sexta-feira, junho 12, 2026

O que é rizotomia? Dor crônica: 6 sinais de alerta

Você sente aquela dor nas costas que não passa nunca? Que te acorda à noite, te impede de trabalhar ou de brincar com os filhos? Se você está nessa luta diária contra a dor, saiba que não está sozinho. Milhares de pessoas em Fortaleza e no Brasil sofrem com dores crônicas que roubam a qualidade de vida. E muitas não sabem que existe uma opção: a rizotomia. Mas antes de qualquer decisão, é essencial entender se essa dor persistente é um sinal de algo grave. Fique atento aos sinais de alerta que seu corpo dá.

⚠️ Atenção: sinais de alerta que exigem ação

Dor crônica que não melhora com medicamentos por mais de 3 meses, acompanhada de formigamento, fraqueza ou perda de movimento, pode indicar lesão nervosa progressiva. Esses são sinais de alerta que pedem uma consulta médica urgente. Se você apresenta algum desses sintomas, saiba quando procurar um médico: não espere a dor piorar. A demora pode agravar o quadro.

O que é rizotomia?

A rizotomia é um procedimento neurocirúrgico minimamente invasivo que interrompe a transmissão de sinais de dor ao cérebro. Usando calor (radiofrequência) ou agentes químicos, o médico desativa seletivamente as fibras nervosas responsáveis pela dor, sem afetar os movimentos ou a sensibilidade normal do paciente. É como se um interruptor da dor fosse desligado. O alívio pode durar meses ou até anos, dependendo do caso.

Isso é normal? Ou pode indicar gravidade?

Sentir dor após um esforço ou lesão é normal. Mas quando a dor se torna crônica — ou seja, dura mais de 3 meses — ela deixa de ser um simples alerta e vira uma doença. A rizotomia é indicada justamente quando a fonte da dor é claramente identificada, como nas articulações facetárias da coluna. Na prática, muitos pacientes relatam que a dor irradia para as pernas ou braços, piora ao ficar sentado ou em pé, e não responde a tratamentos convencionais. Isso não significa necessariamente uma doença grave, mas merece investigação.

Rizotomia pode ser câncer ou doença grave?

Não. A rizotomia não é um tratamento para câncer. Ela trata dores mecânicas e neuropáticas de origem benigna, como artrose nas vértebras (dor facetária), hérnia de disco ou cicatrizes pós-cirurgia. Contudo, a dor crônica nas costas pode ser sintoma de condições graves, como infecções ou tumores. Por isso, antes de pensar em rizotomia, o médico deve descartar essas possibilidades com exames de imagem e avaliação clínica.

Causas que levam à necessidade de rizotomia

Várias condições podem fazer com que a rizotomia seja considerada. As mais comuns são:

Dor facetária crônica

As articulações facetárias são pequenas juntas entre as vértebras. Com o envelhecimento ou lesões, elas podem inflamar e gerar dor profunda nas costas.

Síndrome pós-laminectomia

Após uma cirurgia de coluna, cerca de 10 a 40% dos pacientes desenvolvem dor persistente. A rizotomia pode ajudar a controlar esses sintomas.

Espondilose cervical ou lombar

É o desgaste natural dos discos e vértebras com a idade. Pode comprimir nervos e causar dor irradiada.

Dor sacroilíaca crônica

A articulação sacroilíaca (entre a base da coluna e o quadril) também pode ser fonte de dor. Quando os tratamentos convencionais falham, a rizotomia é uma opção.

Sintomas que indicam que você pode precisar de rizotomia

Os sintomas mais comuns que levam à indicação do procedimento incluem:

  • Dor lombar ou cervical que dura mais de 3 meses
  • Dor que não melhora com fisioterapia, anti-inflamatórios ou analgésicos
  • Dor que piora ao ficar parado (sentado ou em pé) e melhora ao deitar ou caminhar
  • Formigamento, dormência ou sensação de choque nos braços ou pernas
  • Dificuldade para realizar atividades diárias como dirigir, trabalhar ou dormir

Se você tem esses sintomas, é hora de buscar ajuda médica. Não ignore os sinais de alerta.

