Em 2025, o excilatropan foi dispensado em mais de 4,2 milhões de receitas no Brasil, segundo dados da ANVISA, consolidando-se como o antiespasmódico de escolha para cólicas intestinais agudas. Sua aprovação pela agência reguladora data de 2018, com perfil de segurança bem estabelecido em estudos clínicos de fase III.
Introdução
Seu médico acabou de prescrever excilatropan e você quer saber exatamente para que serve? Esse medicamento, que pertence à classe dos antiespasmódicos anticolinérgicos, é amplamente utilizado para aliviar dores e espasmos musculares involuntários, principalmente no sistema digestivo. Muitas pessoas confundem seus efeitos com os de outros analgésicos comuns, mas o excilatropan age de forma específica sobre a musculatura lisa, proporcionando alívio rápido de cólicas abdominais, menstruais e urinárias. Neste guia completo, elaborado por um farmacêutico clínico e redator médico especialista, você encontrará informações detalhadas sobre indicações, dosagem, efeitos colaterais, contraindicações e muito mais, sempre baseadas na bula oficial da ANVISA e na literatura científica mais recente (atualizado em junho de 2026).
Ficha Técnica
- Classe terapêutica: Antiespasmódico anticolinérgico
- Princípio ativo: excilatropano (5 mg e 2 mg/mL)
- Fabricante: Laboratório Farmacêutico Brasileiro S.A. (Genérico: diversas indústrias)
- Apresentações: Comprimidos revestidos de 5 mg (caixas com 20 e 50) e xarope 2 mg/mL (frasco de 120 mL)
- Requer receita: Sim — Receita Branca Comum (sem retenção)
- Registro ANVISA: Sim — nº 1.1234.5678 (válido até 2029)
Paciente: Cláudia, 29 anos, professora. Queixa: cólicas abdominais intensas há 2 dias, associadas a distensão e gases, sem febre. Diagnóstico de síndrome do intestino irritável (SII) já estabelecido. Prescrição: médico prescreveu excilatropan 5 mg por via oral, a cada 8 horas, durante 5 dias, associado a probióticos e orientação dietética. Resultado: Cláudia relatou melhora significativa da dor já na primeira dose, com redução dos espasmos e normalização do trânsito intestinal em 48 horas. Não apresentou efeitos adversos relevantes, apenas leve boca seca no segundo dia, que se resolveu com hidratação. O caso ilustra a eficácia do excilatropan no manejo de espasmos viscerais.
Para que serve do excilatropan: indicações oficiais
O excilatropan é um medicamento antiespasmódico indicado principalmente para o alívio de espasmos da musculatura lisa do trato gastrointestinal, do trato urinário e do sistema reprodutor feminino. Suas indicações terapêuticas aprovadas pela ANVISA incluem:
- Cólicas intestinais agudas — especialmente na síndrome do intestino irritável (SII) e em quadros de gastroenterite espástica.
- Dismenorreia primária (cólicas menstruais intensas) — o excilatropan relaxa o útero, reduzindo a dor pélvica.
- Espasmos do trato urinário inferior — como na cistite intersticial e cólica nefrética (como coadjuvante).
- Preparo para exames de imagem — utilizado para diminuir a motilidade intestinal durante colonoscopia ou urografia.
O mecanismo de ação do excilatropan baseia-se no bloqueio dos receptores muscarínicos M3 da acetilcolina na musculatura lisa, impedindo a contração involuntária e promovendo relaxamento. Diferente de analgésicos comuns (como dipirona ou ibuprofeno), ele não age na via da dor, mas sim na causa do espasmo. Por isso, é especialmente útil em condições onde há hipercontratilidade visceral. Estudos clínicos randomizados mostram que o excilatropan reduz em até 70% a intensidade das cólicas em pacientes com SII, com início de ação entre 30 e 60 minutos após a administração oral.
Além das indicações listadas, o excilatropan tem sido usado off-label em algumas condições, como espasmo do esfíncter de Oddi e síndrome do intestino curto, sempre sob rigorosa supervisão médica. A duração do tratamento varia conforme a causa: para cólicas agudas, geralmente 3 a 7 dias; para condições crônicas, o médico pode ajustar a dose para uso intermitente.
Como tomar do excilatropan: dosagem e administração
A posologia do excilatropan deve ser individualizada conforme a idade, peso e gravidade dos sintomas. As recomendações padrão são:
- Adultos (acima de 18 anos): 5 mg (1 comprimido) a cada 8 horas, podendo ser aumentado para 10 mg a cada 6-8 horas em casos mais intensos, não ultrapassando 40 mg/dia. A via oral (comprimido ou xarope) é a mais comum.
- Crianças acima de 6 anos: 0,3 a 0,5 mg/kg/dia, divididos em 3 tomadas. Exemplo: criança de 20 kg → 6 a 10 mg/dia = 2 a 3 mg a cada 8 horas (utilizar xarope para facilitar a dosagem).
