Em 2026, a asma (CID J45) afeta aproximadamente 20 milhões de brasileiros, sendo responsável por mais de 100 mil hospitalizações anuais. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado podem reduzir em até 70% as crises graves e internações evitáveis.
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID J45 – Asma e quer saber o que significa? Este artigo explica de forma completa a importância da Classificação Internacional de Doenças para as doenças respiratórias, com foco no CID J45. Através de um estudo de caso clínico real, você entenderá os sintomas, causas, opções de tratamento, dias de atestado e muito mais. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas.
- Código: J45.0
- Descrição: Asma predominantemente alérgica
- Categoria: Capítulo X – Doenças do aparelho respiratório (J00-J99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: J45.0 (asma alérgica), J45.1 (asma não alérgica), J45.8 (asma mista), J45.9 (asma não especificada)
Paciente: Ana Clara, 22 anos, estudante universitária
Queixa principal: Falta de ar recorrente, tosse seca à noite e após exercícios, sensação de chiado no peito há três meses
Avaliação clínica: Ao exame físico, apresentava sibilos expiratórios difusos à ausculta pulmonar. Foi solicitada espirometria, que mostrou obstrução ao fluxo aéreo com resposta significativa ao broncodilatador (aumento de 15% no VEF1). Testes alérgicos cutâneos positivos para ácaros e pólen.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID J45.0 — Asma predominantemente alérgica
Conduta terapêutica: Foi prescrito corticosteroide inalatório (budesonida 400 mcg/dia) e broncodilatador de curta ação (salbutamol sob demanda). Orientações sobre evitar alérgenos, uso correto do inalador com espaçador e plano de ação para crises.
Evolução: Após 6 semanas, a paciente relatou redução de 80% nas crises noturnas, melhora na capacidade de realizar atividades físicas e normalização da função pulmonar na espirometria de controle.
Lição clínica: O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da asma evitam hospitalizações e melhoram significativamente a qualidade de vida. O CID J45 permite padronizar o cuidado e garantir acesso a medicamentos pelo SUS.
O que é o CID J45 na prática médica
O CID J45 (Asma) é um código da Classificação Internacional de Doenças, 10ª versão, utilizado mundialmente para identificar a asma brônquica. Na prática clínica, ele padroniza o registro de diagnósticos, facilita a comunicação entre profissionais de saúde e é essencial para a prescrição de medicamentos pelo SUS. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiper-responsividade brônquica e episódios de obstrução reversível ao fluxo aéreo. O CID J45.0 especifica a variante alérgica, que responde por cerca de 70% dos casos em crianças e adultos jovens.
Subcategorias e variantes do CID J45
O capítulo X da CID-10 agrupa as doenças respiratórias. O código J45 possui as seguintes subcategorias:
- J45.0 – Asma predominantemente alérgica: desencadeada por alérgenos como ácaros, pólen, mofo e pelos de animais.
- J45.1 – Asma não alérgica: relacionada a exercícios, ar frio, infecções virais ou estresse.
- J45.8 – Asma mista: combinação de fatores alérgicos e não alérgicos.
- J45.9 – Asma não especificada: quando o tipo não é determinado.
Além disso, o CID J46 (Estado de mal asmático) é usado para crises graves que não respondem ao tratamento inicial e exigem hospitalização imediata.
Sintomas e como a doença se manifesta
Os sintomas clássicos da asma incluem:
- Falta de ar (dispneia), geralmente acompanhada de sensação de opressão torácica.
- Tosse seca que piora à noite, nas primeiras horas da manhã ou após exercícios físicos.
- Chiado no peito (sibilos) audível, especialmente na expiração.
- Secreção mucosa em alguns casos, principalmente durante infecções virais.
Os sintomas variam em intensidade e frequência. Em crises leves, podem durar minutos; em crises moderadas a graves, podem persistir por horas ou dias, exigindo intervenção médica de urgência. A asma não controlada pode levar a limitações nas atividades diárias, absenteísmo escolar/trabalho e hospitalizações.
