A asma (CID J45) afeta aproximadamente 20 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde de 2025, sendo responsável por cerca de 350 mil internações anuais no SUS. Em 2026, estima-se que 1 em cada 10 crianças em idade escolar apresente sintomas asmáticos.
Introdução
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID CODIGOS-CID ENTENDA-SUA-IMPORTANCIA-E-EXEMPLOS e quer saber o que significa? Os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) são fundamentais para padronizar diagnósticos em todo o mundo, permitindo que médicos, hospitais e sistemas de saúde identifiquem e tratem doenças de forma eficiente. Neste artigo, vamos explorar a importância dos códigos CID, com foco no CID J45 (Asma), e oferecer um estudo de caso clínico para ilustrar sua aplicação prática.
- Código: J45
- Descrição: Asma
- Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: J45.0 (Asma predominantemente alérgica), J45.1 (Asma não alérgica), J45.8 (Asma mista), J45.9 (Asma não especificada)
Estudo de Caso Clínico
Paciente: Lucas Silva, 9 anos, estudante
Queixa principal: Tosse seca persistente há 3 semanas, piora à noite e após atividades físicas; episódios de chiado no peito e falta de ar.
Avaliação clínica: Exame físico demonstrou sibilos expiratórios bilaterais, frequência respiratória de 28 mov/min e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Espirometria mostrou redução do VEF1 com resposta positiva ao broncodilatador.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID J45.0 (Asma predominantemente alérgica) — o que significa que o paciente apresenta asma desencadeada por alérgenos comuns como ácaros e pólen.
Conduta terapêutica: Prescrição de corticoide inalatório diário (budesonida 200 µg 1x/dia) e broncodilatador de curta duração (salbutamol spray) para alívio de crises; orientação para evitar alérgenos e manter vacinação em dia.
Evolução: Após 4 semanas de tratamento, Lucas apresentou melhora significativa dos sintomas, com redução da frequência de crises e normalização da espirometria. A família relatou adesão ao tratamento e controle ambiental.
Lição clínica: O diagnóstico precoce da asma com o uso correto do CID J45 permite tratamento direcionado, evitando complicações e melhorando a qualidade de vida da criança.
O que é o CID J45 na prática médica
O CID J45, código da Classificação Internacional de Doenças para asma, é utilizado por médicos de todo o mundo para registrar diagnósticos de doença inflamatória crônica das vias aéreas. Na prática clínica, ele indica que o paciente apresenta hiperresponsividade brônquica, obstrução reversível ao fluxo aéreo e sintomas como sibilos, dispneia, aperto no peito e tosse. A asma é uma condição complexa que pode variar de leve a grave, e o código J45 permite que profissionais de saúde comuniquem de forma padronizada o diagnóstico, facilitando o tratamento e a coleta de dados epidemiológicos.
Subcategorias e variantes do CID J45
O CID J45 possui quatro subcategorias principais, cada uma representando um subtipo de asma com características específicas:
- J45.0 – Asma predominantemente alérgica: Associada a alérgenos como ácaros, pólen, fungos e pelos de animais. É o subtipo mais comum em crianças e jovens.
- J45.1 – Asma não alérgica: Desencadeada por fatores como exercício, ar frio, infecções virais, estresse ou irritantes químicos. Também chamada de asma intrínseca.
- J45.8 – Asma mista: Combina características alérgicas e não alérgicas, sendo frequente em adultos.
- J45.9 – Asma não especificada: Utilizada quando o subtipo não é claramente definido ou ainda não foi investigado.
O uso correto da subcategoria ajuda a direcionar o tratamento, pois cada tipo pode responder melhor a diferentes estratégias terapêuticas.
Sintomas e como a doença se manifesta
A asma se manifesta por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas. Os principais sintomas incluem:
- Sibilos (chiado no peito) ao respirar, especialmente durante a expiração;
- Dispneia (falta de ar) que pode variar de leve a grave;
- Tosse seca, frequentemente pior à noite, nas primeiras horas da manhã ou após exercício;
- Sensação de aperto ou desconforto no peito;
- Respiração rápida e superficial durante as crises.
Os sintomas podem ser desencadeados por alérgenos, exercício físico, ar frio, infecções virais, fumaça, odores fortes ou estresse emocional. A gravidade varia entre pacientes e ao longo do tempo, sendo classificada em intermitente, persistente leve, moderada ou grave.
