Estima-se que, em 2026, mais de 20 milhões de brasileiros convivam com a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), e cerca de 10% desses casos evoluem para indicação cirúrgica, como a fundoplicatura, quando o tratamento medicamentoso não é eficaz.
Você sente azia frequente, queimação no peito ou regurgitação ácida mesmo após tomar remédios? Esses sintomas podem ser sinais de refluxo gastroesofágico, uma condição que afeta milhões de pessoas. Quando o tratamento clínico não resolve, a cirurgia chamada fundoplicatura pode ser a solução. Neste artigo, você vai entender o que é esse procedimento, quando é indicado, como é feito e quais os cuidados necessários.
- O que é: Cirurgia para tratar refluxo gastroesofágico grave, envolvendo a “dobradura” da parte superior do estômago em torno do esôfago.
- Quando ocorre: Quando o refluxo não é controlado com medicamentos, ou há complicações como esofagite grave, estenose ou hérnia de hiato.
- Quem trata: Cirurgião do aparelho digestivo ou cirurgião geral especializado em cirurgia bariátrica e refluxo.
- Urgência: Moderada – não é emergencial, mas deve ser avaliada em até algumas semanas se houver sintomas refratários.
- Tratamento: Cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia) que reforça a barreira anti-refluxo.
João, 45 anos, professor, sofria há 8 anos com azia intensa, tosse noturna e sensação de “bolo na garganta”. Já havia tentado omeprazol em dose alta, mudanças na dieta e perda de peso, mas os sintomas persistiam, e a endoscopia mostrava esofagite erosiva grau C. O médico sugeriu a fundoplicatura. Após a cirurgia, João conseguiu interromper os remédios e hoje, dois anos depois, não sente mais refluxo.
O que é fundoplicatura e quando é indicada
A fundoplicatura é um procedimento cirúrgico que visa tratar a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) quando o tratamento medicamentoso não é suficiente ou quando ocorrem complicações. O nome vem da técnica de “plicar” (dobrar) o fundo gástrico (parte superior do estômago) ao redor da porção inferior do esôfago, criando uma válvula que impede o retorno do conteúdo ácido para o esôfago. Essa cirurgia é geralmente realizada por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que resulta em menos dor, recuperação mais rápida e menor tempo de internação.
As principais indicações para a fundoplicatura incluem: refluxo refratário ao tratamento com inibidores da bomba de prótons (como omeprazol) por pelo menos 8 a 12 semanas; esofagite erosiva grave (grau C ou D); estenose (estreitamento) do esôfago; esôfago de Barrett (alteração pré-maligna); e hérnia de hiato associada a sintomas importantes. Também pode ser considerada em pacientes jovens que desejam evitar o uso prolongado de medicamentos. A decisão deve sempre ser compartilhada entre o paciente e uma equipe multidisciplinar, incluindo gastroenterologista e cirurgião digestivo.
Dados recentes indicam que a taxa de sucesso da fundoplicatura é superior a 85% em 10 anos de seguimento, com melhora significativa na qualidade de vida. No entanto, o procedimento não é indicado para todos os pacientes com refluxo: aqueles com distúrbios de motilidade esofágica, obesidade mórbida não tratada ou doenças graves do esôfago podem ter contraindicações relativas ou absolutas. Por isso, uma avaliação criteriosa com exames como endoscopia, manometria esofágica e pHmetria de 24 horas é essencial antes de indicar a cirurgia.
Como o procedimento é realizado
A fundoplicatura é, na grande maioria dos casos, realizada por videolaparoscopia. O paciente é submetido à anestesia geral, e o cirurgião faz pequenas incisões (5 a 10 mm) no abdome para introduzir uma câmera e instrumentos cirúrgicos. O abdome é insuflado com gás carbônico para criar espaço para a visualização. O procedimento começa com a dissecção da região do hiato esofágico (abertura do diafragma por onde passa o esôfago). Em muitos pacientes, é necessário reparar uma hérnia de hiato associada, se presente, com a sutura dos pilares diafragmáticos (cruroplastia).