Causas e fatores de risco
A asma é uma condição multifatorial. Os principais fatores de risco incluem:
- História familiar: parentes de primeiro grau com asma ou alergias aumentam o risco.
- Atopia: predisposição genética para desenvolver alergias (rinite, dermatite, alergia alimentar).
- Exposição ambiental: ácaros, pólen, mofo, fumaça de cigarro, poluição do ar, produtos químicos.
- Infecções virais precoces na infância, especialmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR).
- Obesidade: está associada a maior inflamação sistêmica e pior controle da asma.
- Exercício físico: o ar frio e seco pode desencadear broncoespasmo em algumas pessoas.
- Estresse emocional e alterações hormonais podem exacerbar os sintomas.
Entender os gatilhos individuais é fundamental para o manejo eficaz da doença.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da asma baseia-se na combinação de história clínica, exame físico e exames complementares. O médico investiga:
- História detalhada: sintomas, padrão sazonal, gatilhos, histórico familiar, uso de medicamentos.
- Exame físico: ausculta pulmonar para detectar sibilos, avaliação de sinais de esforço respiratório.
- Espirometria: é o exame padrão-ouro. Mede a capacidade pulmonar e a reversibilidade da obstrução com broncodilatador. Valores de VEF1/CVF inferiores a 0,7 sugerem obstrução.
- Testes de broncoprovocação: em casos duvidosos, com metacolina ou exercício.
- Testes alérgicos cutâneos ou sanguíneos (IgE específica) para identificar alérgenos.
- Radiografia de tórax: para excluir outras doenças (DPOC, infecções, tumores).
O diagnóstico diferencial inclui DPOC, bronquite crônica, fibrose cística, disfunção de cordas vocais e ansiedade.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O tratamento da asma é feito em degraus, ajustado conforme a gravidade e o controle. Inclui:
- Broncodilatadores de curta ação (SABA): salbutamol, fenoterol – usados para alívio imediato em crises leves.
- Corticosteroides inalatórios (CI): budesonida, fluticasona, beclometasona – principais medicamentos de controle para reduzir inflamação.
- Associações CI + LABA (broncodilatadores de longa ação): formoterol, salmeterol – para pacientes com controle insuficiente com CI isolado.
- Antileucotrienos: montelucaste – opção adjuvante, especialmente em asma alérgica.
- Imunobiológicos: omalizumabe (anti-IgE), mepolizumabe (anti-IL5) – para asma grave não controlada.
- Corticosteroides orais: prednisona – uso restrito a crises graves ou exacerbações, por curto prazo.
- Plano de ação: orientações escritas para o paciente sobre como aumentar medicação em crises e quando buscar ajuda.
A adesão regular ao tratamento de controle é essencial para reduzir exacerbações e visitas ao pronto-socorro.
Quantos dias de atestado médico
O número de dias de atestado para CID J45 varia conforme a gravidade da crise e a atividade profissional. Em geral:
- Crise leve: 1 a 2 dias de repouso.
- Crise moderada (com necessidade de consulta e uso de corticoide oral): 3 a 5 dias.
- Crise grave ou estado de mal asmático (necessitando internação): 7 a 14 dias, podendo ser prorrogado conforme evolução.
Profissionais que exercem atividades de alto esforço físico ou exposição a alérgenos ocupacionais podem precisar de períodos mais longos. O médico avaliará cada caso individualmente, baseado na função pulmonar e na resposta ao tratamento.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Procure atendimento de emergência imediatamente se houver:
- Falta de ar intensa que impede falar frases completas.
- Chiado muito alto ou ausência de chiado (silêncio torácico – sinal de obstrução grave).
- Lábios ou unhas arroxeados (cianose) – indica oxigenação insuficiente.
- Uso de musculatura acessória (retração das costelas, batimento de asa do nariz).
- Frequência cardíaca acelerada e agitação psicomotora.
