cid endometriose






CID Endometriose – Guia Completo


Dado epidemiológico 2026

Estima-se que a endometriose afete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, sendo responsável por até 50% dos casos de infertilidade feminina. No Brasil, o atraso diagnóstico médio ainda ultrapassa 7 anos, reforçando a necessidade de informação e acesso precoce ao tratamento.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID ENDOMETRIOSE e quer saber o que significa? A endometriose (CID N80) é uma condição ginecológica crônica na qual tecido semelhante ao endométrio cresce fora da cavidade uterina, causando dor pélvica, infertilidade e outros sintomas debilitantes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a qualidade de vida e a fertilidade da paciente.

Identificação do CID

  • Código: N80
  • Descrição: Endometriose
  • Categoria: Capítulo XIV – Doenças do aparelho geniturinário (N00-N99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: N80.0 (Endometriose do útero – adenomiose), N80.1 (Endometriose do ovário), N80.2 (Endometriose das trompas de Falópio), N80.3 (Endometriose do peritônio pélvico), N80.4 (Endometriose do septo retovaginal e da vagina), N80.5 (Endometriose intestinal), N80.6 (Endometriose de cicatriz cutânea), N80.8 (Outra endometriose), N80.9 (Endometriose não especificada)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Mariana S., 34 anos, professora, nuligesta, sem comorbidades prévias.

Queixa principal: Dor pélvica intensa durante o período menstrual (dismenorreia secundária) há cerca de 5 anos, que piorou progressivamente. Relata também dor profunda à relação sexual (dispareunia) e dificuldade para engravidar após 2 anos de tentativas.

Avaliação clínica: Ao exame especular, foi observado discreto nódulo no fundo de saco posterior. A ultrassonografia transvaginal evidenciou cisto endometriótico no ovário direito (endometrioma) e focos de endometriose infiltrativa no septo retovaginal. Solicitou-se ressonância magnética pélvica, que confirmou lesões endometrióticas difusas.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID N80.1 (Endometriose do ovário) e N80.3 (Endometriose do peritônio pélvico) — indicando doença moderada a grave.

Conduta terapêutica: Iniciou-se tratamento clínico com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e contraceptivo hormonal contínuo (drospirenona + etinilestradiol) para supressão menstrual. Diante da infertilidade e da falha do tratamento clínico após 6 meses, foi indicada videolaparoscopia para ressecção dos focos endometrióticos e cistectomia do endometrioma. A paciente foi encaminhada para reprodução assistida.

Evolução: Após a cirurgia, Mariana apresentou melhora significativa da dor, com redução da escala visual analógica de 8 para 2. Engravidou 1 ano depois, por fertilização in vitro, com evolução gestacional sem intercorrências.

Lição clínica: A endometriose deve ser suspeitada em toda mulher com dismenorreia progressiva, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico precoce e uma abordagem multidisciplinar (clínica + cirúrgica + reprodutiva) são essenciais para melhores desfechos.

Atenção: Este artigo tem fins educativos e não substitui a consulta médica. Nunca se automedique ou utilize diagnósticos com base apenas em informações online. A endometriose exige acompanhamento especializado. Ao perceber sintomas persistentes como dor pélvica, cólicas incapacitantes ou dificuldade para engravidar, procure um ginecologista.

O que é o CID N80 na prática médica

O código CID N80 representa, na Classificação Internacional de Doenças, a endometriose – uma afecção inflamatória crônica dependente de estrogênio. Na prática médica, esse código é utilizado para registrar o diagnóstico de presença de glândulas e estroma endometriais fora da cavidade uterina. A doença pode acometer qualquer órgão pélvico (ovários, trompas, peritônio, ligamentos uterinos, intestino, bexiga) e, excepcionalmente, sítios extrapélvicos (pulmão, diafragma, cicatriz cirúrgica). O CID N80 permite que o médico especifique a localização anatômica por meio de subcategorias de N80.0 a N80.9, facilitando a comunicação clínica, a codificação de procedimentos e a pesquisa epidemiológica.

Subcategorias e variantes do CID N80

As subcategorias do CID N80 detalham os diferentes sítios de implantação do tecido endometrial ectópico. São elas:

  • N80.0 – Endometriose do útero (adenomiose): Quando o tecido endometrial invade o miométrio, causando aumento uterino, sangramento intenso e dor. É considerada uma variante da endometriose.
  • N80.1 – Endometriose do ovário: Formação de cistos endometrióticos (endometriomas), que podem romper ou aderir a estruturas adjacentes.
  • N80.2 – Endometriose das trompas de Falópio: Pode causar obstrução tubária e infertilidade.
  • N80.3 – Endometriose do peritônio pélvico: Focos superficiais ou profundos no revestimento peritoneal, frequentemente associados a dor.
  • N80.4 – Endometriose do septo retovaginal e da vagina: Lesões infiltrativas que podem causar dispareunia e dor à evacuação.
  • N80.5 – Endometriose intestinal: Acomete reto, sigmoide ou apêndice, podendo simular síndrome do intestino irritável.
  • N80.6 – Endometriose de cicatriz cutânea: Rara, geralmente após cirurgia pélvica (cesárea, laparotomia), manifesta-se como nódulo doloroso na cicatriz.
  • N80.8 – Outra endometriose: Inclui localizações como bexiga, ureter, pulmão, diafragma, etc.
  • N80.9 – Endometriose não especificada: Usada quando o sítio não é determinado ou documentado.

