Estimativas da OMS indicam que, em 2026, cerca de 5,5% de todas as internações hospitalares no Brasil estão relacionadas a reações adversas a medicamentos (RAM), sendo que 30% delas são potencialmente evitáveis. Os efeitos colaterais de medicamentos representam a quarta maior causa de morte nos serviços de urgência, atrás apenas de doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias.
Introdução
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID EFEITOS-COLATERAIS-DE-MEDICAMENTOS-GUIA-COMPLETO e quer saber o que significa? Este guia completo foi elaborado por médico especialista em clínica médica para esclarecer todos os aspectos relacionados às reações adversas a medicamentos, desde a classificação pelo CID-10 até as opções de tratamento e prevenção. Os efeitos colaterais de medicamentos são uma realidade clínica frequente e nem sempre são leves; entender seu código CID ajuda na comunicação entre profissionais de saúde e na orientação do paciente.
- Código: T45.9 / Y57.9
- Descrição: Envenenamento por substância sistêmica não especificada / Efeitos colaterais de drogas, não especificados
- Categoria: Capítulo XIX – Lesões, envenenamentos e algumas outras consequências de causas externas (T36-T50) / Capítulo XX – Causas externas de morbidade e mortalidade (Y40-Y59)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias: T45.0 (antialérgicos), T45.1 (antineoplásicos), T45.2 (vitaminas), T45.3 (enzimas), T45.4 (ferro e derivados), T45.5 (anticoagulantes), T45.6 (antídotos), T45.7 (contrastes radiológicos), T45.8 (outros), T45.9 (não especificado); Y40-Y59 incluem subcategorias por classe terapêutica (Y40 antibióticos, Y41 anti-infecciosos, etc.)
Paciente: Maria Aparecida da Silva, 38 anos, professora do ensino fundamental
Queixa principal: Urticária generalizada, inchaço nos lábios e dificuldade para respirar iniciados 30 minutos após tomar amoxicilina prescrita para amigdalite bacteriana
Avaliação clínica: PA 110×70 mmHg, FC 98 bpm, SatO2 94% em ar ambiente. Presença de placas urticariformes eritematosas em tronco e membros, edema de lábios e leve estridor inspiratório. Ausculta pulmonar com sibilos esparsos. Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata positivo para penicilinas.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID T45.9 (envenenamento por substância sistêmica não especificada) e Y57.9 (efeito colateral de droga, não especificado) — reação alérgica grave (anafilaxia Grau II) desencadeada por amoxicilina, um efeito colateral mediado por IgE.
Conduta terapêutica: Suspensão imediata da amoxicilina, administração de adrenalina 0,3 mg IM no vasto lateral da coxa, oxigênio suplementar a 5 L/min por máscara, hidrocortisona 200 mg IV, polaramine 5 mg IV e nebulização com fenoterol. Internação para observação por 24 horas.
Evolução: Após 2 horas, regressão completa do edema labial e da urticária, saturação normalizada. Recebeu alta após 24 horas com prescrição de anti-histamínico oral por 5 dias, corticosteroide oral em esquema de redução e orientação de evitar betalactâmicos. Encaminhada ao alergologista para dessensibilização, se necessário.
Lição clínica: Todo paciente com história de alergia medicamentosa deve usar alerta no prontuário e porte de identificação (pulseira ou cartão). Reações anafiláticas podem ocorrer mesmo em primeiras exposições; o atendimento rápido com adrenalina é salva-vidas.
O que é o CID T45/Y57 na prática médica
O CID para efeitos colaterais de medicamentos, codificado principalmente como T45.9 (envenenamento por substância sistêmica) e Y57.9 (efeito colateral de droga), é utilizado quando um paciente apresenta sinais e sintomas decorrentes do uso de uma ou mais substâncias medicamentosas, em doses terapêuticas ou não. Na prática clínica, esses códigos abrangem desde reações alérgicas leves até intoxicações graves. O registro correto é essencial para estatísticas de saúde, pesquisas farmacoepidemiológicas e para a segurança do paciente, permitindo a identificação de padrões de reações adversas e a implementação de medidas preventivas.
