quinta-feira, julho 2, 2026

cid 43.1






CID 43: O que significa, sintomas e tratamento

Dado epidemiológico 2026

Estima-se que a espondilolistese (CID M43.1) afete cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira, com maior prevalência em mulheres acima dos 40 anos e em trabalhadores que realizam esforço físico repetitivo. Em 2025, os afastamentos por essa condição cresceram 12% em relação ao ano anterior.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID 43-1 e quer saber o que significa? Este código se refere à espondilolistese, uma condição na qual uma vértebra desliza sobre a outra, podendo comprimir nervos e causar dor intensa. Neste artigo completo, escrito por um médico especialista em clínica médica, você entenderá os sintomas, causas, tratamento e todas as informações essenciais para lidar com esse diagnóstico de forma segura e informada.

Confira também conteúdos relacionados: CID R11 – Nausea e Vómitos, CID Z000 – Exame Medico Geral, CID 010 – Tuberculose Pulmonar.

Identificação do CID

  • Código: M43.1
  • Descrição: Espondilolistese
  • Categoria: Capítulo XIII – Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00-M99)
  • Versão: CID-10 (OMS) — consulte a Classificação completa no CID10.com.br
  • Subcategorias: M43.0 (Espondilólise), M43.1 (Espondilolistese), M43.2 (Outras instabilidades vertebrais), M43.8 (Outras dorsopatias deformantes especificadas), M43.9 (Dorsopatia deformante não especificada)
Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria Aparecida, 52 anos, auxiliar de limpeza

Queixa principal: Dor lombar crônica com irradiação para a perna direita há 6 meses, piora ao ficar em pé por mais de 15 minutos e ao carregar peso. Sensação de formigamento no pé direito.

Avaliação clínica: Exame físico evidenciou hiperlordose lombar, dor à palpação da coluna L4-L5, teste de elevação da perna estendida positivo à direita. Raio-X dinâmico mostrou deslizamento anterior de L4 sobre L5 de 25% (grau II). Ressonância magnética confirmou estenose do canal vertebral e compressão da raiz nervosa L5.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID M43.1 — Espondilolistese degenerativa com radiculopatia.

Conduta terapêutica: Prescrito repouso relativo por 7 dias, anti-inflamatórios não esteroidais (ibuprofeno 600 mg 3×/dia durante 10 dias), fisioterapia com fortalecimento do core e estabilização segmentar, e uso de colete lombar semirrígido para atividades de maior esforço. Orientada a evitar flexão e levantamento de peso.

Evolução: Após 4 semanas de fisioterapia regular, a paciente relatou redução de 70% da dor lombar e melhora da sensação na perna. Retornou ao trabalho com restrição de esforço por mais 30 dias. Em 3 meses, o grau de deslizamento permaneceu estável e a paciente conseguiu retomar suas atividades habituais sem dor significativa.

Lição clínica: O diagnóstico precoce da espondilolistese e o tratamento conservador bem estruturado podem evitar a progressão para cirurgia na maioria dos casos, melhorando a qualidade de vida e reduzindo o absenteísmo laboral.

Atenção: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O código CID 43.1 (espondilolistese) requer avaliação individualizada. Não pratique autodiagnóstico nem automedicação; procure um médico ortopedista ou clínico geral para conduta adequada.

O que é o CID 43.1 na prática médica

Na prática clínica, o código CID 43.1 (M43.1) é utilizado para registrar o diagnóstico de espondilolistese, condição caracterizada pelo escorregamento de uma vértebra sobre a outra, geralmente na região lombar (L4-L5 ou L5-S1). Esse deslizamento pode ser anterior (anterolistese), posterior (retrolistese) ou lateral. A espondilolistese é classificada em graus I a V de acordo com a porcentagem de deslizamento, sendo o grau I (até 25%) o mais comum. Cerca de 80% dos casos são de grau leve e podem ser manejados com tratamento conservador. A condição é frequentemente associada à espondilólise (defeito na pars interarticularis), mas também pode ser degenerativa, traumática, patológica ou iatrogênica. O CID M43.1 abrange tanto as formas sintomáticas quanto as assintomáticas, sendo o quadro clínico determinante para a terapêutica.

Subcategorias e variantes do CID 43

O capítulo M43 do CID-10 engloba diversas dorsopatias deformantes. Além do M43.1 (espondilolistese), as subcategorias incluem:

  • M43.0 – Espondilólise: defeito na pars interarticularis sem deslizamento vertebral;
  • M43.1 – Espondilolistese: deslizamento vertebral, podendo ser ístmica, degenerativa ou traumática;
  • M43.2 – Outras instabilidades vertebrais (como instabilidade pós-cirúrgica);
  • M43.8 – Outras dorsopatias deformantes especificadas (ex: cifose postural);
  • M43.9 – Dorsopatia deformante não especificada.