Em seguida, o cirurgião mobiliza o fundo gástrico e o envolve em torno do esôfago inferior, fixando-o com pontos cirúrgicos. Existem variações: a fundoplicatura total (Nissen) envolve 360 graus de envolvimento, enquanto a parcial (Toupet) cobre 270 graus, sendo esta última preferida quando há algum grau de dismotilidade esofágica. A escolha depende dos achados pré-operatórios. Ao final, os instrumentos são retirados e as incisões são fechadas com pequenos pontos ou fita adesiva cirúrgica.
O tempo cirúrgico médio é de 60 a 120 minutos. A internação hospitalar geralmente dura de 24 a 48 horas, e o paciente pode retornar às atividades leves em cerca de 1 a 2 semanas. A cirurgia é considerada segura, com baixa taxa de complicações maiores (menos de 3% em centros especializados), mas os resultados dependem da experiência do cirurgião e da seleção adequada dos pacientes.
Preparo e cuidados antes do procedimento
O preparo para a fundoplicatura começa semanas antes com uma avaliação completa. O paciente deve realizar exames laboratoriais (hemograma, coagulação, função renal e hepática), eletrocardiograma (se houver fatores de risco), e exames específicos: endoscopia digestiva alta para documentar a esofagite e a presença de hérnia de hiato; manometria esofágica para avaliar a motilidade do esôfago; e pHmetria de 24 horas para confirmar a exposição ácida anormal. Esses exames são fundamentais para confirmar a indicação e planejar a técnica cirúrgica.
Algumas semanas antes, recomenda-se perda de peso (se houver sobrepeso), cessação do tabagismo e controle de comorbidades como diabetes e hipertensão. O paciente deve suspender medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários (como aspirina, clopidogrel e varfarina) sob orientação médica, geralmente 5 a 7 dias antes. Na véspera da cirurgia, é necessário jejum absoluto de 8 horas para sólidos e 6 horas para líquidos claros. A equipe cirúrgica também pode solicitar lavagem intestinal ou uso de antibiótico profilático, dependendo do protocolo do serviço.
Além dos cuidados físicos, o preparo emocional é importante. O paciente deve entender as expectativas realistas: a cirurgia reduzirá significativamente o refluxo, mas não eliminará todos os sintomas. É essencial esclarecer dúvidas com o cirurgião e seguir rigorosamente as orientações pré-operatórias para minimizar riscos e otimizar resultados. A Clínica Popular Fortaleza oferece consultas de avaliação com especialistas que podem orientar todo o preparo.
O que esperar durante o procedimento
No dia da cirurgia, o paciente é admitido no centro cirúrgico após confirmação do jejum e revisão dos exames. A anestesia geral é administrada, e o paciente não sentirá nenhuma dor ou desconforto durante o procedimento. Uma sonda nasogástrica pode ser inserida para descomprimir o estômago, e um cateter vesical pode ser usado se a cirurgia for mais longa. A equipe monitora continuamente os sinais vitais, saturação de oxigênio e nível de anestesia.
A cirurgia prossegue conforme descrito: o cirurgião realiza as incisões, insufla o abdome, identifica o esôfago e o fundo gástrico, e executa a fundoplicatura. Durante todo o tempo, o paciente está anestesiado e não tem percepção do procedimento. Ao final, a sonda gástrica é retirada (se usada), e o paciente é levado à sala de recuperação pós-anestésica onde permanece até que os efeitos da anestesia passem e os sinais vitais estejam estáveis.
Imediatamente após o procedimento, o paciente pode sentir dor abdominal leve, náuseas (controladas com medicamentos) e desconforto devido ao gás residual na cavidade abdominal (distensão). A equipe de enfermagem orienta sobre a hidratação inicial e a introdução gradual de líquidos. A alta hospitalar geralmente ocorre em 1 a 2 dias, desde que o paciente esteja tolerando líquidos, sem febre ou sinais de complicações. O retorno ao trabalho varia de 1 a 4 semanas, dependendo da atividade profissional.
Recuperação e cuidados pós-procedimento
A recuperação após a fundoplicatura exige cuidados específicos para garantir uma cicatrização adequada e prevenir complicações. Nas primeiras 24 a 48 horas, o paciente permanece internado, recebendo hidratação venosa e medicamentos para dor. Líquidos claros (água, chá, caldo) são introduzidos gradualmente, e se tolerados, a dieta evolui para líquidos pastosos (sopas, vitaminas, purês) por cerca de 10 a 14 dias. Após esse período, a dieta é progressivamente normalizada, mas alimentos secos, duros ou fibrosos (pães torrados, carnes duras, vegetais crus) devem ser evitados por até 4 semanas para evitar obstrução.
