No Brasil, cerca de 37% da população adulta sofre de dor crônica, e a automedicação com analgésicos é responsável por 60% dos casos de intoxicação medicamentosa notificados. (Fonte: Ministério da Saúde, 2025)
Você já sentiu uma dor de cabeça insistente, uma dor nas costas que não passa, ou aquela dor muscular depois de um dia cansativo e recorreu a um remédio para aliviar? Quase todo mundo já passou por isso. Os medicamentos para dor são os mais usados no mundo – e também os mais comprados sem receita. Mas você sabe realmente como eles agem, quais os riscos e qual a forma correta de usá-los? Neste artigo, especialista da Clínica Popular Fortaleza explica tudo o que você precisa saber sobre remédios para dor, com informações atualizadas para 2026.
- O que é: Medicamentos analgésicos usados para aliviar dores de diferentes origens (cabeça, muscular, articular, pós-operatória, etc.).
- Quando ocorre: A dor surge como sintoma de lesão, inflamação, doença crônica ou condição aguda.
- Quem trata: Clínico geral, ortopedista, neurologista, reumatologista, anestesiologista (dor crônica).
- Urgência: Moderada a alta, se a dor for súbita, intensa ou acompanhada de outros sinais de alerta.
- Tratamento: Analgésicos simples (paracetamol, dipirona), anti-inflamatórios não esteroidais (ibuprofeno, diclofenaco), opioides (codeína, tramadol) em casos específicos.
João, 45 anos, professor, sentiu uma forte dor na lombar após carregar caixas de livros. A dor irradiava para a perna direita e piorava ao sentar. Ele comprou ibuprofeno por conta própria na farmácia e tomou por 3 dias, mas a dor não melhorou. Procurou a Clínica Popular Fortaleza, onde o médico diagnosticou uma hérnia discal e prescreveu analgésicos associados a fisioterapia. João aprendeu que nem toda dor muscular se resolve com anti-inflamatórios comuns e que o uso inadequado pode mascarar problemas mais sérios.
O que é remédios para dor e para que serve
Remédios para dor, também chamados de analgésicos, são medicamentos utilizados para aliviar o desconforto causado por lesões, inflamações, doenças crônicas ou processos agudos. Eles atuam em diferentes vias do sistema nervoso, bloqueando a transmissão dos sinais de dor ou reduzindo a inflamação que a provoca. Existem várias classes: os de ação periférica (como paracetamol e dipirona), os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que agem na inflamação (ibuprofeno, nimesulida, diclofenaco), e os opioides (codeína, tramadol, morfina), reservados para dores moderadas a intensas. O objetivo principal é proporcionar alívio sintomático, melhorar a qualidade de vida e permitir que o paciente realize suas atividades diárias enquanto a causa base é tratada. Muitas pessoas recorrem a esses medicamentos sem prescrição, mas é fundamental entender que cada tipo de dor exige uma abordagem específica. Por exemplo, dor muscular aguda pode responder bem a AINEs tópicos, enquanto dor neuropática (como ciática) muitas vezes requer medicamentos adjuvantes como antidepressivos ou anticonvulsivantes. O uso indiscriminado pode levar a efeitos adversos sérios, incluindo sangramento gastrointestinal, insuficiência renal e dependência – no caso dos opioides. Portanto, conhecer os diferentes tipos de remédios para dor e suas indicações é o primeiro passo para um uso seguro e eficaz.
