sábado, julho 11, 2026

cid Sintomas da asma






CID Sintomas da Asma

Dado epidemiológico 2026

De acordo com a Global Asthma Network, cerca de 334 milhões de pessoas vivem com asma no mundo. No Brasil, estima-se que 6,4 milhões de adultos tenham diagnóstico médico de asma, sendo responsável por aproximadamente 350 mil internações anuais no SUS (dados 2025-2026). O CID J45 é o código mais utilizado para registrar essa condição.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID SINTOMAS-DA-ASMA e quer saber o que significa? Na prática, a asma é codificada na CID-10 como J45 (Asma), e os sintomas que você sente — como falta de ar, chiado no peito e tosse — são a manifestação clínica dessa doença inflamatória crônica das vias aéreas. Este artigo explica em detalhes o que representa o CID da asma, como é feito o diagnóstico, quais os tratamentos e quantos dias de afastamento são indicados.

Identificação do CID

  • Código: J45 (CID-10)
  • Descrição: Asma
  • Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias principais:
    • J45.0 – Asma predominantemente alérgica
    • J45.1 – Asma não alérgica
    • J45.8 – Asma mista
    • J45.9 – Asma não especificada

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Marisa Campos, 32 anos, professora do ensino fundamental

Queixa principal: Falta de ar progressiva há 3 dias, chiado no peito e tosse seca, principalmente à noite e ao acordar. Relata que os sintomas pioram com exposição a poeira e cheiros fortes.

Avaliação clínica: Ao exame físico, apresentava sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar, frequência respiratória de 24 irpm, saturação de O₂ 94% em ar ambiente. Espirometria mostrou VEF1/CVF 68% com reversibilidade após broncodilatador (aumento de 14% no VEF1).

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID J45.9 – Asma não especificada, indicando asma persistente moderada com exacerbação aguda.

Conduta terapêutica: Iniciou-se budesonida 200 µg + formoterol 6 µg duas inalações ao dia, além de salbutamol spray 100 µg para alívio imediato, até 3 vezes ao dia se necessário. Orientação ambiental: evitar carpetes, usar capa antialérgica no colchão e manter janelas abertas.

Evolução: Após 2 semanas, Marisa relatou melhora significativa dos sintomas noturnos, redução do uso de salbutamol para 1–2 vezes por semana. A espirometria de controle mostrou VEF1 82% do previsto. Recebeu plano de ação por escrito.

Lição clínica: O diagnóstico correto e o tratamento de manutenção com corticóide inalatório + broncodilatador de longa duração são essenciais para o controle da asma e redução de exacerbações. A adesão ao tratamento e o controle ambiental são pilares do sucesso terapêutico.

Atenção: A asma pode ser grave e até fatal em crises mal controladas. Nunca ignore sintomas como falta de súbita, incapacidade de falar frases completas ou cianose. Procure atendimento de emergência imediatamente. O autodiagnóstico e a automedicação atrasam o tratamento adequado e aumentam riscos.

O que é o CID J45 na prática médica

O código CID J45 (Asma) é utilizado por médicos de todo o mundo para classificar a doença inflamatória crônica das vias aéreas. Na prática clínica, ele serve para registrar diagnósticos, justificar exames, solicitar medicamentos pelo SUS ou planos de saúde e emitir atestados médicos. A asma é caracterizada por hiper-responsividade brônquica, inflamação e obstrução reversível ao fluxo aéreo, manifestada por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, opressão torácica e tosse, especialmente à noite ou nas primeiras horas da manhã.

Subcategorias e variantes do CID J45

A CID-10 divide a asma em quatro subcategorias principais:

  • J45.0 – Asma predominantemente alérgica: desencadeada por alérgenos como ácaros, pólen, fungos ou pelos de animais. Geralmente inicia na infância e está associada a rinite alérgica ou eczema.
  • J45.1 – Asma não alérgica: sem evidência de sensibilização alérgica, podendo ser desencadeada por exercício, ar frio, infecções virais ou estresse. Mais comum em adultos.
  • J45.8 – Asma mista: combinação de componentes alérgicos e não alérgicos.
  • J45.9 – Asma não especificada: usada quando não é possível ou necessário definir o tipo, frequente em atendimentos de urgência ou quando a investigação alérgica ainda não foi concluída.

Além dessas, a CID-10 também inclui J46 – Estado asmático, que é uma exacerbação grave que não responde ao tratamento habitual e requer cuidados intensivos.

