cid diagnóstico de artrite: Entenda sua Importância e Códigos
Guia completo sobre os códigos CID para artrite — diagnósticos, tratamento, atestado e muito mais.
Em 2026, estima-se que mais de 2,3 milhões de brasileiros vivam com artrite reumatoide (CID M05 / M06), sendo a principal causa de incapacidade laboral entre mulheres acima de 40 anos no Brasil. Globalmente, a artrite reumatoide afeta cerca de 1% da população adulta, com pico de incidência entre 50 e 60 anos.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID DIAGNOSTICO-DE-ARTRITE-ENTENDA-SUA-IMPORTANCIA-E-CODIGOS-2 e quer saber o que significa? Este artigo explica de forma clara e completa os principais códigos CID para artrite — especialmente o CID M05 (artrite reumatoide soropositiva) —, a importância do diagnóstico precoce, os sintomas, tratamentos, tempo de afastamento recomendado e quando buscar ajuda médica urgente. Tudo baseado na CID-10 da OMS e nos protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
- Código: M05 — Artrite reumatoide soropositiva
- Descrição: Artrite reumatoide com fator reumatoide positivo (soropositiva)
- Categoria: Capítulo XIII — Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00–M99)
- Versão: CID-10 (OMS), vigente no Brasil até 2026
- Subcategorias principais: M05.0 (Síndrome de Felty), M05.1 (Doença reumatoide do pulmão), M05.2 (Vasculite reumatoide), M05.3 (Artrite reumatoide com comprometimento de outros órgãos), M05.8 (Outras artrites reumatoides soropositivas), M05.9 (Artrite reumatoide soropositiva não especificada)
Paciente: Sra. Helena M., 49 anos, professora do ensino fundamental
Queixa principal: Dor e rigidez nas articulações das mãos, punhos e joelhos há mais de 6 semanas, com piora pela manhã e dificuldade para escrever no quadro e segurar objetos.
Avaliação clínica: Exame físico revelou edema simétrico em metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais, sinal de compressão positivo, limitação funcional leve a moderada. Exames laboratoriais: fator reumatoide (FR) elevado (128 UI/mL), anti-CCP positivo, VHS e PCR aumentados. Radiografias de mãos e punhos mostram erosões marginais discretas e osteopenia periarticular.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID M05.9 — Artrite reumatoide soropositiva não especificada, em atividade moderada. A paciente preencheu critérios ACR/EULAR 2010 com escore 7/10.
Conduta terapêutica: Metotrexato 20 mg/semana via oral + ácido fólico 5 mg/semana; prednisona 10 mg/dia em dose decrescente; encaminhamento à fisioterapia e terapia ocupacional; orientação sobre proteção articular e exercícios de alongamento. Prescrito atestado médico inicial de 14 dias para repouso e adaptação medicamentosa.
Evolução: Após 8 semanas, Heleno apresentou redução de 60% na dor (escala EVA de 8 para 3), melhora da rigidez matinal (de 90 min para 20 min) e retorno gradual às atividades docentes com adaptações (pausas regulares, uso de órtese para punho). O atestado foi prorrogado por mais 7 dias no segundo mês.
Lição clínica: O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento modificador do curso da doença (DMARD) são determinantes para evitar deformidades articulares permanentes e preservar a capacidade funcional. A artrite reumatoide não tratada leva à incapacidade em 2–5 anos.
O que é o CID M05 na prática médica
O CID M05 corresponde à artrite reumatoide soropositiva, uma doença autoimune crônica que afeta primariamente as articulações, mas pode comprometer diversos órgãos e sistemas. Na prática clínica, este código é utilizado quando o paciente apresenta fator reumatoide (FR) positivo no sangue, associado a sintomas típicos como dor, edema e rigidez articular simétrica. A artrite reumatoide soropositiva tende a ter um curso mais agressivo que a forma soronegativa (CID M06), com maior risco de erosões ósseas e manifestações extra-articulares.
