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Ultrassom: para que serve e como se preparar de forma simples

Primeiro, vamos acalmar seu coração: você não está sozinho

Se você recebeu a recomendação de fazer um ultrassom e já sentiu aquele frio na barriga, saiba que é completamente normal. A palavra “exame” muitas vezes vem acompanhada de dúvidas e até um pouco de ansiedade. A boa notícia é que o ultrassom é um dos procedimentos mais tranquilos, indolores e seguros que existem, e a preparação é muito mais simples do que você imagina. Vamos descomplicar tudo isso juntos?

Afinal, para que serve o ultrassom? Muito mais do que “ver o bebê”

Quando pensamos em ultrassom, a primeira imagem que vem à mente é a da gestante vendo o rostinho do filho. Mas a verdade é que esse exame é um verdadeiro “detetive” do corpo humano. Ele usa ondas sonoras de alta frequência para criar imagens em tempo real dos seus órgãos internos, sem usar radiação. É por isso que ele é tão seguro e repetido quantas vezes forem necessárias.

O ultrassom serve para investigar uma infinidade de situações, como:

  • Abdômen total ou superior: Avalia fígado, vesícula biliar, pâncreas, rins e baço. É o exame clássico para dores na barriga, suspeita de pedras na vesícula ou gordura no fígado.
  • Ultrassom pélvico (masculino e feminino): Nas mulheres, analisa útero, ovários e bexiga. Nos homens, avalia a próstata e a bexiga. Essencial para investigar cólicas, sangramentos ou dificuldade para urinar.
  • Ultrassom de tireoide: Verifica nódulos ou alterações na glândula localizada no pescoço. Muito comum em check-ups de rotina.
  • Ultrassom de partes moles: Avalia nódulos, caroços ou inchaços sob a pele, como cistos e lipomas.
  • Ultrassom vascular com Doppler: Analisa o fluxo sanguíneo nas veias e artérias, ajudando a diagnosticar varizes, trombose ou má circulação.
  • Ultrassom mamário: Complementar à mamografia, especialmente indicado para mulheres jovens com mamas densas ou para investigar nódulos palpáveis.

Ultrassom preparo: o passo a passo sem estresse para cada tipo de exame

A preparação varia conforme a região do corpo que será examinada. O segredo está em saber exatamente o que fazer para não correr o risco de ter que remarcar o exame. Anote aí:

Preparo para ultrassom do abdômen (fígado, vesícula, pâncreas e rins)

  1. Jejum absoluto de 6 a 8 horas. Nada de água, café, suco ou chiclete. A vesícula precisa estar cheia para ser visualizada, e o estômago vazio evita que gases atrapalhem a imagem.
  2. Evite alimentos que produzem gases nas 24h anteriores: Feijão, brócolis, repolho, refrigerante, leite e derivados (se você tiver intolerância).
  3. Medicamentos: Tome seus remédios de rotina com um gole bem pequeno de água, apenas se for imprescindível. Informe o médico sobre o uso de anticoncepcionais ou anticoagulantes.

Preparo para ultrassom pélvico (bexiga, útero, ovários e próstata)

  1. Bexiga cheia é a regra de ouro. Você precisa beber de 4 a 6 copos de água (cerca de 1 litro) uma hora antes do exame e não urinar até o término.
  2. Não é necessário jejum para a maioria dos casos, a menos que o médico peça para associar com abdômen total.
  3. Para homens: O exame de próstata pode ser feito pela via abdominal (com bexiga cheia) ou transretal (com preparo específico com laxante). Confirme com seu médico qual será o método.

Preparo para ultrassom de tireoide, partes moles e mama

  • Não precisa de jejum nem de preparo especial. Apenas use roupas confortáveis que permitam acesso à região do pescoço, mama ou local do caroço.
  • Evite cremes, hidratantes ou talcos no local do exame, pois podem atrapalhar o deslizamento do gel condutor.
  • Para a mama: Se possível, evite fazer na semana da menstruação, pois os seios ficam mais sensíveis e inchados, o que pode dificultar a avaliação.

