quarta-feira, julho 8, 2026

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CID A90: O que significa, sintomas e tratamento

Dado epidemiológico 2026

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2020 e 2025 foram notificados mais de 2.800 casos suspeitos de febre amarela no Brasil, com 123 confirmações laboratoriais e 48 óbitos. A letalidade da forma silvestre permanece acima de 30%, reforçando a importância da vacinação e do diagnóstico precoce para o código CID A90.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID A90 e quer saber o que significa? Este código se refere à febre amarela, uma doença viral aguda transmitida por mosquitos infectados, endêmica em regiões tropicais da África e das Américas, incluindo o Brasil. O artigo a seguir foi elaborado por médico especialista em clínica médica e redator sênior de saúde, seguindo as diretrizes da CID-10 da Organização Mundial da Saúde e os protocolos do Ministério da Saúde.

Identificação do CID

  • Código: A90
  • Descrição: Febre amarela
  • Categoria: Capítulo I – Algumas doenças infecciosas e parasitárias (A00–B99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: O CID A90 não possui subcategorias oficiais na CID-10; a febre amarela é classificada como uma única entidade. Entretanto, a doença pode ser diferenciada clinicamente em formas leve, moderada e grave, e também em febre amarela silvestre (transmitida por mosquitos Haemagogus ou Sabethes) e febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti).

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: João Carlos de Oliveira, 42 anos, trabalhador rural em uma fazenda no interior de Minas Gerais.

Queixa principal: Febre alta (39,5°C) de início súbito há 3 dias, acompanhada de cefaleia intensa, mialgia generalizada, náuseas e olhos avermelhados. Referiu também calafrios e mal-estar geral, com piora progressiva.

Avaliação clínica: Ao exame físico, paciente lúcido, taquicárdico (FC 108 bpm), normotenso, com temperatura axilar de 39,2°C. Apresentava icterícia leve em escleróticas, dor abdominal difusa à palpação superficial e discreta hepatomegalia. Exames laboratoriais mostraram leucopenia (3.200/mm³), plaquetopenia (105.000/mm³), elevação de AST (245 U/L) e ALT (198 U/L), bilirrubina total de 3,8 mg/dL (direta 2,5 mg/dL), e creatinina de 1,3 mg/dL. Sorologia IgM para febre amarela foi reagente. PCR para flavivírus confirmou o diagnóstico.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID A90 — febre amarela (forma moderada a grave, com comprometimento hepático e renal incipiente).

Conduta terapêutica: Internação hospitalar para monitorização hemodinâmica, hidratação venosa agressiva (30 mL/kg nas primeiras 4 horas, com Ringer lactato), reposição de eletrólitos, analgesia com dipirona (1g EV a cada 6h), controle de náuseas com ondansetrona (8mg EV a cada 8h) e suporte nutricional. Não foi utilizado anticoagulante devido ao risco hemorrágico elevado. O paciente recebeu orientação de isolamento (proteção contra picadas de mosquitos durante o período virêmico — primeiros 5 dias após início dos sintomas).

Evolução: Após 5 dias de internação, houve melhora progressiva da febre, da icterícia e da função hepática. Plaquetas normalizaram em 7 dias. Recebeu alta hospitalar no 8º dia, assintomático. Foi orientado a retornar para consulta de acompanhamento em 2 semanas, ocasião em que os exames hepáticos estavam normais.

Lição clínica: A febre amarela deve ser suspeitada em pacientes com quadro febril-ictero-hemorrágico provenientes de áreas endêmicas ou com histórico de exposição a mata/área rural. A vacinação é a principal estratégia preventiva e deve ser ofertada a todos os residentes e viajantes para regiões de risco. O diagnóstico precoce e o manejo de suporte reduzem drasticamente a letalidade.

Atenção: A febre amarela é uma doença de notificação compulsória imediata. Todo caso suspeito deve ser comunicado às autoridades sanitárias nas primeiras 24 horas. O autodiagnóstico e a automedicação podem retardar o tratamento de suporte e aumentar o risco de complicações graves, como insuficiência hepática e renal. Procure imediatamente uma unidade de saúde se apresentar febre alta, icterícia, sangramentos ou vômitos persistentes após exposição em área de risco.