Orientações importantes incluem: evitar esforços físicos (levantar peso acima de 5 kg, exercícios abdominais intensos) por 4 a 6 semanas; não dirigir nas primeiras duas semanas; manter as incisões limpas e secas; e observar sinais de infecção (vermelhidão, secreção purulenta, febre). O paciente pode sentir dificuldade para engolir (disfagia leve) nas primeiras semanas devido ao edema local; isso geralmente melhora espontaneamente. Se persistir, o médico deve ser consultado.
O acompanhamento ambulatorial é fundamental: consultas de retorno em 1, 3 e 6 meses, e anualmente. Exames de controle (endoscopia, manometria) podem ser solicitados se houver sintomas. A maioria dos pacientes relata melhora significativa na qualidade de vida, com redução ou ausência de azia e regurgitação. Cerca de 80% a 90% conseguem suspender os inibidores da bomba de prótons. No entanto, é importante manter hábitos saudáveis (alimentação equilibrada, peso adequado, evitar tabaco) para sustentar o resultado a longo prazo.
Riscos e complicações possíveis
Embora a fundoplicatura seja considerada segura, como qualquer cirurgia, apresenta riscos. As complicações mais comuns (até 20%) são transitórias: disfagia (dificuldade para engolir) em 5-15% dos casos, geralmente resolvida em 3 a 6 semanas; distensão abdominal (gas Bloat) ou incapacidade de arrotar, que melhora com o tempo; e náuseas. Complicações menos frequentes, porém mais sérias, incluem: perfuração do esôfago ou estômago (0,5-1%); hemorragia com necessidade de transfusão (1-2%); infecção do sítio cirúrgico ou abscesso subfrênico (1-2%); e lesão do baço, fígado ou nervo vago, podendo causar gastroparesia.
A longo prazo, há risco de recidiva da hérnia de hiato ou falha da válvula, levando ao retorno dos sintomas (cerca de 10-15% em 10 anos). Nesses casos, pode ser necessário um novo procedimento, mas a re-operação é mais complexa e tem maior taxa de complicações. Também pode ocorrer “slippage” (deslizamento) da fundoplicatura, com migração para o tórax, exigindo correção cirúrgica.
Fatores de risco para complicações incluem: obesidade (IMC > 35), tabagismo, idade avançada, doenças pulmonares crônicas, e cirurgias prévias no abdome superior. Por isso, a seleção adequada dos pacientes e a realização por equipe experiente são cruciais. O paciente deve ser informado sobre todos os riscos antes de consentir. Em caso de sintomas como dor torácica intensa, febre persistente, vômitos incoercíveis ou disfagia progressiva após a cirurgia, deve procurar atendimento médico de urgência.
Alternativas ao procedimento
Antes de optar pela cirurgia, o tratamento clínico da DRGE inclui medidas comportamentais e medicamentosas. As mudanças no estilo de vida são a base: perder peso (especialmente para IMC > 25), elevar a cabeceira da cama em 15-20 cm, evitar refeições volumosas e deitar-se logo após comer, reduzir alimentos desencadeantes (cafeína, chocolate, álcool, frituras, alimentos gordurosos, cítricos, hortelã-pimenta), e parar de fumar. O tratamento medicamentoso com inibidores da bomba de prótons (como omeprazol, pantoprazol, esomeprazol) é a primeira linha, geralmente em dose única ou fracionada durante 8-12 semanas. Quando não há resposta adequada, a dose pode ser ajustada, e novos esquemas com procinéticos (domperidona) ou antiácidos podem ser tentados.
Além das opções clínicas, existem alternativas cirúrgicas menos invasivas, como a fundoplicatura endoscópica (realizada com endoscópio através da boca, sem incisões) e dispositivos como o LINX (anel magnético colocado ao redor do esôfago). Essas técnicas têm indicações mais restritas e evidências ainda em evolução. A fundoplicatura continua sendo o padrão-ouro para casos refratários, pois seus resultados são mais duradouros. Cada alternativa deve ser discutida com o médico, considerando a gravidade do refluxo, a presença de hérnia de hiato, a anatomia do paciente e as preferências individuais.
