Em 2026, as doenças infecciosas e parasitárias continuam sendo uma das principais causas de morbidade no Brasil, com destaque para a dengue (código A90), que registrou mais de 3,5 milhões de casos suspeitos no primeiro semestre, segundo o Ministério da Saúde.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID DOENÇAS-INFECCIOSAS-E-PARASITARIAS-ENTENDA-SUA-IMPORTANCIA-2 e quer saber o que significa? Este código refere-se ao Capítulo I da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), que abrange todas as doenças infecciosas e parasitárias, desde infecções bacterianas comuns até parasitoses tropicais. Neste artigo, você vai entender a importância desse capítulo, como ele é usado na prática clínica e o que cada código significa para o seu tratamento e recuperação.
- Código: A00-B99
- Descrição: Capítulo I – Certas doenças infecciosas e parasitárias
- Categoria: Capítulo I da CID-10 (OMS) – Doenças infecciosas e parasitárias
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: A00-A09 (Infecções intestinais), A15-A19 (Tuberculose), A20-A28 (Zoonoses bacterianas), A30-A49 (Outras doenças bacterianas), A50-A64 (Infecções de transmissão predominantemente sexual), A65-A69 (Outras espiroquetoses), A70-A74 (Outras doenças por clamídias), A75-A79 (Rickettsioses), A80-A89 (Infecções virais do sistema nervoso central), A90-A99 (Febres virais transmitidas por artrópodes), B00-B09 (Infecções virais caracterizadas por lesões de pele e mucosas), B15-B19 (Hepatite viral), B20-B24 (Doença pelo HIV), B25-B34 (Outras doenças virais), B35-B49 (Micoses), B50-B64 (Protozooses), B65-B83 (Helmintíases), B85-B89 (Pediculose, acaríase e outras infestações), B90-B94 (Sequelas de doenças infecciosas e parasitárias), B95-B99 (Outras doenças infecciosas).
Paciente: Maria da Silva, 34 anos, professora do ensino fundamental
Queixa principal: Febre alta (39,5°C) há 3 dias, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores no corpo e manchas vermelhas na pele. Relata ainda cansaço extremo e falta de apetite.
Avaliação clínica: Ao exame físico, apresentava prostração, exantema maculopapular difuso, teste do laço positivo e pressão arterial normal. Foram solicitados hemograma, sorologia para dengue (NS1, IgM e IgG) e função hepática. Hemograma mostrou leucopenia e plaquetopenia (45.000/mm³). A sorologia NS1 foi positiva e IgM reagente.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o código A90 — Dengue (dengue clássico).
Conduta terapêutica: Repouso absoluto, hidratação oral vigorosa (60-80 mL/kg/dia), uso de paracetamol para febre (evitar AINEs e aspirina pelo risco de sangramento). Monitoramento de plaquetas e sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosas). Não foi necessária internação, mas a paciente foi orientada a retornar se surgirem sinais de gravidade.
Evolução: Após 7 dias de sintomas, a febre cedeu e as manchas começaram a desaparecer. As plaquetas normalizaram em 10 dias. A paciente retomou suas atividades após 12 dias de repouso, com liberação médica.
Lição clínica: O diagnóstico precoce da dengue (A90) com base em critérios clínicos-epidemiológicos e sorologia evita complicações e permite manejo ambulatorial adequado. Pacientes com plaquetopenia significativa devem ser monitorados de perto.
O que é o CID A00-B99 na prática médica
O CID A00-B99 é o capítulo da Classificação Internacional de Doenças que reúne todas as doenças infecciosas e parasitárias. Na prática clínica, esse código é utilizado sempre que um paciente apresenta uma doença causada por agente infeccioso (bactérias, vírus, fungos, protozoários ou helmintos) ou por parasitas. Ele abrange desde infecções comuns, como uma amigdalite bacteriana (código J02.0, mas se associada a estreptococo pode ser classificada em A49), até doenças tropicais negligenciadas, como leishmaniose (B55).