Sintomas e como a asma se manifesta

Os sintomas clássicos da asma incluem:

  • Dispneia (falta de ar) – sensação de sufocamento, dificuldade para inspirar ou expirar.
  • Sibilos – chiado audível ao respirar, especialmente na expiração.
  • Tosse – geralmente seca, pior à noite, ao acordar ou após exercício.
  • Opressão ou aperto no peito – sensação de peso ou constrição torácica.

Os sintomas variam ao longo do tempo, podem ser desencadeados por alérgenos, infecções respiratórias, mudanças climáticas, exercício físico ou emoções fortes. A asma bem controlada apresenta sintomas menos de duas vezes por semana, sem despertares noturnos, sem limitação de atividades e com uso mínimo de medicação de alívio.

Causas e fatores de risco

A asma é uma doença multifatorial. As principais causas e fatores de risco incluem:

  • Predisposição genética: histórico familiar de asma, rinite ou eczema.
  • Exposição a alérgenos: ácaros, poeira, mofo, pólen, pelos de animais.
  • Infecções virais precoces: bronquiolite por VSR na infância aumenta o risco.
  • Poluição do ar: exposição a fumaça de cigarro, poluentes industriais e queimadas.
  • Ocupação: trabalhadores expostos a produtos químicos, poeira de madeira, farinha, isocianatos.
  • Obesidade: associação com asma de difícil controle.
  • Refluxo gastroesofágico e sinusite crônica: comorbidades que podem agravar a asma.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da asma é clínico e funcional. O médico avalia a história de sintomas recorrentes, desencadeantes, resposta a broncodilatadores e exclusão de outras causas. Exames fundamentais:

  • Espirometria (prova de função pulmonar): demonstra obstrução ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,70) com reversibilidade após broncodilatador (aumento do VEF1 ≥ 12% e ≥ 200 mL).
  • Teste de provocação brônquica: com metacolina ou exercício, usado quando a espirometria é normal mas a suspeita é alta.
  • Pico de fluxo expiratório (PFE): monitorização serial para avaliar variabilidade.
  • Exames complementares: hemograma (eosinofilia), IgE total e específica, teste alérgico cutâneo ou RAST.

A classificação de gravidade (intermitente, persistente leve, moderada ou grave) orienta o tratamento de acordo com as diretrizes do GINA (Global Initiative for Asthma) e do Ministério da Saúde.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da asma é escalonado e individualizado. Os pilares são:

  • Medicamentos de alívio (resgate): β2-agonistas de curta duração (salbutamol, fenoterol) — usados durante crises.
  • Medicamentos de controle (manutenção):
    • Corticosteroides inalatórios (budesonida, beclometasona, fluticasona) – reduzem a inflamação.
    • β2-agonistas de longa duração (salmeterol, formoterol) – sempre combinados com CI.
    • Antileucotrienos (montelucaste) – alternativa em asma leve.
    • Teofilina e anticolinérgicos (tiotrópio) – em casos selecionados.
  • Imunobiológicos: omalizumabe (anti-IgE), mepolizumabe (anti-IL5), benralizumabe, dupilumabe – para asma grave.
  • Plano de ação por escrito: orienta o paciente sobre ajuste de doses conforme sintomas e pico de fluxo.
  • Tratamento de comorbidades: rinite, sinusite, refluxo.

O SUS oferece medicamentos gratuitos através da Farmácia Popular e do Componente Básico da Assistência Farmacêutica.

Quantos dias de atestado médico?

O número de dias de atestado depende da gravidade da exacerbação e da resposta ao tratamento. Em geral:

  • Crise leve a moderada: 3 a 5 dias de repouso relativo, com retorno gradual às atividades.
  • Crise grave ou internação: 7 a 14 dias, com avaliação clínica antes do retorno.
  • Asma persistente não controlada: o médico pode emitir atestado para investigação ou ajuste terapêutico (1 a 3 dias).

Pacientes com asma controlada não necessitam de afastamento rotineiro. O atestado deve ser justificado pelo estado clínico e pela atividade profissional (ex.: professores, operadores de caixa, profissionais expostos a poeira).