Os códigos T36-T50 (envenenamento por drogas) são complementados pelos códigos Y40-Y59 (efeitos colaterais em uso terapêutico), que especificam a classe do medicamento responsável. Por exemplo, Y40.0 refere-se a efeitos colaterais de penicilinas. Essa dupla codificação oferece uma visão completa: a manifestação clínica (T) e a causa externa (Y). No Brasil, o DATASUS utiliza essa classificação para notificação de reações adversas, contribuindo para a farmacovigilância.
Subcategorias e variantes do CID T45/Y57
Dentro do capítulo de envenenamentos, o CID T45 (envenenamento por substâncias principalmente sistêmicas e hematológicas) possui subcategorias de acordo com o tipo de substância:
- T45.0 – Envenenamento por antialérgicos e antieméticos
- T45.1 – Envenenamento por antineoplásicos e imunossupressores
- T45.2 – Envenenamento por vitaminas
- T45.3 – Envenenamento por enzimas
- T45.4 – Envenenamento por ferro e seus compostos
- T45.5 – Envenenamento por anticoagulantes
- T45.6 – Envenenamento por antídotos
- T45.7 – Envenenamento por meios de contraste radiológico
- T45.8 – Envenenamento por outras substâncias sistêmicas
- T45.9 – Envenenamento por substância sistêmica não especificada
Já os códigos Y40-Y59 são mais específicos quanto ao medicamento causador, com subcategorias para antibióticos (Y40), hormônios (Y42), analgésicos (Y45), antiepilépticos (Y46), psicotrópicos (Y49), diuréticos (Y54), entre outros. O médico deve escolher o código mais preciso baseado na história medicamentosa e nos sintomas.
Sintomas e como os efeitos colaterais se manifestam
Os efeitos colaterais de medicamentos podem manifestar-se de formas variadas, desde leves até potencialmente fatais. Os sintomas dependem do mecanismo de ação da droga, da dose, da via de administração e da suscetibilidade individual. As reações do tipo A (previsíveis, dose-dependentes) incluem náuseas, sonolência, boca seca, constipação, tontura e cefaleia. Já as reações do tipo B (idiossincráticas, imprevisíveis) englobam alergias cutâneas (urticária, erupções), anafilaxia, reações hematológicas (agranulocitose, trombocitopenia), hepatite medicamentosa e síndrome de Stevens-Johnson.
Os sistemas mais comumente afetados são:
- Gastrointestinal: náusea, vômito, diarreia, dor abdominal – comum com antibióticos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).
- Nervoso central: sonolência, insônia, tontura, confusão – frequente com psicotrópicos, anti-histamínicos e opioides.
- Pele e anexos: rash, urticária, prurido – típico de reações alérgicas.
- Cardiovascular: arritmias, hipotensão, palpitações – associado a alguns antiarrítmicos, betabloqueadores e estimulantes.
- Hepático: icterícia, elevação de transaminases – observado com paracetamol (em altas doses), estatinas e antifúngicos.
- Renal: diminuição do débito urinário, insuficiência renal aguda – relacionado a AINEs, aminoglicosídeos e contrastes.
Causas e fatores de risco
As causas dos efeitos colaterais são multifatoriais. Entre os mecanismos principais estão a interação entre medicamentos (polifarmácia), erros de prescrição ou administração, uso de doses inadequadas, vias de administração incorretas e fatores genéticos que alteram o metabolismo hepático (ex.: polimorfismos do citocromo P450). Fatores de risco incluem:
- Idade: idosos e neonatos têm maior risco devido a alterações farmacocinéticas.
- Sexo: mulheres apresentam maior incidência de algumas reações, como hepatite por halotano.
- Doenças pré-existentes: insuficiência renal, hepática ou cardíaca podem reduzir a depuração de drogas.