O uso desse capítulo é essencial para a vigilância epidemiológica, pois permite que os sistemas de saúde monitorem a incidência de doenças como tuberculose (A15-A19), HIV (B20-B24), dengue (A90), malária (B50-B54) e esquistossomose (B65). O médico, ao registrar o código específico, contribui para a notificação compulsória e para o planejamento de políticas públicas de saúde. No entanto, o principal objetivo é garantir que o paciente receba o tratamento correto e que sua condição seja devidamente documentada para efeitos de atestado, afastamento do trabalho e acompanhamento.
Por exemplo, um paciente com diagnóstico de tuberculose pulmonar (código A15.0) precisará de notificação obrigatória à Secretaria de Saúde, tratamento com esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) e afastamento do trabalho por tempo determinado. Já um paciente com dengue (A90) pode precisar de repouso e hidratação, mas sem notificação obrigatória (embora seja de notificação compulsória no Brasil). O código, portanto, orienta a conduta e a documentação.
Além disso, o CID A00-B99 é fundamental para a pesquisa clínica, a análise de mortalidade e a alocação de recursos. Hospitais e laboratórios utilizam esses códigos para classificar pacientes em sistemas de informação, como o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Saber interpretar o código é útil para o paciente entender o que consta em seu prontuário e atestado.
Subcategorias e variantes do CID A00-B99
O capítulo A00-B99 é dividido em blocos que agrupam doenças por tipo de agente ou por manifestação clínica. As principais subcategorias são:
- A00-A09: Infecções intestinais (cólera, febre tifoide, shigelose, amebíase, etc.).
- A15-A19: Tuberculose (pulmonar, meningite tuberculosa, etc.).
- A20-A28: Zoonoses bacterianas (peste, tularemia, brucelose).
- A30-A49: Outras doenças bacterianas (hanseníase, difteria, tétano, meningite bacteriana).
- A50-A64: Infecções de transmissão predominantemente sexual (sífilis, gonococcia, clamídia).
- A65-A69: Outras espiroquetoses (bouba, leptospirose).
- A70-A74: Doenças por clamídias (tracoma, clamídia respiratória).
- A75-A79: Rickettsioses (tifo, febre maculosa).
- A80-A89: Infecções virais do sistema nervoso central (poliomielite, raiva, encefalites virais).
- A90-A99: Febres virais transmitidas por artrópodes (dengue, febre amarela, chikungunya).
- B00-B09: Infecções virais com lesões de pele/mucosas (herpes, varicela, zoster, HPV).
- B15-B19: Hepatite viral (A, B, C, Delta, E).
- B20-B24: Doença pelo HIV (AIDS).
- B25-B34: Outras doenças virais (caxumba, sarampo, rubéola, mononucleose).
- B35-B49: Micoses (candidíase, dermatofitoses, criptococose).
- B50-B64: Protozooses (malária, leishmaniose, toxoplasmose).
- B65-B83: Helmintíases (esquistossomose, ascaridíase, teníase).
- B85-B89: Pediculose, acaríase e outras infestações.
- B90-B94: Sequelas de doenças infecciosas e parasitárias.
- B95-B99: Outras doenças infecciosas.
Cada bloco possui códigos específicos de três ou quatro caracteres. Por exemplo, dentro de A00-A09, temos A09.0 (gastroenterite de provável origem infecciosa) e A09.9 (gastroenterite e colite de origem não especificada). O médico escolhe o código mais preciso baseado na etiologia confirmada ou presumida.
Sintomas e como a doença se manifesta
As doenças infecciosas e parasitárias apresentam sintomas muito variados, dependendo do agente causador e do órgão afetado. No entanto, alguns sinais são comuns a muitas delas:
- Febre: Presente na maioria das infecções agudas (dengue, malária, tuberculose, infecções bacterianas).
- Diarreia: Típica de infecções intestinais (cólera, amebíase, gastroenterites virais).
- Tosse: Comum em infecções respiratórias (tuberculose, coqueluche, pneumonia viral).
- Erupções cutâneas: Sarampo, rubéola, dengue, varicela, febre maculosa.
- Dor abdominal: Presente em infecções intestinais, apendicite infecciosa, abscesso hepático amebiano.
- Icterícia (pele e olhos amarelados): Hepatites virais, leptospirose, malária grave.
- Linfonodos aumentados: HIV, tuberculose, sífilis, mononucleose.
- Perda de peso e suores noturnos: Indicativos de tuberculose ou infecção pelo HIV.