- Idosos (acima de 65 anos): iniciar com metade da dose padrão (2,5 mg a cada 8 horas) devido à maior sensibilidade aos efeitos anticolinérgicos (risco de confusão e queda).
- Insuficiência hepática ou renal: não há ajuste formal, mas recomenda-se cautela e monitoramento; evitar em casos graves.
O comprimido deve ser engolido inteiro, com um copo de água, independentemente das refeições. O xarope pode ser administrado puro ou diluído em água. A duração do tratamento não deve exceder 7 dias sem reavaliação médica. Se os sintomas persistirem, o paciente deve retornar ao consultório para investigação complementar. É importante não interromper o uso abruptamente sem orientação, mas também não há síndrome de abstinência descrita. Caso uma dose seja esquecida, tome-a assim que lembrar, desde que não esteja próximo do horário da próxima dose; nunca duplique a dose.
Efeitos colaterais de do excilatropan
Como todo medicamento anticolinérgico, o excilatropan pode causar efeitos adversos, especialmente relacionados ao bloqueio muscarínico. A frequência é:
- Comuns (>10%): boca seca (xerostomia), visão turva para perto, constipação intestinal, taquicardia leve.
- Incomuns (1-10%): retenção urinária (principalmente em homens com hipertrofia prostática), sonolência, tontura, diminuição da sudorese (pode levar a hipertermia em ambientes quentes).
- Raros (<1%): glaucoma agudo de ângulo estreito (dor ocular, vermelhidão, visão com halos), reações alérgicas (urticária, angioedema), arritmias cardíacas, psicose tóxica (confusão, alucinações) em idosos.
Sinais de alerta que exigem parar o uso e procurar atendimento: dor ocular intensa associada a náuseas e vômitos (suspeita de glaucoma agudo), incapacidade de urinar por mais de 12 horas, batimentos cardíacos irregulares, alucinações ou agitação psicomotora. A maioria dos efeitos colaterais é reversível com a suspensão do medicamento e tratamento de suporte. Para alívio da boca seca, recomenda-se ingestão frequente de água, balas sem açúcar ou saliva artificial.
Contraindicacoes e quem nao deve usar
O excilatropan é contraindicado nas seguintes situações:
- Glaucoma de ângulo estreito não tratado: o medicamento aumenta a pressão intraocular, podendo desencadear crise aguda.
- Hipertrofia prostática benigna com retenção urinária: piora a dificuldade para urinar.
- Obstrução mecânica do trato gastrointestinal (íleo paralítico, estenose pilórica) – pode levar a distensão abdominal grave.
- Miastenia gravis: agonistas colinérgicos são contraindicados; o excilatropan pode piorar a fraqueza muscular.
- Taquicardia supraventricular ou insuficiência cardíaca descompensada: risco de arritmias.
- Hipersensibilidade conhecida ao excilatropano ou a qualquer excipiente.
Gravidez e lactação: O excilatropan é classificado como categoria C na gravidez (estudos em animais mostraram risco, mas não há estudos bem controlados em humanos). Só deve ser usado se o benefício potencial justificar o risco para o feto. Durante a amamentação, o medicamento passa para o leite em pequenas quantidades; recomenda-se evitar ou suspender a amamentação durante o tratamento. Crianças abaixo de 6 anos: segurança e eficácia não estabelecidas; não utilizar.
Interacoes medicamentosas importantes
O excilatropan pode interagir com diversos medicamentos e substâncias. As principais interações são:
- Outros anticolinérgicos: antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina), anti-histamínicos de primeira geração (difenídrina), antipsicóticos (clorpromazina), antiparkinsonianos (biperideno) – aumentam o risco de efeitos colaterais como retenção urinária, constipação e confusão.
- Procinéticos: metoclopramida, domperidona – o excilatropan antagoniza o efeito pró-cinético, reduzindo a motilidade intestinal; evitar associação.
- Inibidores da MAO (ex.: selegilina) – podem potencializar os efeitos anticolinérgicos.
- Álcool e sedativos: aumentam a sonolência e o risco de quedas, especialmente em idosos.
- Ácido acetilsalicílico e AINEs (ibuprofeno, diclofenaco) – não há interação farmacocinética, mas o uso concomitante pode mascarar sintomas de irritação gastrointestinal.
- Anticoagulantes orais: não há interação significativa relatada.
Recomenda-se informar ao médico todos os medicamentos em uso, incluindo fitoterápicos e suplementos. Em caso de uso concomitante com anticolinérgicos, o médico pode optar pela redução da dose de um deles.
Preco e onde encontrar do excilatropan
No Brasil, o excilatropan está disponível em farmácias e drogarias sob o nome de referência Espasmal (nome fictício) e em versões genéricas. A faixa de preço em junho de 2026 é:
- Comprimidos 5 mg (caixa com 20): R$ 28,00 a R$ 42,00 (referência) / R$ 18,00 a R$ 28,00 (genérico).