O que acontece durante o exame? Um passeio de 15 a 30 minutos

Você vai se deitar em uma maca, e o médico ou técnico em radiologia vai aplicar um gel transparente e levemente frio na região a ser examinada. Esse gel é fundamental para que o aparelho deslize e as ondas sonoras penetrem na pele. Em seguida, ele pressiona suavemente o transdutor (aquele “controle” que parece um microfone) sobre sua pele.

Você pode sentir uma leve pressão, mas nunca dor. Se sentir desconforto, avise na hora. O exame é totalmente indolor. Em alguns casos, como no ultrassom pélvico feminino, o médico pode precisar fazer uma varredura interna com um transdutor vaginal fino e esterilizado para ver melhor os ovários. Isso é normal e dura apenas alguns segundos.

O resultado é imediato: o médico entrega um laudo descritivo e as imagens impressas ou em CD. Em muitos lugares, você já sai com o resultado em mãos.

Quem pode fazer ultrassom? Existe contraindicação?

O ultrassom é tão seguro que não tem contraindicações absolutas. Grávidas, bebês, idosos e até pacientes com marcapasso podem fazer sem medo, justamente por não usar radiação. A única limitação prática é a presença de gases intestinais ou obesidade muito acentuada, que podem dificultar a visualização de alguns órgãos. Nesses casos, o médico pode sugerir um preparo mais rigoroso ou um exame complementar.

Se você tem alguma ferida aberta, queimadura ou curativo no local, avise o profissional. Ele pode contornar a área ou reagendar o exame.

Dúvidas comuns que todo mundo tem (mas tem vergonha de perguntar)

  • “Posso tomar meu remédio de pressão antes do ultrassom?” Sim, com um gole de água. A saúde vem primeiro.
  • “Preciso levar algum documento?” Sim, o pedido médico, seu documento de identidade e o cartão do convênio, se tiver.
  • “O gel suja a roupa?” Não. O gel é à base de água, não mancha e seca rapidamente. Mas vá com roupa confortável, de preferência de duas peças.
  • “Posso comer depois do exame?” Sim, assim que terminar, você pode se alimentar normalmente. A não ser que o médico oriente o contrário.
  • “Ultrassom e ecografia são a mesma coisa?” Sim, são sinônimos. Ecografia é o nome técnico, ultrassom é o nome popular.

E depois do laudo? O que fazer com o resultado?

O laudo do ultrassom descreve o que foi visto, mas nunca substitui a avaliação clínica do seu médico. Um achado como “cisto simples” pode ser benigno e não exigir tratamento, enquanto um “nódulo sólido” pode precisar de investigação adicional. Por isso, leve o resultado ao médico que solicitou o exame. Ele vai correlacionar a imagem com seus sintomas, seu histórico e, se necessário, pedir outros exames complementares.

Lembre-se: o ultrassom é uma ferramenta poderosa, mas é o médico quem interpreta o contexto completo. Não se automedique nem entre em pânico com termos técnicos que você não entende.

E você, já fez algum ultrassom recentemente? Como foi sua experiência? Compartilhe nos comentários para ajudar outras pessoas que estão passando pelo mesmo processo.

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Importante: Este artigo tem caráter informativo e educativo. Ele não substitui a consulta com um profissional de saúde qualificado. Se você tem sintomas persistentes, dores ou suspeita de alguma condição, procure um médico para avaliação personalizada. Cuide-se com responsabilidade e carinho.

Ana Beatriz Melo
Ana Beatriz Melohttps://clinicapopularfortaleza.com.br
Ana Beatriz Melo é jornalista de saúde com mais de 8 anos de experiência em comunicação médica. Graduada em Jornalismo pela UFC e com MBA em Gestão da Saúde pela FGV, atua como editora-chefe do Clínica Popular Fortaleza. Seu trabalho é pautado pela precisão científica, responsabilidade editorial e compromisso com a saúde pública brasileira.

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