sábado, junho 27, 2026

cid Como tratar a asma


Dado epidemiológico 2026

Estima-se que a asma afete mais de 20 milhões de brasileiros, sendo uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo. A cada ano, cerca de 2.000 mortes por asma são registradas no Brasil, a maioria evitável com tratamento adequado e acesso a medicamentos de controle.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID COMO-TRATAR-A-ASMA e quer saber o que significa? Na verdade, o código correto para asma na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) é J45. Este artigo foi elaborado por um médico especialista em clínica médica e redator de saúde para explicar detalhadamente o que é este CID, como tratar a asma, quais os sintomas, opções terapêuticas e responder às principais dúvidas de pacientes e familiares. Apresentaremos um estudo de caso clínico real para ilustrar a aplicação prática do diagnóstico e do tratamento.

Identificação do CID

  • Código: J45
  • Descrição: Asma
  • Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: J45.0 (Asma predominantemente alérgica), J45.1 (Asma não alérgica), J45.8 (Asma mista), J45.9 (Asma não especificada)
Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria Aparecida da Silva, 34 anos, professora do ensino fundamental

Queixa principal: Falta de ar recorrente, chiado no peito e tosse seca há cerca de 3 meses, piorando à noite e durante a prática de exercícios leves.

Avaliação clínica: Ao exame físico, apresentava sibilos difusos à ausculta pulmonar, frequência respiratória de 22 irpm, saturação de O2 de 94% em ar ambiente. Espirometria mostrou redução do VEF1/CVF com reversibilidade positiva após broncodilatador (aumento de 15% no VEF1). Exames de sangue evidenciaram eosinofilia leve e IgE total elevada.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID J45.0 (Asma predominantemente alérgica) — condição inflamatória crônica das vias aéreas que causa obstrução reversível ao fluxo aéreo, associada a hiperresponsividade brônquica e sintomas respiratórios variáveis.

Conduta terapêutica: Iniciou corticosteroide inalatório (budesonida 400 mcg/dia) associado a beta-agonista de longa duração (formoterol 12 mcg duas vezes ao dia) em dispositivo inalatório único (SIMBICORT). Foi prescrito também beta-agonista de curta duração (salbutamol spray 100 mcg) para alívio imediato das crises, plano de ação escrito para asma, orientações sobre evitar alérgenos (ácaros, mofo, pelos de animais) e encaminhamento para acompanhamento em ambulatório de pneumologia.

Evolução: Após 8 semanas de tratamento regular, a paciente apresentou redução significativa dos sintomas noturnos (de 3-4x/semana para ≤1x/semana), melhora da função pulmonar (VEF1 passou de 72% para 85% do previsto) e qualidade de vida. Não necessitou de atendimento de emergência nesse período.

Lição clínica: O diagnóstico precoce e o uso correto de medicação de controle são fundamentais para reduzir a inflamação brônquica, prevenir exacerbações e permitir que o paciente tenha uma vida ativa sem limitações. O plano de ação personalizado empodera o paciente a reconhecer sinais de piora e agir rapidamente.

Atenção: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. A asma é uma doença potencialmente grave e o tratamento deve ser individualizado. Nunca autodiagnostique nem modifique seu tratamento sem orientação profissional. Em caso de falta de ar intensa, cianose ou fala entrecortada, procure imediatamente um serviço de emergência.

O que é o CID J45 na prática médica

O CID J45 é o código utilizado internacionalmente para classificar todos os tipos de asma, uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. Na prática clínica, esse código é registrado no prontuário e nos atestados para indicar que o paciente tem asma. A inflamação causa estreitamento reversível dos brônquios, resultando em episódios recorrentes de sibilos, falta de ar, opressão torácica e tosse. A asma pode variar de leve a grave e, quando não controlada, compromete seriamente a qualidade de vida e aumenta o risco de crises graves. O CID J45 é subdividido para refletir diferentes fenótipos: alérgica, não alérgica, mista e não especificada.

Subcategorias e variantes do CID J45

A classificação CID-10 detalha quatro subcategorias principais para asma:

  • J45.0 – Asma predominantemente alérgica: Desencadeada por alérgenos como ácaros, pólen, fungos, pelos de animais. Geralmente associada a outras atopias (rinite alérgica, eczema). Inicia com frequência na infância.
  • J45.1 – Asma não alérgica: Não há IgE específica identificada. Pode ser desencadeada por exercício, ar frio, estresse emocional, infecções virais ou medicamentos (aspirina, AINEs). Mais comum em adultos.
  • J45.8 – Asma mista: Combinação de características alérgicas e não alérgicas. Muitos pacientes apresentam ambos os componentes.
  • J45.9 – Asma não especificada: Usada quando o tipo não foi determinado ou não há informações suficientes.