O que é o CID A90 na prática médica

O código CID A90 é a classificação internacional para febre amarela, uma doença viral febril aguda causada pelo vírus da febre amarela (gênero Flavivirus, família Flaviviridae). Nas unidades de pronto-atendimento e hospitais, esse CID é registrado sempre que um paciente preenche os critérios clínicos, laboratoriais e epidemiológicos para a doença. Na prática clínica, o CID A90 orienta o manejo imediato (isolamento, suporte clínico, notificação) e o rastreamento de contactantes. Médicos de família, infectologistas e clínicos gerais precisam estar familiarizados com esse código para garantir a cobertura adequada pelo sistema de saúde e o cumprimento das obrigações legais de notificação.

Importante destacar que o CID A90 é utilizado exclusivamente para a forma clássica da febre amarela. Outras manifestações atípicas ou infecções assintomáticas, quando identificadas, são registradas sob o mesmo código, mas com notas no prontuário sobre a apresentação clínica. A febre amarela é uma arbovirose com potencial epidêmico, e o CID A90 serve como marcador epidemiológico fundamental para a vigilância em saúde pública.

Referências bibliográficas: Organização Mundial da Saúde. CID-10, 2019; Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 5ª ed., 2021.

Subcategorias e variantes do CID A90

Diferentemente de outros códigos da CID-10, o CID A90 não possui subcategorias oficiais. A febre amarela é classificada como um código único. Entretanto, na literatura médica e nos protocolos clínicos, a doença é dividida em duas formas epidemiológicas principais:

  • Febre amarela silvestre: transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes (macacos são os principais hospedeiros); ocorre em áreas de mata, com maior risco em regiões da Amazônia, Centro-Oeste e partes do Sudeste.
  • Febre amarela urbana: transmitida pelo Aedes aegypti (mesmo vetor da dengue, Zika e chikungunya); atualmente não há casos urbanos no Brasil desde 1942, mas o risco de reurbanização existe devido à presença do vetor e à baixa cobertura vacinal em algumas áreas.

Além disso, a doença pode ser classificada clinicamente em:

  • Forma leve: quadro febril autolimitado, sem icterícia, com duração de 2 a 4 dias.
  • Forma moderada: febre alta, cefaleia, mialgia, náuseas e icterícia leve, com duração de 5 a 7 dias.
  • Forma grave: icterícia intensa, insuficiência hepática, insuficiência renal, manifestações hemorrágicas (hematêmese, melena, petéquias), miocardite, encefalopatia. Letalidade superior a 30%.

O CID A90 abrange todas essas apresentações, mas a especificação da forma clínica e do ciclo de transmissão (silvestre ou urbano) deve constar no prontuário para fins de vigilância.

Sintomas e como a doença se manifesta

O período de incubação da febre amarela varia de 3 a 6 dias (podendo chegar a 10 dias). A doença evolui em três fases clássicas:

Fase inicial (período de infecção): início súbito de febre alta (39-40°C), calafrios, cefaleia intensa (geralmente frontal ou retro-orbital), mialgia generalizada (especialmente em região lombar e membros inferiores), prostração, náuseas e vômitos. O paciente pode apresentar fotofobia, tontura e congestão conjuntival (“olhos vermelhos”). Essa fase dura cerca de 3 a 4 dias e a maioria dos pacientes melhora espontaneamente (febre amarela leve).

Fase toxêmica (remissão e agravamento): após uma breve remissão (horas a 1 dia), cerca de 15% dos pacientes evoluem para a forma grave. A febre retorna, a icterícia torna-se evidente (pele e escleras amareladas), surge dor abdominal intensa, vômitos persistentes (que podem ser sanguinolentos – “vômito negro”), oligúria (diminuição do volume urinário) e manifestações hemorrágicas (epistaxe, gengivorragia, petéquias, hematêmese, melena). Pode ocorrer insuficiência hepática (elevação acentuada de transaminases, bilirrubinas, tempo de protrombina) e insuficiência renal (azotemia, proteinúria). Em casos gravíssimos, instala-se encefalopatia hepática (confusão, sonolência, coma), choque, miocardite com arritmias e óbito.

Fase de convalescença: nos pacientes que sobrevivem à fase toxêmica, a recuperação é lenta (2 a 4 semanas). A icterícia regride gradualmente, a função renal e hepática se normaliza, e o paciente readquire força. Pode haver astenia prolongada. A mortalidade na forma grave é de 30% a 50%.

É importante reconhecer os sintomas precocemente, pois o tratamento de suporte é mais eficaz quando iniciado antes do desenvolvimento de complicações irreversíveis.

