diminui drasticamente os episódios de refluxo.
Beba água com frequência – mas não em grandes volumes de uma só vez. A hidratação dilui o ácido refluído e ajuda a limpar o esôfago. Chás de ervas como camomila, erva‑doce e gengibre (sem cafeína) podem ter efeito calmante. Evite fumar e diminuir o consumo de álcool, pois ambos pioram a função do esfíncter.
Por fim, não use medicamentos por conta própria. Antiácidos comuns (como hidróxido de alumínio) podem aliviar a azia momentaneamente, mas não tratam a úlcera. O uso indiscriminado de anti‑inflamatórios pode até piorar a lesão. Sempre consulte seu médico antes de tomar qualquer remédio.
Quando ir ao pronto‑socorro
Embora a úlcera esofágica seja tratada em consultório, alguns sinais de alerta indicam que você precisa de atendimento de emergência. O principal é o sangramento digestivo: vômito com sangue vivo (vermelho) ou escuro (borra de café) ou fezes pretas, brilhantes e pastosas (melena). Mesmo pequenas quantidades de sangue merecem investigação, pois o sangramento pode se intensificar rapidamente.
Outra situação de emergência é a dor torácica súbita e lancinante, acompanhada de falta de ar, suor frio, febre e sensação de “bolha de ar” sob a pele do pescoço ou tórax (enfisema subcutâneo). Isso pode indicar perfuração do esôfago, que é uma emergência cirúrgica.
Procure também o pronto‑socorro se você tiver dificuldade progressiva para engolir a ponto de não conseguir ingerir nem saliva ou água, com salivação excessiva e engasgos. Isso pode ser sinal de estenose completa ou de um corpo estranho impactado.
Sinais de anemia aguda – como palidez intensa, tontura, desmaio, fraqueza e taquicardia – também merecem avaliação imediata. Em idosos ou pessoas com doenças crônicas (diabetes, insuficiência renal, cardiopatias), a descompensação pode ser mais rápida.
Por fim, se você já tem diagnóstico de úlcera esofágica e os sintomas não melhoram com o tratamento prescrito após 10 a 14 dias, retorne ao médico ou vá a um serviço de urgência para reavaliação. Lembre-se: nunca ignore uma piora súbita dos sintomas.
Como prevenir
A prevenção da úlcera esofágica está diretamente ligada ao controle dos fatores de risco. A medida mais eficaz é tratar adequadamente a doença do refluxo gastroesofágico. Se você tem diagnóstico de DRGE, siga as orientações médicas, tome os medicamentos conforme prescrito e mantenha o acompanhamento. Não abandone o tratamento por conta própria quando os sintomas melhoram.
Evite o uso indiscriminado de anti‑inflamatórios. Sempre que precisar de um analgésico, prefira paracetamol ou dipirona, que não agridem a mucosa. Se você precisa de AINEs por mais de alguns dias, converse com seu médico para associar um protetor gástrico (como omeprazol) e usar a menor dose eficaz pelo menor tempo possível.
Adote uma alimentação equilibrada, pobre em gorduras e ultraprocessados, rica em fibras (frutas, verduras, grãos integrais). Isso ajuda a controlar o peso e reduzir a pressão abdominal. Pare de fumar – o tabagismo enfraquece o esfíncter esofágico e reduz a proteção da mucosa. Modere o consumo de álcool, especialmente destilados e cerveja, pois eles podem irritar diretamente o esôfago.
Mantenha boas práticas pós‑prandiais: não se deite após as refeições, evite refeições volumosas à noite, eleve a cabeceira da cama. Se você tem hérnia de hiato ou outra condição que favoreça o refluxo, essas medidas são ainda mais importantes.
Faça check‑ups regulares com o gastroenterologista, especialmente se você tem mais de 45 anos, obesidade, histórico familiar de doenças esofágicas ou sintomas persistentes como azia e dor ao engolir. Prevenir é sempre melhor do que tratar.
Diferença entre úlcera esofágica e condições semelhantes
Muitas pessoas confundem a úlcera do esôfago com outras doenças que causam dor no peito ou dificuldade para engolir. A principal delas é o refluxo gastroesofágico (DRGE) – sem úlcera. Na DRGE, há apenas inflamação (esofagite) ou até mucosa normal, mas sem uma ferida aberta. A úlcera é um estágio mais avançado, com perda de tecido.
Outra condição semelhante é a esofagite infecciosa, causada por fungos (candidíase), vírus (herpes, CMV) ou bactérias. Na endoscopia, as lesões podem ser parecidas, mas as causas e os tratamentos são diferentes. A biópsia é fundamental para distinguir.
Esofagite eosinofílica é uma doença alérgica crônica que provoca inflamação da mucosa, com muitos eosinófilos (células de defesa). Os sintomas incluem disfagia e impactação alimentar, mas a endoscopia mostra anéis esofágicos e estrias, não uma úlcera típica. O tratamento é feito com dieta de eliminação e corticoides.
O câncer de esôfago também pode se apresentar como uma lesão ulcerada. Por isso, toda úlcera que não cicatriza após tratamento adequado deve ser biopsiada para excluir malignidade. O câncer geralmente tem bordas irregulares e aspecto infiltrativo.
Condições cardíacas, como angina ou infarto, também podem causar dor no peito, mas geralmente a dor é mais difusa, com irradiação para braços, mandíbula e acompanhada de falta de ar. Já a dor da úlcera esofágica está ligada à deglutição e à alimentação. Exames como ECG e dosagem de troponina ajudam a diferenciar. Por fim, hérnia de hiato isolada não causa úlcera, mas predispõe ao refluxo, que pode evoluir para a úlcera.
