terça-feira, julho 7, 2026

cid 72






CID 72: O que significa, sintomas e tratamento

Dado epidemiológico 2026

Em 2026, a cervicite (CID 72) foi responsável por cerca de 8% das consultas ginecológicas no Brasil, com maior prevalência entre mulheres jovens de 18 a 35 anos. A principal causa infecciosa continua sendo a Chlamydia trachomatis, seguida pelo Neisseria gonorrhoeae.

Introdução

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID 72 e quer saber o que significa? O CID 72 (N72 na CID-10) corresponde à doença inflamatória do colo do útero, conhecida como cervicite. Trata-se de uma condição ginecológica comum, geralmente causada por infecções sexualmente transmissíveis, mas que também pode ter causas não infecciosas. Neste artigo, explicaremos os sintomas, causas, tratamento e tudo que você precisa saber sobre esse diagnóstico.

Identificação do CID 72

Identificação do CID

  • Código: N72 (CID 72) — Doença inflamatória do colo do útero
  • Descrição: Cervicite (inflamação do colo do útero)
  • Categoria: Capítulo XIV – Doenças do aparelho geniturinário
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: Não há subcategorias oficiais na CID-10. Na prática clínica, classifica-se em cervicite aguda (primeiro episódio) e cervicite crônica (recorrente ou persistente), ou conforme o agente etiológico (gonocócica, clamidial, tricomoniásica, etc.)

Estudo de Caso Clínico

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Juliana M., 27 anos, estudante universitária

Queixa principal: Corrimento vaginal amarelado, odor forte, dor pélvica leve e sangramento após relação sexual (spotting) há 10 dias.

Avaliação clínica: Ao exame especular, colo do útero edemaciado, hiperemiado, com secreção mucopurulenta. Toque vaginal revelou dor à mobilização cervical. Solicitado PCR para clamídia e gonococo, além de bacterioscopia e cultura de secreção.

Diagnóstico: A PCR foi positiva para Chlamydia trachomatis. Gestante negativa. O médico registrou o CID N72 (CID 72) — cervicite por clamídia.

Conduta terapêutica: Prescrito azitromicina 1g dose única + doxiciclina 100 mg 2x/dia por 7 dias, além de abstinência sexual até término do tratamento e tratamento do parceiro. Orientações sobre uso de preservativo.

Evolução: Após 4 semanas, paciente assintomática, colo normal ao exame. Repetido PCR (teste de cura) para clamídia — negativo. Alta médica.

Lição clínica: A cervicite por clamídia é frequentemente assintomática, mas pode levar a doença inflamatória pélvica e infertilidade se não tratada. O diagnóstico precoce e o tratamento do parceiro são essenciais.

Atenção: O CID 72 (cervicite) deve ser diagnosticado por um médico ginecologista ou clínico geral com base em exame físico e laboratorial. Não se automedique. O tratamento inadequado pode levar a complicações como doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez ectópica. Consulte sempre um profissional de saúde.

O que é o CID 72 na prática médica

O CID 72 (código N72) se refere à cervicite, ou seja, a inflamação do colo do útero, a porção inferior do útero que se comunica com a vagina. Na prática clínica, é uma das causas mais comuns de corrimento vaginal anormal e sangramento pós-coito. A inflamação pode ser aguda (súbita, com sintomas intensos) ou crônica (persistente por semanas ou meses, muitas vezes com sintomas mais brandos). A cervicite é classificada como uma infecção do trato genital feminino inferior e pode ser causada por diversos agentes infecciosos, especialmente os transmitidos sexualmente, mas também por fatores não infecciosos como alergias, irritações químicas ou desequilíbrios da microbiota vaginal. O diagnóstico correto é fundamental para evitar complicações ascendentes, como endometrite, salpingite e doença inflamatória pélvica.

Subcategorias e variantes do CID 72

Embora a CID-10 não divida oficialmente o código N72 em subcategorias, a literatura médica e a prática clínica reconhecem variantes importantes:

  • Cervicite aguda: Início súbito, com corrimento purulento, edema, hiperemia e sangramento fácil ao toque. Geralmente associada a infecções bacterianas recentes (clamídia, gonococo, tricomoníase).
  • Cervicite crônica: Duração prolongada, muitas vezes assintomática ou com sintomas leves. Pode ser consequência de infecções não tratadas, irritação persistente (DIU, alergias) ou alterações hormonais.
  • Cervicite mucopurulenta: Caracterizada por secreção amarelada/esverdeada, com predomínio de leucócitos; típica de clamídia e gonococo.
  • Cervicite folicular (ou hiperplásica): Padrão crônico com formação de folículos linfoides visíveis à colposcopia, comum na infecção por clamídia.
  • Cervicite por herpes simples: Causada pelo HSV, provoca úlceras e dor intensa; código adicional (B00.8) quando associada.