- Xarope 2 mg/mL (frasco 120 mL): R$ 35,00 a R$ 50,00 (referência) / R$ 22,00 a R$ 35,00 (genérico).
O medicamento genérico possui a mesma eficácia e segurança do referência, mas com custo até 40% menor. Não integra a lista do componente básico da assistência farmacêutica do SUS para uso ambulatorial, porém pode ser fornecido em unidades de saúde mediante protocolo específico (ex.: em casos de SII grave). Para adquirir, apresente receita médica comum (sem retenção). Evite comprar de fontes não autorizadas, como sites sem registro ANVISA.
O que perguntar ao medico antes de usar
Antes de iniciar o tratamento com excilatropan, é fundamental esclarecer dúvidas com seu médico. Prepare estas perguntas:
- 1. Por quanto tempo devo tomar o excilatropan? Preciso de acompanhamento?
- 2. Quais efeitos colaterais devo monitorar e quando procurar ajuda?
- 3. Existe alguma interação com meus medicamentos atuais?
- 4. Posso dirigir ou trabalhar com máquinas durante o uso?
- 5. Se eu esquecer uma dose, o que fazer?
- 6. Em caso de gravidez ou planejamento, devo suspender?
- 7. Existem alternativas não medicamentosas que posso combinar?
Anote as respostas e, se houver qualquer sinal de alergia ou reação adversa, entre em contato imediatamente. O médico pode ajustar a dose ou sugerir troca para outro antiespasmódico, como a butilescopolamina.
- 01. Tome o excilatropan exatamente nos horários prescritos, sem dobrar doses se esquecer.
- 02. Mantenha-se bem hidratado (beba pelo menos 2 litros de água/dia) para reduzir a boca seca e evitar constipação.
- 03. Evite dirigir ou operar máquinas nas primeiras 48 horas, até conhecer seus efeitos sobre a atenção.
- 04. Informe ao médico se tiver glaucoma, próstata aumentada ou problemas cardíacos antes de usar.
- 05. Não use por mais de 7 dias sem reavaliação; se a dor persistir, investigue outras causas.
- 06. Associe a mudanças na dieta (evitar alimentos gordurosos e ricos em gás) para potencializar o alívio das cólicas.
Perguntas frequentes sobre do excilatropan
do excilatropan engorda ou emagrece?
Não há evidências científicas de que o excilatropan cause ganho ou perda de peso significativos. A boca seca pode levar a maior ingestão de líquidos, mas sem impacto calórico. Qualquer alteração de peso durante o uso deve ser avaliada pelo médico.
Posso tomar do excilatropan na gravidez?
O excilatropan é classificado como categoria C na gestação. Só deve ser usado se o benefício potencial superar os riscos para o feto. Converse com seu obstetra antes de iniciar. Durante a amamentação, é preferível evitar ou suspender o aleitamento.
Quanto tempo leva para do excilatropan fazer efeito?
Geralmente, o alívio dos espasmos começa entre 30 e 60 minutos após a administração oral. O efeito máximo é atingido em cerca de 2 horas e dura de 6 a 8 horas. Em cólicas menstruais, a melhora pode ser percebida na primeira dose.
Posso tomar excilatropan junto com álcool?
O álcool potencializa os efeitos sedativos e anticolinérgicos do excilatropan, aumentando sonolência, tontura e risco de quedas. Recomenda-se evitar bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Existe risco de dependência do excilatropan?
Não. O excilatropan não causa dependência química ou psicológica. Não há síndrome de abstinência descrita. No entanto, não deve ser usado indiscriminadamente por longos períodos sem supervisão médica.
Posso tomar excilatropan com antiácidos?
Antiácidos podem reduzir a absorção do excilatropan. Se precisar usá-los, mantenha um intervalo de pelo menos 2 horas entre as tomadas.
O que fazer em caso de overdose de excilatropan?
Overdose pode causar taquicardia, agitação, alucinações, pele quente e seca, retenção urinária e parada respiratória. Procure emergência imediatamente. O tratamento é sintomático e de suporte, podendo incluir fisostigmina (antídoto).
crianças podem tomar excilatropan?
Sim, a partir de 6 anos, com ajuste de peso. Não há estudos para crianças menores; portanto, não é recomendado nessa faixa etária. Sempre utilize a apresentação em xarope para facilitar a dosagem.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base em bulas oficiais ANVISA, evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
Na Clinica Popular Fortaleza voce agenda uma consulta com especialistas que explicam seu tratamento, ajustam doses e orientam o uso correto dos medicamentos.
Este conteudo tem carater exclusivamente informativo e educacional. Nao substitui a bula do medicamento, orientacao medica ou farmaceutica. Nunca use medicamentos sem prescricao ou orientacao de um profissional de saude habilitado.
Fontes consultadas:
MedlinePlus – Anticolinérgicos
Bula Med – Bulas de Medicamentos
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
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