Causas e fatores de risco
A asma tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética e exposição a fatores ambientais. Entre as principais causas e fatores de risco estão:
- Genética: Histórico familiar de asma ou alergias (rinite, eczema) aumenta o risco.
- Alérgenos: Ácaros, pólen, mofo, pelos de animais e baratas.
- Infecções virais: Vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus estão associados ao desenvolvimento de asma em crianças.
- Exposição ocupacional: Produtos químicos, poeira, gases e fumaça podem causar asma ocupacional.
- Tabagismo: Fumo ativo ou passivo é um importante desencadeador e fator de risco para exacerbações.
- Obesidade: O excesso de peso está associado a maior gravidade da asma.
- Poluição atmosférica: Partículas finas e ozônio podem agravar os sintomas.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da asma é clínico e funcional, baseado na história de sintomas típicos e na demonstração de obstrução reversível ao fluxo aéreo. As etapas incluem:
- Anamnese: Questionamento sobre sintomas, fatores desencadeantes, histórico familiar e pessoal de alergias.
- Exame físico: Ausculta pulmonar para identificar sibilos; avaliação de sinais de gravidade como retrações e uso de musculatura acessória.
- Espirometria: Exame que mede a função pulmonar. Demonstra redução do VEF1/CVF e aumento do VEF1 após broncodilatador (≥12% e ≥200 mL), confirmando reversibilidade.
- Testes de provocação bronquica: Usados quando a espirometria é normal, mas há forte suspeita clínica.
- Exames complementares: Testes alérgicos (prick test, IgE específica), hemograma (eosinofilia), radiografia de tórax (para excluir outras doenças) e óxido nítrico exalado.
O diagnóstico diferencial inclui DPOC, bronquiolite, fibrose cística, disfunção de cordas vocais e ansiedade.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da asma é baseado em um plano individualizado com medicamentos de controle e de resgate, além de medidas não farmacológicas. As principais opções terapêuticas incluem:
- Medicamentos de controle (uso contínuo):
- Corticoides inalatórios (budesonida, beclometasona, fluticasona) – anti-inflamatórios de primeira linha;
- Beta2-agonistas de longa duração (salmeterol, formoterol) em associação com corticoides;
- Antileucotrienos (montelucaste) – opção para asma leve persistente;
- Imunobiológicos (omalizumabe, mepolizumabe) para asma grave não controlada.
- Medicamentos de resgate (crise):
- Beta2-agonistas de curta duração (salbutamol, fenoterol) – alívio rápido dos sintomas.
- Medidas não farmacológicas:
- Controle ambiental: reduzir exposição a alérgenos e irritantes;
- Vacinação: influenza e pneumococo;
- Plano de ação escrito com orientações para crises;
- Reabilitação pulmonar e exercícios físicos supervisionados.
O tratamento deve ser ajustado conforme o nível de controle, utilizando a classificação GINA (Global Initiative for Asthma) como referência.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado médico para asma (CID J45) depende da gravidade da crise e da resposta ao tratamento. Em geral:
- Crise leve a moderada (tratada em pronto-socorro com melhora rápida): 1 a 3 dias de afastamento.
- Crise grave (necessidade de internação hospitalar): 5 a 10 dias, podendo se estender conforme a evolução.
- Asma controlada com tratamento contínuo: normalmente não requer atestado, exceto em casos de descompensação.
O médico avalia cada caso individualmente e pode estender o afastamento se houver complicações ou necessidade de exames adicionais.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Pacientes com asma devem buscar atendimento médico imediato se apresentarem qualquer um dos seguintes sinais de alerta:
- Falta de ar intensa que não melhora com o uso do broncodilatador de resgate;
- Incapacidade de falar frases completas ou de se alimentar;
- Chiado no peito muito intenso ou, paradoxalmente, ausência de chiado (pior prognóstico);
- Cianose (lábios ou pontas dos dedos arroxeados);
- Uso intenso da musculatura acessória da respiração (retrações supraclaviculares e intercostais);
- Sudorese fria e agitação ou sonolência;
- Frequência respiratória acima de 30 mov/min ou saturação de oxigênio abaixo de 90%.