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Sinais de exacerbação grave que exigem atendimento de emergência:

  • Falta de ar intensa que impede falar frases completas.
  • Uso da musculatura acessória (retração supraclavicular ou intercostal).
  • Batimento de asa do nariz.
  • Confusão mental ou sonolência.
  • Cianose (lábios ou extremidades arroxeadas).
  • Frequência cardíaca > 120 bpm ou frequência respiratória > 30 irpm.
  • SatO₂ < 90% em ar ambiente.
  • Pico de fluxo expiratório inferior a 50% do valor previsto ou do melhor pessoal.

Mesmo sem sinais de gravidade, procure um médico se os sintomas piorarem progressivamente, não melhorarem com o uso de medicação de resgate após 20 minutos, ou se houver febre alta e expectoração purulenta.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção de crises e a promoção da qualidade de vida baseiam-se em:

  • Controle ambiental: reduzir exposição a alérgenos (uso de capas antialérgicas, aspirador com filtro HEPA, evitar carpetes, manter umidade < 50%).
  • Vacinação: vacina contra influenza anualmente e vacina pneumocócica (segundo calendário).
  • Evitar tabagismo passivo e ativo.
  • Atividade física regular: com pré-medicação se necessário (broncodilatador 15 min antes).
  • Adesão ao tratamento de manutenção: uso diário de corticóide inalatório mesmo sem sintomas.
  • Monitorização: manter diário de sintomas e pico de fluxo, revisar plano de ação com o médico a cada consulta.
  • Identificar e tratar comorbidades: rinite, sinusite, refluxo gastroesofágico, apneia do sono.

Dicas de Ouro

  1. 01. Use o corticóide inalatório diariamente, mesmo quando estiver sem sintomas – ele controla a inflamação e previne crises.
  2. 02. Tenha sempre um broncodilatador de resgate por perto, mas não o utilize mais de 2 vezes por semana (se ocorrer, procure seu médico para ajustar o tratamento).
  3. 03. Anote seus sintomas e gatilhos – isso ajuda o médico a personalizar o plano de ação.
  4. 04. Higienize o inalador semanalmente e faça a lavagem bucal após o uso de corticóide inalatório para evitar candidíase oral.
  5. 05. Não compartilhe medicações nem mude doses sem orientação médica – o tratamento da asma é individualizado.
  6. 06. Em caso de viagem, leve medicação suficiente e saiba onde procurar atendimento no destino.

Perguntas Frequentes sobre o CID da Asma

O CID J45 garante quantos dias de atestado?

Não há um número fixo de dias automático; o médico define baseado na gravidade. Em exacerbações leves a moderadas, o atestado costuma ser de 3 a 5 dias. Em crises graves, pode chegar a 14 dias ou mais.

Qual a diferença entre CID J45 e CID J46?

J45 é a asma crônica. J46 é o estado asmático, uma exacerbação grave que não responde ao tratamento inicial e requer intervenção de emergência, muitas vezes com internação em UTI.

O CID J45 pode ser usado para solicitar aposentadoria?

Em casos de asma grave persistente não controlada, com limitação funcional importante e documentação médica, pode ser base para pedido de benefício assistencial (BPC) ou aposentadoria por invalidez, conforme avaliação pericial do INSS.

É possível ter asma e o CID J45 mesmo com espirometria normal?

Sim. Em pacientes com asma intermitente ou bem controlada, a espirometria pode ser normal. O diagnóstico é baseado na história clínica e na reversibilidade documentada em exames anteriores ou em teste de provocação.

O CID J45 tem cura?

A asma não tem cura, mas tem controle. Com tratamento adequado e adesão, a maioria dos pacientes leva vida normal, sem sintomas significativos.

Posso praticar esportes tendo CID J45?

Sim, com controle adequado. Atividade física é benéfica. Em casos de asma induzida por exercício, o uso de broncodilatador 15 minutos antes da atividade previne os sintomas.

Plano de saúde cobre o tratamento para CID J45?

Sim, a ANS determina a cobertura obrigatória de consultas, exames (espirometria, testes alérgicos) e medicamentos (conforme rol de procedimentos). Medicamentos de uso domiciliar podem ter cobertura parcial, mas corticóides inalatórios e broncodilatadores estão incluídos.

O CID J45 é contagioso?

Absolutamente não. A asma é uma condição inflamatória crônica, não infecciosa. Não se transmite de pessoa para pessoa.

Posso usar remédio caseiro para tratar o CID J45?

Não. Nenhum remédio caseiro substitui o tratamento médico comprovado. A asma pode se agravar rapidamente. Sempre siga as orientações do seu médico.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Fontes e referências:

Leia também:

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.