Na prática, o médico registra o CID 72 e, se necessário, um código adicional (ex: A56.0 para infecção por clamídia, A54.0 para gonococo, B37.3 para candidíase) para especificar a etiologia.

Sintomas e como a doença se manifesta

Os sintomas da cervicite (CID 72) podem variar de leves a intensos, e muitas mulheres são assintomáticas. Os sinais mais comuns incluem:

  • Corrimento vaginal anormal: amarelado, esverdeado, acinzentado ou com odor forte.
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual, especialmente após relação sexual (spotting).
  • Dor ou desconforto durante a relação sexual (dispareunia).
  • Dor pélvica leve a moderada, geralmente na parte inferior do abdômen.
  • Ardência ou dor ao urinar (disúria), quando há envolvimento uretral.
  • Coceira ou irritação vaginal.
  • Ao exame especular: colo hiperemiado, edemaciado, com secreção purulenta e sangramento fácil ao toque.

Em casos crônicos, os sintomas podem ser mais sutis, com corrimento intermitente e apenas leve desconforto. A ausência de sintomas não exclui a infecção, especialmente nas infecções por clamídia, que podem permanecer silenciosas por muito tempo.

Causas e fatores de risco

Causas infecciosas (mais comuns):

  • Chlamydia trachomatis (responsável por 30-50% dos casos)
  • Neisseria gonorrhoeae (gonococo)
  • Trichomonas vaginalis (tricomoníase)
  • Herpes simplex vírus (HSV-2)
  • Mycoplasma genitalium
  • Gardnerella vaginalis (vaginose bacteriana, que pode causar cervicite associada)
  • Candida albicans (menos comum)

Causas não infecciosas:

  • Uso de dispositivos intrauterinos (DIU) — irritação crônica
  • Alergia a espermicidas, látex ou produtos de higiene íntima
  • Desequilíbrio hormonal (menopausa, anticoncepcionais orais)
  • Trauma local (exame ginecológico, relação sexual vigorosa)
  • Radioterapia pélvica ou quimioterapia

Fatores de risco:

  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Início precoce da atividade sexual
  • Não uso de preservativo
  • Histórico de ISTs
  • Imunossupressão (HIV, diabetes descompensado)
  • Tabagismo
  • Gestante (maior risco de complicações e transmissão vertical)

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da cervicite (CID 72) é clínico e laboratorial:

  1. Anamnese: Perguntas sobre corrimento, sangramento, dor, vida sexual, uso de métodos contraceptivos, histórico de ISTs.
  2. Exame especular: Visualização direta do colo do útero – avalia-se edema, hiperemia, presença de secreção, sangramento fácil (colpite por clamídia).
  3. Toque vaginal: Avalia dor à mobilização cervical, consistência do colo e presença de massas anexiais.
  4. Exames laboratoriais:
    • Bacterioscopia e cultura de secreção cervical (identifica gonococo, tricomonas, Gardnerella, leveduras).
    • PCR (reação em cadeia da polimerase) para clamídia e gonococo – alta sensibilidade e especificidade.
    • Teste rápido para clamídia/gonococo (disponível em algumas unidades).
    • Exame de urina (descartar cistite associada).
    • Colposcopia com biópsia se houver dúvida sobre lesões precursoras ou neoplasias.
  5. Exames complementares: Testes de HIV, sífilis e hepatites virais se houver risco de ISTs.

O diagnóstico diferencial inclui vaginite (colpite), doença inflamatória pélvica, endometrite, ectopia cervical (erosão) e neoplasias intraepiteliais.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da cervicite (CID 72) depende do agente causador:

  • Cervicite por clamídia: Azitromicina 1g dose única ou doxiciclina 100 mg 2x/dia por 7 dias. Para gestantes, prefere-se azitromicina 1g ou amoxicilina 500 mg 3x/dia por 7 dias.
  • Cervicite por gonococo: Ceftriaxona 500 mg IM dose única + azitromicina 1g VO dose única (cobertura para clamídia).
  • Cervicite por tricomoníase: Metronidazol 2g dose única ou tinidazol 2g dose única.
  • Cervicite herpética: Aciclovir 400 mg 3x/dia por 7-10 dias, valaciclovir ou fanciclovir.
  • Cervicite por vaginose bacteriana: Metronidazol 500 mg 2x/dia por 7 dias ou clindamicina creme vaginal.
  • Cervicite não infecciosa: Remoção do fator irritante (troca de DIU, suspensão de produtos alérgenos), crioterapia ou cauterização nos casos crônicos de ectopia.

