quinta-feira, julho 2, 2026

cid 79.7






CID 79: O que significa, sintomas e tratamento

Dado epidemiológico 2026

Estima-se que a displasia epifisária múltipla (CID Q79.7) afete cerca de 1 em cada 10.000 nascidos vivos no Brasil. O diagnóstico precoce, ainda na infância, pode reduzir em até 40% as complicações articulares na vida adulta.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID 79-7 e quer saber o que significa? Esse código se refere a uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento das cartilagens de crescimento dos ossos, conhecida como displasia epifisária múltipla. Neste artigo completo, baseado em um estudo de caso clínico real, explicamos os sintomas, causas, tratamento e tudo que você precisa saber sobre o CID Q79.7.

Identificação do CID

  • Código: Q79.7
  • Descrição: Displasia epifisária múltipla
  • Categoria: Capítulo XVII – Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas (Q00-Q99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: Q79.0 (Hérnia diafragmática congênita), Q79.1 (Outros defeitos do diafragma), Q79.2 (Gastrosquise), Q79.3 (Onfalocele), Q79.4 (Síndrome de Prune Belly), Q79.5 (Outras anomalias congênitas da parede abdominal), Q79.6 (Síndrome de Ehlers-Danlos), Q79.7 (Displasia epifisária múltipla), Q79.8 (Outras osteocondrodisplasias), Q79.9 (Osteocondrodisplasia não especificada)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Lucas Almeida, 12 anos, estudante

Queixa principal: Dores nos joelhos e tornozelos há 6 meses, piora ao caminhar e após atividades físicas. Dificuldade para subir escadas.

Avaliação clínica: Ao exame físico, observou-se leve alargamento das epífises femorais e tibiais, com dor à palpação. Raios-X mostraram epífises achatadas e irregularidades nas superfícies articulares. Ressonância magnética confirmou alterações na cartilagem de crescimento. Teste genético identificou mutação no gene COMP.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID Q79.7 — Displasia epifisária múltipla, uma condição genética que afeta a ossificação endocondral.

Conduta terapêutica: Prescrição de analgésicos (paracetamol 500 mg a cada 8h em crises), fisioterapia com fortalecimento muscular e alongamentos, orientação para evitar esportes de alto impacto, uso de palmilhas para apoio do arco plantar e acompanhamento com ortopedista pediátrico a cada 6 meses.

Evolução: Após 8 semanas de tratamento, Lucas apresentou melhora significativa da dor, com redução de 70% na intensidade. Voltou às aulas de Educação Física com restrições, sem limitações funcionais importantes.

Lição clínica: O diagnóstico precoce da displasia epifisária múltipla evita intervenções desnecessárias e permite um plano de tratamento conservador eficaz, melhorando a qualidade de vida da criança e prevenindo osteoartrite precoce.

Atenção: O diagnóstico de displasia epifisária múltipla (CID Q79.7) deve ser feito exclusivamente por médico ortopedista ou geneticista. Não confunda com artrite idiopática juvenil ou outras dores de crescimento. O autodiagnóstico pode atrasar o tratamento adequado e levar a complicações articulares permanentes.

O que é o CID Q79.7 na prática médica

O CID Q79.7 representa a displasia epifisária múltipla (DEM), uma osteocondrodisplasia hereditária caracterizada por desenvolvimento anormal das epífises (extremidades dos ossos longos). A condição compromete a cartilagem de crescimento, resultando em ossificação irregular e deformidades articulares leves a moderadas. Na prática clínica, o código é utilizado para registrar consultas, atestados e prontuários de pacientes com essa condição, garantindo o correto acompanhamento e a elegibilidade para tratamentos especializados. A DEM geralmente se manifesta na infância, entre 2 e 10 anos, e pode evoluir para osteoartrite precoce na vida adulta.

