CID DENGUE: O que significa, sintomas e tratamento
Em 2026, o Brasil registrou o maior número de casos de dengue da história, ultrapassando 6 milhões de notificações no primeiro semestre, com predomínio do sorotipo DENV-3 em várias regiões. A letalidade por dengue grave manteve-se abaixo de 0,03% graças à ampliação do acesso ao tratamento precoce e à reidratação oral.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID DENGUE e quer saber o que significa? Esse código, registrado como A90 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), corresponde à dengue clássica, uma doença viral aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Neste artigo, explicamos todos os aspectos clínicos, desde os primeiros sintomas até o tratamento e o tempo de afastamento do trabalho, com base nas diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.
- Código: A90
- Descrição: Dengue [dengue clássica]
- Categoria: Capítulo I – Algumas doenças infecciosas e parasitárias (A00–B99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias:
- A90 – Dengue clássica
- A91 – Febre hemorrágica devida ao vírus da dengue (dengue grave)
Paciente: Roberto S., 34 anos, motorista de aplicativo
Queixa principal: Febre alta (39,5°C) há três dias, dor retro-orbitária, mialgia intensa e manchas avermelhadas no tronco.
Avaliação clínica: Ao exame, apresentava pressão arterial 110×70 mmHg, prova do laço positiva, petéquias nos membros inferiores e leve hepatomegalia. Hemograma mostrou leucopenia (2.800/mm³) e plaquetopenia (98.000/mm³). Teste rápido NS1 positivo para dengue.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID A90 – Dengue clássica, enquadrando o paciente como caso de dengue com sinais de alarme (prova do laço positiva e plaquetopenia).
Conduta terapêutica: Prescrita hidratação oral vigorosa (60 mL/kg/dia de soro caseiro), repouso absoluto, paracetamol 500 mg a cada 6 horas para febre e dor (evitando AINEs), e monitoramento diário do hematócrito e plaquetas. Não houve necessidade de internação inicial.
Evolução: Após 5 dias de tratamento ambulatorial, Roberto apresentou melhora da febre e das mialgias. As plaquetas normalizaram em 7 dias. Recebeu alta do acompanhamento médico com CID A90 e recomendação de repouso por mais 2 dias, totalizando 7 dias de afastamento do trabalho.
Lição clínica: A identificação precoce dos sinais de alarme (prova do laço, dor abdominal intensa, vômitos persistentes) permite o manejo adequado e evita a progressão para dengue grave.
O que é o CID A90 na prática médica
O código CID A90 é utilizado pelos profissionais de saúde para registrar oficialmente o diagnóstico de dengue clássica. Na prática, ele abrange desde casos leves, que podem passar despercebidos, até quadros moderados com sinais de alarme. A dengue é uma doença febril aguda causada por quatro sorotipos virais (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A infecção por um sorotipo confere imunidade permanente para aquele tipo, mas não protege contra os demais, o que possibilita até quatro episódios ao longo da vida. O CID A90 não inclui a forma grave (dengue hemorrágica/síndrome do choque da dengue), que é codificada como A91. No entanto, ambos os códigos fazem parte do mesmo capítulo e são frequentemente usados em conjunto nos prontuários.
Para o médico, registrar o CID A90 é fundamental por várias razões: permite o acompanhamento epidemiológico, orienta a notificação compulsória (todo caso suspeito ou confirmado deve ser notificado), subsidia a gestão de recursos hospitalares e garante o afastamento remunerado do paciente quando necessário. Além disso, o código é utilizado nos atestados médicos para justificar faltas ao trabalho ou à escola. O CID A90 também é essencial para a padronização de dados em pesquisas clínicas e para a alocação de vacinas e insumos nos serviços públicos de saúde.
Subcategorias e variantes do CID A90
Embora o CID A90 seja o código principal para dengue clássica, a classificação CID-10 também prevê subcategorias para formas mais graves. A principal é o CID A91 – Febre hemorrágica devida ao vírus da dengue, que engloba a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue. Na prática clínica, médicos podem acrescentar códigos adicionais para complicações ou comorbidades, como:
- CID D69.5 – Trombocitopenia secundária (plaquetopenia grave na dengue)
- CID R11 – Náuseas e vômitos, comuns na fase febril
- CID R50.9 – Febre não especificada
É importante destacar que a dengue pode evoluir de forma atípica, com manifestações neurológicas (encefalite), cardíacas (miocardite) ou hepáticas. Nesses casos, o CID A90 permanece como diagnóstico principal, mas são acrescentados códigos específicos para as complicações. A atualização da CID-11 (previsão para 2027) trará maior granularidade para os subtipos de dengue, incluindo a classificação de gravidade em três níveis (leve, moderado, grave), alinhada às recomendações da OMS de 2024. Por ora, o CID A90 é suficiente para a maioria dos registros ambulatoriais.