O médico deve especificar a etiologia e o grau do deslizamento para definir o tratamento mais adequado, mas o código principal permanece M43.1.

Sintomas e como a doença se manifesta

A espondilolistese pode ser assintomática, especialmente em graus iniciais. Quando sintomática, os principais sinais e sintomas incluem:

  • Dor lombar crônica, localizada na região inferior da coluna, que piora com a extensão (inclinar para trás) e melhora com a flexão;
  • Irradiação da dor para nádegas, coxas e pernas (dor ciática), indicando compressão radicular;
  • Parestesias (formigamento, dormência) ou fraqueza muscular nos membros inferiores;
  • Alterações posturais: hiperlordose lombar, encurtamento do tronco;
  • Em casos graves, perda do controle esfincteriano (síndrome da cauda equina) – urgência médica.

Estima-se que 15 a 20% dos pacientes com espondilolistese de baixo grau desenvolvam sintomas incapacitantes ao longo da vida, sendo a dor lombar o sintoma mais prevalente. Veja também: CID M54 – Dorsalgia (dor nas costas) e CID G43 – Enxaqueca (dor de cabeça associada).

Causas e fatores de risco

A espondilolistese tem etiologia multifatorial. As principais causas e fatores de risco associados são:

  • Genética: predisposição familiar para defeitos na pars interarticularis;
  • Trauma: fraturas por estresse ou acidentes que lesionam o arco vertebral;
  • Degeneração: desgaste dos discos e articulações facetárias, comum em idosos (espondilolistese degenerativa);
  • Atividades de alto impacto: ginástica olímpica, futebol, levantamento de peso – esportes que exigem hiperextensão repetitiva;
  • Ocupação: trabalhadores que realizam esforço físico intenso com flexão e rotação do tronco;
  • Idade: pico de incidência na adolescência (espondilolistese ístmica) e após os 50 anos (degenerativa);
  • Sexo: ligeira predominância no sexo feminino (2:1) para formas degenerativas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da espondilolistese é clínico e imaginológico. O médico inicia com anamnese detalhada e exame físico, incluindo palpação, testes de mobilidade e neurológicos (força, sensibilidade, reflexos). Os exames complementares solicitados são:

  • Raio-X simples da coluna lombar em perfil e dinâmico (flexão/extensão): confirma o deslizamento e avalia instabilidade;
  • Ressonância magnética (RM): indicada quando há suspeita de compressão nervosa, estenose do canal ou para planejamento cirúrgico;
  • Tomografia computadorizada (TC): útil para detalhar defeitos ósseos na pars interarticularis;
  • Cintilografia óssea: pode identificar estresse ósseo em casos precoces.

O grau de deslizamento é classificado pelo método de Meyerding (I a V). A maioria dos diagnósticos é feita em nível ambulatorial, com o uso do CID M43.1 após confirmação por imagem.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da espondilolistese (CID M43.1) depende da gravidade dos sintomas, do grau de deslizamento e da estabilidade. As opções incluem:

  • Tratamento conservador (primeira linha): repouso relativo, fisioterapia (fortalecimento do core, alongamentos, estabilização segmentar), uso de colete lombar para atividades de esforço, analgésicos e anti-inflamatórios (paracetamol, ibuprofeno, dipirona), e relaxantes musculares (ciclobenzaprina) por curto período. Saiba mais sobre os medicamentos: Ibuprofeno, Dipirona, Paracetamol.
  • Infiltrações: corticoides epidurais ou bloqueios facetários podem aliviar a dor radicular;
  • Cirurgia: indicada quando há falha do tratamento conservador por 3-6 meses, déficit neurológico progressivo, instabilidade grave (grau III ou mais) ou síndrome da cauda equina. Os procedimentos incluem artrodese vertebral (fusão) com ou sem descompressão.

Até 80% dos pacientes com espondilolistese de baixo grau respondem ao tratamento conservador. A cirurgia é necessária em cerca de 15% dos casos, com sucesso funcional em 85-90% dos operados.

