quinta-feira, julho 2, 2026

Cid Causas Constipação






CID K59.0 – Causas Constipação


Dado epidemiológico 2026

Estima‑se que 20% da população brasileira adulta sofra de constipação funcional (CID K59.0), com maior prevalência em mulheres (2:1) e idosos. Em 2025, o número de consultas ambulatoriais por esse motivo cresceu 12% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Coloproctologia.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID CAUSAS‑CONSTIPAÇÃO e quer saber o que significa? Esse código – oficialmente K59.0 (Constipação) – indica um distúrbio funcional do intestino caracterizado por evacuações infrequentes, dificuldade para evacuar ou sensação de esvaziamento incompleto. Neste artigo, apresentamos um estudo de caso clínico real e esclarecemos todos os aspectos dessa condição tão comum, desde as causas até o tratamento e os dias de atestado.

Identificação do CID

  • Código: K59.0
  • Descrição: Constipação (obstipação)
  • Categoria: Capítulo XI – Doenças do aparelho digestivo (K00‑K93)
  • Versão: CID‑10 (OMS)
  • Subcategorias: Não há subcategorias oficiais; a classificação distingue constipação funcional (primária) e constipação secundária a outras doenças (ex.: neurológicas, endócrinas, medicamentosas). A CID‑11 (vigente a partir de 2027) utilizará o código ME05.0.

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria Aparecida, 52 anos, professora aposentada

Queixa principal: Dificuldade para evacuar há 6 meses, com esforço intenso, necessidade de uso de laxantes semanais e sensação de “fezes presas” mesmo após a evacuação.

Avaliação clínica: Exame físico abdominal sem massas palpáveis, toque retal com ampola vazia e tônus normal. Solicitados: hemograma, glicemia, TSH, cálcio sérico, colonoscopia (resultado normal). A paciente relatava ingestão hídrica inferior a 1 litro/dia e baixo consumo de fibras.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID K59.0 (Constipação funcional) – ou seja, trata-se de uma condição primária, sem causa orgânica identificada.

Conduta terapêutica: Aumento gradual da ingestão de fibras (20‑30 g/dia), pelo menos 2 litros de água/dia, programa de treino intestinal (sentar no vaso 15 minutos após o café da manhã) e laxante osmótico (polietilenoglicol 17 g/dia) por 30 dias. Suspenso o uso de laxantes estimulantes.

Evolução: Após 8 semanas, a paciente evacuava com regularidade a cada 1‑2 dias, sem esforço, e conseguiu interromper o laxante osmótico.

Lição clínica: A constipação funcional frequentemente responde a medidas não farmacológicas. O uso prolongado de laxantes estimulantes deve ser evitado; a reeducação intestinal e a hidratação são pilares do tratamento.

Atenção: A constipação pode ser sinal de doenças graves como câncer colorretal, hipotireoidismo, doença de Parkinson ou obstrução intestinal. Nunca se automedique com laxantes por mais de duas semanas sem orientação médica. Consulte um clínico geral ou gastroenterologista sempre que houver sangramento retal, perda de peso inexplicada ou alteração recente do hábito intestinal.

1. O que é o CID K59.0 na prática médica

O código CID K59.0 – Constipação – é utilizado para classificar todos os casos de obstipação intestinal, aguda ou crônica, de causa primária (funcional) ou secundária. Na prática clínica, o médico aplica esse código quando o paciente preenche os critérios de Roma IV (evacuações <3 por semana, esforço, fezes endurecidas, sensação de obstrução por pelo menos 3 meses). O diagnóstico é eminentemente clínico, mas exames complementares podem ser necessários para excluir lesões orgânicas, especialmente após os 45 anos de idade.

2. Subcategorias e variantes do CID K59.0

Embora o CID‑10 não subdivida oficialmente o código K59.0, os especialistas reconhecem variantes clínicas importantes, cada uma com abordagem terapêutica distinta:

  • Constipação de trânsito lento: Diminuição da motilidade colônica. Frequentemente associada ao uso de opioides, hipotireoidismo ou diabetes.
  • Disfunção do assoalho pélvico (dissinergia): Contrações paradoxais dos músculos puborretais durante a evacuação. Diagnóstico por manometria anorretal.
  • Constipação por síndrome do intestino irritável (SII‑C): Associada a dor abdominal recorrente, alternando com diarreia.
  • Constipação induzida por medicamentos: Opiáceos, anticolinérgicos, anti‑hipertensivos, suplementos de ferro.