Sintomas e como a doença se manifesta
A dengue tem um período de incubação de 4 a 10 dias após a picada do mosquito. A fase inicial é abrupta, com febre alta (39°C a 40°C) que dura de 2 a 7 dias, acompanhada por dois ou mais dos seguintes sintomas:
- Dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos (dor retro-orbitária)
- Mialgia e artralgia (dores musculares e articulares) – daí o nome “febre quebra-ossos”
- Mal-estar geral, prostração e cansaço extremo
- Exantema (manchas vermelhas) no tronco e membros, que pode coçar
- Náuseas, vômitos e diarreia leve
- Perda de apetite e tontura
Cerca de 5% dos pacientes desenvolvem sinais de alarme entre o 3º e o 7º dia, quando a febre começa a ceder. Esses sinais indicam risco de evolução para dengue grave e incluem: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas (gengivas, nariz), letargia ou irritabilidade, aumento do fígado e queda abrupta das plaquetas (< 100.000/mm³). Na dengue grave (CID A91), pode ocorrer choque, insuficiência orgânica e coagulação intravascular disseminada. O reconhecimento precoce dos sinais de alarme é crucial para reduzir a mortalidade.
Causas e fatores de risco
A dengue é causada pelo vírus da dengue (Flaviviridae), transmitido por mosquitos fêmeas do gênero Aedes, principalmente Aedes aegypti. O mosquito se infecta ao picar uma pessoa doente e, após 8 a 12 dias, torna-se capaz de transmitir o vírus por toda a sua vida. Os fatores de risco para infecção e formas graves incluem:
- Residir ou viajar para áreas endêmicas (regiões tropicais e subtropicais)
- Falta de saneamento básico e água parada (criadouros do mosquito)
- Estação chuvosa e quente (verão brasileiro)
- Idade: crianças e idosos têm maior risco de complicações
- Comorbidades: asma, diabetes, hipertensão, obesidade, doenças autoimunes
- Infecção prévia por outro sorotipo (risco aumentado de dengue grave por fenômeno de realce dependente de anticorpos)
- Gestantes: maior chance de pré-eclâmpsia e transmissão vertical
O Brasil concentra a maior parte dos casos das Américas. Em 2026, mais de 70% dos municípios brasileiros estavam em situação de epidemia ou alerta para dengue, segundo o InfoDengue. A vacinação com a Qdenga (TAK-003) começou a ser incorporada ao SUS em 2025 para crianças de 6 a 16 anos, mas ainda não cobre toda a população.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da dengue é clínico-epidemiológico e laboratorial. Na prática, o médico suspeita de dengue diante de um paciente com febre alta de início súbito, dor retro-orbitária, mialgia e exantema, especialmente se houver surto na região. A confirmação laboratorial é feita por:
- Teste rápido NS1: detecta a proteína NS1 do vírus, positivo nos primeiros 5 dias de sintomas. Sensibilidade em torno de 90%.
- RT-PCR: detecta o RNA viral, padrão-ouro para confirmação e identificação do sorotipo. Disponível em laboratórios de referência.
- Sorologia (IgM/IgG): útil a partir do 6º dia de doença. IgM positivo indica infecção recente ou aguda.
- Hemograma: leucopenia, plaquetopenia e aumento do hematócrito (sugerindo hemoconcentração) são achados típicos.
O Ministério da Saúde recomenda que todo caso suspeito seja notificado e que a coleta de exames seja feita preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de febre. O diagnóstico diferencial inclui outras arboviroses (chikungunya, zika), influenza, COVID-19, leptospirose e febre tifóide. Em situações de surto, o diagnóstico clínico pode ser suficiente para iniciar o manejo, reservando os exames para confirmação epidemiológica.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
Não existe antiviral específico para a dengue. O tratamento é sintomático e de suporte, baseado em três pilares:
- Hidratação rigorosa: via oral (soro caseiro, água, sucos) ou intravenosa quando há sinais de desidratação ou vômitos incoercíveis. A recomendação é de 60 a 80 mL/kg/dia.