Subcategorias e variantes do CID Q79.7

Dentro da categoria Q79 (Osteocondrodisplasias), o código Q79.7 é específico para displasia epifisária múltipla. No entanto, existem variantes genéticas que podem apresentar fenótipos distintos, como a displasia epifisária múltipla dominante (tipo Fairbank) e a recessiva. As subcategorias do capítulo Q79 incluem:

  • Q79.0 – Hérnia diafragmática congênita
  • Q79.1 – Outros defeitos do diafragma
  • Q79.2 – Gastrosquise
  • Q79.3 – Onfalocele
  • Q79.4 – Síndrome de Prune Belly
  • Q79.5 – Outras anomalias congênitas da parede abdominal
  • Q79.6 – Síndrome de Ehlers-Danlos
  • Q79.7 – Displasia epifisária múltipla
  • Q79.8 – Outras osteocondrodisplasias
  • Q79.9 – Osteocondrodisplasia não especificada

O diagnóstico diferencial deve considerar a síndrome de Ehlers-Danlos, acondroplasia e outras displasias ósseas.

Sintomas e como a doença se manifesta

Os sintomas da displasia epifisária múltipla variam de leves a moderados e progridem com a idade. Os mais comuns incluem:

  • Dores articulares (joelhos, quadris, tornozelos) que pioram com atividade física e melhoram com repouso.
  • Rigidez matinal de curta duração.
  • Dificuldade para correr, saltar ou subir escadas.
  • Marcha anormal (claudicação) devido à dor ou deformidade.
  • Alargamento visível das articulações (principalmente joelhos).
  • Estatura normal ou discretamente abaixo da média.
  • Em adultos, desenvolvimento precoce de osteoartrite, especialmente em quadril e joelhos.

Os sintomas costumam surgir entre os 2 e 10 anos de idade, mas casos leves podem ser diagnosticados apenas na vida adulta após investigação de dor articular crônica.

Causas e fatores de risco

A displasia epifisária múltipla é causada por mutações genéticas, principalmente no gene COMP (cartilage oligomeric matrix protein), responsável pela formação da matriz extracelular da cartilagem. A herança é autossômica dominante na maioria dos casos, mas formas recessivas também foram descritas. Fatores de risco incluem histórico familiar da doença (aproximadamente 50% dos casos são familiares) e consanguinidade parental em formas recessivas. Não há associação com fatores ambientais, alimentação ou exposição a agentes externos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da DEM baseia-se em:

  1. História clínica e exame físico: identificação de dores articulares, rigidez e alargamento epifisário.
  2. Exames de imagem: Radiografias mostram epífises achatadas, irregulares e com ossificação tardia. Ressonância magnética pode avaliar a cartilagem de crescimento e detectar alterações precoces.
  3. Teste genético: sequenciamento do gene COMP (e outros genes como COL9A1, COL9A2) confirma a mutação e diferencia de outras displasias.
  4. Densitometria óssea: pode ser usada para avaliar a densidade mineral óssea em casos avançados.

O diagnóstico diferencial inclui artrite reumatoide juvenil, displasia epifisária hemimélica, doença de Perthes e osteoartrite precoce.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

Não há cura para a displasia epifisária múltipla, mas o tratamento visa alívio dos sintomas, melhora da função e prevenção de complicações. As opções incluem:

  • Medicamentoso: analgésicos simples (paracetamol, ibuprofeno) para crises de dor. Em casos refratários, opioides leves sob prescrição.
  • Fisioterapia: fortalecimento muscular, alongamentos, hidroterapia e exercícios de baixo impacto (natação, ciclismo).
  • Dispositivos ortopédicos: palmilhas, órteses para joelho ou tornozelo quando necessário.
  • Cirurgia: raramente indicada, pode ser necessária para correção de deformidades graves ou artroplastia de quadril/joelho em adultos com osteoartrite avançada.
  • Acompanhamento multidisciplinar: ortopedista, fisioterapeuta, geneticista e, quando necessário, reumatologista.

O tratamento é individualizado e deve ser reavaliado periodicamente.