- História de alergia medicamentosa: pacientes com alergia a um fármaco têm maior chance de reagir a outros estruturalmente relacionados.
- Uso de múltiplos medicamentos: quanto maior o número, maior o risco de interações.
- Fatores ambientais: dieta, consumo de álcool e tabaco podem interferir no metabolismo.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de efeito colateral a medicamento é essencialmente clínico e baseado na história detalhada de exposição a drogas. O médico deve investigar o início dos sintomas em relação ao início da medicação, a dose utilizada, a duração do tratamento e a presença de outros fármacos. Em muitos casos, a simples suspensão do agente suspeito e o desaparecimento dos sintomas confirmam o diagnóstico (teste de retirada).
Exames complementares podem auxiliar:
- Hemograma: útil para reações hematológicas (leucopenia, plaquetopenia).
- Função hepática (TGO, TGP, bilirrubinas): avalia dano hepático.
- Função renal (creatinina, ureia): verifica nefrotoxicidade.
- Dosagem sérica do fármaco: útil para drogas com janela terapêutica estreita (ex.: lítio, digoxina, fenitoína).
- Teste cutâneo de hipersensibilidade: indicado para reações alérgicas suspeitas, principalmente a betalactâmicos.
- Biópsia de pele ou fígado: em casos graves ou duvidosos (ex.: suspeita de síndrome de Stevens-Johnson, hepatite autoimune induzida).
A escala de Naranjo é uma ferramenta validada para classificar a probabilidade de uma reação adversa a medicamento, atribuindo pontos com base em critérios como tempo de início, resposta à retirada, reexposição e presença de causas alternativas.
Tratamento disponível e opções terapêuticas
O primeiro passo no tratamento de qualquer efeito colateral grave é a suspensão imediata do medicamento suspeito. Em casos de reações leves e autolimitadas (náusea, cefaleia leve), medidas sintomáticas podem ser suficientes. O tratamento específico depende do tipo e da gravidade da reação:
- Reações alérgicas leves (urticária, prurido): anti-histamínicos orais (loratadina, desloratadina, cetirizina) e corticoides tópicos ou orais por curto período.
- Anafilaxia: adrenalina intramuscular (0,3-0,5 mg) é o tratamento de primeira linha; seguida de anti-histamínicos IV, corticoides IV e suporte ventilatório.
- Reações gastrointestinais (náusea, vômito): metoclopramida, ondansetrona, hidratação e reposição eletrolítica.
- Hepatite medicamentosa: suspensão do agente, suporte com N-acetilcisteína (especialmente para intoxicação por paracetamol), ácido ursodesoxicólico em alguns casos, e, em situações graves, transplante hepático.
- Nefrotoxicidade: suspensão do fármaco, hidratação vigorosa, diálise se necessário.
- Reações cutâneas graves (Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica): internação em UTI, suspensão de todos os medicamentos não essenciais, cuidados com feridas, suporte multidisciplinar e uso de imunoglobulinas ou corticoides em casos selecionados.
A dessensibilização medicamentosa pode ser considerada quando o fármaco é essencial e não há alternativa, sendo realizada em ambiente hospitalar com supervisão especializada.
Quantos dias de atestado médico
O tempo de afastamento do trabalho por efeitos colaterais de medicamentos varia conforme a gravidade da reação e a necessidade de recuperação. Para reações leves como náusea, cefaleia ou urticária sem complicações, o atestado médico geralmente cobre de 1 a 3 dias. Em reações moderadas que requerem tratamento ambulatorial intensivo (ex.: corticoterapia oral, anti-histamínicos com sedação), o período recomendado é de 3 a 7 dias. Já em reações graves (anafilaxia, hepatite medicamentosa, síndrome de Stevens-Johnson) que necessitam de internação hospitalar, o atestado pode ser de 7 a 30 dias ou mais, dependendo da evolução clínica.
