quinta-feira, julho 2, 2026

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CID 80: O que significa, sintomas e tratamento

Dado epidemiológico 2026

No Brasil, estima-se que 1 em cada 1.000 adultos seja diagnosticado anualmente com tromboflebite superficial (CID I80). Em 2025, o número de internações por trombose venosa profunda relacionada aumentou 12% em relação a 2020, segundo o DATASUS.

CID 80: O que significa, sintomas e tratamento

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID 80 e quer saber o que significa? Na prática clínica, o “CID 80” é uma abreviação popular para o código I80 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), que se refere às flebites e tromboflebites – inflamações das veias acompanhadas ou não de formação de coágulos. Este artigo explica os sintomas, causas, tratamento e tudo que você precisa saber sobre essa condição vascular comum, mas que exige atenção médica.

Identificação do CID

  • Código: I80
  • Descrição: Flebite e tromboflebite (inflamação da parede venosa com formação de trombo)
  • Categoria: Capítulo IX – Doenças do aparelho circulatório
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: I80.0 (veias superficiais dos membros inferiores), I80.1 (veia femoral), I80.2 (outras veias profundas dos MMII), I80.3 (MMII não especificada), I80.8 (outras localizações), I80.9 (localização não especificada)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: João S., 47 anos, motorista de aplicativo, sem comorbidades prévias, tabagista (20 cigarros/dia).

Queixa principal: “Minha perna direita está dolorida, vermelha e quente há três dias, e sinto um ‘caroço’ na panturrilha.”

Avaliação clínica: Ao exame, observou-se eritema, calor local e cordão venoso palpável na face medial da panturrilha direita, sem edema significativo. O sinal de Homans foi negativo. Solicitaram-se D-dímero (elevado: 1200 ng/mL) e ultrassom Doppler venoso, que confirmou tromboflebite superficial em veia safena parva, sem extensão para o sistema profundo.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o medico registrou o CID I80.0 — Flebite e tromboflebite de veias superficiais dos membros inferiores.

Conduta terapêutica: Repouso relativo com elevação da perna, aplicação de compressas mornas, uso de anti-inflamatório não esteroidal (ibuprofeno 600 mg 8/8h por 7 dias) e encaminhamento para angiologia. Prescrição de meia elástica de compressão gradual (20-30 mmHg) e orientação para deambular curtas distâncias a cada 2 horas.

Evolução: Após 5 dias, o paciente relatou redução significativa da dor e do rubor. O cordão venoso tornou-se indolor. O D-dímero normalizou em 14 dias. João retornou ao trabalho após 7 dias de atestado, com uso contínuo da meia elástica por mais 30 dias.

Lição clínica: A tromboflebite superficial em pacientes com fatores de risco (tabagismo, imobilidade) pode evoluir para trombose venosa profunda se não tratada. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado evitam complicações graves como embolia pulmonar.

Atenção: Este artigo é informativo e não substitui a consulta médica. O código CID I80 pode representar desde uma condição superficial benigna até uma trombose venosa profunda potencialmente fatal. Nunca se automedique ou ignore sintomas como dor persistente na perna, inchaço ou falta de ar. Procure atendimento médico imediato.

O que é o CID 80 na prática médica

O código CID 80 (I80) designa um grupo de doenças caracterizadas por inflamação da parede venosa (flebite) associada à formação de trombo (coágulo) – a tromboflebite. Na prática clínica, é um diagnóstico comum em pronto-atendimentos e consultas de clínica médica. A condição pode afetar veias superficiais (mais frequente e de menor gravidade) ou veias profundas (trombose venosa profunda – TVP), que requer urgência médica. O CID I80 é subdividido conforme a localização anatômica e o tipo de veia envolvida, permitindo ao médico registrar com precisão o quadro clínico.

