No Brasil, estima‑se que cerca de 1 em cada 1.000 recém‑nascidos vivos apresente cardiopatia congênita dependente do ducto arterioso, e o procedimento de Blalock‑Taussig (clássico ou modificado) continua sendo uma das cirurgias paliativas mais realizadas em unidades de cardiologia pediátrica, com taxas de sobrevida superiores a 90% quando indicado oportunamente (dados de 2025–2026).
Você já ouviu falar de um bebê que nasce com a pele azulada, dificuldade para mamar e cansaço extremo? Essa condição, chamada cianose, pode ser sinal de uma cardiopatia congênita grave que impede o sangue de receber oxigênio suficiente. Para muitas dessas crianças, a única chance de ganhar tempo até a correção definitiva do coração é o procedimento de Blalock‑Taussig, uma cirurgia que cria um “desvio” artificial entre uma artéria do braço e a artéria pulmonar. Entenda como essa técnica salva vidas há mais de 80 anos.
- O que é: Cirurgia paliativa que cria uma fístula entre a artéria subclávia e a artéria pulmonar para aumentar o fluxo sanguíneo pulmonar em cardiopatias congênitas cianóticas.
- Quando ocorre: Geralmente nos primeiros dias ou meses de vida, em crianças com tetralogia de Fallot, atresia pulmonar ou outras cardiopatias com fluxo pulmonar reduzido.
- Quem trata: Cirurgião cardiovascular pediátrico, em centro cirúrgico especializado com suporte de ecocardiografia e terapia intensiva neonatal.
- Urgência: Alta – a cianose progressiva e a hipoxemia ameaçam a vida; o procedimento costuma ser semi‑eletivo dentro de janela de segurança.
- Tratamento: Criação de um shunt (tubo ou anastomose direta) que leva sangue arterial para os pulmões, melhorando a oxigenação até a correção definitiva.
Maria deu à luz Pedro, um menino a termo, mas com 12 horas de vida a equipe de neonatologia percebeu cianose perioral e saturação de oxigênio em 75% (normal >95%). O ecocardiograma revelou tetralogia de Fallot com estenose pulmonar grave. Para evitar lesão cerebral por hipóxia, Pedro foi levado ao centro cirúrgico no 3º dia de vida. O cirurgião realizou um shunt de Blalock‑Taussig modificado com tubo de PTFE entre a artéria subclávia direita e a artéria pulmonar direita. Após 4 horas de cirurgia, a saturação de Pedro subiu para 88%. Ele permaneceu 10 dias na UTI neonatal e recebeu alta com oxigenioterapia domiciliar. Com 8 meses de vida, passou pela correção total da cardiopatia, e hoje, aos 4 anos, corre e brinca como qualquer criança.
O que é procedimento Blalock Taussig e quando é indicado
O procedimento de Blalock‑Taussig é uma cirurgia paliativa criada em 1944 pelos médicos Alfred Blalock e Helen Taussig, na Universidade Johns Hopkins, para tratar crianças com tetralogia de Fallot – a cardiopatia congênita cianótica mais comum. Na época, não havia técnicas de circulação extracorpórea para correção completa, então a solução foi desviar parte do sangue arterial do braço diretamente para a artéria pulmonar, aumentando o fluxo sanguíneo para os pulmões e melhorando a oxigenação.
Hoje, a cirurgia original foi substituída por versões modificadas – o chamado *shunt de Blalock‑Taussig modificado* – que utiliza um tubo sintético de politetrafluoroetileno (PTFE) entre a artéria subclávia e a artéria pulmonar. A indicação principal continua sendo cardiopatias congênitas em que o fluxo pulmonar está muito reduzido, como:
- Tetralogia de Fallot com estenose pulmonar grave;
- Atresia pulmonar com comunicação interventricular;
- Atresia tricúspide com fluxo pulmonar dependente do ducto;
- Outras cardiopatias complexas com hipodesenvolvimento do ventrículo direito e obstrução ao fluxo pulmonar.