É importante ressaltar que o médico deve avaliar cada caso individualmente, considerando a atividade profissional do paciente e as exigências de segurança. Por exemplo, um motorista profissional que sofreu sonolência intensa por anti-histamínico pode precisar de um afastamento maior até que os efeitos desapareçam completamente.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Alguns sinais e sintomas indicam que o efeito colateral pode estar se tornando grave e exigem atendimento médico imediato:
- Dificuldade para respirar, chiado no peito, sensação de garganta fechando.
- Inchaço repentino dos lábios, língua, rosto ou pescoço.
- Queda abrupta da pressão arterial (tontura, desmaio, palidez intensa).
- Febre alta acompanhada de bolhas na pele ou descamação.
- Icterícia (olhos e pele amarelados) associada a urina escura e fezes claras.
- Redução importante do volume urinário (menos de 400 ml/dia).
- Confusão mental, convulsões ou perda de consciência.
- Sangramentos espontâneos (nariz, gengivas, hematomas sem trauma).
- Palpitações, dor no peito ou arritmia.
Nessas situações, não espere a consulta agendada; dirija-se a um pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192).
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção de efeitos colaterais começa com a prescrição racional: o médico deve sempre considerar o perfil do paciente, as interações medicamentosas e o risco-benefício de cada fármaco. Para o paciente, algumas medidas são fundamentais:
- Informar ao médico todos os medicamentos que usa, incluindo fitoterápicos e suplementos.
- Não automedicar-se, especialmente com antibióticos, AINEs e psicotrópicos.
- Respeitar posologia e horários prescritos.
- Relatar imediatamente qualquer sintoma novo ou incomum ao profissional de saúde.
- Manter uma lista atualizada de alergias e reações adversas prévias, de preferência em cartão ou pulseira de identificação.
- Em casos de reação alérgica comprovada, evitar o fármaco e seus análogos estruturais.
- Realizar exames de monitoramento quando indicados (função hepática/renal para medicamentos de uso crônico).
A farmacovigilância ativa, com notificação de reações adversas aos órgãos competentes (Anvisa, NOTIVISA), contribui para a segurança de toda a população.
Impacto na qualidade de vida e acompanhamento
Efeitos colaterais de medicamentos podem impactar significativamente a qualidade de vida, especialmente quando crônicos ou recorrentes. Reações como fadiga persistente, alterações de humor, disfunção sexual ou ganho de peso podem levar à baixa adesão ao tratamento e piora do quadro de base. Por isso, o acompanhamento médico regular é essencial para ajustar doses, trocar medicamentos ou introduzir terapias adjuvantes que minimizem os efeitos adversos.
O suporte multidisciplinar – com farmacêutico clínico, nutricionista, psicólogo e enfermeiro – pode ajudar o paciente a lidar com os efeitos colaterais. Grupos de apoio e educação em saúde também são estratégias eficazes para melhorar a adesão e a qualidade de vida. Nos casos de reações graves que deixam sequelas (como insuficiência renal crônica ou fibrose pulmonar), o acompanhamento deve ser contínuo e especializado.
- 01. Sempre informe seu médico sobre todas as medicações que você usa, incluindo fitoterápicos e vitaminas – interações são causa frequente de efeitos colaterais.
- 02. Não interrompa um tratamento crônico por conta própria ao sentir um efeito adverso; converse com seu médico antes para ajustar a dose ou substituir o fármaco.
- 03. Mantenha uma lista atualizada de alergias medicamentosas em sua carteira ou no celular – em uma emergência, isso pode salvar sua vida.
- 04. Ao iniciar um novo medicamento, fique atento nas primeiras horas ou dias: a maioria das reações alérgicas graves ocorre nesse período.
- 05. Beba água adequadamente durante o uso de medicamentos que podem afetar os rins (AINEs, contraste, aminoglicosídeos) para reduzir o risco de nefrotoxicidade.
- 06. Nunca compartilhe medicamentos prescritos para outra pessoa – a dose e o perfil de segurança podem ser completamente diferentes para você.