Quantos dias de atestado médico

O tempo de afastamento do trabalho por espondilolistese (CID M43.1) varia de acordo com a gravidade, a resposta ao tratamento e a atividade profissional. Em casos leves (grau I e II sem déficit neurológico), o atestado médico costuma ser de 7 a 14 dias, com possibilidade de prorrogação. Já nos casos moderados a graves, com necessidade de fisioterapia intensiva ou pós-operatório, o afastamento pode se estender de 30 a 90 dias. Profissionais que exercem atividades de alto esforço físico (construção civil, transporte de cargas) podem necessitar de readaptação por até 120 dias. O médico deve reavaliar periodicamente o paciente e ajustar o tempo de atestado conforme a evolução clínica.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento médico imediato se você ou alguém com diagnóstico de espondilolistese (CID M43.1) apresentar:

  • Perda súbita da força muscular nas pernas, dificuldade para andar ou ficar em pé;
  • Incontinência urinária ou fecal (síndrome da cauda equina);
  • Anestesia em sela (dormência na região genital, períneo e coxas internas);
  • Dor lombar intensa e incapacitante que não melhora com repouso ou medicação;
  • Piora progressiva dos sintomas neurológicos (formigamento, fraqueza) apesar do tratamento.

Esses sinais indicam compressão grave das raízes nervosas e requerem avaliação neurocirúrgica urgente.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da espondilolistese e suas complicações envolve medidas gerais e específicas:

  • Fortalecimento da musculatura abdominal e paravertebral (core): essencial para estabilidade da coluna;
  • Técnicas corretas de levantamento de peso: dobrar os joelhos, manter a coluna ereta;
  • Evitar hiperextensão repetitiva da coluna lombar (movimentos de inclinação para trás);
  • Manter peso corporal adequado para reduzir sobrecarga na coluna;
  • Praticar atividades físicas regulares de baixo impacto (natação, hidroginástica, pilates);
  • Pausas ativas no trabalho para alongamento da região lombar.

Pacientes com história familiar de espondilolistese devem realizar avaliação ortopédica preventiva, especialmente antes de iniciar esportes de alto impacto.

Dicas de Ouro

  1. 01. Sempre leve o laudo de imagem para a consulta médica – o CID M43.1 precisa de confirmação por raio-X ou ressonância.
  2. 02. Inicie a fisioterapia o mais breve possível; o fortalecimento do core reduz a progressão do deslizamento.
  3. 03. Use o colete lombar apenas durante atividades de esforço, nunca por mais de 4 horas seguidas, para evitar atrofia muscular.
  4. 04. Evite anti-inflamatórios por mais de 10 dias consecutivos sem orientação médica – risco de gastrite e lesão renal.
  5. 05. Não ignore formigamento ou fraqueza nas pernas – pode ser sinal de compressão nervosa que exige cirurgia.

Perguntas Frequentes sobre o CID 43

O CID 43 garante quantos dias de atestado?

O CID M43.1 (espondilolistese) pode garantir de 7 a 90 dias de atestado, dependendo da gravidade. Casos leves: 7 a 14 dias; casos moderados/graves: 30 a 90 dias; pós-operatório: 60 a 120 dias.

O CID 43 é grave?

Nem sempre. Cerca de 80% dos casos são leves (grau I ou II) e com tratamento conservador têm boa evolução. A gravidade é maior quando há compressão neurológica ou instabilidade avançada.

Espondilolistese tem cura?

Não há cura definitiva, pois o deslizamento vertebral é estrutural. No entanto, com tratamento adequado, a maioria dos pacientes fica assintomática e retorna às atividades normais.

CID M43.1 é aposentadoria por invalidez?

A espondilolistese pode levar à aposentadoria por invalidez apenas em casos refratários ao tratamento, com déficit neurológico permanente e impossibilidade de reabilitação profissional. É raro (menos de 5% dos casos).

Qual médico trata o CID M43.1?

O ortopedista especialista em coluna ou o neurocirurgião são os mais indicados. O clínico geral pode iniciar o tratamento conservador e encaminhar quando necessário.

O que piora a espondilolistese?

Atividades que exigem hiperextensão lombar (como ginástica olímpica, dança, levantamento de peso), obesidade, sedentarismo e postura inadequada no trabalho.

CID M43.1 pode ser de nascença?

Sim, a espondilolistese ístmica (congênita) é mais comum em adolescentes e jovens adultos, associada a defeito na pars interarticularis.

Preciso de cirurgia para CID M43.1?

Apenas 15% dos pacientes necessitam de cirurgia, indicada quando há falha do tratamento conservador por 3-6 meses, instabilidade grave ou sinais de compressão medular.

Espondilolistese tem relação com hérnia de disco?

Podem coexistir, mas são condições distintas. A espondilolistese é um deslizamento ósseo; a hérnia de disco é uma protrusão do conteúdo discal. Uma não causa a outra, mas podem agravar os sintomas juntas.

O CID M43.1 é usado em atestados de trabalho?

Sim, é o código oficial para registrar o diagnóstico de espondilolistese em atestados médicos, laudos periciais e guias de afastamento.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.