O CID M05 é um dos códigos mais relevantes dentro do capítulo de doenças osteomusculares, pois a artrite reumatoide é a principal causa de incapacidade funcional entre as doenças reumáticas inflamatórias. Na prática médica, o uso correto do CID permite não apenas a documentação adequada do diagnóstico, mas também o planejamento terapêutico, a comunicação entre profissionais de saúde, e o acesso a tratamentos especializados e medicamentos de alto custo fornecidos pelo SUS.
Subcategorias e variantes do CID M05
O CID M05 desdobra-se em várias subcategorias que especificam o tipo de comprometimento sistêmico:
- M05.0 — Síndrome de Felty: artrite reumatoide com esplenomegalia e neutropenia, forma rara e grave.
- M05.1 — Doença reumatoide do pulmão: comprometimento intersticial pulmonar, pleurite ou nódulos pulmonares.
- M05.2 — Vasculite reumatoide: inflamação de pequenos e médios vasos, com úlceras cutâneas, mononeurite múltipla e outros.
- M05.3 — Artrite reumatoide com comprometimento de outros órgãos: cardíaco, renal, neurológico, entre outros.
- M05.8 — Outras artrites reumatoides soropositivas: formas com características atípicas ou associadas a outras condições.
- M05.9 — Artrite reumatoide soropositiva não especificada: quando o diagnóstico é claro, mas não há subcategoria específica definida.
Além do M05, outras artrites têm códigos próprios: M06 (artrite reumatoide soronegativa), M15 (osteoartrose/artrose), M10 (gota), M02 (artropatias reacionais) e M08 (artrite juvenil). Cada um desses códigos tem implicações diagnósticas, terapêuticas e previdenciárias específicas.
Sintomas e como a artrite se manifesta
A artrite reumatoide (CID M05) manifesta-se de forma insidiosa e progressiva. Os sintomas clássicos incluem:
- Dor articular: geralmente simétrica, afetando mãos, punhos, joelhos e pés. A dor é de caráter inflamatório (piora com o repouso e melhora com o movimento).
- Rigidez matinal: duração superior a 30 minutos (frequentemente > 60 min), indicativa de atividade inflamatória.
- Edema (inchaço): articulações aumentadas de volume, com calor local e limitação dos movimentos.
- Fadiga: cansaço intenso e desproporcional às atividades diárias, comum durante as fases de atividade.
- Nódulos reumatoides: massas subcutâneas indolores, geralmente em cotovelos, dedos ou antebraços.
- Sintomas sistêmicos: febre baixa, perda de peso, mal-estar geral, e em casos avançados, comprometimento pulmonar, cardíaco ou neurológico.
A progressão da doença leva a deformidades típicas como desvio ulnar dos dedos, dedos em “pescoço de cisne” e “botoeira”, e limitação funcional progressiva. O reconhecimento precoce dos sintomas é crucial para iniciar o tratamento antes que ocorram erosões ósseas irreversíveis.
Causas e fatores de risco da artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma doença autoimune de causa multifatorial. Os principais fatores de risco incluem:
- Predisposição genética: alelos HLA-DR4 e outros genes relacionados à resposta imune aumentam significativamente o risco. Parentes de primeiro grau de pacientes com AR têm risco 2–3 vezes maior.
- Tabagismo: o fumo ativo ou passivo é o fator ambiental mais fortemente associado, especialmente em indivíduos geneticamente suscetíveis. Fumantes têm 2–3 vezes mais risco de desenvolver AR e formas mais graves.
- Gênero e idade: mulheres são afetadas 2–3 vezes mais que homens, com pico de incidência entre 40 e 60 anos. Após os 70 anos, a diferença entre gêneros diminui.
- Fatores hormonais: a redução dos níveis de estrogênio na menopausa pode contribuir para o aumento do risco. A amamentação prolongada parece ter efeito protetor.
- Infecções e microbiota: infecções prévias por Porphyromonas gingivalis (doença periodontal), Epstein-Barr e outros patógenos podem desencadear a autoimunidade em indivíduos geneticamente predispostos.