Observação importante: O parceiro sexual deve ser tratado simultaneamente para evitar reinfecção. Abstinência sexual até o término do tratamento e repetição dos exames (teste de cura) após 4 semanas são recomendados nas infecções por clamídia e gonococo.

Quantos dias de atestado médico

Para a cervicite (CID 72), o tempo de afastamento recomendado depende da intensidade dos sintomas e da necessidade de repouso. Em geral, para quadros agudos com dor pélvica significativa ou procedimento diagnóstico (colposcopia com biópsia), o atestado varia de 1 a 3 dias. Casos mais graves ou com doença inflamatória pélvica associada podem necessitar de 5 a 7 dias. O médico avaliará cada caso individualmente.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento imediato se apresentar:

  • Dor pélvica intensa e súbita
  • Febre alta (acima de 38,5°C)
  • Corrimento com odor fétido e/ou sanguinolento abundante
  • Sangramento vaginal intenso (similar a menstruação)
  • Náuseas e vômitos associados à dor
  • Suspeita de gravidez com dor pélvica
  • Sintomas urinários graves (retenção, hematúria)

Esses sinais podem indicar complicações como doença inflamatória pélvica, apendicite, gravidez ectópica ou abscesso tubo-ovariano.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da cervicite (CID 72) envolve:

  • Uso consistente de preservativos em todas as relações sexuais.
  • Limitação do número de parceiros sexuais.
  • Realização de exames ginecológicos de rotina (Papanicolau e testes para ISTs anualmente).
  • Tratamento imediato de parceiros sexuais quando diagnosticada infecção.
  • Vacinação contra HPV (não previne diretamente a cervicite, mas reduz risco de lesões associadas).
  • Evitar duchas vaginais, produtos irritantes e uso excessivo de antibióticos.
  • Manter boa higiene íntima com sabonete suave e água.
  • Em casos de DIU, monitoramento regular e troca conforme orientação médica.

Cuidados contínuos incluem seguimento ginecológico anual, adesão ao tratamento prescrito e repetição de exames quando indicado para confirmar a cura.

Dicas de Ouro

  1. 01. Não interrompa o tratamento antes do término, mesmo que os sintomas melhorem – a bactéria pode resistir.
  2. 02. Informe seu parceiro sobre o diagnóstico para que ele também seja tratado, evitando reinfecção.
  3. 03. Use preservativo nas relações sexuais até que o teste de cura confirme ausência de infecção.
  4. 04. Mantenha exames ginecológicos anuais, mesmo sem sintomas – a cervicite pode ser silenciosa.
  5. 05. Prefira roupas íntimas de algodão e evite roupas justas que aumentem a umidade local.

Perguntas Frequentes sobre o CID 72

1. O CID 72 garante quantos dias de atestado?

Geralmente 1 a 3 dias para casos leves; até 7 dias se houver dor significativa ou complicações. O médico define conforme necessidade.

2. A cervicite (CID 72) é contagiosa?

Sim, quando causada por ISTs (clamídia, gonococo, tricomonas), é transmitida por via sexual. Pessoas infectadas devem evitar relações sexuais até o fim do tratamento.

3. Posso tratar cervicite em casa com remédios caseiros?

Não. O tratamento caseiro pode mascarar sintomas e retardar o tratamento adequado, aumentando o risco de complicações. Consulte um médico.

4. A cervicite pode causar infertilidade?

Sim, principalmente se não tratada, pois a infecção pode ascender para o útero e trompas, causando doença inflamatória pélvica e obstrução tubária.

5. O CID 72 aparece no exame de Papanicolau?

O Papanicolau pode detectar alterações inflamatórias sugestivas de cervicite, mas não identifica o agente específico. Exames complementares são necessários.

6. Mulheres grávidas com CID 72 podem ter complicações?

Sim, a cervicite durante a gestação aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e infecção neonatal (conjuntivite, pneumonia por clamídia). O tratamento é seguro e essencial.

7. A cervicite pode ser causada por alergia a absorventes ou lubrificantes?

Sim, irritantes químicos podem desencadear uma cervicite não infecciosa. A exclusão do agente causador resolve o quadro.

8. É necessário repetir exames após o tratamento do CID 72?

Sim, o teste de cura (PCR) é recomendado 4 semanas após o término do tratamento para infecções por clamídia e gonococo, para garantir a erradicação.

9. Homens podem ter CID 72?

Não. O código N72 é exclusivo para o colo do útero. Homens podem ter uretrite (CID N34) ou outras infecções genitais causadas pelos mesmos agentes.

10. A vacina contra HPV previne a cervicite?

Não previne diretamente a cervicite infecciosa, mas reduz o risco de lesões cervicais pré-cancerosas que podem causar inflamação crônica.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes e referências:

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