Esses sinais indicam uma exacerbação grave que pode evoluir para insuficiência respiratória e requer atendimento de emergência.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção da asma e de suas exacerbações envolve medidas de controle ambiental, adesão ao tratamento e monitoramento regular. Recomenda-se:
- Evitar exposição a alérgenos conhecidos: usar capas antialérgicas em colchões e travesseiros, manter ambientes arejados e sem umidade, evitar tapetes e cortinas que acumulam poeira;
- Não fumar e evitar ambientes com fumaça;
- Manter a vacinação em dia (influenza e pneumococo);
- Seguir o plano de tratamento prescrito, incluindo uso regular dos medicamentos de controle;
- Realizar consultas de acompanhamento com pneumologista ou alergologista a cada 3-6 meses;
- Praticar atividade física regular, mas com orientação médica;
- Ter um plano de ação para crises, com orientações escritas.
A educação do paciente e da família é essencial para o controle da doença e para reduzir a frequência e gravidade das crises.
- 01. Sempre leve seu laudo ou atestado médico com o código CID para consultas e emergências; isso agiliza o atendimento e evita repetição de exames.
- 02. Anote seus sintomas diariamente em um diário de asma: horário, intensidade, fatores desencadeantes e uso de medicação. Mostre ao médico nas consultas.
- 03. Não interrompa o uso de corticoides inalatórios mesmo se estiver se sentindo bem; eles controlam a inflamação e previnem crises.
- 04. Mantenha sempre um broncodilatador de resgate acessível, mas lembre-se de que o uso frequente (mais de 2 vezes por semana) indica mau controle e necessidade de ajuste terapêutico.
- 05. Informe seu médico sobre qualquer outro medicamento que use, inclusive fitoterápicos, pois alguns podem interferir no tratamento da asma.
Perguntas Frequentes sobre o CID J45 (Asma)
O CID J45 garante quantos dias de atestado?
O número de dias varia conforme a gravidade: para crise leve a moderada, geralmente 1 a 3 dias; para crise grave com internação, 5 a 10 dias ou mais. O médico define o período necessário.
O que significa o CID J45.0?
J45.0 é a subcategoria para asma predominantemente alérgica, ou seja, desencadeada por alérgenos como ácaros, pólen e pelos de animais.
O CID J45 tem cura?
A asma é uma doença crônica sem cura definitiva, mas com tratamento adequado é possível controlar os sintomas e ter qualidade de vida normal.
Quais exames são necessários para diagnosticar asma?
Os principais exames são: espirometria com teste de broncodilatador, testes alérgicos (prick test ou IgE específica), hemograma e radiografia de tórax. Em casos duvidosos, teste de provocação bronquica.
O CID J45 pode ser usado para crianças?
Sim, é perfeitamente aplicável a crianças, inclusive lactentes, desde que haja critérios clínicos e funcionais compatíveis.
Como diferenciar asma de bronquite?
A bronquite aguda é geralmente infecciosa e autolimitada, enquanto a asma é crônica e caracteriza-se por hiperresponsividade brônquica. A espirometria ajuda na diferenciação.
O que fazer durante uma crise de asma?
Usar o broncodilatador de resgate conforme orientação, manter a calma, sentar-se ereto com os ombros para trás, e se não houver melhora em 20 minutos ou piorar, procurar emergência.
Quais são os gatilhos comuns da asma?
Ácaros, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça de cigarro, poluição, ar frio, exercício físico, infecções virais e estresse emocional.
Links Úteis
- CID R11 – Náuseas e Vômitos
- CID Z000 – Exame Médico Geral
- CID 010 – Tuberculose Pulmonar
- CID 083 – Significado e Cuidados
- CID 200 – O que significa
- CID F41 – Ansiedade
- CID M54 – Dorsalgia
- CID J06 – Infecção Respiratória
- CID J30 – Rinite Alérgica
- CID K21 – Refluxo
- CID N39 – Infecção Urinária
- CID G43 – Enxaqueca
- CID J45 – Asma
- Omeprazol para que serve
- Dipirona para que serve
- Ibuprofeno para que serve
- Amoxicilina para que serve
- Azitromicina para que serve
- Nimesulida para que serve
- Paracetamol para que serve
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
Na Clínica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com médicos que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.


