quarta-feira, julho 8, 2026

CID Código CID Câncer de Pele: Entenda a Classificação de Doenças


Dado epidemiológico 2026

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, com mais de 180 mil novos casos estimados por ano (INCA 2026). O código CID C44 abrange a maioria desses tumores (carcinomas basocelulares e espinocelulares), enquanto o CID C43 (melanoma) representa cerca de 3% dos casos, mas é o mais letal.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID CODIGO CANCER DE PELE ENTENDA A CLASSIFICACAO DE DOENCAS e quer saber o que significa? Este artigo explica detalhadamente o que é o CID C44 (câncer de pele não melanoma) e o CID C43 (melanoma maligno), as subcategorias, sintomas, tratamento, dias de atestado e muito mais, sempre com base na CID-10 da OMS e nos protocolos do Ministério da Saúde.

Identificação do CID

  • Código: C44 (outras neoplasias malignas da pele) e C43 (melanoma maligno da pele)
  • Descrição: Neoplasia maligna da pele – carcinomas basocelular, espinocelular e melanoma
  • Categoria: Capítulo II – Neoplasias (C00-D48)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: C44.0 (lábio), C44.1 (pálpebra), C44.2 (orelha), C44.3 (outras partes da face), C44.4 (couro cabeludo e pescoço), C44.5 (tronco), C44.6 (membro superior), C44.7 (membro inferior), C44.8 (lesão sobreposta), C44.9 (pele não especificada). Para melanoma: C43.0 a C43.9 conforme localização.
Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Sra. Maria Aparecida, 62 anos, aposentada, natural de Fortaleza, trabalhadora rural por 30 anos sem proteção solar adequada.

Queixa principal: Lesão na face (região nasal) que não cicatriza há 6 meses, com sangramento ocasional e crosta persistente.

Avaliação clínica: Ao exame, nódulo perolado de 1,5 cm com telangiectasias na asa nasal direita. Dermatoscopia sugestiva de carcinoma basocelular. Foi realizada biópsia incisional.

Diagnóstico: A análise histopatológica confirmou carcinoma basocelular nodular. O médico registrou o CID C44.3 (neoplasia maligna da pele – outras partes da face).

Conduta terapêutica: Exérese cirúrgica com margem de segurança de 4 mm sob anestesia local. Curativo oclusivo e orientações de proteção solar. Prescrita dipirona para dor conforme necessidade.

Evolução: Retirada dos pontos após 7 dias, sem complicações. Cicatrização satisfatória. Encaminhamento para seguimento dermatológico semestral.

Lição clínica: Lesões de pele que não cicatrizam em 4 semanas devem ser avaliadas por dermatologista. A exposição solar crônica é o principal fator de risco para câncer de pele não melanoma.

Atenção: Este artigo não substitui consulta médica. O diagnóstico de câncer de pele exige exame clínico e biópsia. Não se automedique nem ignore lesões suspeitas. Procure um dermatologista ou clínico geral imediatamente.

O que é o CID C44 na prática médica

O código CID C44 é utilizado pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para designar as neoplasias malignas da pele que não são melanomas. Na prática clínica, esse código abrange dois tipos principais: o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC), também chamado de carcinoma de células escamosas. O CID C43, por sua vez, é reservado ao melanoma maligno, um tumor mais agressivo originado dos melanócitos.

A utilização correta desses códigos é essencial para o registro de diagnósticos, emissão de atestados, solicitação de exames e autorizações de procedimentos junto a planos de saúde e ao SUS. O CID permite a padronização mundial dos dados de morbidade e mortalidade, facilitando estudos epidemiológicos e a alocação de recursos em saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil, com alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente.

Subcategorias e variantes do CID C44

O CID C44 é subdividido de acordo com a localização anatômica da lesão. As principais subcategorias são:

  • C44.0 – Lábio: neoplasias malignas da pele do lábio (excluindo mucosa labial, que tem código próprio)
  • C44.1 – Pálpebra: inclui canto do olho
  • C44.2 – Orelha e conduto auditivo externo
  • C44.3 – Outras partes da face: nariz, bochecha, testa, região zigomática etc.
  • C44.4 – Couro cabeludo e pescoço
  • C44.5 – Tronco: tórax, abdome, dorso
  • C44.6 – Membro superior: braço, antebraço, mão
  • C44.7 – Membro inferior: coxa, perna, pé
  • C44.8 – Lesão sobreposta: quando o tumor envolve mais de uma região
  • C44.9 – Pele não especificada: quando a localização não é informada

Para o melanoma (CID C43), a classificação segue o mesmo padrão de localização (C43.0 a C43.9). Além disso, a CID-10 também inclui subdivisões morfológicas com códigos M (Morfologia) que detalham o tipo histológico, como M-8090/3 para carcinoma basocelular e M-8070/3 para carcinoma espinocelular.