O procedimento é indicado nos primeiros dias ou meses de vida, quando a criança apresenta cianose progressiva, baixa saturação de oxigênio (abaixo de 80%) e dificuldade para ganhar peso. Ele não corrige o defeito cardíaco, mas cria uma “ponte” para que a criança possa crescer e ganhar peso suficiente para uma cirurgia corretiva definitiva, geralmente entre 6 e 12 meses de idade.
Como o procedimento é realizado
A cirurgia é feita sob anestesia geral, com o bebê deitado de barriga para cima e os braços ao lado do corpo. O cirurgião faz uma incisão no tórax, geralmente do lado direito, entre a 2ª e a 3ª costelas (toracotomia posterolateral). A artéria subclávia é dissecada cuidadosamente, bem como a artéria pulmonar ipsilateral. Na técnica clássica, a artéria subclávia é cortada e sua extremidade distal é suturada diretamente à artéria pulmonar. Porém, essa abordagem pode comprometer o fluxo sanguíneo para o braço e causar deformidades.
Por isso, a técnica modificada é a mais usada atualmente: um tubo de PTFE (Gore‑Tex®) de 3,5 a 5 mm de diâmetro é interposto entre a artéria subclávia e a artéria pulmonar, preservando a integridade da artéria do braço. O shunt é fixado com pontos cirúrgicos finos, e o fluxo é verificado com um Doppler intraoperatório. Após garantir hemostasia, o tórax é fechado com dreno pleural, que fica por 24 a 48 horas. O procedimento dura entre 2 a 4 horas, dependendo da complexidade anatômica.
Durante toda a cirurgia, o bebê é monitorado com eletrocardiograma, oximetria de pulso, pressão arterial invasiva e ecocardiografia transesofágica para confirmar que o shunt está funcionando adequadamente.
Preparo e cuidados antes do procedimento
O preparo começa com uma avaliação cardiológica completa, incluindo ecocardiograma com Doppler, eletrocardiograma e, em alguns casos, cateterismo cardíaco ou angiotomografia para mapear a anatomia dos vasos. Exames de sangue (hemograma, coagulograma, tipagem sanguínea) são realizados para prevenir sangramentos e permitir transfusão se necessário.
O bebê deve estar clinicamente estável: sem infecções ativas, com boa função renal e hepática. Em casos de cianose intensa, pode ser necessário administrar prostaglandina E1 (medicação que mantém o ducto arterioso aberto) para garantir oxigenação mínima até a cirurgia. A equipe de cardiologia pediátrica e cirurgia cardiovascular orienta os pais sobre os riscos e benefícios, e um termo de consentimento livre e esclarecido é assinado.
O jejum pré‑operatório é de 4 horas para o leite materno e 6 horas para fórmula, conforme protocolo da anestesia. No dia da cirurgia, o bebê é encaminhado ao centro cirúrgico com acesso venoso periférico, e a mãe/pai pode acompanhá‑lo até a porta do bloco. A equipe de enfermagem realiza tricotomia (raspagem) da região torácica e higiene corporal com clorexidina.
O que esperar durante o procedimento
Para a família, o período intraoperatório costuma ser angustiante. O bebê fica sob efeito de anestesia geral e não sente dor. Uma equipe multidisciplinar – cirurgião, anestesista, perfusionista (se necessário), enfermeiros e técnicos – permanece na sala.
Após a indução anestésica, uma sonda endotraqueal é colocada para ventilação mecânica. A incisão é feita na lateral do tórax direito; os músculos intercostais são afastados sem ser cortados, preservando a musculatura. Durante a anastomose do shunt, o fluxo sanguíneo na artéria pulmonar é temporariamente interrompido com um clamp, mas a circulação colateral mantém o órgão viável. O cirurgião trabalha com lupas de aumento para garantir precisão milimétrica.