É importante lembrar que muitas doenças infecciosas podem ser assintomáticas nas fases iniciais (como hepatite B crônica ou infecção pelo HIV). Por isso, o rastreamento e o diagnóstico precoce são fundamentais. Os sintomas podem variar de leves (resfriado comum) a graves (sepse, meningite, choque hemorrágico).
Causas e fatores de risco
As doenças infecciosas e parasitárias são causadas por agentes biológicos: bactérias, vírus, fungos, protozoários e helmintos. A transmissão ocorre de diversas formas:
- Via respiratória: Gotículas de saliva (tuberculose, gripe, COVID-19).
- Via fecal-oral: Água ou alimentos contaminados (cólera, hepatite A, amebíase).
- Transmissão sexual: HIV, sífilis, gonorreia, HPV.
- Transmissão vetorial: Mosquitos (dengue, malária, febre amarela), carrapatos (febre maculosa), triatomíneos (doença de Chagas).
- Contato direto com pele ou mucosas: Herpes, impetigo, escabiose (sarna).
- Transmissão sanguínea: Hepatite B e C, HIV (compartilhamento de agulhas).
- Transmissão vertical (mãe para filho): Sífilis, HIV, toxoplasmose.
Os principais fatores de risco incluem:
- Baixa imunidade (desnutrição, HIV, uso de imunossupressores).
- Condições de saneamento básico precárias.
- Viver em áreas endêmicas para determinadas doenças (Amazônia para malária, Nordeste para esquistossomose).
- Vacinação incompleta.
- Exposição ocupacional (profissionais de saúde, agricultores).
- Comportamentos de risco (sexo sem proteção, uso de drogas injetáveis).
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico das doenças infecciosas e parasitárias baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. O médico investiga a origem dos sintomas, o período de incubação, a exposição a fatores de risco e a presença de sinais específicos.
Os exames laboratoriais mais comuns incluem:
- Hemograma: Avalia leucócitos, neutrófilos, linfócitos e plaquetas. Leucocitose sugere infecção bacteriana; leucopenia pode indicar dengue ou infecções virais.
- Exames sorológicos: Detectam anticorpos IgM (infecção recente) e IgG (infecção passada ou crônica) – usados para hepatites, HIV, dengue, toxoplasmose, sífilis.
- Cultura microbiológica: Identifica a bactéria ou fungo em amostras de sangue, urina, fezes, secreções.
- PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Detecta o material genético do agente – muito sensível para vírus como HIV, hepatite C, dengue.
- Exame de fezes: Parasitológico para identificar ovos, cistos ou larvas de helmintos e protozoários.
- Exames de imagem: Radiografia de tórax (tuberculose), ultrassonografia (abscessos hepáticos), tomografia (neurocisticercose).
- Testes rápidos: Para HIV, sífilis, malária, dengue – fornecem resultado em minutos.
O diagnóstico preciso é crucial para o tratamento correto. Por exemplo, uma diarreia por bactéria pode exigir antibiótico, enquanto uma diarreia viral não. O uso indiscriminado de antibióticos contribui para a resistência bacteriana.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento para doenças infecciosas e parasitárias depende do agente causal. As principais opções incluem:
- Antibióticos: Para infecções bacterianas (amoxicilina, azitromicina, ceftriaxona, etc.). A escolha depende do tipo de bactéria e da sensibilidade.
- Antivirais: Para infecções virais (oseltamivir para gripe, aciclovir para herpes, tenofovir para HIV, interferon para hepatites).
- Antifúngicos: Para micoses (fluconazol, itraconazol, anfotericina B).
- Antiparasitários: Para protozooses (metronidazol para amebíase, cloroquina para malária, benznidazol para doença de Chagas) e helmintíases (albendazol, ivermectina, praziquantel).
- Terapia de suporte: Hidratação, repouso, antitérmicos, analgésicos, correção de distúrbios hidroeletrolíticos.
- Vacinação: Algumas doenças infecciosas podem ser prevenidas por vacinas, mas a vacinação também pode ser usada como profilaxia pós-exposição (raiva, hepatite B).