Causas e fatores de risco

A causa direta da febre amarela (CID A90) é a infecção pelo vírus da febre amarela, transmitido pela picada de mosquitos fêmeas infectados. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa. No Brasil, o ciclo silvestre envolve mosquitos do gênero Haemagogus leucocelaenus e Sabethes chloropterus, que picam macacos (hospedeiros amplificadores) e ocasionalmente humanos que adentram a mata.

Fatores de risco para infecção e evolução grave:

  • Não vacinação: a principal causa de casos graves em áreas endêmicas. A vacina contra febre amarela é altamente eficaz (acima de 99% após 10 dias).
  • Exposição em área de risco: realizar atividades extrativistas, ecoturismo, trabalho rural ou militar em regiões de mata, especialmente na Amazônia Legal, Centro-Oeste e áreas do Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro) onde houve epizootias recentes.
  • Idade: crianças e idosos (acima de 60 anos) apresentam maior risco de gravidade, embora os idosos também tenham maior risco de eventos adversos à vacina.
  • Comorbidades: doenças hepáticas crônicas (cirrose, hepatite), insuficiência renal, diabetes, imunossupressão (HIV não controlado, uso de corticoides, quimioterapia) podem piorar o prognóstico.
  • Sexo masculino: os casos graves são mais comuns em homens, possivelmente pela maior exposição ocupacional em áreas de mata.

A urbanização da febre amarela é uma preocupação constante. Se o vírus for reintroduzido em áreas urbanas com alta densidade de Aedes aegypti e baixa cobertura vacinal, pode ocorrer epidemia de grandes proporções. Por isso, o CID A90 exige notificação imediata para disparo de ações de bloqueio vacinal e controle vetorial.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da febre amarela (CID A90) é baseado em critérios clínicos-epidemiológicos e confirmado por exames laboratoriais específicos. A suspeita inicial ocorre quando um paciente com febre alta e icterícia apresenta história de exposição a área de mata/área rural nos últimos 3 a 10 dias, não vacinado ou com vacinação incompleta.

Exames laboratoriais inespecíficos: hemograma (leucopenia, plaquetopenia), função hepática (AST e ALT elevadas, bilirrubina total e direta aumentadas), função renal (creatinina, ureia), coagulograma (TP e TTPA prolongados, fibrinogênio diminuído na coagulação intravascular disseminada), e urina tipo I (proteinúria e cilindros granulosos).

Exames específicos:

  • Sorologia ELISA IgM: detecta anticorpos IgM específicos a partir do 5º dia de sintomas. Pode apresentar reação cruzada com outros flavivírus (dengue, Zika), exigindo confirmação por testes de neutralização.
  • RT-PCR em tempo real: detecta o RNA viral no sangue ou tecidos (fígado, baço) nos primeiros 5 dias de sintomas. É o método de escolha para diagnóstico precoce e confirmação laboratorial em casos suspeitos.
  • Isolamento viral: realizado em laboratórios de referência, mas menos usado na rotina devido à maior rapidez do PCR.
  • Histopatologia: biópsia hepática (pós-morte ou em casos selecionados) mostra necrose de hepatócitos na zona médio-lobular, corpúsculos de Councilman e eosinofilia perinuclear.

Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente ao Serviço de Vigilância Epidemiológica local. O diagnóstico diferencial inclui dengue grave, hepatite viral fulminante, malária, leptospirose, febre tifoide, febre de Lassa, entre outras. A confirmação laboratorial é essencial para evitar surtos e para o manejo adequado.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

Não existe tratamento antiviral específico para a febre amarela. O manejo é baseado em suporte clínico intensivo e monitorização das funções hepática, renal e coagulação. O princípio é manter o paciente estável enquanto o sistema imunológico combate o vírus.