Para obesos com DRGE refratária, a cirurgia bariátrica (especialmente o bypass gástrico) pode tratar ambas as condições, mas a fundoplicatura convencional não é recomendada nesse perfil devido à alta taxa de falha. Assuntos como medicação para alívio de sintomas podem ser complementares, como o uso de omeprazol ou paracetamol para dor (quando indicado), mas nunca são substitutos da cirurgia quando há indicação formal. Consulte um especialista da Clínica Popular Fortaleza para avaliar seu caso.
Resultado e o que ele indica
O resultado esperado da fundoplicatura é a eliminação ou redução significativa dos sintomas de refluxo (azia, regurgitação, tosse, pigarro) e a melhora na qualidade de vida. Após a cirurgia, cerca de 80-90% dos pacientes ficam satisfeitos e conseguem suspender completamente os medicamentos. O resultado é considerado bem-sucedido quando não há mais exposição ácida anormal do esôfago, confirmado por pHmetria de 24 horas, e quando a endoscopia mostra a resolução da esofagite. A longo prazo, a taxa de sucesso se mantém elevada, com 85% dos pacientes livres de sintomas após 10 anos.
No entanto, o resultado não é garantido para todos. Cerca de 10-15% dos pacientes podem apresentar recidiva dos sintomas, geralmente associada a fatores como ganho de peso significativo, hérnia de hiato não reparada, ou técnica cirúrgica inadequada. Quando isso ocorre, o médico deve reavaliar com exames objetivos (pHmetria, endoscopia, manometria) para diferenciar falha da válvula de outros problemas (como gastroparesia, intolerância alimentar) e decidir se há necessidade de reintervenção.
É importante que o paciente compreenda que a cirurgia não restaura completamente a anatomia normal, mas cria uma barreira mecânica. Hábitos saudáveis continuam sendo essenciais para manter o resultado. A DRGE (CID K21) pode ter impacto significativo na saúde bucal e respiratória, e a fundoplicatura, quando bem-sucedida, reduz esses riscos. Acompanhamento regular com o cirurgião e o gastroenterologista é recomendado para monitoramento.
Quando é urgente procurar médico
Embora a fundoplicatura seja uma cirurgia eletiva, existem situações em que o paciente deve buscar atendimento médico de urgência. Após a cirurgia, sinais de alerta incluem: dor abdominal ou torácica intensa e súbita, febre acima de 38°C, dificuldade progressiva para engolir (disfagia) a ponto de impossibilitar a ingestão de líquidos, vômitos persistentes (especialmente se forem escuros ou com sangue), distensão abdominal importante sem eliminação de gases, ou sangramento nas fezes (melena ou sangue vivo). Esses sintomas podem indicar complicações como perfuração, hemorragia interna, obstrução do esôfago ou abdome agudo.
Além disso, mesmo antes da cirurgia, pacientes com DRGE que apresentam sinais de alarme devem procurar avaliação urgente: perda de peso não intencional, anemia ferropriva inexplicada, disfagia progressiva (sensação de “comida parada” no peito), odinofagia (dor ao engolir), vômitos com sangue, ou fezes escuras e pastosas (melena). Esses achados podem sugerir complicações como esôfago de Barrett, estenose esofágica, úlcera péptica ou até neoplasia. A fundoplicatura não é indicada nesses casos sem avaliação cuidadosa.
Se você está considerando a cirurgia e tem sintomas de alerta, não espere. Marque uma consulta com um gastroenterologista ou cirurgião digestivo. Na Clínica Popular Fortaleza, você pode agendar avaliação com especialistas que irão orientar o melhor caminho. Lembre-se: o tratamento precoce de complicações do refluxo salva vidas e preserva a função esofágica.
- 01. Antes de decidir pela cirurgia, certifique-se de que o tratamento clínico foi bem conduzido por no mínimo 8 semanas – muitos casos melhoram apenas com mudanças na dieta e medicação.
- 02. Se você fuma, pare o quanto antes. O tabagismo piora o refluxo e aumenta o risco de complicações cirúrgicas.
- 03. Mantenha um diário de sintomas por 1 a 2 semanas antes da consulta: anote quando e o que comeu, os sintomas sentidos e a dose dos remédios – isso ajuda o médico a definir a conduta.
- 04. Após a cirurgia, mastigue bem os alimentos e coma pequenas porções fracionadas no dia (6 a 8 refeições leves) para evitar distensão e disfagia.