Como funciona o mecanismo de ação
O mecanismo de ação dos analgésicos varia de acordo com a classe. Os AINEs (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco) inibem as enzimas ciclooxigenases (COX-1 e COX-2), responsáveis pela produção de prostaglandinas – substâncias que sensibilizam as terminações nervosas e causam inflamação. Ao bloquear essas enzimas, reduzem a dor e a inflamação. Porém, a inibição da COX-1 também afeta a proteção da mucosa gástrica, explicando os efeitos colaterais como gastrite e úlcera. O paracetamol, por sua vez, atua no sistema nervoso central, inibindo a COX-3 (ainda controversa) e modulando vias serotoninérgicas e cannabinoides – mas seu mecanismo exato não é totalmente compreendido. Tem ação analgésica e antipirética, mas pouca ação anti-inflamatória. A dipirona age bloqueando a síntese de prostaglandinas no sistema nervoso central e periférico, além de atuar nos receptores opioides e canabinoides, o que lhe confere potente efeito analgésico e antitérmico. Já os opioides (como codeína e tramadol) se ligam a receptores específicos no cérebro e medula espinhal (receptores mu, kappa e delta), imitando a ação dos peptídeos opioides endógenos (endorfinas), bloqueando a percepção da dor e gerando sensação de bem-estar. Entender esses mecanismos ajuda a escolher o medicamento mais adequado para cada tipo de dor: dores inflamatórias (artrite, tendinite) respondem melhor a AINEs; dores viscerais ou pós-operatórias podem exigir opioides; dores neuropáticas necessitam de abordagem multimodal.
Indicações e usos aprovados
Cada classe de analgésico tem indicações específicas aprovadas pela ANVISA. O paracetamol é indicado para febre e dores leves a moderadas, como cefaleia, dor de dente, dismenorreia, dores musculares e osteoartrite leve. É considerado seguro para crianças e adultos, mas a dose diária máxima não deve ultrapassar 4 g (em adultos) para evitar hepatotoxicidade. A dipirona (metamizol) é amplamente usada no Brasil para dores agudas intensas, cólicas e febre refratária, mas é proibida em vários países devido ao risco de agranulocitose (redução grave de glóbulos brancos) – embora raro, exige monitoramento. Os AINEs (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, celecoxibe) são indicados para processos inflamatórios como artrite reumatoide, osteoartrite, tendinite, lombalgia aguda, gota e dores pós-operatórias. O ibuprofeno é de venda livre em doses baixas (até 400 mg), mas deve ser usado com cautela em pessoas com histórico de úlcera, doença renal ou cardiovascular. Os opioides fracos (codeína, tramadol) são prescritos para dores moderadas que não respondem a analgésicos comuns, como em pós-operatórios de porte médio, fraturas e dores oncológicas. Já opioides fortes (morfina, oxicodona, fentanil) são restritos a dores graves, especialmente em cuidados paliativos e dor oncológica. Vale ressaltar que o uso de opioides para dor crônica não oncológica tem sido desencorajado por diretrizes recentes, devido ao risco de dependência e overdose. A escolha do medicamento deve sempre considerar a intensidade da dor, sua causa e as características do paciente.
Como tomar: dosagem e administração
A dosagem dos analgésicos varia conforme o medicamento, a idade, o peso e a condição clínica. Regra geral: utilize sempre a menor dose eficaz pelo menor tempo possível. Paracetamol adulto: 500-1000 mg a cada 4-6 horas, máximo 4 g/dia. Em crianças, 10-15 mg/kg/dose. Dipirona adulto: 500-1000 mg a cada 6-8 horas, máximo 4 g/dia. Ibuprofeno adulto: 200-400 mg a cada 6-8 horas, máximo 1,2 g/dia (venda livre) ou até 2,4 g/dia sob prescrição. Diclofenaco: 50-75 mg a cada 12 horas. Nimesulida: 100 mg a cada 12 horas. Codeína (associada a paracetamol ou dipirona): 30-60 mg a cada 6-8 horas. Tramadol: 50-100 mg a cada 6 horas, dose máxima 400 mg/dia. A administração deve ser feita preferencialmente com alimentos para reduzir irritação gástrica (especialmente AINEs). Comprimidos efervescentes ou líquidos agem mais rápido. Evite mastigar ou esmagar comprimidos de liberação prolongada. O uso de álcool deve ser evitado, principalmente com paracetamol (risco de hepatotoxicidade) e opioides (depressão respiratória). Idosos e pacientes com insuficiência renal ou hepática requerem ajuste de dose – nunca automedique nesses casos. A via tópica (pomadas, géis) com AINEs (diclofenaco, cetoprofeno) é opção para dores localizadas com menos efeitos sistêmicos. Lembre-se: analgésicos não devem ser usados por mais de 3-5 dias sem avaliação médica.