Após a liberação do clamp, o fluxo pelo shunt é verificado – o Doppler emite um som característico de fluxo contínuo. A saturação de oxigênio no monitor começa a subir gradualmente. O fechamento da incisão é feito com pontos absorvíveis na pele e um curativo estéril. O bebê é levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ainda intubado, sendo extubado geralmente nas primeiras 24 horas.
Recuperação e cuidados pós‑procedimento
Na UTI, o bebê recebe analgesia controlada (morfina ou fentanil), antibióticos profiláticos e monitorização contínua dos sinais vitais. O dreno pleural é removido em 1 a 2 dias, quando o volume drenado for inferior a 20 mL/dia. A saturação alvo é acima de 85%; se cair abaixo, exames de imagem (ecocardiograma ou angiografia) são realizados para verificar permeabilidade do shunt.
A alimentação via oral é retomada gradualmente, primeiro com sonda nasogástrica, depois com mamadas. O ganho de peso é um dos principais marcadores de sucesso. Em casa, os pais devem observar: coloração da pele, nível de atividade, aceitação da dieta e frequência respiratória. Atividades como amamentar no colo e trocar fraldas são liberadas, mas o bebê deve evitar esforços excessivos (como chorar por muito tempo).
A primeira consulta de retorno com o cirurgião pediátrico ocorre entre 7 e 14 dias após a alta. Exames periódicos de ecocardiograma são feitos a cada 2‑3 meses para monitorar o fluxo pelo shunt e o crescimento do bebê. A correção definitiva (cirurgia de Fallot) é planejada quando o peso atingir cerca de 8‑10 kg, geralmente entre 6 e 12 meses de idade.
Riscos e complicações possíveis
Embora seja uma cirurgia segura em centros experientes, o procedimento de Blalock‑Taussig não é isento de riscos. As complicações mais comuns incluem:
- Oclusão do shunt: formação de trombo dentro do tubo, levando à queda abrupta da saturação – ocorre em 5‑10% dos casos e exige intervenção cirúrgica ou cateterismo de urgência;
- Estenose anastomótica: estreitamento na junção entre o shunt e a artéria pulmonar, que pode ser tratada com angioplastia;
- Hemorragia: sangramento intraoperatoriamente ou nas primeiras horas, necessitando transfusão ou reintervenção;
- Infecção: infecção de ferida cirúrgica, mediastinite ou sepse – raro, mas grave;
- Derrame pleural: acúmulo de líquido no espaço pleural, que pode requerer drenagem prolongada;
- Síndrome de roubo da subclávia: quando o fluxo é desviado do braço para o pulmão, podendo causar isquemia do membro (muito raro com a técnica modificada).
A mortalidade cirúrgica global fica entre 2% e 5% nos centros de referência, sendo maior em recém‑nascidos de muito baixo peso ou com anomalias associadas.
Alternativas ao procedimento
Em alguns casos, outras estratégias podem ser consideradas, dependendo da anatomia e da gravidade:
- Cateterismo cardíaco intervencionista: colocação de stent no ducto arterioso persistente para manter o fluxo pulmonar (alternativa menos invasiva, mas com riscos de migração ou trombose);
- Shunt central (Waterson ou Potts): criação de uma comunicação direta entre a aorta ascendente e a artéria pulmonar – usado quando a anatomia da subclávia é desfavorável;
- Correção completa precoce: com avanços da circulação extracorpórea e técnicas neonatais, alguns centros realizam a cirurgia corretiva definitiva já nos primeiros meses, evitando o shunt paliativo – mas o risco é maior em recém‑nascidos com baixo peso;
- Transplante cardíaco: indicado apenas em casos extremos de cardiopatia irreparável.
Cada alternativa tem indicações precisas, e a escolha é feita pelo cardiologista pediátrico e pelo cirurgião, considerando a condição clínica, a experiência da equipe e a disponibilidade de recursos.
Resultado e o que ele indica
O sucesso do procedimento é medido pela melhora da oxigenação (saturação de oxigênio >85%) e pela estabilidade clínica. A criança ganha peso, reduz o cansaço durante as mamadas e não apresenta mais crises de cianose. O ecocardiograma de controle mostra fluxo laminar através do shunt, sem gradiente significativo.