Subcategorias e variantes do CID I80

O CID-10 organiza o código I80 em seis subcategorias principais:

  • I80.0 – Flebite e tromboflebite de veias superficiais dos membros inferiores: a forma mais comum, geralmente associada a varizes, trauma ou imobilidade.
  • I80.1 – Flebite e tromboflebite da veia femoral: envolve a veia femoral, podendo se estender para a veia ilíaca; risco elevado de embolia pulmonar.
  • I80.2 – Flebite e tromboflebite de outras veias profundas dos membros inferiores: inclui veias poplítea, tibial anterior/posterior e fibular.
  • I80.3 – Flebite e tromboflebite dos membros inferiores não especificada: usado quando não se define superficial ou profunda.
  • I80.8 – Flebite e tromboflebite de outras localizações: veias dos membros superiores, pescoço, tórax ou abdome (ex.: tromboflebite de veia jugular por cateter).
  • I80.9 – Flebite e tromboflebite de localização não especificada: quando o local exato não é determinado.

Essa subclassificação é essencial para definir a conduta terapêutica e o prognóstico.

Sintomas e como a doença se manifesta

Os sintomas variam conforme a profundidade e localização da veia afetada. Na tromboflebite superficial, os sinais clássicos são:

  • Dor localizada ao longo do trajeto venoso
  • Vermelhidão (eritema) e calor na pele sobre a veia
  • Endurecimento palpável (“corda”) – o trombo superficial
  • Inchaço leve no membro, geralmente restrito à área afetada
  • Desconforto ao movimentar o membro ou ao usar calçados apertados

Na trombose venosa profunda, os sintomas são mais intensos e incluem:

  • Edema (inchaço) importante de toda a perna ou coxa
  • Dor profunda, tipo “cãibra” ou “peso”
  • Pele mais brilhante e esticada
  • Sinal de Homans (dor na panturrilha ao dorsiflexionar o pé)
  • Febre baixa (até 38°C) em alguns casos

É fundamental reconhecer esses sinais precocemente, pois a TVP pode evoluir para embolia pulmonar.

Causas e fatores de risco

A tromboflebite resulta da tríade de Virchow: lesão endotelial, estase venosa e hipercoagulabilidade. Os principais fatores de risco incluem:

  • Imobilidade prolongada: viagens longas, repouso no leito, paralisia
  • Varizes: veias dilatadas favorecem o acúmulo de sangue e a inflamação
  • Cirurgias ortopédicas ou pélvicas: principalmente prótese de quadril/joelho
  • Trauma direto na veia: picadas de inseto, punções venosas, cateteres
  • Gravidez e puerpério: aumento da pressão venosa e alterações hormonais
  • Uso de anticoncepcionais orais ou terapia de reposição hormonal
  • Tabagismo: lesa o endotélio e aumenta a viscosidade sanguínea
  • Obesidade: sobrecarga venosa nos membros inferiores
  • Doenças hereditárias da coagulação: fator V de Leiden, mutação da protrombina
  • Câncer: especialmente tumores de pâncreas, pulmão e hematológicos

A identificação dos fatores de risco é crucial para prevenir recorrências e orientar a profilaxia.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da tromboflebite é clínico, complementado por exames de imagem. O médico realiza a anamnese e o exame físico, palpa o trajeto venoso e avalia sinais de TVP. Os exames solicitados são:

  • D-dímero: teste de exclusão para TVP. Normal descarta trombo com alta probabilidade; elevado exige ultrassom.
  • Ultrassom Doppler venoso: padrão-ouro para confirmar trombose, identificar localização, extensão e se superficial ou profunda.
  • Pletismografia a ar: método não invasivo usado em casos duvidosos.
  • Angiotomografia ou ressonância: reservadas para suspeita de trombose em veias centrais (ilíacas, cava).
  • Exames laboratoriais: hemograma, coagulograma, pesquisa de trombofilia (se recidivante ou em jovens sem causa aparente).

O diagnóstico correto é fundamental, pois a abordagem da tromboflebite superficial difere da TVP.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento depende da gravidade e localização. Para tromboflebite superficial:

  • Repouso relativo com elevação do membro
  • Compressas frias ou mornas (as primeiras 48h frias, depois mornas para reduzir inflamação)
  • Anti-inflamatórios não esteroidais (ibuprofeno, diclofenaco) por 7–10 dias
  • Meia elástica de compressão (20–30 mmHg) assim que possível
  • Heparina de baixo peso molecular (HBPM) em dose profilática se houver extensão ou alto risco

Para trombose venosa profunda:

  • Anticoagulação plena: HBPM (enoxaparina 1 mg/kg 12/12h) ou fondaparinux, seguida de anticoagulante oral (rivaroxabana, apixabana ou varfarina)
  • Repouso com elevação por 2–3 dias, depois deambulação precoce com meia elástica
  • Analgesia com paracetamol ou dipirona (evitar AINEs se anticoagulado)
  • Tratamento de fatores de risco modificáveis (tabagismo, obesidade)
  • Em casos de TVP maciça com ameaça de gangrena: trombólise ou trombectomia cirúrgica

A duração da anticoagulação é de no mínimo 3 a 6 meses, podendo ser prolongada em trombofilias ou recidivas.

Quantos dias de atestado médico

O tempo de afastamento do trabalho varia conforme a gravidade e a profissão do paciente. Para tromboflebite superficial de membro inferior, o atestado costuma ser de 3 a 7 dias, podendo ser estendido para 10 dias se houver grande extensão ou sintomas intensos. Para trombose venosa profunda, o afastamento recomendado é de 7 a 21 dias, dependendo da resposta ao tratamento e da necessidade de repouso inicial. Pacientes que exercem atividades que exigem longas horas em pé ou imobilidade (motoristas, cirurgiões) podem precisar de até 30 dias. O médico avaliará cada caso individualmente, levando em conta a evolução clínica e o risco de recidiva.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de emergência se apresentar:

  • Inchaço súbito e intenso de uma perna ou braço
  • Dor forte e persistente na panturrilha ou coxa
  • Pele azulada ou arroxeada no membro
  • Falta de ar, dor torácica, tosse com sangue – sinais de embolia pulmonar
  • Febre alta (acima de 38,5°C) associada
  • Sinais de infecção local (pus, secreção, erisipela)
  • Histórico recente de cirurgia, imobilização ou trauma

Não espere os sintomas piorarem. A embolia pulmonar é uma emergência que pode ser fatal em minutos.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da tromboflebite envolve medidas simples e eficazes:

  • Evitar imobilidade prolongada: levante-se a cada 1–2 horas em viagens ou trabalhos sentados
  • Praticar exercícios físicos regulares (caminhada, natação, ciclismo)
  • Manter peso corporal adequado
  • Hidratar-se bem (2–2,5 litros de água/dia)
  • Usar meias elásticas de compressão gradual se tiver varizes ou histórico de trombose
  • Parar de fumar
  • Em cirurgias de alto risco, usar profilaxia medicamentosa (HBPM) conforme orientação médica
  • Controlar doenças crônicas (diabetes, hipertensão, dislipidemia)

Pacientes com trombofilia hereditária devem manter acompanhamento com hematologista e usar anticoagulação profilática em situações de risco.

Complicações possíveis

As principais complicações da tromboflebite são:

  • Embolia pulmonar: quando um trombo profundo se desprende e obstrui artérias pulmonares – pode causar morte súbita.
  • Insuficiência venosa crônica: após TVP, a destruição das válvulas venosas leva a edema, hiperpigmentação, lipodermatosclerose e úlceras de perna (síndrome pós-trombótica).
  • Recorrência da trombose: sem tratamento adequado ou em trombofilias.
  • Tromboflebite séptica: infecção do trombo, com risco de sepse – requer antibióticos e drenagem.
  • Síndrome da veia cava superior: em trombose de veias do pescoço/tórax (raro).

O diagnóstico precoce e o tratamento correto reduzem drasticamente essas complicações.

Prognóstico e acompanhamento

O prognóstico da tromboflebite superficial é excelente, com resolução completa em 2 a 3 semanas na maioria dos casos. Já a TVP exige acompanhamento por pelo menos 6 meses, com exames de imagem seriados para avaliar a recanalização e o risco de síndrome pós-trombótica. Pacientes que mantêm anticoagulação adequada têm altas taxas de recuperação sem sequelas. O retorno ao trabalho deve ser gradual, evitando esforços físicos intensos nas primeiras semanas. A reabilitação com fisioterapia vascular pode ser benéfica para recuperar a função muscular da panturrilha e melhorar o retorno venoso.