Efeitos colaterais e reações adversas
Nenhum medicamento é isento de riscos. Os efeitos adversos dependem da classe, dose, duração do uso e predisposição do paciente. Paracetamol: hepatotoxicidade em doses > 4 g/dia (aguda) ou uso crônico excessivo; reações alérgicas raras. Dipirona: risco de agranulocitose (1 em 1 milhão), choque anafilático, hipotensão quando administrada por via intravenosa rápida. AINEs (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida): irritação gástrica (dispepsia, gastrite, úlcera, sangramento), aumento da pressão arterial, retenção de líquidos, lesão renal aguda (principalmente em desidratados ou com doença renal prévia), broncoespasmo em asmáticos. O uso prolongado de AINEs também está associado a maior risco cardiovascular (infarto, AVC), especialmente com doses altas e em pacientes com fatores de risco. Nimesulida tem sido associada a hepatite medicamentosa. Codeína e tramadol: náuseas, vômitos, tontura, constipação intestinal, sonolência – e risco de dependência. Em altas doses, depressão respiratória, que pode ser fatal. A codeína é metabolizada em morfina no fígado; em algumas pessoas (metabolizadores ultrarrápidos) o efeito é mais intenso e perigoso, especialmente em crianças. O uso crônico de opioides leva a tolerância e síndrome de abstinência na retirada abrupta. Por isso, é importante nunca ultrapassar as doses recomendadas e sempre informar ao médico sobre outros medicamentos em uso.
Contraindicações e precauções
As contraindicações variam conforme cada substância. Paracetamol: hipersensibilidade, doença hepática grave. Dipirona: hipersensibilidade, porfiria, doença da medula óssea (agranulocitose prévia), uso concomitante de metotrexato. AINEs: úlcera péptica ativa, sangramento gastrointestinal, insuficiência renal ou hepática grave, gravidez (especialmente terceiro trimestre), asma brônquica com história de hipersensibilidade a AINEs, insuficiência cardíaca descompensada, hipertensão não controlada. Nimesulida é contraindicada em hepatopatias e em crianças menores de 12 anos. Codeína: contraindicação absoluta em crianças com menos de 12 anos, e em pessoas com insuficiência respiratória grave. O tramadol é contraindicado em epilepsia não controlada e uso de antidepressivos IMAO. Precauções importantes: idosos, grávidas (avaliar risco-benefício), lactação, portadores de doenças renais, hepáticas, cardíacas, asma, diabetes. Em pacientes com história de úlcera, AINEs devem ser evitados ou associados a protetores gástricos (omeprazol). Para aqueles com risco cardiovascular, o paracetamol é a opção mais segura. Lembre-se: analgésicos tópicos (pomadas) têm menos contraindicações sistêmicas, mas devem ser evitados em áreas com feridas abertas ou infecção cutânea. Sempre verifique a bula ou consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer medicação.
Interações medicamentosas importantes
As interações medicamentosas podem potencializar ou reduzir o efeito dos analgésicos ou aumentar os riscos. Paracetamol: com álcool (hepatotoxicidade); com varfarina (aumenta risco de sangramento em altas doses); com anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína) pode reduzir sua eficácia. Dipirona: pode reduzir a concentração de anticoagulantes orais, ciclosporina e metotrexato; pode aumentar o efeito de álcool e benzodiazepínicos. AINEs: interagem com anticoagulantes (varfarina, rivaroxabana) e antiplaquetários (AAS) – aumentam risco de sangramento; com corticosteroides (risco gastrointestinal); com diuréticos e IECA (reduzem a eficácia anti-hipertensiva e aumentam risco renal); com lítio e metotrexato (aumentam a toxicidade). Codeína: com álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos – potencializam depressão respiratória; com antidepressivos IMAO (risco de síndrome serotoninérgica); com outros opioides (efeitos aditivos). Tramadol: risco de síndrome serotoninérgica com ISRS (fluoxetina, paroxetina), ISRSN (venlafaxina), inibidores da MAO, linezolida; também interage com álcool e sedativos. Uma interação comum e perigosa é a combinação de AINEs com aspirina ou outros anticoagulantes – pode causar úlcera e sangramento. Para evitar problemas, informe sempre o médico sobre todos os medicamentos que você usa, inclusive fitoterápicos (como ginkgo biloba, que aumenta risco de sangramento com AINEs). Se necessário, um farmacêutico pode avaliar interações.