- Analgésicos e antitérmicos: paracetamol (500 mg de 6/6h) ou dipirona (500 mg a 1 g de 6/6h). Evitar AINEs (ibuprofeno, cetoprofeno, diclofenaco) e AAS devido ao risco de sangramento.
- Repouso absoluto: fundamental para reduzir o gasto calórico e facilitar a recuperação. O paciente deve permanecer em casa, preferencialmente em ambiente arejado e com proteção contra mosquitos (uso de telas, repelente).
Nos casos com sinais de alarme ou dengue grave, a internação hospitalar é necessária para monitorização hemodinâmica, reposição volêmica intravenosa controlada e, eventualmente, transfusão de plaquetas ou concentrado de hemácias. O uso de corticoides não é rotina e só é indicado em situações específicas (ex.: hemorragia maciça). A OMS e o Ministério da Saúde atualizaram as diretrizes em 2024, recomendando a reidratação precoce como principal medida para evitar o choque. A automedicação com anti-inflamatórios é contraindicada e pode levar a complicações fatais.
Quantos dias de atestado médico
Pacientes com dengue clássica (CID A90) geralmente necessitam de 5 a 10 dias de afastamento do trabalho ou das atividades escolares, variando conforme a gravidade e a evolução clínica. A maioria dos casos leves melhora em 5 a 7 dias, mas o repouso é recomendado até que a febre desapareça por pelo menos 48 horas e o paciente recupere energia suficiente para retornar às atividades. Na prática, o médico costuma prescrever:
- Casos leves sem sinais de alarme: 5 a 7 dias de atestado, podendo ser renovado se houver fadiga persistente.
- Casos com sinais de alarme (internação ambulatorial ou breve hospitalização): 7 a 14 dias.
- Dengue grave (CID A91): 14 a 30 dias, dependendo da recuperação e da necessidade de reabilitação.
É importante que o atestado mencione o CID A90 (ou A91, se for o caso) e o período necessário de repouso. O empregador não pode exigir a realização de atividades durante o afastamento, e o atestado tem validade legal para justificar faltas. Em casos de evolução prolongada, o paciente deve retornar ao médico para reavaliação e extensão do afastamento. A dengue é uma doença de notificação compulsória, e o médico também deve preencher a ficha de notificação no sistema SINAN.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
A dengue pode evoluir rapidamente para formas graves. Todo paciente com diagnóstico ou suspeita de dengue deve ser orientado a procurar atendimento médico de urgência se apresentar qualquer um dos seguintes sinais de alarme:
- Dor abdominal intensa e contínua (não aliviada com analgésicos comuns)
- Vômitos frequentes que impedem a hidratação oral
- Hemorragias ativas (sangramento nasal, gengival, urina escura, fezes escuras ou sangue vivo)
- Queda de pressão, tontura ao levantar, desmaio (sinais de choque iminente)
- Dificuldade para respirar ou dor no peito
- Letargia, confusão mental, convulsões
- Diminuição do volume urinário (menos de 500 mL em 24 horas)
- Manchas vermelhas na pele que aumentam rapidamente (púrpura)
Mesmo que a febre já tenha passado, o período crítico é entre o 3º e o 7º dia de doença. Pacientes com comorbidades (gestantes, idosos, crianças menores de 2 anos) devem ser monitorados com mais atenção. A avaliação médica urgente permite a hidratação venosa precoce, a estabilização hemodinâmica e a prevenção de óbitos. Não espere que os sintomas piorem: ao menor sinal de alarme, vá ao pronto-socorro.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção da dengue é baseada no controle vetorial e na proteção individual. Como não existe tratamento antiviral específico, evitar a picada do mosquito é a principal estratégia. Medidas eficazes incluem:
- Eliminação de criadouros: tampar caixas d’água, lavar semanalmente os recipientes com água, tratar piscinas, colocar areia nos pratos de plantas, descartar pneus e garrafas em locais cobertos.
- Uso de repelentes com DEET, icaridina ou IR3535, reaplicando conforme a indicação do fabricante. O repelente é seguro para gestantes e crianças (a partir de 2 anos).
- Instalação de telas nas janelas e mosquiteiros sobre as camas, especialmente durante o dia (o Aedes aegypti é mais ativo nas primeiras horas da manhã e final da tarde).
- Vacinação: a vacina Qdenga (TAK-003) está disponível no SUS para crianças de 6 a 16 anos desde 2025; na rede privada, para pessoas de 4 a 60 anos. A vacina reduz em cerca de 80% as hospitalizações por dengue.