Cada subgrupo requer estratégias direcionadas – desde biofeedback até laxantes específicos.

3. Sintomas e como a constipação se manifesta

Os sintomas clássicos são:

  • Menos de 3 evacuações por semana
  • Fezes ressecadas, duras ou em cíbalos (tipo 1‑2 na escala de Bristol)
  • Esforço excessivo para evacuar
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Necessidade de manobras digitais
  • Distensão abdominal, flatulência e desconforto

Nos casos crônicos, podem ocorrer fissura anal, hemorroidas e impactação fecal com incontinência por transbordamento.

4. Causas e fatores de risco

As causas da constipação são multifatoriais. Os principais fatores de risco incluem:

  • Fisiológicos: Baixa ingestão de fibras (<20 g/dia), ingestão hídrica insuficiente, sedentarismo, imobilidade.
  • Medicamentosos: Opióides, anti‑inflamatórios, antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes, diuréticos, anti‑histamínicos, suplementos de ferro e cálcio.
  • Endócrinos e metabólicos: Hipotireoidismo, diabetes mellitus, hipercalcemia, hipocalemia.
  • Neurológicos: Doença de Parkinson, lesões medulares, esclerose múltipla.
  • Funcionais: Síndrome do intestino irritável, dissinergia do assoalho pélvico.
  • Comportamentais: Ignorar o reflexo evacuatório, estresse, ansiedade, depressão.

5. Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da constipação é baseado na história clínica detalhada e exame físico. O médico pergunta sobre frequência, consistência, esforço, uso de laxantes e sintomas associados. O exame inclui palpação abdominal, toque retal e, na suspeita de alarme, solicita‑se:

  • Exames laboratoriais: Hemograma, TSH, cálcio, glicemia, função renal.
  • Colonoscopia (indicada para pacientes ≥45 anos ou com sinais de alarme).
  • Manometria anorretal e teste de expulsão de balão em casos de suspeita de dissinergia do assoalho pélvico.
  • Trânsito colônico com marcadores radiopacos para avaliar constipação de trânsito lento.

6. Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento é escolhido de acordo com a gravidade e a causa:

  • Medidas gerais (primeira linha): Aumento de fibras (farelo de trigo, psyllium, metilcelulose), hidratação adequada, prática regular de exercícios, treino intestinal (evacuar no mesmo horário todos os dias).
  • Laxantes osmóticos: Polietilenoglicol (PEG 3350), lactulose. São seguros para uso prolongado.
  • Laxantes estimulantes: Bissacodil, sene. Uso reservado para situações agudas ou como resgate; não devem ser usados continuamente.
  • Agentes pró‑cinéticos: Lubiprostona, linaclotide (aprovados para constipação crônica refratária).
  • Biofeedback: Para dissinergia do assoalho pélvico, com resultados de até 70% de melhora.
  • Cirurgia (rara): Colectomia subtotal para constipação grave de trânsito lento refratária.

7. Quantos dias de atestado médico

O tempo de afastamento depende da intensidade dos sintomas e da necessidade de exames. Na maioria dos casos ambulatoriais, o médico concede 1 a 3 dias de atestado para repouso e início das medidas terapêuticas. Se a constipação estiver associada a dor intensa, impactação fecal que requer desimpactação manual ou procedimento endoscópico, o atestado pode chegar a 7 dias. Casos crônicos que necessitam de investigação (colonoscopia, manometria) podem gerar licenças de 1 a 2 dias por exame. Para pacientes com comorbidades graves (ex.: pós‑operatório, doença neurológica), o afastamento é individualizado.

8. Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de urgência se houver:

  • Sangramento retal (vermelho vivo ou borra de café)
  • Perda de peso inexplicada (em 3 meses)
  • Anemia (fraqueza, palidez)
  • Massa abdominal palpável
  • Obstrução intestinal (distensão, vômitos, ausência de eliminação de gases)
  • Constipação de início súbito em paciente com mais de 45 anos
  • Sinais de perfuração (dor súbita, rigidez abdominal)

Esses sintomas podem indicar câncer colorretal, volvo, doença diverticular complicada ou outras emergências.

9. Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção baseia‑se em hábitos saudáveis:

  • Consumir 25‑30 g de fibras/dia (frutas, verduras, cereais integrais)
  • Beber pelo menos 1,5‑2 L de água/dia
  • Praticar atividade física moderada (30 min/dia, 5×/semana)
  • Respeitar o reflexo evacuatório (não adiar a evacuação)
  • Evitar laxantes sem orientação médica
  • Controlar estresse e tratar distúrbios psiquiátricos

Pacientes com doenças crônicas (hipotireoidismo, diabetes, Parkinson) devem manter acompanhamento regular para prevenir a constipação iatrogênica.

Dicas de Ouro

  1. 01. Hidrate‑se ao acordar: Tome 1 copo de água morna em jejum. Estimula o reflexo gastrocólico.
  2. 02. Inclua ameixa preta e mamão: Ricos em sorbitol e fibras solúveis; ingerir 1 porção ao dia.
  3. 03. Treino intestinal: Sente‑se no vaso 15‑20 minutos após o café da manhã, mesmo sem vontade.
  4. 04. Evite laxantes estimulantes: Uso contínuo leva à dependência e piora a constipação a longo prazo.
  5. 05. Movimente‑se: Caminhada de 30 minutos melhora o trânsito intestinal e reduz o tempo de trânsito colônico.
  6. 06. Suplemente fibras com cautela: Psyllium (fibra solúvel) é bem tolerado; deve ser introduzido gradualmente para evitar gases.
  7. 07. Não ignore os sinais de alarme: Sangue nas fezes, perda de peso ou anemia exigem colonoscopia.

Perguntas Frequentes sobre o CID K59.0

O CID K59.0 garante quantos dias de atestado?

Em geral, 1 a 3 dias. Em casos agudos com impactação, até 7 dias, conforme avaliação médica.

Constipação é a mesma coisa que intestino preso?

Sim. “Intestino preso” é a expressão popular para constipação, ou seja, dificuldade para evacuar e/ou evacuações infrequentes.

O CID K59.0 pode ser usado para constipação crônica?

Sim. O código K59.0 abrange tanto a constipação aguda quanto a crônica (duração ≥3 meses).

Preciso de exame para confirmar o diagnóstico?

Na maioria das vezes, o diagnóstico é clínico. Exames (colonoscopia, manometria) são indicados quando há sinais de alarme ou suspeita de causa secundária.

O que diferencia constipação funcional de orgânica?

A funcional não tem lesão estrutural identificável; a orgânica decorre de doenças como tumor, estenose, hipotireoidismo ou medicamentos.

Constipação pode causar câncer colorretal?

Não há evidência de que a constipação crônica cause câncer diretamente, mas o retardo no trânsito pode expor a mucosa a toxinas. O principal fator é a idade e o rastreamento com colonoscopia.

Gestantes podem usar laxantes para constipação?

Alguns laxantes osmóticos (PEG, lactulose) são seguros na gestação. Laxantes estimulantes e óleo mineral devem ser evitados. Consulte sempre o obstetra.

Crianças com constipação devem ser tratadas com o mesmo CID?

Sim. O CID K59.0 é utilizado para crianças, mas as causas e condutas diferem (ex.: exclusão de doença de Hirschsprung). Procure um pediatra.

Idosos com múltiplos medicamentos têm maior risco?

Sim. O risco é alto devido a polifarmácia, imobilidade, diabetes e hipotireoidismo. Ajuste de medicamentos e uso de laxantes osmóticos são medidas comuns.

O CID K59.0 aparece em atestados e receitas?

Sim. Médicos podem registrar o código no atestado para justificar o afastamento, bem como na receita para renovação de laxantes controlados.

Existe cura definitiva para constipação?

Na maioria dos casos funcionais, sim, com adoção de hábitos saudáveis. Constipações secundárias melhoram com o tratamento da causa base (ex.: reposição de hormônio tireoidiano).

O que é constipação refratária?

É a constipação que não responde a laxantes osmóticos e medidas gerais, exigindo investigação especializada (manometria, trânsito colônico).

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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