Diferença entre genérico e referência
Medicamentos genéricos possuem o mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e bioequivalência que o medicamento de referência (de marca), ou seja, são absorvidos e agem de forma idêntica no organismo. A diferença principal é o nome e o preço – o genérico é significativamente mais barato, pois não precisa investir em pesquisa e marketing. No Brasil, a ANVISA exige testes de bioequivalência para aprovação de genéricos. Portanto, para a maioria das pessoas, o uso de genérico na mesma dosagem é seguro e eficaz, sendo uma opção econômica. No entanto, alguns pacientes relatam diferenças sutis na resposta (possíveis diferenças em excipientes), mas isso não é comum. Já o medicamento de referência (como Tylenol para paracetamol, Nurofen para ibuprofeno, Novalgina para dipirona) costuma ser mais caro, mas tem a confiança da marca original. Na prática clínica, não há contraindicação em substituir um pelo outro, desde que respeitada a dose. Vale destacar que alguns analgésicos de venda livre (como paracetamol genérico) podem ter preços muito acessíveis, incentivando a automedicação. Porém, a orientação médica é fundamental, pois o barato pode sair caro se usado incorretamente. A Clínica Popular Fortaleza orienta seus pacientes sempre pelo medicamento mais custo-efetivo, e os médicos indicam genéricos quando apropriado.
Tipos de remédios para dor
Os analgésicos são classificados principalmente por sua potência e mecanismo de ação. Os principais tipos são: (1) Analgésicos simples: paracetamol e dipirona – indicados para dor leve a moderada, sem ação anti-inflamatória significativa (exceto a dipirona, que tem leve ação); (2) Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, cetoprofeno, meloxicam, celecoxibe – atuam na inflamação, indicados para dor inflamatória (artrite, tendinite, lombalgia); (3) Opioides fracos: codeína e tramadol – geralmente associados a analgésicos simples (ex.: paracetamol + codeína); (4) Opioides fortes: morfina, oxicodona, fentanil – usados em dor intensa (câncer, pós-operatório de grande porte); (5) Adjuvantes: antidepressivos (amitriptilina, duloxetina), anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina) – usados em dor neuropática; (6) Analgésicos tópicos: pomadas com AINEs (diclofenaco, cetoprofeno) ou capsaicina – para dor localizada. Cada tipo tem perfil de segurança específico. Para dores agudas comuns (cabeça, muscular, menstrual), paracetamol ou ibuprofeno (na presença de inflamação) são as primeiras opções. Já dores crônicas (fibromialgia, neuropatia diabética) exigem abordagem multidisciplinar, muitas vezes combinando medicamentos de classes diferentes. O conhecimento dos tipos ajuda o leigo a conversar melhor com o médico e evitar o uso inadequado. Na dúvida, consulte sempre um profissional.
Remédios para dor crônica vs aguda
A distinção entre dor aguda e crônica é crucial para a escolha do tratamento. A dor aguda (até 3 meses) é geralmente autolimitada, como um corte, uma pancada ou uma crise de lombalgia. O tratamento visa alívio rápido com analgésicos simples ou AINEs por poucos dias. Já a dor crônica persiste por mais de 3 meses, muitas vezes sem uma causa clara, como na fibromialgia, artrose ou neuropatia. O uso crônico de AINEs ou opioides pode não ser a melhor estratégia, devido aos riscos gastrointestinais, cardiovasculares e de dependência. Para dores crônicas, a abordagem é multimodal: além de medicamentos (antidepressivos, anticonvulsivantes, analgésicos tópicos), inclui fisioterapia, exercícios, terapia cognitivo-comportamental e modificação do estilo de vida. Opioides devem ser reservados para casos selecionados (dor oncológica, cuidados paliativos) e com monitoramento rigoroso. No Brasil, o uso de opioides para dor crônica não oncológica é desencorajado por diretrizes da ANVISA e do Ministério da Saúde, devido à epidemia de abuso (comum nos EUA). Portanto, se você tem dor persistente, não se automedique: procure um médico especialista em dor. A Clínica Popular Fortaleza conta com clínicos gerais e ortopedistas que podem encaminhar para o tratamento adequado, inclusive com exames de imagem para diagnosticar a causa.