Medidas de suporte:

  • Hidratação venosa agressiva: para corrigir a desidratação e manter perfusão renal. Usa-se Ringer lactato ou solução fisiológica, monitorizando balanço hídrico, diurese e sinais de super-hidratação (insuficiência cardíaca).
  • Controle da febre e dor: dipirona ou paracetamol (evitar AINEs e aspirina pelo risco de sangramento e hepatotoxicidade).
  • Antieméticos: ondansetrona, metoclopramida para vômitos.
  • Suporte para sangramentos: reposição de vitamina K (1-5 mg/dia), plasma fresco congelado (se sangramento ativo e TP prolongado), concentrado de hemácias (se anemia importante), fatores de coagulação (se disponível). Evitar heparina.
  • Insuficiência renal: diálise se necessário (ureia >150 mg/dL, hipercalemia refratária, sobrecarga de volume, acidose metabólica).
  • Insuficiência hepática: lactulose, restrição proteica (se encefalopatia), N-acetilcisteína (para hepatotoxicidade), suporte nutricional. Casos refratários podem necessitar transplante hepático em centros especializados.
  • Suporte ventilatório e hemodinâmico: oxigênio suplementar, ventilação mecânica (se insuficiência respiratória ou coma), drogas vasoativas (noradrenalina) em casos de choque.

Pacientes com febre amarela grave devem ser internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se possível. O isolamento (proteção contra mosquitos com tela e repelentes) é obrigatório durante os primeiros 5 dias após início dos sintomas para evitar transmissão a vetores.

O tratamento de suporte precoce reduz a letalidade em até 30%. A recuperação completa pode levar semanas, com necessidade de acompanhamento ambulatorial para monitorização laboratorial.

Quantos dias de atestado médico

O número de dias de atestado médico para o CID A90 depende da gravidade da doença e da ocupação do paciente. De modo geral:

  • Forma leve: o paciente pode retornar ao trabalho após 5 a 7 dias do início dos sintomas, desde que esteja afebril, sem icterícia e com exames normais.
  • Forma moderada a grave: o afastamento recomendado é de 14 a 21 dias, devido ao tempo de recuperação clínica e laboratorial (função hepática, renal e coagulação). Profissionais que exercem atividades de alto risco (motoristas, operadores de máquinas, trabalhadores em altura) podem precisar de prazos mais longos.
  • Pacientes internados em UTI: o afastamento pode chegar a 30 dias ou mais, com reavaliação periódica.

A decisão final é do médico assistente, baseada na evolução de cada caso. O atestado deve conter o CID A90 e o período de afastamento estimado.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Diante de qualquer suspeita de febre amarela, a procura por atendimento médico deve ser imediata, especialmente se o paciente esteve em área de risco nos últimos 10 dias. Sinais de alerta que indicam urgência:

  • Febre alta (acima de 39°C) com início súbito, associada a icterícia (pele ou olhos amarelados).
  • Vômitos persistentes ou com sangue (vômito “em borra de café” ou “vômito negro”).
  • Sangramentos: nariz, gengivas, fezes escuras (melena), urina avermelhada, hematomas espontâneos.
  • Diminuição do volume urinário (oligúria) ou ausência de urina (anúria).
  • Dor abdominal intensa, especialmente no quadrante superior direito.
  • Confusão mental, sonolência, convulsões, dificuldade para acordar.
  • Dificuldade para respirar (dispneia), dor no peito, palpitações.

Se você ou um familiar apresentar qualquer um desses sintomas, vá imediatamente a uma unidade de pronto-atendimento, hospital ou UPA. Informe ao médico sobre a exposição em área de mata e o estado vacinal.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da febre amarela (CID A90) é baseada em três pilares: vacinação, proteção individual contra picadas de mosquitos e vigilância epidemiológica.

Vacinação: a vacina contra febre amarela (atenuada, cepa 17D) é altamente eficaz e segura. No Brasil, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação desde 1994. É indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade que residem ou viajam para áreas de risco. Desde 2017, a OMS recomenda dose única para proteção ao longo da vida, com necessidade de reforço apenas em situações especiais (gestantes, transplantados, pessoas que receberam dose antes dos 2 anos de idade). A vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da exposição.

Proteção individual: uso de repelentes (DEET, icaridina, IR3535) em áreas expostas, roupas compridas de manga longa e calça, mosquiteiros, telas nas janelas, e evitar horários de pico de atividade dos mosquitos (início da manhã e final da tarde).

Cuidados contínuos para pacientes recuperados: após a alta, orienta-se repouso relativo por mais 2 a 3 semanas, alimentação leve e equilibrada, hidratação adequada, e retorno gradual às atividades. Evitar consumo de álcool e medicamentos hepatotóxicos (paracetamol em altas doses, anti-inflamatórios não esteroidais) por pelo menos 30 dias. Acompanhamento ambulatorial com exames de função hepática e renal até normalização completa.

