Estima-se que, em 2026, mais de 2,5 milhões de pessoas no Brasil vivam com feridas crônicas, sendo a necrose tecidual uma das principais complicações. Cerca de 15% dos pacientes com diabetes mellitus desenvolvem ao menos uma úlcera necrótica ao longo da vida, e o diagnóstico precoce reduz em até 60% o risco de amputações.
Você já reparou em uma ferida que não cicatriza, fica escura ou exala um odor estranho? Esse pode ser o primeiro sinal de necrose — a morte de células e tecidos do corpo. Embora muitas pessoas associem o termo apenas a casos extremos, a necrose é mais comum do que se imagina e pode surgir após uma lesão, infecção ou até por problemas circulatórios. Entender o que causa necrose, reconhecer os sinais de alerta e saber quando se preocupar faz toda a diferença para evitar complicações graves, como amputações ou sepse. Neste artigo, você vai aprender de forma clara e prática tudo sobre necrose: seus tipos, causas, sintomas, como é feito o diagnóstico e quais os tratamentos disponíveis.
- O que é: Morte de células ou tecidos do corpo, geralmente localizada, que pode afetar pele, músculos, órgãos internos.
- Quando ocorre: Após falta de oxigênio (isquemia), infecção grave, trauma, exposição a toxinas ou queimaduras.
- Quem trata: Médicos de diversas especialidades — clínico geral, cirurgião geral, dermatologista, angiologista, intensivista.
- Urgência: Alta — especialmente se houver infecção associada (gangrena) ou rápida progressão.
- Tratamento: Remoção do tecido morto (desbridamento), antibióticos, oxigenoterapia, correção da causa base e, em casos graves, cirurgia reconstrutiva ou amputação.
Seu João, 67 anos, tem diabetes tipo 2 há 20 anos e controla a glicemia de forma irregular. Há três semanas, machucou o dedinho do pé direito ao andar descalço dentro de casa. A ferida não cicatrizou, ficou com bordas escuras, começou a exalar um cheiro forte e a pele ao redor ficou vermelha e inchada. Preocupada, a filha o levou ao pronto-socorro. O médico diagnosticou necrose seca em fase inicial, com infecção local (celulite). Após desbridamento, antibióticos e controle rigoroso da glicemia, o dedo foi salvo. Seu João hoje usa calçados fechados e faz exames periódicos de sensibilidade nos pés.
O que é necrose, tipos, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e como se manifesta
A necrose é a morte prematura de células ou tecidos de um organismo vivo, geralmente causada por fatores externos ou internos que interrompem o suprimento sanguíneo, expõem as células a toxinas, infecções ou traumas. Diferente da apoptose (morte celular programada e controlada), a necrose é um processo patológico, frequentemente acompanhado de inflamação, que pode comprometer a função do órgão afetado. Os tipos mais comuns de necrose incluem: necrose de coagulação (típica de infartos, por exemplo cardíaco e renal), necrose de liquefação (comum em infecções bacterianas no sistema nervoso central), necrose caseosa (como na tuberculose), necrose gordurosa (relacionada ao pâncreas ou trauma) e gangrena (necrose por isquemia, que pode ser seca, úmida ou gasosa).
Sintomas: A manifestação depende da localização e extensão. Na pele, observa-se descoloração (preta, azulada, verde), perda de sensibilidade, odor desagradável, secreção purulenta e, em alguns casos, bolhas. Em órgãos internos, os sinais são inespecíficos: febre, dor local intensa, mal-estar, choque séptico. O diagnóstico é clínico, complementado por exames de imagem (ultrassom, tomografia, ressonância) e laboratoriais (hemograma, marcadores inflamatórios, cultura de ferida). O tratamento inclui remoção do tecido morto (desbridamento), uso de antibióticos, melhora da perfusão sanguínea, oxigenoterapia hiperbárica e correção da causa subjacente.