- 05. Evite deitar-se por pelo menos 2 horas após as refeições, mesmo após a recuperação completa – isso protege a válvula.
- 06. Pergunte ao seu cirurgião se a técnica indicada é a total (Nissen) ou parcial (Toupet) e entenda os motivos – cada uma tem vantagens dependendo da sua motilidade esofágica.
- 07. Consulte regularmente um nutricionista para adaptar sua alimentação no pós-operatório e garantir a ingestão adequada de nutrientes.
Perguntas Frequentes sobre o que é fundoplicatura entenda o procedimento
1. A fundoplicatura dói?
Durante a cirurgia, você estará sob anestesia geral e não sentirá dor. No pós-operatório imediato, pode haver desconforto abdominal, mas é controlado com analgésicos. A maioria dos pacientes classifica a dor como leve a moderada, melhorando após os primeiros dias.
2. Quanto tempo dura a cirurgia?
O procedimento dura em média de 1h30 a 2 horas, dependendo da complexidade (presença de hérnia de hiato, aderências, técnica escolhida). Pode ser um pouco mais longo em casos de re-operação.
3. Preciso ficar internado? Por quanto tempo?
Sim, a internação é necessária para observação e início da dieta líquida. Geralmente o paciente recebe alta em 24 a 48 horas, desde que esteja tolerando líquidos e sem complicações.
4. A fundoplicatura tem efeito estético (cicatrizes)?
Por ser realizada por videolaparoscopia, as incisões são muito pequenas (5 a 10 mm) e cicatrizam como pontos quase imperceptíveis. Na maioria dos casos, as cicatrizes desaparecem com o tempo. Não há “barriga operada” visível.
5. Posso voltar a comer normalmente depois da cirurgia?
Sim, mas a transição é gradual: primeiros 10-14 dias com líquidos e pastosos, depois alimentos macios, e após 4-6 semanas a dieta normal é retomada. Evite alimentos secos e duros nas primeiras semanas. Mastigar bem é essencial.
6. Qual a taxa de sucesso da fundoplicatura?
Os estudos mostram sucesso em 80-90% dos pacientes em 10 anos, com melhora significativa dos sintomas e suspensão dos medicamentos. Resultados melhores ocorrem em centros com alta experiência e boa seleção de pacientes.
7. Existe idade mínima ou máxima para fazer a cirurgia?
Não há uma idade limite rígida. Crianças com DRGE refratária podem ser operadas (a partir da avaliação com pediatra e cirurgião pediátrico). Idosos também podem ser candidatos, desde que estejam em boas condições clínicas e não tenham contraindicações.
8. A fundoplicatura pode ser feita junto com a cirurgia de hérnia de hiato?
Sim, é muito comum. Na verdade, a reparação da hérnia de hiato (cruroplastia) é frequentemente realizada ao mesmo tempo que a fundoplicatura, pois a hérnia está associada ao refluxo em muitos pacientes. Essa combinação não aumenta significativamente o risco.
9. Quais exames são necessários antes da cirurgia?
Os principais são: endoscopia digestiva alta, manometria esofágica, pHmetria de 24 horas, exames de sangue (hemograma, coagulação, função renal/hepática) e, se indicado, eletrocardiograma e radiografia de tórax.
10. O que é a síndrome de “gas bloat” depois da cirurgia?
É a sensação de estufamento e dificuldade para arrotar, comum nas primeiras semanas, devido à nova válvula que dificulta a passagem de ar. Melhora com o tempo e com alimentação fracionada, mastigação lenta e evitar bebidas gaseificadas.
11. Existe risco de morte na fundoplicatura?
O risco de morte é extremamente baixo (<0,1% em centros especializados), comparável ao de uma colecistectomia laparoscópica. As principais causas seriam complicações anestésicas ou cirúrgicas graves, muito raras.
12. Posso fazer exercícios físicos após a cirurgia?
Após 2 semanas, caminhadas leves são permitidas. Atividades com esforço abdominal (abdominais, musculação, corrida, natação) devem ser liberadas pelo cirurgião, geralmente após 4 a 6 semanas, e sempre com orientação gradual.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Fontes confiáveis:
MedlinePlus – Refluxo Gastroesofágico |
MSD Saúde – DRGE
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