O tratamento deve ser individualizado. Por exemplo, a tuberculose requer um esquema combinado de antibióticos por 6 meses, com supervisão direta. Já a dengue exige hidratação e repouso, sem uso de AINEs. A infecção pelo HIV é controlada com terapia antirretroviral contínua, que não erradica o vírus, mas mantém a carga viral indetectável.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado varia conforme a gravidade da doença e a profissão do paciente. Em geral, para doenças infecciosas agudas como dengue, influenza ou amigdalite bacteriana, recomenda-se o seguinte:
- Dengue clássico (A90): 7 a 14 dias de repouso, dependendo da evolução dos sintomas e da queda de plaquetas. O atestado inicial é de 5 a 7 dias, podendo ser renovado.
- Gripe/influenza (J10-J11): 3 a 5 dias para casos leves; até 7 dias se houver complicações.
- Amigdalite bacteriana (J02.0 / A49.9): 3 a 5 dias com antibiótico; após 24 horas de medicação, o paciente já não transmite.
- Pneumonia bacteriana (J15): 7 a 14 dias; o atestado pode ser de 10 dias, com reavaliação.
- Tuberculose pulmonar (A15.0): Afastamento do trabalho por no mínimo 30 dias (até a negativação da baciloscopia, geralmente 2 meses).
- Infecção intestinal aguda (A09): 2 a 4 dias, dependendo da hidratação e melhora.
- Conjuntivite infecciosa (B30): 3 a 5 dias, com afastamento de creches/escolas.
- HIV (B20-B24): O atestado depende de intercorrências; o portador de HIV controlado não necessita de afastamento contínuo.
O médico avalia cada caso e fornece o atestado de acordo com o tempo necessário para a recuperação completa e para evitar a transmissão a outras pessoas.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Em doenças infecciosas e parasitárias, alguns sinais indicam gravidade e exigem atendimento médico imediato:
- Febre muito alta (>40°C) que não cede com antitérmicos.
- Dificuldade para respirar, falta de ar, dor torácica.
- Rebaixamento do nível de consciência, confusão mental, convulsões.
- Manchas roxas (púrpuras) na pele, sangramento espontâneo (gengivas, nariz, urina com sangue).
- Vômitos persistentes que impedem a hidratação oral.
- Dor abdominal intensa e contínua.
- Icterícia (olhos amarelados) associada a febre.
- Inchaço de lábios, língua ou garganta (reações alérgicas a medicamentos).
- Queda da pressão arterial, tontura ao levantar, desidratação grave (boca seca, sem lágrimas, olhos fundos).
- Em crianças: choro fraco, irritabilidade excessiva, recusa alimentar, moleira funda.
Não espere que os sintomas passem sozinhos. Busque um pronto-socorro ou uma unidade de saúde para avaliação. Lembre-se: doenças como meningite, sepse, dengue hemorrágica e malária grave podem evoluir rapidamente.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção das doenças infecciosas e parasitárias envolve medidas individuais e coletivas:
- Vacinação: Mantenha o calendário vacinal em dia. Vacinas como a tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), BCG (tuberculose), hepatite B, febre amarela e HPV são essenciais.
- Higiene das mãos: Lave as mãos com água e sabão frequentemente, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro.
- Água potável: Beba água tratada ou fervida. Evite gelo de procedência duvidosa.
- Alimentos seguros: Lave bem frutas e verduras, cozinhe carnes e ovos completamente.
- Uso de preservativos: Previna infecções sexualmente transmissíveis (HIV, sífilis, gonorreia).
- Controle de vetores: Use repelentes, telas em janelas, evite acúmulo de água parada para prevenir dengue, zika, chikungunya e malária.
- Evite compartilhar objetos pessoais: Escovas de dente, lâminas de barbear, seringas.
- Ambientes ventilados: Reduz a transmissão de doenças respiratórias.
- Exames periódicos: Para doenças como HIV, sífilis e hepatites, especialmente em grupos de risco.
Cuidados contínuos incluem o acompanhamento médico regular para doenças crônicas como HIV, tuberculose latente e hepatites. O tratamento correto e a adesão às terapias previnem complicações e a transmissão a outras pessoas.
- 01. Não interrompa o tratamento antes do prazo determinado pelo médico, mesmo que os sintomas melhorem. Isso é crucial para evitar resistência bacteriana e recidivas.