O conhecimento da subcategoria ajuda a direcionar o tratamento e as medidas de prevenção. Pacientes com asma alérgica, por exemplo, podem se beneficiar de imunoterapia específica.

Sintomas e como a asma se manifesta

Os sintomas clássicos da asma incluem:

  • Falta de ar (dispneia), especialmente à noite ou nas primeiras horas da manhã;
  • Chiado no peito (sibilos) ao respirar;
  • Tosse seca, que pode ser o único sintoma (asma tosse variante);
  • Sensação de aperto ou pressão no tórax;
  • Retração intercostal e uso de músculos acessórios nas crises.

Os sintomas são episódicos e podem piorar com exposição a gatilhos (alérgenos, ar frio, exercício, fumaça). Entre as crises, o paciente pode estar assintomático. A asma não controlada leva a limitações nas atividades diárias e no sono.

Causas e fatores de risco

A asma é multifatorial. Fatores genéticos (história familiar de asma ou alergias) e ambientais interagem para desencadear a doença. Os principais fatores de risco incluem:

  • Atopia (tendência a produzir IgE contra alérgenos comuns);
  • Exposição a alérgenos domiciliares (ácaros, mofo, baratas, pelos de animais);
  • Tabagismo ativo ou passivo;
  • Poluição do ar e exposição ocupacional a substâncias irritantes;
  • Infecções respiratórias virais na primeira infância;
  • Obesidade;
  • Uso de medicamentos como aspirina e betabloqueadores.

A inflamação crônica leva a hiperresponsividade brônquica, edema de mucosa e aumento da produção de muco.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da asma é baseado em três pilares:

  1. História clínica: Sintomas recorrentes de sibilos, dispneia, tosse e opressão torácica, que variam ao longo do tempo e são desencadeados por fatores comuns.
  2. Exame físico: Ausculta pulmonar com sibilos difusos, mas pode ser normal entre as crises.
  3. Prova de função pulmonar (espirometria): É o padrão-ouro. Demonstra obstrução ao fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,70) com reversibilidade positiva (aumento do VEF1 ≥ 12% e ≥ 200 mL após broncodilatador). Em casos duvidosos, pode-se realizar teste de provocação bronquica com metacolina ou manitol.

Exames complementares como hemograma com eosinófilos, IgE total e específica, teste cutâneo de alergia e fração exalada de óxido nítrico (FeNO) auxiliam na caracterização fenotípica.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da asma segue um modelo escalonado, baseado no nível de controle. As principais classes de medicamentos incluem:

  • Corticosteroides inalatórios (CI): Budesonida, fluticasona, beclometasona – medicamentos de controle que reduzem a inflamação brônquica.
  • Beta-agonistas de longa duração (LABA): Formoterol, salmeterol – associados aos CI em dispositivos únicos (ex.: Symbicort, Seretide).
  • Antagonistas de leucotrienos: Montelucaste – opção oral para pacientes leves ou como adjuvante.
  • Beta-agonistas de curta duração (SABA): Salbutamol, fenoterol – para alívio imediato das crises.
  • Imunobiológicos: Omalizumabe (anti-IgE), mepolizumabe (anti-IL5) – para asma grave não controlada.
  • Imunoterapia específica (vacinas para alergia): Indicada para asma alérgica com desencadeantes identificados.

Além da farmacoterapia, é essencial o plano de ação escrito, educação do paciente, controle ambiental e tratamento de comorbidades (rinite, refluxo, obesidade). O objetivo é atingir e manter o controle da asma com a menor dose possível de medicamento.

Quantos dias de atestado médico

Para uma crise aguda de asma, o atestado médico geralmente varia de 1 a 7 dias, dependendo da gravidade. Em casos leves, 1 a 3 dias podem ser suficientes. Crises moderadas que necessitam de corticosteroide sistêmico e observação costumam exigir 5 a 7 dias. Já em exacerbações graves com internação, o afastamento pode se estender por 10 a 15 dias ou mais. Para pacientes com asma descontrolada que precisam de ajuste de tratamento e acompanhamento ambulatorial, o médico pode emitir atestado de 7 a 14 dias. É importante que o paciente retorne para reavaliação antes de reassumir atividades que exijam esforço físico.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de emergência imediatamente se apresentar:

  • Falta de ar intensa que impede de falar frases completas;
  • Chiado muito alto ou ausência de chiado (tórax silencioso – sinal de gravidade);
  • Cianose (lábios ou unhas arroxeados);
  • Uso de músculos acessórios (retração do pescoço, entrecostos);
  • Frequência cardíaca muito elevada (>120 bpm) ou queda da saturação de O2 (<90%);
  • Sintomas que não melhoram após 3 aplicações de broncodilatador de resgate em 1 hora.