Sua saúde em foco: a importância do tratamento precoce

A tromboflebite não é apenas uma “inflamação de veia” – ela pode ser a porta de entrada para complicações graves e evitáveis. Conhecer o significado do CID I80 e seus subtipos ajuda você a entender seu diagnóstico e a colaborar com o tratamento. Lembre-se: o autocuidado, a adesão às orientações médicas e o acompanhamento regular são as melhores ferramentas para preservar sua saúde vascular. Se você tem fatores de risco, converse com seu médico sobre medidas preventivas personalizadas.

Dicas de Ouro

  1. 01. Ao primeiro sinal de dor, vermelhidão ou “caroço” na perna, eleve o membro e aplique compressa fria; depois procure um médico para avaliação.
  2. 02. Nunca massageie ou faça compressão forte sobre uma veia dolorida – isso pode deslocar o coágulo e provocar embolia pulmonar.
  3. 03. Se você viaja de avião ou carro por mais de 4 horas, levante-se a cada hora e faça exercícios de flexão dos pés (bombeamento) para ativar a circulação.
  4. 04. Use meias de compressão adequadas ao seu tamanho e grau de compressão – oriente-se com um angiologista ou cirurgião vascular.
  5. 05. Mantenha-se hidratado: a desidratação aumenta a viscosidade do sangue e o risco de trombose.
  6. 06. Após o tratamento, faça acompanhamento com ultrassom Doppler para confirmar a recanalização da veia e afastar trombose residual.
  7. 07. Informe sempre seu médico sobre qualquer histórico pessoal ou familiar de trombose antes de cirurgias ou uso de anticoncepcionais.

Perguntas Frequentes sobre o CID 80

O CID 80 garante quantos dias de atestado?

O número de dias varia conforme a gravidade: para tromboflebite superficial (I80.0), o atestado costuma ser de 3 a 7 dias; para trombose venosa profunda (I80.1, I80.2), de 7 a 21 dias, podendo chegar a 30 dias em casos extensos ou com complicações.

CID 80 tem cura? O tratamento é definitivo?

Sim, a tromboflebite tem cura com tratamento adequado. Na forma superficial, a inflamação e o coágulo desaparecem em algumas semanas. Na forma profunda, a anticoagulação dissolve o trombo e o corpo recanaliza a veia. No entanto, o paciente fica com risco aumentado de recorrência, especialmente se os fatores de risco não forem controlados.

Qual a diferença entre CID I80 e CID I83?

O CID I80 refere-se à flebite/tromboflebite (inflamação + trombo). O CID I83 designa varizes (veias dilatadas) sem inflamação aguda. As varizes são fator de risco para tromboflebite superficial, mas são condições distintas.

Posso tomar anticoagulante sem receita médica?

Não. Anticoagulantes como rivaroxabana, warfarina e enoxaparina exigem prescrição médica e monitoramento rigoroso. O uso inadequado pode causar sangramentos graves. Nunca se automedique.

CID 80 pode causar morte?

Indiretamente, sim. A principal complicação fatal é a embolia pulmonar, que ocorre quando um coágulo da trombose venosa profunda se desloca para os pulmões. Por isso o diagnóstico e o tratamento precoces são essenciais.

Existe teste genético para predisposição à tromboflebite?

Sim, a pesquisa de trombofilia hereditária (fator V de Leiden, mutação G20210A da protrombina, deficiência de proteína C/S, etc.) é indicada em pacientes com trombose recorrente, idade jovem ou história familiar forte. O teste é solicitado por hematologista.

Gravidez aumenta o risco de CID I80?

Sim, a gestação eleva o risco de trombose em 5 a 6 vezes devido a alterações hormonais, compressão venosa pelo útero e aumento da coagulabilidade. Mulheres grávidas com sintomas devem ser avaliadas com urgência.

É seguro voar de avião após um episódio de tromboflebite?

Recomenda-se esperar ao menos 2 semanas após o término dos sintomas agudos e com anticoagulação adequada (se indicada). O uso de meia elástica e a deambulação frequente durante o voo são obrigatórios. Consulte seu médico antes de viajar.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Links de referência:
CID-10 I80 – cid10.com.br
MedlinePlus – Tromboflebite (inglês/espanhol)
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)

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