Uso em crianças e idosos
Crianças e idosos formam grupos de risco para efeitos adversos dos analgésicos, exigindo cuidados redobrados. Em crianças, o paracetamol e o ibuprofeno são os únicos analgésicos recomendados para uso domiciliar (em doses ajustadas por peso). A dipirona é usada em ambiente hospitalar para febre refratária, mas com monitoramento. AINEs como nimesulida são contraindicados para menores de 12 anos. A codeína é proibida para menores de 12 anos nos EUA e Europa, e no Brasil seu uso em crianças é restrito a prescrição médica criteriosa (risco de depressão respiratória). Já em idosos, as alterações no metabolismo hepático e renal, além da polifarmácia, aumentam o risco de toxicidade. AINEs tradicionais (ibuprofeno, diclofenaco) devem ser evitados ou usados na menor dose possível, preferindo paracetamol ou dipirona para dores leves. Se necessário um AINE, prefira de curta duração e associe protetor gástrico (omeprazol). Idosos com doença renal crônica não devem usar AINEs. Os opioides (codeína, tramadol) devem ser iniciados em doses baixas e ajustados lentamente, com atenção à constipação e risco de quedas (tontura). Sempre consulte um médico antes de medicar crianças ou idosos, pois a automedicação nesses grupos pode ter consequências graves.
Quando procurar médico
Busque atendimento médico se: (a) a dor for súbita, intensa (nota 8-10), ou do tipo “pior dor da vida”; (b) houver febre alta, rigidez de nuca, confusão mental – pode ser meningite; (c) a dor for acompanhada de dormência, fraqueza muscular ou dificuldade para andar; (d) a dor no peito irradiar para braço ou mandíbula (infarto); (e) a dor abdominal intensa com sangramento ou vômitos; (f) a dor não melhorar com analgésicos simples após 3-5 dias; (g) surgirem sinais de alergia (urticária, inchaço, falta de ar); (h) houver suspeita de uso excessivo (ex.: dor de cabeça por abuso de analgésicos). Também procure um médico antes de iniciar qualquer analgésico se você tem doenças crônicas (renal, hepática, cardíaca, asma, úlcera), se está grávida ou amamentando, ou se já teve reação adversa a algum remédio. A consulta médica permite um diagnóstico correto e um plano de tratamento individualizado, evitando complicações. A Clínica Popular Fortaleza oferece consultas acessíveis com profissionais capacitados para avaliar sua dor e recomendar a melhor conduta.
- 01. Sempre verifique a data de validade e o aspecto do medicamento antes de tomar.
- 02. Mantenha um registro da frequência e intensidade da dor (diário da dor) para mostrar ao médico.
- 03. Prefira comprimidos simples (sem associações) sempre que possível, para ajustar a dose e evitar combinações desnecessárias.
- 04. Nunca compartilhe analgésicos com outras pessoas, principalmente opioides.
- 05. Use compressas frias nas primeiras 48 horas de uma lesão aguda (reduz inflamação) e quentes após para relaxar músculos.
- 06. Evite dirigir ou operar máquinas após tomar opioides ou dipirona (pode causar sonolência).
- 07. Em caso de dúvida sobre interações, consulte um farmacêutico ou use aplicativos de verificação de interações (como App ANVISA).
Perguntas Frequentes sobre remédios para dor
Posso tomar paracetamol e ibuprofeno juntos?
Sim, mas com orientação médica. A combinação alternada (ex.: paracetamol a cada 6 horas e ibuprofeno a cada 6 horas, em horários diferentes) pode ser usada em dores mais intensas, desde que respeitadas as doses máximas diárias de cada um. Porém, o uso simultâneo não é recomendado, pois pode aumentar o risco de efeitos colaterais renais e hepáticos. Consulte um profissional.
Qual a diferença entre dipirona e paracetamol?