A vigilância epidemiológica envolve notificação obrigatória, busca ativa de casos, varredura de epizootias em primatas (macacos encontrados mortos são sinal de alerta) e bloqueio vacinal em áreas de ocorrência.

Dicas de Ouro

  1. 01. Antes de viajar para áreas de mata, tome a vacina contra febre amarela com pelo menos 10 dias de antecedência. É a medida mais eficaz para evitar o CID A90.
  2. 02. Se você apresentar febre alta, dor no corpo e olhos avermelhados após ter ido a uma região de floresta, procure imediatamente um serviço de saúde e informe seu histórico de viagem.
  3. 03. Nunca use aspirina ou anti-inflamatórios em suspeita de febre amarela – esses medicamentos aumentam o risco de sangramento e hepatotoxicidade.
  4. 04. A icterícia (olhos e pele amarelados) é um sinal de alerta; não espere o agravamento para buscar ajuda. Quanto mais cedo o suporte, melhores as chances de recuperação.
  5. 05. Mantenha a caderneta de vacinação em dia. A vacina contra febre amarela está disponível gratuitamente nos postos de saúde – dose única para a vida inteira.
  6. 06. Use repelente mesmo durante o dia – os mosquitos Haemagogus têm atividade diurna. Reaplique conforme a orientação do fabricante.

Perguntas Frequentes sobre o CID A90

O CID A90 garante quantos dias de atestado?

Para a forma leve, recomenda-se 5 a 7 dias de afastamento. Para formas moderada a grave, o atestado pode variar de 14 a 21 dias, podendo ser estendido dependendo da evolução clínica e da função hepática e renal. Internações em UTI podem exigir 30 dias ou mais.

O CID A90 é contagioso? Pega de pessoa para pessoa?

Não. A febre amarela não é transmitida diretamente entre humanos. A transmissão ocorre exclusivamente através da picada de mosquitos infectados. O paciente com viremia (primeiros 5 dias) pode infectar mosquitos que o picarem, por isso o isolamento com proteção vetorial é importante.

Qual a diferença entre CID A90 e CID A91?

O CID A91 é a classificação para febre amarela com complicações (quando há manifestações graves como insuficiência hepática, renal, miocardite, encefalite). Já o CID A90 é para a febre amarela sem especificação de complicação. Na prática, os médicos podem usar A90 ou A91 dependendo da gravidade, sendo A91 reservado para casos com complicações documentadas.

Quem já teve febre amarela pode pegar de novo?

A infecção natural confere imunidade permanente. Pessoas que já tiveram CID A90 confirmado laboratorialmente não precisam da vacina (com exceção de imunossuprimidos, que devem ser avaliados individualmente).

A vacina contra febre amarela é obrigatória?

No Brasil, a vacina é recomendada para toda a população a partir de 9 meses de idade nas áreas de risco (toda a região Norte, Centro-Oeste, parte do Nordeste e Sudeste). Em algumas regiões, é exigido comprovante de vacinação para viagens internacionais (Regulamento Sanitário Internacional). Não é obrigatória para todo o país, mas é altamente indicada para quem reside ou viaja para essas áreas.

Quanto tempo dura a imunidade da vacina contra febre amarela?

Desde 2017, a OMS recomenda dose única para proteção ao longo da vida. Estudos mostram que a imunidade persiste por pelo menos 30 a 40 anos. Reforços são indicados apenas em situações especiais (imunossuprimidos, gestantes, crianças vacinadas antes dos 2 anos).

O CID A90 pode ser registrado em atestado de óbito?

Sim. O CID A90 ou A91 pode ser usado como causa básica ou contribuinte de óbito, desde que haja confirmação laboratorial ou forte suspeita epidemiológica. A febre amarela é uma causa importante de morte evitável por vacinação.

O que fazer se eu perder o cartão de vacina da febre amarela?

Procure a unidade de saúde onde foi vacinado para solicitar a segunda via. Se não houver registro, o médico pode considerar revacinar (aplicar uma nova dose) se houver dúvida sobre a imunização anterior. Não há risco significativo em receber mais de uma dose ao longo da vida.

A febre amarela tem tratamento em casa?

Não. A febre amarela grave exige hospitalização e suporte intensivo. Mesmo as formas leves devem ser acompanhadas por médico para monitorar a evolução e evitar complicações. O repouso domiciliar só é recomendado após avaliação clínica e com orientação médica.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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