- 01. Mantenha um diário alimentar por uma semana para identificar quais alimentos pioram seus sintomas. Mostre ao seu médico.
- 02. Após cada refeição, mastigue um chiclete sem açúcar por 20 minutos – isso estimula a salivação, que neutraliza o ácido e protege o esôfago.
- 03. Use um travesseiro em cunha ou eleve a cabeceira da cama 15 cm com calços de madeira – travesseiros comuns não elevam o tronco o suficiente.
- 04. Nunca tome medicamentos (especialmente comprimidos) deitado. Engula com pelo menos 200 ml de água e permaneça sentado por 10 minutos.
- 05. Se você precisa tomar AINEs, peça ao médico para prescrever um inibidor da bomba de prótons (omeprazol) junto, e use a menor dose possível.
- 06. Evite comer nas 3 horas antes de dormir. Se a fome apertar, coma uma banana ou uma maçã cozida – são alimentos alcalinizantes.
- 07. Reduza o estresse com técnicas de respiração ou meditação. Estresse e ansiedade pioram o refluxo e a percepção da dor.
Perguntas Frequentes sobre K22.1 Úlcera do Esôfago: Causas, Sintomas e Tratamentos
1. Úlcera no esôfago tem cura?
Sim, a maioria das úlceras esofágicas benignas cicatriza completamente com o tratamento adequado (medicamentos e mudanças no estilo de vida). O tempo médio de cicatrização é de 8 a 12 semanas. O importante é tratar a causa de base – geralmente o refluxo – para evitar recidivas.
2. Quanto tempo demora para cicatrizar uma úlcera esofágica?
Com o uso correto de inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol), a maioria das úlceras apresenta melhora significativa em 4 a 6 semanas, e a cicatrização completa é confirmada por endoscopia entre 8 e 12 semanas. Em casos mais graves ou complicados, o tempo pode ser maior.
3. Qual médico trata úlcera esofágica?
O especialista indicado é o gastroenterologista. Ele realiza a endoscopia, prescreve o tratamento e acompanha a evolução. Em situações de emergência (sangramento, perfuração), o paciente é atendido pelo cirurgião geral ou cirurgião digestivo.
4. Úlcera esofágica pode virar câncer?
Úlceras benignas causadas por refluxo ou medicamentos raramente se transformam em câncer. No entanto, úlceras persistentes que não cicatrizam com tratamento clínico podem abrigar células malignas. Por isso a biópsia é fundamental. O carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma são os tipos mais associados a úlceras crônicas.
5. Quais alimentos pioram a úlcera esofágica?
Alimentos que estimulam o refluxo ou irritam a mucosa: café, chá preto, bebidas alcoólicas, refrigerantes, frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi), tomate, chocolate, menta, frituras, comidas gordurosas e muito condimentadas. Alimentos muito quentes ou muito frios também podem causar desconforto.
6. Pode tomar omeprazol por muito tempo?
Sim, quando indicado pelo médico, o uso prolongado de omeprazol ou outro IBP é seguro para tratar úlcera e prevenir complicações. No entanto, o uso contínuo por anos pode estar associado a riscos como deficiência de vitamina B12, osteoporose e infecções intestinais. Por isso, o médico reavalia periodicamente a necessidade de manter o medicamento.
7. Úlcera esofágica sangra? Como saber?
Sim, o sangramento é uma complicação comum. Os sinais incluem vômito com sangue (vivo ou escuro “borra de café”), fezes pretas e brilhantes (melena), sensação de fraqueza, tontura, palidez e batimento cardíaco acelerado. Se você apresentar algum desses sintomas, procure imediatamente um pronto‑socorro.
8. Úlcera no esôfago causa perda de peso?
Sim, pode causar perda de peso involuntária, principalmente se a deglutição estiver dolorosa ou difícil (disfagia). O paciente evita comer por medo da dor, o que leva à desnutrição. A perda de peso também pode ser sinal de complicação grave, como estenose ou câncer, e deve ser investigada.
9. É possível ter úlcera esofágica sem azia?
Sim, especialmente em idosos, diabéticos ou pacientes com neuropatia. A úlcera pode ser assintomática ou causar apenas dor no peito, dificuldade para engolir ou sensação de “bolo” na garganta. Por isso, exames de rotina são importantes para quem tem fatores de risco.
10. Existe relação entre úlcera esofágica e estresse?
Sim, indiretamente. O estresse aumenta a produção de ácido gástrico e diminui a proteção da mucosa. Além disso, pessoas estressadas tendem a ter hábitos piores (alimentação inadequada, tabagismo, consumo de álcool). Embora o estresse sozinho não cause a úlcera, ele agrava o quadro.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
Na Clínica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com especialistas que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Fontes:
MedlinePlus — Úlcera esofágica |
MSD Saúde — Doença do Refluxo Gastroesofágico
Veja também:
Consultas Médicas na Clínica Popular Fortaleza |
Exames na Clínica Popular Fortaleza |
CID F41 — Ansiedade |
CID M54 — Dorsalgia |
CID J06 — Infecção Respiratória Aguda |
CID K21 — Doença por Refluxo |
CID N39 — Infecção Urinária |
Omeprazol para que serve |
Dipirona para que serve |
Ibuprofeno para que serve |
Paracetamol para que serve |
O que é meditação guiada |
Saúde coletiva |
O que é hematoquezia