- 02. Hidrate-se adequadamente durante infecções febris, principalmente dengue e diarreias. A água de coco e soro caseiro são aliados.
- 03. Evite automedicação com antibióticos ou antivirais. O uso inadequado pode mascarar sintomas e aumentar a resistência.
- 04. Mantenha as vacinas em dia, incluindo a vacina contra a gripe e a pneumocócica, especialmente para idosos, crianças e imunossuprimidos.
- 05. Se tiver um atestado com código CID de doença infecciosa, respeite o período de afastamento para não contagiar colegas de trabalho ou escola.
- 06. Fique atento a surtos em sua região. Consulte os boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde e siga as orientações das autoridades.
- 07. Em viagens para áreas endêmicas, informe-se sobre profilaxias (malária, febre amarela) e vacinas obrigatórias.
Perguntas Frequentes sobre o CID A00-B99
O CID A00-B99 garante quantos dias de atestado?
Não há um número fixo. O atestado é concedido com base na doença específica e na evolução clínica. Para orientação geral, veja a seção específica deste artigo: Quantos dias de atestado médico. O médico avaliará o quadro e definirá o período necessário para recuperação e isolamento.
O que significa quando o médico coloca CID A09 no atestado?
A09 é o código para gastroenterite e colite de provável origem infecciosa. Indica que o paciente apresentou diarreia aguda, possivelmente causada por vírus, bactéria ou parasita, mas sem identificação exata do agente. O tratamento é sintomático e com hidratação.
O CID B20 é igual a AIDS?
Sim, B20 é o código para doença pelo HIV resultando em doenças infecciosas e parasitárias. É usado quando o paciente com HIV desenvolve infecções oportunistas. Já o código Z21 é usado para infecção assintomática pelo HIV. B24 é o código para doença pelo HIV sem outra especificação.
O que significa o CID A15.0?
A15.0 é o código para tuberculose pulmonar, confirmada por cultura ou exame molecular. É a forma mais comum de tuberculose. Exige notificação obrigatória e tratamento com esquema RIPE por 6 meses.
O CID A90 (dengue) dá direito a quantos dias de repouso?
Normalmente, o médico recomenda de 7 a 14 dias de repouso, dependendo da intensidade dos sintomas e do risco de complicações. O atestado inicial costuma ser de 5 a 7 dias, podendo ser prorrogado.
O CID para infecção urinária fica neste capítulo?
Infecções urinárias geralmente são classificadas no capítulo XIV (Doenças do aparelho geniturinário), com códigos como N39.0 (infecção do trato urinário de localização não especificada). Apenas infecções urinárias por agentes específicos (como tuberculose urinária) podem estar no capítulo I.
O CID para sífilis é A50 ou A51?
A sífilis é classificada em A50 a A53. A50 é sífilis congênita, A51 é sífilis primária, A52 é sífilis secundária e A53 é sífilis tardia. O médico especifica de acordo com o estágio.
Preciso de atestado para dengue mesmo com sintomas leves?
Sim, pois a dengue é uma doença de notificação compulsória e requer afastamento para evitar esforço físico e prevenir complicações. Mesmo casos leves podem evoluir para formas graves. O atestado também justifica a ausência no trabalho ou escola.
O CID A00-B99 inclui a COVID-19?
Originalmente, a COVID-19 foi classificada provisoriamente no código U07.1 (doença pelo coronavírus 2019), fora do capítulo I. Posteriormente, a OMS criou o código U09.9 para sequelas pós-COVID. O capítulo A00-B99 não abrange diretamente a COVID-19, mas sim outras viroses respiratórias.
O que fazer se meu atestado tiver um código de doença infecciosa e eu não entender?
Converse com o médico que prescreveu o atestado para explicar o diagnóstico. Você também pode consultar um profissional de saúde na Clínica Popular Fortaleza para esclarecimentos. Nunca ignore um código desconhecido.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
Na Clinica Popular Fortaleza você encontra consultas acessíveis com médicos que explicam seu diagnóstico e orientam o melhor tratamento.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Fontes e referências:
CID-10 – Classificação completa
MedlinePlus – Doenças infecciosas
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde
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