Causas mais comuns
A necrose pode ser desencadeada por diversos mecanismos. As causas mais frequentes incluem:
- Isquemia (falta de oxigênio): É a causa mais comum. Ocorre quando o fluxo sanguíneo é interrompido por obstrução arterial (trombos, êmbolos, compressão), aterosclerose, diabetes avançado, ou hipotensão prolongada. Exemplo típico: necrose do miocárdio (infarto) ou necrose de extremidades em pacientes com doença vascular periférica.
- Infecções: Bactérias necrosantes (como Clostridium perfringens na gangrena gasosa, estreptococos do grupo A, Staphylococcus aureus) produzem toxinas que destroem os tecidos. Infecções fúngicas invasivas também podem causar necrose, sobretudo em imunossuprimidos.
- Trauma: Lesões físicas como esmagamento, queimaduras (térmicas, elétricas, químicas), congelamento (frostbite) e radiação ionizante podem matar células diretamente.
- Toxinas e venenos: Picadas de serpentes (especialmente jararaca e cascavel), aranhas marrons, escorpiões, além de exposição a substâncias químicas (fenol, ácidos, álcalis) provocam necrose local.
- Doenças vasculares: Vasculites (inflamação dos vasos), hipertensão maligna, fenômeno de Raynaud grave, febre reumática e lúpus podem lesar a parede dos vasos e reduzir a perfusão.
Causas graves que exigem atenção imediata
Algumas situações de necrose progridem rapidamente e representam risco de vida. Entre elas:
- Gangrena gasosa: Causada pela bactéria Clostridium perfringens, que produz gás nos tecidos. Caracteriza-se por dor súbita, edema, bolhas com líquido escuro, crepitação ao toque (som de estalo) e sinais de sepse (febre alta, taquicardia, hipotensão). O tratamento é emergencial com desbridamento cirúrgico amplo e antibióticos intravenosos.
- Fascite necrosante: Infecção rapidamente progressiva que destrói a fáscia (tecido que reveste os músculos). A pele pode inicialmente parecer normal, mas a dor é desproporcional ao aspecto externo. Evolui com coloração violácea, bolhas, necrose e sepse. É uma emergência cirúrgica.
- Infarto de órgãos: Necrose isquêmica do miocárdio, cérebro (AVC), intestino (isquemia mesentérica), rim ou baço. O infarto intestinal, por exemplo, causa dor abdominal intensa, parada de eliminação de gases e fezes, e pode levar à peritonite e óbito em poucas horas.
- Necrose hepática maciça: Causada por hepatites fulminantes, intoxicação por paracetamol, cogumelos venenosos ou isquemia hepática. Gera insuficiência hepática aguda com encefalopatia, coagulopatia e risco de morte.
- Síndrome de Fournier: Forma rara de fascite necrosante que afeta a região genital e perineal, geralmente em diabéticos ou imunossuprimidos. Exige desbridamento urgente.
Diante de qualquer suspeita dessas condições, o atendimento médico de emergência é indispensável.
Como o médico faz o diagnóstico
O diagnóstico da necrose começa com a anamnese detalhada e o exame físico. O médico pergunta sobre o início dos sintomas, fatores de risco (diabetes, tabagismo, cirurgias recentes, imobilização, uso de anticoagulantes), e observa as características da lesão: cor, odor, consistência, presença de bolhas, limites, temperatura local e sensibilidade. A palpação pode revelar crepitação (gás) ou flutuação (abscesso).
Exames complementares:
- Laboratoriais: Hemograma completo (leucocitose ou leucopenia), PCR e procalcitonina (marcadores de infecção), coagulograma, perfil hepático e renal, gasometria arterial.
- Microbiológicos: Cultura e antibiograma da secreção ou fragmento de tecido para identificar o agente infeccioso.
- Imagem: Radiografia simples pode mostrar gás nos tecidos. Ultrassom com doppler avalia fluxo sanguíneo. Tomografia computadorizada e ressonância magnética detalham a extensão da necrose em partes moles e vísceras.