Sintomas e como a doença se manifesta

O carcinoma basocelular geralmente se apresenta como uma pápula ou nódulo perolado, com telangiectasias (vasos finos visíveis), bordas elevadas e centro ulcerado (“úlcera roedora”). Pode haver crosta e sangramento fácil. O carcinoma espinocelular costuma ser uma placa ou nódulo áspero, escamoso, que pode ulcerar e sangrar. Já o melanoma frequentemente surge como uma pinta ou mancha assimétrica, com bordas irregulares, múltiplas cores (preto, marrom, azul, vermelho) e diâmetro maior que 6 mm – regra do ABCDE (Assimetria, Bordas, Cor, Diâmetro, Evolução).

Outros sinais de alerta incluem lesão que coça, dói ou sangra espontaneamente, ferida que não cicatriza em 4 semanas, e aparecimento de “pinta” nova após os 30 anos. É importante lembrar que nem todo câncer de pele segue o padrão clássico, e algumas lesões podem ser amelanóticas (sem pigmento) ou infiltrativas.

Causas e fatores de risco

A principal causa do câncer de pele é a exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV) do sol ou de fontes artificiais (câmaras de bronzeamento). A radiação UV danifica o DNA das células cutâneas, levando a mutações. Fatores de risco adicionais incluem:

  • Pele clara, olhos claros e cabelos ruivos ou loiros (fototipos I e II)
  • História pessoal ou familiar de câncer de pele
  • Idade avançada (maior tempo de exposição cumulativa)
  • Imunossupressão (transplantados, HIV, uso de imunossupressores)
  • Exposição a agentes químicos (arsênio, alcatrão)
  • Queimaduras solares na infância ou adolescência
  • Presença de múltiplos nevos (pintas) atípicos (síndrome do nevo displásico)

A hereditariedade também desempenha papel, especialmente no melanoma: cerca de 10% dos casos têm componente familiar.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pele começa com o exame clínico – inspeção visual de toda a superfície cutânea, incluindo couro cabeludo, unhas e mucosas. O dermatologista utiliza a dermatoscopia, um aparelho que amplia a lesão e permite visualizar estruturas não visíveis a olho nu, aumentando a acurácia diagnóstica.

Qualquer lesão suspeita deve ser submetida a biópsia excisional ou incisional. O fragmento é analisado por patologista para confirmar o tipo histológico e avaliar margens, profundidade, invasão perineural e linfovascular. Para melanoma, mede-se o índice de Breslow (espessura) e a presença de ulceração, que definem o estadiamento e o prognóstico. Exames de imagem (ultrassom, TC, PET-CT) são solicitados apenas quando há suspeita de metástases.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento padrão para a maioria dos cânceres de pele localizados é a excisão cirúrgica com margens de segurança. Para carcinomas basocelulares e espinocelulares pequenos, a cirurgia de Mohs (micrografia cirúrgica) oferece a maior taxa de cura com preservação de tecido sadio. Outras opções incluem:

  • Eletrodissecção e curetagem: para lesões pequenas e superficiais
  • Criocirurgia: com nitrogênio líquido para carcinomas in situ
  • Radioterapia: em idosos ou tumores inoperáveis
  • Terapia fotodinâmica: para ceratoses actínicas e CBC superficiais
  • Quimioterapia tópica: 5-fluorouracil ou imiquimod para lesões superficiais
  • Imunoterapia e terapia-alvo: para melanomas avançados, com inibidores de checkpoint (pembrolizumabe, nivolumabe) e inibidores de BRAF/MEK (vemurafenibe, dabrafenibe, trametinibe)

O tratamento é individualizado conforme o tipo histológico, localização, tamanho, comorbidades e preferência do paciente.

Quantos dias de atestado médico

O tempo de atestado para câncer de pele varia conforme o procedimento realizado e a complexidade. Para uma exérese simples de lesão pequena (CBC ou CEC) sob anestesia local, o afastamento costuma ser de 1 a 3 dias. Caso a cirurgia seja mais extensa (retalho, enxerto) ou haja necessidade de internação, o período pode chegar a 7 a 15 dias. Para melanomas com linfadenectomia ou cirurgia de Mohs, o atestado pode se estender de 2 a 4 semanas. Já para tratamentos oncológicos adjuvantes (radioterapia, imunoterapia), o afastamento é definido caso a caso, frequentemente por 30 a 90 dias. O médico assistente é quem determina o prazo com base na avaliação clínica.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento médico imediato se notar:

  • Lesão de pele que sangra espontaneamente ou com trauma mínimo
  • Ferida que não cicatriza em 4 semanas
  • Pinta ou mancha que mudou de cor, tamanho ou forma rapidamente
  • Nódulo endurecido, ulcerado ou doloroso
  • Surgimento de múltiplas lesões suspeitas
  • Linfonodos aumentados na região da lesão (sinal de possível metástase)
  • Sintomas sistêmicos como febre, perda de peso ou fadiga inexplicada (em melanomas avançados)

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento curativo. Não espere a lesão crescer ou surgirem sintomas.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção primária do câncer de pele baseia-se na proteção solar adequada: uso diário de protetor solar com FPS 30 ou superior, reaplicação a cada 2 horas ou após suor/contato com água, uso de chapéu de abas largas, óculos escuros com proteção UV, roupas com proteção UV e evitar exposição solar entre 10h e 16h. A prevenção secundária envolve o autoexame da pele mensalmente e consultas regulares ao dermatologista, especialmente para pessoas de risco.

Para quem já teve câncer de pele, o seguimento é essencial: exame dermatológico completo a cada 3-6 meses nos primeiros 2 anos, depois anualmente. A fotoproteção rigorosa reduz o risco de novos tumores. Pacientes com melanoma precisam de acompanhamento por oncologista e exames de imagem periódicos conforme o estadiamento.

Perguntas Frequentes sobre o CID C44

O CID C44 garante quantos dias de atestado?

O número de dias varia conforme o procedimento. Para pequenas exéreses, 1 a 3 dias; para cirurgias complexas, 7 a 15 dias; para melanomas com linfadenectomia, 2 a 4 semanas. O médico define o prazo após avaliação.

O CID C44 é sinônimo de câncer de pele?

Sim, o CID C44 é usado para a maioria dos cânceres de pele, exceto melanoma (que usa CID C43). Inclui carcinomas basocelular e espinocelular.

Câncer de pele tem cura?

Sim, especialmente o carcinoma basocelular e espinocelular, com taxas de cura acima de 95% quando tratados precocemente. O melanoma também é curável se diagnosticado em estágios iniciais.

O que significa a sigla CID?

CID significa Classificação Internacional de Doenças, um sistema criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar códigos de doenças e condições de saúde.

Preciso de encaminhamento para dermatologista?

No SUS, geralmente o paciente passa primeiro pelo clínico geral ou médico da família, que encaminha ao dermatologista se houver suspeita. Na rede privada, é possível agendar diretamente.

Exame de sangue detecta câncer de pele?

Não. O diagnóstico é clínico-dermatoscópico e confirmado por biópsia. Exames de sangue podem ser usados para avaliar função hepática e renal, mas não detectam o tumor primário.

O que é a cirurgia de Mohs?

É uma técnica micrográfica na qual o cirurgião remove a lesão em camadas finas e examina cada camada ao microscópio durante a cirurgia, garantindo margens livres e preservando tecido sadio. Indicada para tumores de face e áreas críticas.

Posso usar protetor solar vencido?

Não. O protetor solar vencido perde eficácia e pode não oferecer proteção adequada contra os raios UV. Sempre verifique a data de validade.

O melanoma é hereditário?

Cerca de 10% dos melanomas são familiares, associados a mutações em genes como CDKN2A, CDK4 e outros. Quem tem histórico familiar deve fazer acompanhamento dermatológico regular.

Qual a diferença entre carcinoma basocelular e espinocelular?

O carcinoma basocelular é mais comum, cresce lentamente e raramente metastatiza. O carcinoma espinocelular pode metastatizar para linfonodos, especialmente em imunossuprimidos. Ambos são tratados com cirurgia.

Dicas de Ouro

Dicas de Ouro

  1. 01. Use protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados e dentro de casa se houver exposição à luz indireta.
  2. 02. Faça autoexame da pele uma vez por mês, usando espelho de corpo inteiro e boa iluminação. Observe pintas e lesões.
  3. 03. Evite câmaras de bronzeamento artificial – são classificadas como carcinógenas pela OMS.
  4. 04. Lesões que sangram, coçam ou não cicatrizam em 4 semanas merecem avaliação dermatológica imediata.
  5. 05. Mantenha consultas regulares com dermatologista, especialmente se você tem pele clara, histórico familiar ou muitas pintas.
  6. 06. Após o tratamento do câncer de pele, use protetor solar sem falta e evite exposição solar intensa para prevenir recidivas.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

Tem um Atestado ou Diagnóstico? Consulte na Clinica Popular

Na Clinica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com médicos que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.

Agendar Consulta

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Referências e links úteis