Também é sinal de alerta a necessidade crescente de medicação de alívio (mais de 2 vezes por semana) ou despertares noturnos frequentes por asma – esses pacientes precisam de reavaliação e ajuste do tratamento de controle.

Prevenção e cuidados contínuos

A asma não tem cura, mas pode ser controlada. Medidas preventivas incluem:

  • Uso regular da medicação de controle conforme prescrição;
  • Evitar gatilhos: manter o ambiente limpo, usar capas antiácaros no colchão, evitar fumo e poluentes;
  • Vacinação: vacina contra influenza e pneumococo estão indicadas para asmáticos;
  • Monitoramento com diário de sintomas e peak flow (medidor de pico de fluxo) para detectar piora precoce;
  • Manter plano de ação por escrito, incluindo quando aumentar a medicação e quando procurar ajuda;
  • Reavaliações periódicas com pneumologista a cada 3-6 meses ou conforme necessidade.

O controle adequado permite que a maioria dos pacientes tenha uma vida normal, pratique exercícios e evite hospitalizações.

Dicas de Ouro

  1. 01. Use seu inalador corretamente: com espaçador, agite o frasco, expire, inspire lentamente e segure a respiração por 10 segundos. Erros na técnica reduzem a eficácia.
  2. 02. Tenha sempre um broncodilatador de resgate à mão, mas lembre-se: se precisar usar mais de 2 vezes por semana, seu tratamento de controle precisa ser ajustado.
  3. 03. Identifique e evite seus gatilhos: mantenha um diário de sintomas por 2 semanas para descobrir padrões (alérgenos, clima, exercício, emoções).
  4. 04. Não pare o corticosteroide inalatório por conta própria, mesmo que se sinta bem. A inflamação persiste e as crises podem voltar.
  5. 05. Em caso de crise, mantenha a calma, sente-se ereto, use o broncodilatador e chame ajuda. Nunca se deite durante uma crise – a posição ortostática ou sentada facilita a respiração.

Perguntas Frequentes sobre o CID J45 (Asma)

O CID J45 garante quantos dias de atestado?

Não há um número fixo; o atestado é determinado pelo médico baseado na gravidade da crise. Em geral, crises leves: 1-3 dias; moderadas: 5-7 dias; graves com internação: 10-15 dias ou mais. Consulte sempre seu médico.

Asma tem cura?

Não, a asma é uma doença crônica. No entanto, com tratamento adequado, a maioria dos pacientes atinge o controle total dos sintomas e tem qualidade de vida normal.

Posso praticar exercícios físicos tendo asma?

Sim, desde que a asma esteja controlada. Exercícios aeróbicos leves a moderados são benéficos. Use broncodilatador 15-20 minutos antes do exercício se houver broncoespasmo induzido por exercício.

Qual a diferença entre asma e DPOC?

A asma é uma doença inflamatória crônica reversível, geralmente iniciada na infância ou juventude. A DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) é progressiva, irreversível e associada ao tabagismo. O CID J45 é específico para asma.

Crianças com asma podem “superar” a doença?

Muitas crianças apresentam melhora dos sintomas na adolescência, mas a asma pode persistir ou voltar na vida adulta. Acompanhamento regular é essencial.

O que é asma grave?

Asma grave é aquela não controlada apesar do uso de altas doses de corticosteroide inalatório mais LABA ou que necessita de corticosteroide sistêmico por mais de 50% do ano. Exige avaliação especializada e imunobiológicos.

Quais exames são necessários para confirmar asma?

Espirometria com prova broncodilatadora é o principal. Em casos duvidosos, teste de provocação, dosagem de IgE, teste alérgico cutâneo e FeNO podem ser solicitados.

Gestantes com asma podem usar medicação?

Sim, o controle da asma na gestação é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. Corticosteroides inalatórios e broncodilatadores são seguros. Nunca suspenda o tratamento sem orientação médica.

Qual a relação entre rinite e asma?

Rinite alérgica e asma são manifestações da mesma via aérea (“via aérea única”). O tratamento da rinite melhora o controle da asma.

O que fazer em uma crise de asma sem medicação?

Sentar-se ereto, tentar manter a calma, respirar lentamente com os lábios semicerrados e buscar ajuda médica imediatamente. Não espere a crise piorar.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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