- Biopisia: Em casos duvidosos, a retirada de um fragmento de tecido para análise histopatológica confirma o diagnóstico de necrose e ajuda a identificar a causa (vasculite, infarto, infecção).
Em situações de emergência, a avaliação clínica associada a exames rápidos (como raio-X e laboratório) é suficiente para iniciar o tratamento, sem aguardar resultados detalhados.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da necrose tem três pilares: remover o tecido morto, controlar a infecção e corrigir a causa base. As abordagens variam conforme o tipo e a extensão. As principais modalidades são:
- Desbridamento cirúrgico: É a retirada mecânica do tecido necrótico com bisturi, tesoura ou cureta. Pode ser feito em centro cirúrgico (anestesia) ou no leito, dependendo da gravidade. É fundamental para permitir a granulação e cicatrização.
- Antibióticos: Empíricos de amplo espectro inicialmente, depois ajustados conforme cultura. Na gangrena gasosa, usa-se penicilina G + clindamicina. Na fascite necrosante, associa-se carbapenêmicos ou vancomicina.
- Oxigenoterapia hiperbárica: Paciente respira oxigênio puro em câmara pressurizada, aumentando a oxigenação dos tecidos, inibindo bactérias anaeróbicas (como Clostridium) e estimulando a cicatrização. Indicada principalmente para gangrena gasosa e feridas isquêmicas.
- Melhora da perfusão: Revascularização cirúrgica (angioplastia, bypass) em casos de isquemia arterial. Uso de vasodilatadores, anticoagulantes ou trombolíticos selecionados.
- Amputação: Quando a necrose é extensa e irreversível, amputar o membro ou parte dele pode salvar a vida do paciente, removendo o foco de infecção e toxinas.
- Tratamento da causa: Controle rigoroso da glicemia no diabetes, suspensão de drogas vasoconstritoras, tratamento de vasculites com imunossupressores, correção de distúrbios de coagulação.
O acompanhamento multidisciplinar (cirurgião, infectologista, enfermeiro estomaterapeuta, nutricionista) é essencial para o sucesso terapêutico.
Cuidados em casa e alívio dos sintomas
Após o tratamento inicial e a alta hospitalar (ou para casos leves, após orientação médica), alguns cuidados domiciliares ajudam na recuperação e previnem recidivas:
- Curativos: Realizar a troca do curativo conforme prescrição (geralmente a cada 24-48 horas), usando gaze estéril, soro fisiológico e pomadas cicatrizantes ou antibióticas tópicas indicadas. Manter a ferida limpa e seca. Observar sinais de piora.
- Controle da dor: Analgésicos simples (dipirona, paracetamol) ou opioides leves (codeína) sob orientação médica. Compressas mornas (não quentes) ao redor da lesão podem aliviar desconforto, desde que não haja gás ou infecção ativa.
- Nutrição: Dieta rica em proteínas (carnes magras, ovos, leguminosas), vitaminas A, C e zinco (frutas, verduras, castanhas) para estimular a cicatrização. Hidratação adequada (1,5-2 litros de água/dia, salvo contraindicação).
- Posicionamento: Elevar o membro afetado (se possível) para reduzir edema e melhorar retorno venoso. Evitar compressão da área.
- Monitoramento: Medir a temperatura corporal diariamente. Anotar alterações na ferida (tamanho, cor, odor, secreção) para relatar ao médico.
Atenção: Nunca tente remover tecido necrótico em casa! Isso deve ser feito apenas por profissional treinado. O uso de pomadas caseiras, álcool ou produtos não esterilizados pode piorar a infecção.
Quando ir ao pronto-socorro
Nem toda necrose requer atendimento de emergência, mas os sinais a seguir indicam que a situação pode estar se agravando e exigem avaliação hospitalar imediata:
- Febre acima de 38,5°C ou hipotermia (temperatura abaixo de 35°C).