- Obesidade e dieta: o excesso de tecido adiposo contribui para um estado inflamatório crônico de baixo grau, que pode precipitar ou agravar a AR. Dietas ricas em carne vermelha e pobres em fibras estão associadas a maior risco.
Como é feito o diagnóstico da artrite
O diagnóstico da artrite reumatoide (CID M05) é clínico-laboratorial e baseado nos critérios ACR/EULAR 2010, que pontuam:
- Comprometimento articular: número e localização das articulações afetadas (0–5 pontos).
- Sorologia: fator reumatoide (FR) e anti-CCP (0–3 pontos).
- Provas de fase aguda: VHS e PCR elevados (0–1 ponto).
- Duração dos sintomas: ≥ 6 semanas (1 ponto).
O escore total ≥ 6/10 confirma o diagnóstico. Além disso, exames de imagem como radiografias, ultrassonografia articular e ressonância magnética ajudam a detectar erosões, sinovite e derrame articular. Exames laboratoriais também afastam diagnósticos diferenciais como lúpus, gota e artrite psoriásica.
Outros códigos CID para artrite incluem CID M54 — Dorsalgia (diagnóstico diferencial) e CID R11 — Náusea e Vômitos (sintomas associados em crises).
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da artrite reumatoide (CID M05) é baseado em três pilares:
- Farmacológico:
- DMARDs sintéticos convencionais: metotrexato (primeira linha), leflunomida, sulfassalazina, hidroxicloroquina.
- DMARDs biológicos: inibidores de TNF-alfa (adalimumabe, etanercepte, infliximabe), inibidores de IL-6 (tocilizumabe), abatacepte, rituximabe.
- DMARDs sintéticos-alvo: inibidores de JAK (tofacitinibe, baricitinibe, upadacitinibe).
- Corticosteroides: prednisona em baixas doses por curto período para controle rápido da inflamação.
- AINEs: para alívio sintomático, mas com cautela devido a riscos gastrointestinais e cardiovasculares.
- Não farmacológico: fisioterapia, terapia ocupacional, exercícios aeróbicos de baixo impacto, proteção articular e orientação ergonômica.
- Cirúrgico: sinovectomia, artroplastia (próteses) e artrodese em casos de deformidades graves e falência do tratamento clínico.
O tratamento deve ser precoce e agressivo, com meta de remissão clínica. O acompanhamento multidisciplinar com reumatologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e nutricionista é essencial. Medicamentos como ibuprofeno e nimesulida podem ser usados para dor, mas não modificam o curso da doença.
Quantos dias de atestado médico para artrite
O tempo de afastamento recomendado para pacientes com artrite reumatoide (CID M05) varia conforme a gravidade do quadro, a resposta ao tratamento e a atividade profissional do paciente. Na prática clínica, os parâmetros são:
- Crise aguda moderada: 7 a 14 dias de atestado para repouso articular, início ou ajuste de medicação e avaliação inicial.
- Crise aguda grave com comprometimento funcional importante: 21 a 30 dias, com reavaliação médica periódica para definir necessidade de prorrogação.
- Pós-operatório (artroplastia ou sinovectomia): 30 a 60 dias, dependendo da cirurgia e da reabilitação.
- Afastamento prolongado (> 30 dias): o paciente deve ser encaminhado à perícia médica do INSS para avaliação de benefício previdenciário (auxílio-doença / B31).
Vale destacar que não há um número fixo de dias no CID-10. O médico responsável define o período com base na avaliação clínica individual. O CID F41 — Ansiedade pode ser comórbido em pacientes com AR, prolongando o afastamento em alguns casos.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Pacientes com artrite reumatoide (CID M05) devem buscar atendimento médico de urgência se apresentarem:
- Dor articular súbita e intensa com incapacidade funcional aguda.
- Febre alta (> 38,5°C) associada a dor e edema articular — pode indicar artrite séptica, complicação grave que requer antibioticoterapia e drenagem.
