quinta-feira, maio 7, 2026

Penectomia: quando se preocupar e sinais de alerta

Descobrir que pode ser necessário um procedimento como a penectomia é uma notícia que abala qualquer homem. A simples menção à remoção, parcial ou total, do pênis traz à tona medos profundos sobre a identidade, a sexualidade e a qualidade de vida.

É normal sentir um turbilhão de emoções. Muitos pacientes relatam um primeiro sentimento de desespero, seguido por uma enxurrada de dúvidas práticas e existenciais. O que muitos não sabem é que, em determinadas situações, a penectomia é a intervenção que salva vidas, sendo a melhor chance de controle de uma doença grave, como o câncer de pênis. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cirurgia é o principal tratamento para tumores localizados e pode ser curativa.

O procedimento, embora radical, é realizado com técnicas modernas que visam preservar o máximo possível de tecido saudável e função, quando exequível. A decisão é sempre tomada por uma equipe multidisciplinar, que avalia o estadiamento da doença, as condições gerais do paciente e as melhores opções terapêuticas disponíveis, conforme diretrizes da medicina baseada em evidências.

O que é uma penectomia?

A penectomia é a cirurgia para remoção parcial ou total do pênis. É indicada principalmente para o tratamento do câncer de pênis em estágios avançados, quando outros tratamentos não são suficientes, ou em casos de gangrena ou trauma grave irreparável.

Quais são os tipos de penectomia?

Existem dois tipos principais: a penectomia parcial, onde apenas a parte afetada é removida, e a penectomia total, que envolve a remoção completa do órgão. A escolha depende da extensão e localização da doença.

A penectomia é a única opção para câncer de pênis?

Não. Para lesões iniciais e superficiais, tratamentos conservadores como cirurgia a laser, radioterapia ou quimioterapia tópica podem ser opções. A penectomia é reservada para casos onde o tumor é invasivo ou não respondeu a outras terapias.

Como é a recuperação após a cirurgia?

A recuperação hospitalar inicial dura alguns dias. O paciente terá um cateter urinário temporário. É fundamental seguir todas as orientações pós-operatórias sobre cuidados com o ferimento, medicação para dor e prevenção de infecções para uma cicatrização adequada.

A penectomia afeta a micção?

Na penectomia parcial, a micção geralmente permanece em pé. Na penectomia total, o paciente urinará sentado, pois a uretra será redirecionada para uma abertura na região perineal. O procedimento é feito para preservar a continência urinária.

É possível ter ereções após uma penectomia parcial?

Sim, é possível, especialmente se uma parte significativa do corpo cavernoso for preservada. A capacidade de ereção depende da quantidade de tecido removido e da saúde vascular do paciente antes da cirurgia.

E a vida sexual após a cirurgia?

A vida sexual pode ser adaptada. Na penectomia parcial, a função sexual pode ser mantida em grande parte. Na total, a penetração não é mais possível, mas a sensibilidade da região e o prazer podem ser preservados. O acompanhamento psicológico e sexual é essencial para essa adaptação.

Existem alternativas ou reconstruções após a penectomia total?

Sim, existem técnicas de cirurgia reconstrutiva e faloplastia, que podem criar um novo falo utilizando tecido de outras partes do corpo. Essas são cirurgias complexas e a decisão deve ser discutida detalhadamente com a equipe médica, considerando expectativas e riscos.

Precisa de atendimento em Fortaleza?
Encontre clínicas com preços acessíveis.
👉 Ver clínicas disponíveis

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Procure sempre um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.