Dipirona (metamizol) tem potente ação analgésica e antitérmica, indicada para dores moderadas a fortes, mas é contraindicada em alguns países devido ao risco de agranulocitose (redução de glóbulos brancos). Paracetamol é seguro para uso geral, com menor potência, mas sem risco de agranulocitose. Ambos sem ação anti-inflamatória significativa.
Anti-inflamatórios podem causar dependência?
Não, AINEs (ibuprofeno, diclofenaco) não causam dependência química. A dependência é associada a opioides (codeína, tramadol). Porém, o uso prolongado de AINEs pode levar a tolerância (necessidade de doses maiores para o mesmo efeito) e a efeitos adversos graves, sem dependência psicológica.
Por que não devo tomar codeína com frequência?
A codeína é um opioide fraco que, em uso contínuo, pode causar tolerância (precisa de doses maiores) e dependência física. Além disso, em algumas pessoas (metabolizadores ultrarrápidos) a codeína se converte rapidamente em morfina, levando a depressão respiratória fatal. Por isso, só deve ser usada sob prescrição médica por curtos períodos.
Remédios para dor vencidos fazem mal?
Sim, podem perder eficácia e se decompor em substâncias tóxicas. Além disso, comprimidos vencidos podem causar irritação gástrica, falha terapêutica e reações alérgicas. Nunca use medicamentos fora do prazo. Descarte em pontos de coleta específicos (farmácias, postos de saúde).
Grávida pode tomar paracetamol?
Sim, o paracetamol é considerado o analgésico mais seguro durante a gravidez (categoria B), mas deve ser usado na menor dose e pelo menor tempo possível. Evite no terceiro trimestre o uso prolongado. Ibuprofeno e outros AINEs são contraindicados no terceiro trimestre (risco de fechamento precoce do ducto arterioso fetal).
O que fazer se esquecer de tomar uma dose?
Se você toma analgésico de horário fixo (ex.: a cada 8 horas) e esqueceu, tome assim que lembrar, a menos que esteja próximo do horário da próxima dose (nesse caso, pule a dose esquecida). Nunca dobre a dose para compensar. Para analgésicos de uso “se necessário”, tome apenas quando sentir dor, respeitando o intervalo mínimo.
Como saber se a dor é inflamatória e precisa de AINEs?
Dores inflamatórias geralmente apresentam sinais no local: vermelhidão, calor, inchaço e perda de função. Exemplos: torção no tornozelo, tendinite, artrite reumatoide. Dores não inflamatórias (como cefaleia tensional) não têm esses sinais. Na dúvida, consulte um médico para avaliação.
Posso usar pomada de diclofenaco junto com comprimido?
Sim, desde que as doses totais não ultrapassem o máximo recomendado. A aplicação tópica tem absorção sistêmica baixa, mas o efeito aditivo pode aumentar o risco de efeitos colaterais (gastrite, retenção de líquidos). Prefira usar apenas a pomada se a dor for localizada, e evite associações desnecessárias.
Qual o melhor horário para tomar analgésico?
O melhor horário é aquele que mantém o alívio da dor ao longo do dia. Para dores que pioram à noite, tomar antes de dormir pode ajudar. Para dores constantes, horários fixos (ex.: a cada 8 horas) mantêm o nível sérico estável. Evite tomar com o estômago vazio (AINEs) e respeite os intervalos mínimos indicados na bula.
Álcool interfere nos analgésicos?
Sim. Álcool com paracetamol (especialmente uso crônico) aumenta o risco de lesão hepática mesmo com doses baixas. Com AINEs, potencializa a irritação gástrica e sangramento. Com opioides (codeína, tramadol) e dipirona, potencializa a sedação e depressão do sistema nervoso central. Evite bebidas alcoólicas durante o tratamento.
O que fazer em suspeita de overdose de analgésico?
Ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Sinais de overdose incluem: sonolência intensa, confusão, vômitos, respiração lenta, palidez, convulsões. Não provoque vômito a menos que indicado pelo médico. Informe qual medicamento e a quantidade ingerida.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
Na Clínica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com especialistas que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Fontes externas: MedlinePlus – Pain | Biblioteca Virtual em Saúde – BVS | MSD Saúde
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