Se o resultado for insatisfatório (saturação persistente <80%, sinais de insuficiência cardíaca), pode indicar obstrução do shunt, má posição ou hipodesenvolvimento das artérias pulmonares. Nesses casos, um novo cateterismo ou reintervenção cirúrgica pode ser necessária. Quando o shunt funciona bem, a criança atinge o peso e a idade ideais para a correção total com segurança.
Do ponto de vista prognóstico, a sobrevida em longo prazo após o shunt de Blalock‑Taussig é excelente (acima de 90% nos primeiros 5 anos), e a maioria das crianças tem desenvolvimento neuropsicomotor normal, embora possa haver necessidade de acompanhamento cardiológico por toda a vida.
Quando é urgente procurar médico
Após a alta hospitalar, os pais devem estar atentos a sinais de alerta que indicam complicações ou falência do shunt:
- Cianose súbita ou piora progressiva – a criança fica azulada, especialmente nos lábios e leitos ungueais;
- Retração torácica (afundamento entre as costelas) e respiração rápida e ofegante;
- Recusa alimentar ou vômitos frequentes, com perda de peso;
- Letargia (bebê muito sonolento, difícil de acordar) ou irritabilidade extrema;
- Febre (acima de 38°C) ou sinais de infecção na ferida cirúrgica (vermelhidão, secreção, pus);
- Inchaço no braço do lado da cirurgia, que pode indicar trombose venosa.
Qualquer um desses sintomas exige avaliação médica imediata. O serviço de emergência deve ser informado de que a criança é portadora de shunt de Blalock‑Taussig.
Indicações específicas e prognóstico
Além das cardiopatias já citadas, o procedimento pode ser indicado em situações especiais como:
- Cardiopatia univentricular (Síndrome do coração esquerdo hipoplásico) – como primeira etapa da cirurgia de Norwood;
- Reoperação em shunt prévio – quando o primeiro shunt se fecha ou fica estenosado;
- Bebês com anomalias extrapulmonares que contraindicam circulação extracorpórea prolongada.
O prognóstico depende muito da anatomia de base. Na tetralogia de Fallot, a sobrevida em 10 anos após a correção definitiva ultrapassa 95% nos centros de referência. Crianças com atresia pulmonar e circulação colateral têm prognóstico mais reservado, mas mesmo assim o shunt melhora a qualidade de vida e permite o crescimento até a cirurgia definitiva.
É fundamental o seguimento multidisciplinar com cardiologista, cirurgião cardiovascular, pediatra, nutricionista e fisioterapeuta. A vacinação deve ser mantida em dia, incluindo a vacina contra o vírus sincicial respiratório (palivizumabe) em bebês de risco.
História e evolução da técnica
O primeiro procedimento de Blalock‑Taussig foi realizado em 29 de novembro de 1944, na Johns Hopkins Hospital, em Baltimore. Helen Taussig, pediatra cardiologista, havia observado que bebês com tetralogia de Fallot pioravam quando o ducto arterioso se fechava. Ela propôs a Blalock que criasse um “ducto artificial”. A primeira paciente, Eileen Saxon, de 15 meses, sobreviveu à cirurgia, embora tenha falecido meses depois por complicações. Mas a técnica mudou a história da cardiologia pediátrica.
Desde então, houve avanços significativos: a introdução do shunt modificado com tubo de PTFE (década de 1980), o uso de técnicas minimamente invasivas (toracoscopia), e a melhoria da anestesia e cuidados intensivos neonatais. Hoje, o procedimento é realizado com mortalidade muito baixa e é parte integrante do arsenal terapêutico das cardiopatias congênitas complexas.
- 01. Mantenha o cartão de identificação do shunt sempre com a criança, informando o tipo e a data da cirurgia.
- 02. Evite imersão do curativo cirúrgico em água (banho de chuveiro rápido) até a retirada dos pontos, geralmente após 10 dias.