- Dor intensa, desproporcional ao tamanho da ferida, ou que piora rapidamente.
- Aumento súbito da área escurecida ao redor da ferida ou aparecimento de bolhas escuras/hemorrágicas.
- Crepitação (sensação de estalos ao tocar a pele) ou bolhas com gás.
- Odor fétido intenso, diferente do habitual.
- Secreção purulenta, amarelada ou esverdeada, com aumento do inchaço e vermelhidão local.
- Mal-estar generalizado, confusão mental, queda da pressão arterial, frequência cardíaca acelerada (sinais de sepse).
- Dificuldade para urinar ou diminuição da quantidade de urina.
- Em pacientes diabéticos: qualquer ferida com necrose no pé, mesmo sem dor (pé diabético).
Quanto antes o atendimento, maiores as chances de salvar o tecido e evitar complicações como amputação ou óbito.
Como prevenir
A prevenção da necrose está diretamente ligada ao controle dos fatores de risco e ao cuidado com a pele e circulação. Medidas eficazes incluem:
- Controle glicêmico: Diabéticos devem manter a hemoglobina glicada abaixo de 7% (individualizado), medir a glicemia diariamente e fazer acompanhamento regular com endocrinologista.
- Higiene e inspeção dos pés: Diabéticos e pessoas com doença vascular periférica devem examinar os pés diariamente, lavá-los com água morna e sabão neutro, secar bem entre os dedos e hidratar. Evitar andar descalço.
- Calçados adequados: Sapatos fechados, confortáveis, sem costuras internas que possam machucar. Meias limpas de algodão, sem elásticos apertados.
- Cessar tabagismo: O cigarro danifica as artérias e reduz a oxigenação dos tecidos, aumentando muito o risco de necrose isquêmica.
- Tratar feridas precocemente: Qualquer lesão, por menor que seja, deve ser limpa com água e sabão, coberta com curativo estéril e monitorada. Se não cicatrizar em 7-10 dias, procurar médico.
- Vacinação: Manter em dia a vacina antitetânica (a cada 10 anos). Feridas com terra ou sujeira exigem reforço se a última dose foi há mais de 5 anos.
- Controle de peso e pressão arterial: Obesidade e hipertensão são fatores de risco para aterosclerose e isquemia.
Diferença entre necrose e condições semelhantes
Muitas condições podem ser confundidas com necrose, mas apresentam diferenças importantes:
- Úlcera venosa: Geralmente localizada no terço inferior da perna, bordas irregulares, fundo com tecido de granulação avermelhado, sem necrose extensa. É causada por insuficiência venosa crônica. A dor melhora com elevação das pernas.
- Úlcera arterial: Mais comum nos dedos e bordas do pé, leito pálido ou necrótico, bordas bem definidas, dor que piora com elevação. Associada à doença arterial periférica.
- Celulite infecciosa: Infecção da pele e subcutâneo, sem necrose. Área avermelhada, quente, dolorosa, mas sem tecido escuro ou odor fétido. Responde a antibióticos.
- Hematoma: Acúmulo de sangue sob a pele, pode dar coloração arroxeada/azulada, mas não tem odor, não há perda de tecido e o hematoma reabsorve com o tempo.
- Escara (úlcera por pressão): Lesão causada por pressão prolongada, comum em pacientes acamados. Pode evoluir para necrose, mas inicialmente apresenta pele íntegra ou bolha. O estadiamento (1 a 4) ajuda na diferenciação.
A avaliação profissional é fundamental para distinguir essas condições e instituir o tratamento adequado.
- 01. Examine seus pés diariamente com um espelho ou peça ajuda de um familiar. Qualquer ponto escuro, calo ou machucado merece cuidado.
- 02. Use sapatos fechados e evite andar descalço, mesmo dentro de casa. Pequenos objetos ou desníveis podem causar feridas imperceptíveis.
- 03. Mantenha a glicemia sob controle: níveis elevados prejudicam a circulação e a cicatrização, facilitando a necrose.