- Não melhora com broncodilatador após 20-30 minutos.
- Crise que piora progressivamente ao longo de horas.
Sinais de alerta em crianças incluem dificuldade para mamar ou falar, sonolência excessiva e respiração rápida e superficial.
Prevenção e cuidados contínuos
A asma não tem cura, mas é controlável. Medidas preventivas incluem:
- Evitar gatilhos: manter ambiente livre de poeira, ácaros, mofo; usar capas antiácaro em colchões e travesseiros; evitar fumo e poluição.
- Vacinação: vacina anual contra gripe e vacina pneumocócica para reduzir infecções que desencadeiam crises.
- Uso correto de medicamentos de controle: não suspender corticoide inalatório sem orientação médica.
- Monitoramento regular: consultas periódicas com pneumologista e realização de espirometria a cada 6-12 meses.
- Plano de ação atualizado: saber reconhecer sinais de piora e como ajustar medicação.
- Educação do paciente e familiares: participar de grupos de apoio e programas de controle da asma.
- Atividade física moderada com pré-medicação (se necessário) para evitar broncoespasmo induzido por exercício.
O controle adequado permite uma vida normal, sem limitações significativas.
- 01. Sempre tenha seu broncodilatador de resgate por perto, especialmente em épocas de mudança de estação.
- 02. Anote os sintomas diariamente em um diário para identificar padrões e gatilhos.
- 03. Use o espaçador com o inalador para melhorar a deposição do medicamento nos pulmões.
- 04. Mantenha a vacinação contra gripe em dia – infecções virais são a principal causa de exacerbação.
- 05. Consulte o pneumologista mesmo quando estiver bem – o controle contínuo evita crises futuras.
- 06. Evite usar medicamentos sem prescrição, como corticoides orais por conta própria.
- 07. Se você ou seu filho têm asma, informe a escola ou o empregador sobre os sintomas e o plano de ação.
Perguntas Frequentes sobre o CID J45
O CID J45 garante quantos dias de atestado?
Em geral, crises leves: 1 a 2 dias; moderadas: 3 a 5 dias; graves: 7 a 14 dias. O médico define baseado na avaliação clínica e função pulmonar.
A asma tem cura?
Não, a asma não tem cura, mas tem controle. Com tratamento adequado, a maioria dos pacientes leva vida normal com poucas ou nenhuma crise.
Posso fazer exercícios físicos com asma?
Sim, desde que a asma esteja controlada. Atividades como natação, caminhada e ioga são benéficas. Se necessário, use broncodilatador 15 minutos antes do exercício.
O que fazer durante uma crise de asma?
Use 2 jatos do broncodilatador de curta ação (salbutamol), aguarde 1 minuto e repita até melhora. Se não houver melhora após 20 minutos, procure emergência.
O CID J45 é válido para crianças?
Sim. A asma é a doença crônica mais comum na infância. O mesmo código é usado, mas o tratamento é adaptado à idade.
Preciso usar corticoide inalatório todos os dias?
Sim, se o médico prescreveu como tratamento de controle. O uso contínuo reduz a inflamação e previne crises. Não interrompa sem orientação.
O CID J45 pode ser usado para DPOC?
Não. A DPOC tem código J44. São doenças diferentes, embora ambas sejam respiratórias. O diagnóstico correto é essencial para o tratamento.
Como conseguir medicamentos pelo SUS?
Com a prescrição médica (receita com CID J45), você pode retirar medicamentos como budesonida e salbutamol nas farmácias populares ou UBS. Alguns imunobiológicos são fornecidos por centros de referência.
O que é estado de mal asmático (CID J46)?
É uma crise grave e prolongada que não responde ao tratamento inicial, exigindo internação em UTI. É uma emergência médica.
Gestantes com asma podem usar corticoide inalatório?
Sim, o controle da asma na gestação é fundamental. Corticoides inalatórios são seguros e preferíveis à asma não controlada, que pode prejudicar o feto.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
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