- Falta de ar, tosse seca ou dor torácica — podem ser manifestações de doença pulmonar reumatoide (M05.1) ou vasculite (M05.2).
- Sinais de vasculite: úlceras cutâneas profundas, púrpura palpável, dormência ou fraqueza em membros (mononeurite múltipla).
- Alterações visuais: olho vermelho, dor ocular ou visão turva — podem indicar escleraíte ou ceratite associada à AR.
- Sangramento ou hematomas espontâneos — possível efeito adverso de medicamentos como AINEs ou anticoagulantes.
- Queda do estado geral com perda rápida de peso e fadiga extrema — pode indicar doença em atividade grave ou complicação sistêmica.
O atendimento de urgência deve ser em serviço de pronto-socorro com suporte reumatológico. Nunca ignore sinais de infecção ou comprometimento de órgãos internos.
Prevenção e cuidados contínuos
A artrite reumatoide (CID M05) não tem prevenção primária conhecida, mas algumas medidas podem reduzir o risco de surtos e desacelerar a progressão:
- Controle de fatores de risco: cessação do tabagismo, manutenção do peso corporal adequado e controle de doenças periodontais.
- Adesão ao tratamento: o uso regular dos DMARDs conforme prescrição reduz a atividade da doença e previne deformidades. Nunca interromper o tratamento sem orientação médica.
- Vacinação: pacientes com AR devem receber vacinas contra influenza, pneumococo, hepatite B, herpes zoster e COVID-19, preferencialmente antes do início de terapias imunossupressoras.
- Exercícios físicos: atividades aeróbicas de baixo impacto (caminhada, natação, hidroginástica, pilates) e alongamentos diários melhoram a função articular e reduzem a fadiga.
- Dieta anti-inflamatória: rica em peixes gordurosos (salmão, sardinha), frutas vermelhas, azeite de oliva, vegetais folhosos, castanhas e cúrcuma. Evitar carnes processadas, açúcares refinados e gorduras trans.
- Monitoramento regular: consultas periódicas com reumatologista para avaliar atividade da doença, ajustar medicações e rastrear comorbidades.
Pacientes com AR têm maior risco cardiovascular, osteoporose e infecções, por isso o cuidado contínuo deve ser integrado com clínico geral e outros especialistas. Consulte também o CID Z000 — Exame Médico Geral para check-ups regulares.
O impacto da artrite na qualidade de vida
A artrite reumatoide (CID M05) impacta profundamente a qualidade de vida dos pacientes. Dados de 2025–2026 mostram que cerca de 40% dos pacientes com AR apresentam limitação funcional significativa após 5 anos de doença, e 20% evoluem para incapacidade laboral permanente. A dor crônica, a fadiga e a rigidez articular interferem no trabalho, nas atividades domésticas, no lazer e nos relacionamentos sociais.
Além do impacto físico, a AR está associada a altas taxas de depressão e ansiedade — estima-se que 30% a 50% dos pacientes apresentem transtornos de humor. O suporte psicológico, a terapia em grupo e a participação em associações de pacientes (como a Sociedade Brasileira de Reumatologia e o Grupo de Apoio ao Reumático) são fundamentais para o enfrentamento da doença.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado com DMARDs biológicos e sintéticos-alvo têm mudado esse panorama, proporcionando remissão clínica sustentada e melhora significativa da qualidade de vida. A meta do tratamento é “tratar para atingir o alvo” (treat-to-target), com avaliações periódicas de atividade da doença.
Convivendo com a artrite: suporte e reabilitação
Viver com artrite reumatoide (CID M05) exige adaptações e uma rede de suporte multidisciplinar. A reabilitação inclui:
- Fisioterapia: fortalecimento muscular, exercícios de amplitude de movimento, técnicas de analgesia e correção postural.
- Terapia ocupacional: adaptação de utensílios, órteses para punho e dedos, orientação para atividades de vida diária.
- Psicologia/psiquiatria: manejo da dor crônica, depressão e ansiedade com psicoterapia e, se necessário, medicações específicas (como CID F41).