- 04. Nunca use remédios caseiros, pomadas “milagrosas” ou álcool em feridas escuras ou com odor. Procure um médico.
- 05. Ao trocar curativos, lave bem as mãos e use material estéril. Fotografe a ferida a cada troca para monitorar evolução.
- 06. Se você fuma, busque ajuda para parar. O cigarro é um dos maiores fatores de risco para necrose isquêmica.
Perguntas Frequentes sobre necrose tipos causas sintomas diagnostico tratamento
1. O que é necrose exatamente?
Necrose é a morte de células ou tecidos em um organismo vivo, geralmente causada por falta de oxigênio, infecção, toxinas ou trauma. Diferente da morte celular programada (apoptose), a necrose é um processo patológico que gera inflamação e pode levar à perda de função do órgão afetado.
2. Quais os primeiros sinais de necrose na pele?
Os primeiros sinais incluem uma mancha escura (preta, azulada ou esverdeada), perda de sensibilidade no local, odor desagradável, secreção purulenta e, às vezes, bolhas com conteúdo escuro. A dor pode estar presente ou ausente (se os nervos foram destruídos).
3. Necrose é contagiosa?
Não, a necrose em si não é contagiosa. No entanto, se a necrose for causada por uma bactéria (como na gangrena ou fascite necrosante), a infecção bacteriana pode ser transmitida por contato direto com a secreção. Por isso, medidas de isolamento e higiene são adotadas em ambiente hospitalar.
4. Qual a diferença entre necrose e gangrena?
Gangrena é um tipo de necrose que ocorre por isquemia (falta de sangue) seguida de infecção bacteriana. Ela pode ser seca (pele enegrecida e ressecada), úmida (inchaço, odor fétido) ou gasosa (presença de gás nos tecidos). Toda gangrena é necrose, mas nem toda necrose é gangrena.
5. Como tratar necrose em casa?
Não se deve tratar necrose em casa sem orientação médica. Curativos, antibióticos e desbridamento devem ser prescritos por um profissional. Em casa, o paciente pode seguir as orientações de troca de curativo, dieta rica em proteínas e repouso, sempre monitorando sinais de piora e retornando ao médico regularmente.
6. Necrose pode voltar após tratamento?
Sim, se a causa base não for corrigida (por exemplo, diabetes descontrolado, tabagismo, doença arterial obstrutiva), a necrose pode recidivar. Por isso, o acompanhamento contínuo e a mudança de hábitos são fundamentais para prevenir novos episódios.
7. Quanto tempo leva para uma necrose cicatrizar?
O tempo de cicatrização varia conforme o tamanho, profundidade, localização, presença de infecção e condições de saúde do paciente. Pequenas áreas podem cicatrizar em semanas; feridas extensas podem levar meses, especialmente se houver necessidade de enxertos ou retalhos cirúrgicos.
8. Existe exame de sangue que detecta necrose?
Não existe um exame de sangue específico para necrose, mas alguns marcadores podem sugerir sua presença: leucocitose (aumento de glóbulos brancos), proteína C reativa (PCR) e procalcitonina elevadas indicam inflamação/infecção. A creatinofosfoquinase (CPK) pode estar alta em necrose muscular. O diagnóstico definitivo é clínico e de imagem.
9. Necrose pode causar amputação?
Sim, quando a necrose é extensa, profunda e irreversível, especialmente em membros (dedos, pés, pernas), a amputação pode ser necessária para salvar a vida do paciente, removendo o foco de infecção e toxinas que podem levar à sepse.
10. Quem tem diabetes precisa se preocupar mais com necrose?
Sim. O diabetes mal controlado reduz a circulação sanguínea (micro e macroangiopatia) e compromete a sensibilidade dos pés (neuropatia), fazendo com que pequenos traumas passem despercebidos e evoluam para necrose. O risco de amputação é 15 a 40 vezes maior em diabéticos.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
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