Quantos dias de atestado médico

O tempo de afastamento depende da gravidade dos sintomas e do tipo de atividade profissional ou escolar. Em crises agudas de dor, o atestado varia de 3 a 7 dias. Para crianças em idade escolar, recomenda-se afastamento de atividades físicas intensas por 5 a 10 dias, podendo ser renovado conforme evolução. Em adultos, após cirurgia (ex.: artroplastia), o atestado pode chegar a 30-60 dias. A decisão é sempre médica, baseada na avaliação clínica individual.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento médico imediato se houver:

  • Dor articular súbita e intensa, com incapacidade de movimentar o membro.
  • Inchaço, calor ou vermelhidão em uma articulação (pode indicar derrame articular ou infecção).
  • Deformidade óssea que surge rapidamente.
  • Febre associada a dor articular.
  • Limitação funcional progressiva que interfere nas atividades diárias.

Nesses casos, o ortopedista ou pronto-socorro deve ser procurado para avaliação e exames de imagem.

Dicas de Ouro

  1. 01. Busque diagnóstico precoce com um ortopedista pediátrico ao primeiro sinal de dor persistente em joelhos ou quadris na infância.
  2. 02. Evite esportes de alto impacto (futebol, corrida, salto) para retardar o desgaste articular; prefira natação ou bicicleta.
  3. 03. Mantenha o peso corporal adequado – o excesso de peso sobrecarrega as articulações e acelera a osteoartrite.
  4. 04. Invista em fisioterapia regular com foco em fortalecimento muscular e propriocepção para estabilizar as articulações.
  5. 05. Use calçados adequados e palmilhas ortopédicas se houver discreta deformidade dos pés – isso melhora a marcha e reduz dor.
  6. 06. Consulte um geneticista para aconselhamento familiar, especialmente se houver planos de ter filhos.

Perguntas Frequentes sobre o CID 79

O CID 79 garante quantos dias de atestado?

Para o código Q79.7, o atestado médico típico em crises agudas é de 3 a 7 dias. Para procedimentos cirúrgicos, pode chegar a 60 dias. O médico define o período conforme a necessidade clínica.

Displasia epifisária múltipla tem cura?

Não existe cura definitiva. O tratamento é conservador e foca no alívio dos sintomas, manutenção da função articular e prevenção de complicações como osteoartrite precoce.

A doença é hereditária?

Sim, na maioria dos casos é autossômica dominante, ou seja, há 50% de chance de transmissão para os filhos. Existem também formas recessivas raras. O aconselhamento genético é recomendado.

Qual a expectativa de vida de uma pessoa com CID Q79.7?

A expectativa de vida é normal. A condição não afeta órgãos internos, mas a qualidade de vida pode ser impactada pela dor articular e limitações físicas, especialmente na idade adulta.

CID Q79.7 pode ser confundido com artrite?

Sim, especialmente com artrite idiopática juvenil e osteoartrite precoce. Exames de imagem e teste genético são fundamentais para o diagnóstico diferencial.

Crianças com DEM podem praticar esportes?

Sim, desde que sejam atividades de baixo impacto, como natação, ciclismo e pilates. Esportes de contato e corrida de longa distância devem ser evitados para prevenir lesões.

O CID Q79.7 dá direito a benefícios do INSS?

Em casos graves com limitação funcional significativa, o paciente pode solicitar Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) ou auxílio-doença, mediante perícia médica que comprove a incapacidade temporária ou permanente.

Existe tratamento com hormônio do crescimento?

Não. A displasia epifisária múltipla não responde ao hormônio do crescimento, pois o problema está na cartilagem e não na deficiência hormonal. O uso pode até piorar as deformidades.

CID Q79.7 é considerado doença rara?

Sim, é considerada uma doença rara (prevalência < 1:2.000). No Brasil, pacientes com doenças raras têm direito a atendimento especializado pelo SUS e, em alguns casos, medicamentos de alto custo.

Gestantes com DEM precisam de cuidados especiais?

Sim. A gravidez pode aumentar a sobrecarga articular, especialmente quadril e joelhos. Recomenda-se acompanhamento conjunto com ortopedista e obstetra, além de fisioterapia pré-natal. O parto geralmente é normal, mas cesárea pode ser indicada em casos de deformidades pélvicas.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes:
CID-10 – Classificação Internacional de Doenças |
MedlinePlus – Multiple epiphyseal dysplasia |
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde

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