- Nutrição: dieta anti-inflamatória personalizada, suplementação de vitamina D e ômega-3.
- Grupos de apoio: troca de experiências, informações sobre direitos previdenciários e acesso a medicamentos.
Pacientes com AR têm direito a atendimento especializado pelo SUS, incluindo medicamentos de alto custo (Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas — PCDT do Ministério da Saúde). O acesso a órteses, próteses e materiais especiais também é garantido por lei. Em casos de incapacidade prolongada, o benefício de prestação continuada (BPC/LOAS) pode ser solicitado.
Perspectivas futuras e pesquisas
A pesquisa em artrite reumatoide (CID M05) avança em várias frentes promissoras. Para 2026–2027, destacam-se:
- Medicina de precisão: identificação de biomarcadores genéticos e sorológicos que permitem prever a resposta a cada classe de DMARD, personalizando o tratamento desde o início.
- Novos DMARDs biológicos e sintéticos-alvo: drogas com mecanismos inovadores, como inibidores de IL-17, IL-23 e BTK, em fase avançada de ensaios clínicos.
- Terapias celulares: células T reguladoras (Treg) modificadas e CAR-Treg para reestabelecer a tolerância imunológica, ainda em fase experimental.
- Inteligência artificial: algoritmos de machine learning para diagnóstico precoce baseado em imagens de ultrassom e ressonância, e para predição de surtos.
- Microbioma: modulação da microbiota intestinal com probióticos específicos para reduzir a inflamação sistêmica.
Essas inovações trazem esperança para milhões de pacientes. O acompanhamento regular com reumatologista é essencial para ter acesso às melhores opções terapêuticas disponíveis. Consulte fontes confiáveis como CID10.com.br — CID M05 e MedlinePlus — Arthritis para informações atualizadas.
- 01. Não ignore rigidez matinal prolongada: Se você acorda com articulações duras por mais de 30 minutos, procure um reumatologista. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de deformidades permanentes.
- 02. Mantenha um diário de sintomas: Anote diariamente a intensidade da dor (escala 0–10), a duração da rigidez, as articulações afetadas e o nível de fadiga. Isso ajuda o médico a ajustar o tratamento com precisão.
- 03. Não suspenda o metotrexato sem orientação: O metotrexato é o DMARD de primeira linha e seu efeito pleno leva 6–12 semanas. A interrupção abrupta pode desencadear uma crise grave. Apenas o médico pode avaliar a necessidade de pausa (ex.: antes de cirurgias ou em infecções).
- 04. Proteja suas articulações no dia a dia: Use utensílios com cabos engrossados, prefira mochila a bolsa de mão, evite movimentos repetitivos e faça pausas regulares. Pequenas adaptações previnem sobrecarga articular.
- 05. Vacine-se antes de iniciar biológicos: Se você for iniciar terapia com DMARD biológico, complete o esquema vacinal contra influenza, pneumococo, hepatite B, herpes zoster e COVID-19 pelo menos 2–4 semanas antes. Vacinas atenuadas são contraindicadas durante o uso de imunossupressores.
- 06. Saiba seus direitos trabalhistas: Pacientes com AR têm direito a atestado, licença médica, readaptação de função e, em casos graves, aposentadoria por invalidez. Documente todos os exames e mantenha contato com o RH da empresa e o INSS.
- 07. Pratique exercícios de baixo impacto: Natação, hidroginástica, bicicleta ergométrica e pilates fortalecem a musculatura sem sobrecarregar as articulações. Evite corrida, saltos e esportes de contato durante as crises.
Perguntas Frequentes sobre o CID DIAGNÓSTICO DE ARTRITE
O CID M05 (artrite reumatoide) garante quantos dias de atestado?
Não há um número fixo de dias no CID-10. O médico define o período com base na gravidade clínica. Em média, para uma crise moderada, recomenda-se 7 a 14 dias de atestado inicial, podendo ser prorrogado conforme a resposta ao tratamento. Casos graves ou cirúrgicos podem exigir 30 a 60 dias ou mais, com encaminhamento ao INSS para afastamentos prolongados.