Perguntas Frequentes sobre o CID efeitos colaterais de medicamentos
O CID efeitos colaterais de medicamentos garante quantos dias de atestado?
O número de dias de atestado varia conforme a gravidade da reação. Para reações leves, recomenda-se de 1 a 3 dias; para reações moderadas, de 3 a 7 dias; para reações graves com internação, de 7 a 30 dias ou mais. O médico avaliará cada caso individualmente.
Preciso parar o medicamento assim que sentir um efeito colateral?
Nem sempre. Alguns efeitos colaterais leves (ex.: náusea inicial com antibióticos) podem ser manejados com medidas sintomáticas. Nunca interrompa um medicamento sem orientação médica, especialmente em tratamentos para doenças crônicas. Consulte seu médico para avaliar a relação risco-benefício.
Todo efeito colateral é uma alergia?
Não. A maioria dos efeitos colaterais são reações previsíveis (tipo A), dose-dependentes, e não envolvem o sistema imunológico. As alergias são reações do tipo B, imprevisíveis, e geralmente ocorrem independentemente da dose. A diferenciação é importante para o manejo e para evitar medicamentos da mesma classe no futuro.
Efeitos colaterais podem aparecer dias ou semanas após o início do medicamento?
Sim. Reações cutâneas (como rash por alopurinol), hepatite medicamentosa e reações hematológicas podem surgir após dias ou semanas de uso. Reações tardias também são possíveis com medicamentos de meia-vida longa ou com metabólitos ativos. Por isso, qualquer sintoma novo durante o tratamento deve ser comunicado ao médico.
O que fazer se eu tiver uma reação alérgica grave?
Procure imediatamente um pronto-socorro. Se houver dificuldade para respirar ou inchaço na garganta, ligue para o SAMU (192). Enquanto aguarda, deite-se com as pernas elevadas (se não houver dificuldade respiratória) e, se tiver adrenalina autoinjetável prescrita, aplique no músculo da coxa.
Como é feita a notificação de efeitos colaterais?
No Brasil, profissionais de saúde e pacientes podem notificar reações adversas à Anvisa através do sistema NOTIVISA (Notificação de Investigação em Vigilância Sanitária) online. Hospitais e farmácias também têm canais próprios. A notificação é voluntária, mas muito importante para a segurança do paciente.
Existe algum exame que prevê minha chance de ter efeito colateral?
Alguns testes genéticos (farmacogenômica) podem identificar polimorfismos que aumentam o risco de reações a certos medicamentos, como teste para HLA-B*5701 antes de abacavir ou teste para CYP2C9/VKORC1 para varfarina. No entanto, a maioria das reações não é previsível por exames de rotina. A história clínica detalhada ainda é o melhor preditor.
O que significa CID Y57.9 no meu atestado?
Y57.9 significa “Efeitos colaterais de drogas, não especificados”. É um código utilizado quando o medicamento causador não é claramente identificado ou quando a reação não se encaixa em subcategorias mais específicas. Ele indica que você apresentou uma reação adversa a uma medicação, e o médico deve detalhar a orientação no campo de observações do atestado.
Crianças e idosos têm mais risco de efeitos colaterais?
Sim. Crianças têm metabolismo imaturo e sistema enzimático em desenvolvimento; idosos apresentam declínio da função renal e hepática, além de maior uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia). Ambos requerem ajustes de dose e monitoramento mais rigoroso.
Posso dirigir após tomar um medicamento que causa sonolência?
Depende do medicamento, da dose e da sua resposta individual. Muitos anti-histamínicos, ansiolíticos, opioides e alguns antidepressivos causam sedação. A recomendação geral é evitar dirigir, operar máquinas pesadas ou realizar atividades que exijam alerta até saber como o medicamento afeta você. Consulte a bula e seu médico.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Fontes e referências:
• CID T45 – Envenenamento por substâncias sistêmicas
• MedlinePlus – Drug Reactions (em inglês)
• Biblioteca Virtual em Saúde – BVS
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