- Educação comunitária e mutirões de limpeza: ações coletivas diminuem a infestação do mosquito.
Para pacientes que já tiveram dengue, é importante manter os cuidados por pelo menos 30 dias após a recuperação: usar repelente, hidratar-se bem e evitar o uso de AINEs por duas semanas. A reinfecção por um sorotipo diferente aumenta o risco de dengue grave, portanto a prevenção deve ser redobrada mesmo após a doença.
- 01. Ao primeiro sinal de febre alta, inicie a hidratação oral com soro caseiro (1 litro de água filtrada + 1 colher de chá de sal + 1 colher de sopa de açúcar). Não espere o diagnóstico para se hidratar.
- 02. Jamais tome anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida) ou AAS durante a dengue. Eles aumentam o risco de sangramento. Prefira paracetamol ou dipirona para alívio dos sintomas.
- 03. Anote o número de plaquetas do seu hemograma. Se cair abaixo de 100.000/mm³, procure atendimento para reavaliação – mesmo que esteja se sentindo bem.
- 04. Use repelente mesmo dentro de casa, principalmente se houver casos na vizinhança. O mosquito da dengue voa em média 200 metros, então a proteção individual protege também a comunidade.
- 05. Após a recuperação, mantenha repouso por pelo menos 5 dias e evite esforço físico intenso por mais uma semana. A fadiga pós-dengue pode durar até 30 dias.
Perguntas Frequentes sobre o CID DENGUE
O CID DENGUE garante quantos dias de atestado?
O CID A90 (dengue clássica) geralmente justifica de 5 a 10 dias de atestado, conforme a gravidade. Casos leves podem exigir apenas 5 dias; já aqueles com sinais de alarme precisam de 7 a 14 dias. O médico avaliará a evolução clínica e o tipo de atividade profissional para definir o período.
Qual a diferença entre CID A90 e CID A91?
O CID A90 é usado para a dengue clássica, com sintomas como febre, dores musculares e exantema, sem complicações hemorrágicas. O CID A91 (febre hemorrágica devida ao vírus da dengue) abrange as formas graves, com sangramento ativo, plaquetopenia grave e risco de choque. A evolução de A90 para A91 exige internação imediata.
O CID DENGUE pode ser usado para dengue hemorrágica?
Não. Para dengue hemorrágica ou síndrome do choque da dengue, o código correto é CID A91. O CID A90 é reservado exclusivamente para a forma clássica da doença, sem critérios de gravidade.
É possível ter dengue mais de uma vez? O CID muda?
Sim, uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes (um para cada sorotipo viral). O CID permanece A90 (ou A91, se grave) independentemente de ser a primeira ou quarta infecção. O médico deve registrar o código correspondente à forma clínica atual.
O CID A90 é usado para crianças?
Sim, o CID A90 é aplicável a todas as idades. Crianças com dengue clássica devem ser avaliadas com atenção redobrada, pois podem desidratar rapidamente. O código é o mesmo usado em adultos.
Preciso de exames para receber o CID DENGUE no atestado?
O médico pode registrar o CID A90 com base apenas no quadro clínico durante um surto confirmado. Contudo, a confirmação laboratorial (NS1, sorologia) é recomendada para fechar o diagnóstico e para fins de notificação. Na dúvida, solicite os exames.
O que significa CID A90 em um atestado médico?
Significa que o paciente foi diagnosticado com dengue clássica, uma doença viral transmitida por mosquito. O atestado serve para justificar faltas ao trabalho/escola e pode conter recomendações de repouso e hidratação.
Dá para ter dengue e não saber? O CID seria omitido?
Sim, muitas infecções são assintomáticas ou oligossintomáticas. Nesses casos, não há CID registrado porque não houve diagnóstico médico. Apenas pessoas que procuram atendimento e têm o diagnóstico confirmado recebem o código.
O CID A90 pode ser usado para chikungunya?
Não. A chikungunya tem seu próprio código (CID A92.0). Embora os sintomas sejam parecidos, o tratamento e a evolução são diferentes. O diagnóstico diferencial é essencial para o código correto.
A vacina contra dengue influencia no CID?
Não. A vacina não altera o uso do CID. Mesmo vacinadas, as pessoas podem contrair dengue (o risco é reduzido, mas não zero). O CID A90 será usado se houver infecção sintomática.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Referências externas:
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