Qual a diferença entre CID M05 e CID M06?
M05 é a artrite reumatoide soropositiva (fator reumatoide positivo), que geralmente tem curso mais agressivo e maior risco de manifestações extra-articulares. M06 é a artrite reumatoide soronegativa (fator reumatoide negativo), que tende a ser menos grave, mas ainda requer tratamento DMARD precoce. Ambos os códigos estão no capítulo XIII da CID-10.
CID M05 pode ser usado para osteoartrose (artrose)?
Não. A osteoartrose (artrose) tem códigos próprios no grupo CID M15–M19. O CID M05 é específico para artrite reumatoide soropositiva, uma doença autoimune inflamatória, enquanto a osteoartrose é degenerativa e não autoimune. O uso incorreto do CID pode levar a erros de tratamento e de faturamento médico.
Paciente com CID M05 pode tomar ibuprofeno para dor?
Sim, o ibuprofeno (AINE) pode ser usado para alívio sintomático da dor e inflamação, mas com cautela. O uso prolongado de AINEs em pacientes com AR está associado a risco aumentado de úlcera péptica, sangramento gastrointestinal e eventos cardiovasculares. Prefira sempre o uso sob orientação médica e por curto período. Consulte: Ibuprofeno — para que serve.
CID M05 tem cura?
A artrite reumatoide (CID M05) é uma doença crônica e sem cura definitiva. No entanto, com tratamento DMARD precoce e adequado, muitos pacientes alcançam remissão clínica — isto é, ausência de sintomas e de atividade inflamatória por longos períodos. O objetivo do tratamento é atingir a remissão ou, pelo menos, baixa atividade da doença, preservando a função articular.
Gestante com CID M05 pode tomar metotrexato?
Não. O metotrexato é contraindicado na gestação e na amamentação por ser teratogênico e abortivo. Mulheres em idade fértil devem usar método anticoncepcional eficaz durante o tratamento e por pelo menos 3 meses após a interrupção. Gestantes com AR devem ser manejadas por equipe multidisciplinar (reumatologista + obstetra de alto risco).
CID M05 pode ser usado para solicitar benefício do INSS?
Sim. O CID M05 é uma das principais causas de incapacidade laboral e dá direito a auxílio-doença (B31) e, em casos graves e irreversíveis, a aposentadoria por invalidez (B32). Para isso, o paciente deve passar por perícia médica do INSS com documentação completa (exames, laudos, atestados). O médico deve detalhar o comprometimento funcional.
Qual a diferença entre artrite reumatoide e artrite psoriásica?
A artrite reumatoide (CID M05/M06) é autoimune e geralmente simétrica, afetando principalmente mãos e punhos, com fator reumatoide positivo. A artrite psoriásica (CID L40.5 + M07) está associada à psoríase cutânea e ungueal, pode ser assimétrica, afetar articulações interfalangeanas distais e coluna, e o fator reumatoide é tipicamente negativo. O tratamento também difere, embora ambas usem DMARDs.
CID M05 pode ser diagnosticado apenas com exame de sangue?
Não. O diagnóstico de artrite reumatoide (CID M05) é clínico-laboratorial e exige exame físico detalhado, história clínica, exames laboratoriais (FR, anti-CCP, VHS, PCR) e de imagem (radiografia, ultrassom ou ressonância). O fator reumatoide positivo isolado não fecha o diagnóstico, pois pode ocorrer em outras doenças autoimunes e até em pessoas saudáveis.
Paciente com CID M05 pode praticar esportes?
Sim, com orientação. Exercícios de baixo impacto como natação, hidroginástica, bicicleta, pilates e caminhada são benéficos para manter a mobilidade, fortalecer a musculatura e controlar o peso. Esportes de alto impacto (corrida, saltos, futebol competitivo) devem ser evitados durante as crises. O reumatologista e o fisioterapeuta podem indicar o melhor programa.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição. Consulte sempre um profissional de saúde habilitado.
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