Diferenças entre rizotomia e outras condições parecidas

A rizotomia é um tratamento específico para dor de origem nas articulações facetárias ou nervos periféricos. Ela não se aplica a dores causadas por hérnias de disco grandes, infecções ou tumores. Outras condições que podem ser confundidas incluem fibromialgia (dor muscular difusa) e ciática (compressão do nervo ciático). O diagnóstico correto é fundamental para o sucesso.

Diagnóstico: como saber se a rizotomia é indicada

O processo diagnóstico envolve duas etapas principais:

1. Avaliação clínica detalhada

O médico especialista em coluna (neurologista ou ortopedista) fará perguntas sobre a localização, intensidade e comportamento da dor. Também realizará testes físicos para identificar a origem.

2. Exames de imagem

Ressonância magnética, tomografia e raio-X ajudam a visualizar as estruturas da coluna. Em alguns casos, um bloqueio anestésico diagnóstico é feito: se a dor desaparecer temporariamente com uma injeção na articulação suspeita, confirma-se que a rizotomia será eficaz.

Tratamento: como a rizotomia é feita

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar ou clínica especializada, com anestesia local e sedação. O médico insere uma agulha fina guiada por raio-X até o nervo alvo. Em seguida, aplica radiofrequência (calor) por 60 a 90 segundos para desativar a fibra nervosa. A maioria dos pacientes vai para casa no mesmo dia. O alívio da dor costuma aparecer em 2 a 3 semanas.

O que não fazer antes do procedimento

Antes da rizotomia, evite:

  • Tomar anti-inflamatórios (como ibuprofeno, naproxeno) por 5 a 7 dias antes — eles aumentam o risco de sangramento.
  • Usar anticoagulantes (warfarina, rivaroxabana) sem orientação médica.
  • Fazer jejum de 6 a 8 horas, conforme orientação da clínica.
  • Dirigir ou operar máquinas no dia do procedimento.

Perguntas frequentes sobre rizotomia

1. A rizotomia dói?

O procedimento é feito com anestesia local, então a dor é mínima. Pode haver um leve desconforto durante a aplicação da radiofrequência, mas é bem tolerado.

2. Quanto tempo dura o alívio?

Em média, de 6 meses a 2 anos. Os nervos podem se regenerar, e o procedimento pode ser repetido se necessário.

3. Quais os riscos?

Os riscos são baixos: infecção local, sangramento, lesão temporária de nervos ou alergia ao anestésico. Complicações graves são raras.

4. É coberto pelo plano de saúde?

Depende do contrato. Muitos planos cobrem a rizotomia quando indicada por um médico. Consulte sua operadora.

5. Posso trabalhar no dia seguinte?

Recomenda-se repouso no dia do procedimento. No dia seguinte, a maioria das pessoas pode voltar ao trabalho leve, mas evite esforços físicos por 1 semana.

6. A rizotomia resolve todas as dores nas costas?

Não. Ela é eficaz apenas para dores originadas nas articulações facetárias e em alguns nervos periféricos. Outras causas exigem tratamentos diferentes.

7. Preciso de preparo especial?

Sim: exames pré-operatórios (sangue, coagulação), jejum e suspensão de certos medicamentos. Seu médico dará todas as instruções.

8. Existe idade mínima?

Não há idade mínima absoluta, mas o procedimento é mais comum em adultos acima de 40 anos. Cada caso é avaliado individualmente.

9. Qual o custo médio?

O valor varia de acordo com a clínica e a região. Em Fortaleza, estima-se entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por sessão. Consulte orçamento.

10. É possível fazer sem radiofrequência?

Sim, existe a rizotomia química (com fenol ou álcool), mas a radiofrequência é a técnica mais moderna e precisa.

Experiência clínica

Na Clínica Popular Fortaleza, já atendemos centenas de pacientes com dor crônica. Muitos chegam após anos sofrendo e encontram na rizotomia uma solução que transforma suas vidas. Na prática, muitos pacientes relatam que conseguem voltar a dormir bem, praticar atividades físicas e até mesmo retomar o trabalho. O acompanhamento pós-procedimento é parte essencial do sucesso.

Revisão médica

Este conteúdo foi revisado por nossa equipe médica, incluindo especialistas em neurocirurgia e ortopedia. As informações estão alinhadas com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e do Ministério da Saúde.

Disclaimer: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada pessoa é única, e o tratamento deve ser personalizado. Se você tem dores persistentes, procure um médico para avaliação individual.

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