- 03. Ofereça leite materno ou fórmula em pequenas quantidades e com mais frequência para evitar cansaço excessivo.
- 04. Posicione o bebê de lado (decúbito lateral) durante o sono, alternando os lados a cada 2 horas, para evitar desconforto no local da cirurgia.
- 05. Registre diariamente a saturação de oxigênio com oxímetro de pulso (se prescrito) e anote valores, peso e temperatura – leve esses dados nas consultas.
- 06. Não atrase a vacinação da criança; consulte o pediatra para adequar o calendário vacinal em caso de uso de medicamentos imunossupressores.
Perguntas Frequentes sobre procedimento Blalock Taussig
O procedimento de Blalock-Taussig é uma cirurgia definitiva?
Não. É uma cirurgia paliativa que aumenta o fluxo de sangue para os pulmões, mas não corrige o defeito cardíaco subjacente. A correção definitiva (cirurgia de Fallot, por exemplo) é realizada mais tarde, quando a criança tiver idade e peso adequados.
Quanto tempo dura o efeito do shunt?
O shunt permanece funcionante por meses a anos, mas pode sofrer trombose ou estenose com o tempo. Geralmente, a correção definitiva é feita entre 6 e 18 meses de idade, e o shunt é removido ou deixado em lugar, dependendo da técnica.
O bebê precisa ficar na UTI após a cirurgia?
Sim. O período de internação em UTI neonatal ou pediátrica varia de 5 a 14 dias, dependendo da recuperação, da necessidade de ventilação mecânica e do controle da dor.
Quais os sinais de que o shunt não está funcionando bem?
Os principais são: queda da saturação de oxigênio para abaixo de 80%, piora da cianose, cansaço durante a mamada, respiração rápida e irritabilidade. Se notar esses sinais, procure o médico imediatamente.
É possível amamentar o bebê normalmente após a cirurgia?
Sim, mas pode ser necessário oferecer o peito em intervalos menores e observar se o bebê não se cansa muito. Em casos de cansaço extremo, o pediatra pode recomendar complemento com fórmula por sonda ou copinho.
O shunt pode ser colocado por cateterismo em vez de cirurgia aberta?
Em alguns casos, sim. Existem técnicas intervencionistas que colocam stents no ducto arterioso ou shunts percutâneos, mas não substituem totalmente a cirurgia aberta em todos os tipos de cardiopatia. A decisão é individualizada.
Qual o risco de infecção do shunt?
O risco de infecção precoce é baixo (cerca de 1-2%) com o uso de antibióticos profiláticos. Infecções tardias são raras e geralmente associadas a manipulações dentárias ou outros procedimentos invasivos – por isso a profilaxia antibiótica é recomendada antes de procedimentos odontológicos.
O bebê terá restrições de atividades físicas no futuro?
Após a correção definitiva, a maioria das crianças não tem restrições intensas, mas recomenda‑se acompanhamento cardiológico anual e evitar esportes de alta competição sem avaliação. Cada caso é único.
O que fazer se o curativo da cirurgia molhar ou sangrar?
Se houver sangramento ativo, pressione localmente com gaze estéril e procure o pronto‑socorro. Se apenas sujar com secreção, limpe com soro fisiológico e cubra com curativo novo, mas avise a equipe médica.
É verdade que o braço do lado do shunt fica mais fraco?
Na técnica clássica, podia ocorrer redução do fluxo para o braço, mas na técnica modificada com tubo de PTFE a artéria subclávia é preservada, e não há déficit funcional significativo. Pequena diferença de temperatura pode ser notada, mas geralmente sem importância.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base em evidências científicas atualizadas e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 25/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta médica profissional. Sempre consulte um médico ou profissional de saúde habilitado para diagnóstico e tratamento.
Referências externas:
• MedlinePlus – Blalock-Taussig shunt (em inglês)
• Biblioteca Virtual em Saúde – BVS (pesquisa sobre cardiopatias congênitas)
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