Sintomas e como a doença se manifesta

A apresentação clínica é variável e pode ser assintomática em até 20-30% dos casos. Os sintomas clássicos incluem:

  • Dismenorreia intensa e progressiva: Cólicas menstruais que pioram ao longo dos anos e que não respondem bem a AINEs comuns.
  • Dispareunia profunda: Dor durante ou após a relação sexual, principalmente em posições de penetração profunda.
  • Dor pélvica crônica: Dor não cíclica, de caráter contínuo, que pode irradiar para região lombar e coxas.
  • Infertilidade: A endometriose está presente em 30-50% das mulheres com dificuldade para engravidar, devido a fatores mecânicos, inflamatórios e imunológicos.
  • Sintomas menstruais: Sangramento intenso (menorragia), sangramento intermenstrual e cólicas incapacitantes.
  • Sintomas urinários e intestinais cíclicos: Dor ao urinar, urgência urinária, dor à evacuação, diarreia ou constipação durante o período menstrual (quando há envolvimento vesical ou intestinal).
  • Fadiga crônica e alterações do humor: Decorrentes da dor persistente e do processo inflamatório sistêmico.

A intensidade dos sintomas nem sempre se correlaciona com o estágio da doença; lesões mínimas podem causar dor intensa, enquanto endometriomas volumosos podem ser oligossintomáticos.

Causas e fatores de risco

A etiologia da endometriose é multifatorial e ainda não completamente elucidada. As principais teorias incluem:

  • Teoria da menstruação retrógrada (Sampson): Células endometriais viáveis retornam pelas trompas e implantam-se na cavidade peritoneal. É a teoria mais aceita, mas não explica todos os casos (endometriose em pacientes com obstrução tubária ou em homens).
  • Metaplasia celômica: Células do epitélio peritoneal diferenciam-se em tecido endometrial, estimuladas por fatores hormonais ou inflamatórios.
  • Disseminação linfática e hematogênica: Explica focos à distância (pulmão, diafragma).
  • Teoria genética e epigenética: Há predisposição familiar; parentes de primeiro grau de mulheres com endometriose têm risco 5-7 vezes maior.
  • Fatores imunológicos: Defeitos na eliminação de células endometriais pelo sistema imune permitem sua implantação e crescimento.

Fatores de risco: Menarca precoce (< 11 anos), ciclos menstruais curtos (< 27 dias), fluxo menstrual intenso, nuliparidade, história familiar, anormalidades obstrutivas do trato genital (estenose cervical, septo vaginal), exposição a dietilestilbestrol in utero, baixo índice de massa corporal (IMC), consumo de álcool e cafeína em excesso.

Fatores protetores: Multiparidade, amamentação prolongada, uso de contraceptivos orais combinados e DIU hormonal.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da endometriose é essencialmente clínico, associado a exames de imagem e, quando necessário, laparoscopia com confirmação histopatológica. O processo inclui:

  1. Anamnese detalhada: Investigar sintomas cíclicos, história menstrual, dor, infertilidade, fatores de risco e história familiar.
  2. Exame ginecológico: Toque bimanual pode revelar dor à mobilização uterina, nódulos no fundo de saco posterior, útero aumentado e doloroso. Exame especular pode mostrar lesões azuladas ou nodulares.
  3. Ultrassonografia transvaginal (USG TV): Exame de primeira linha, com sensibilidade de 70-90% para endometriomas e lesões infiltrativas, especialmente quando realizada com preparo intestinal (para avaliar septo retovaginal e intestino).
  4. Ressonância magnética (RM) pélvica: Útil em casos complexos, com sensibilidade maior para lesões profundas e aderências. Permite mapeamento pré-operatório detalhado.
  5. Marcadores séricos: CA-125 pode estar elevado (> 35 U/mL), mas não é específico; seu uso é limitado para monitoramento pós-terapêutico.
  6. Laparoscopia diagnóstica com biópsia: Padrão-ouro, indicada quando há suspeita forte com exames de imagem negativos ou quando o tratamento cirúrgico é planejado. Permite visualizar e ressecar focos com confirmação histológica.

Recentemente, a classificação da Endometriosis Fertility Index (EFI) e o sistema de estadiamento rASRM (American Society for Reproductive Medicine) são usados para estratificar a gravidade e orientar o tratamento.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento deve ser individualizado conforme a idade, sintomas, desejo reprodutivo e extensão da doença. As opções dividem-se em clínico (medicamentoso) e cirúrgico:

Tratamento clínico:

  • Analgésicos e AINEs: Para controle da dor: ibuprofeno, naproxeno, celecoxibe. Não alteram a progressão da doença.
  • Hormonioterapia: Supressão da ovulação e menstruação para reduzir estímulo estrogênico. Opções: contraceptivos orais combinados (contínuos ou cíclicos), progestágenos (acetato de medroxiprogesterona, dienogest, sistema intrauterino liberador de levonorgestrel), agonistas do GnRH (leuprorrelina, goserrelina) – eficazes, mas com efeitos colaterais de hipoestrogenismo, e antagonistas do GnRH (elagolix, relugolix) – mais recentes, com menor risco de perda óssea.
  • Inibidores da aromatase: Letrozol, anastrozol – usados off-label, sobretudo em casos refratários, associados a hormônios para evitar cistos ovarianos.

Tratamento cirúrgico:

  • Videolaparoscopia com ressecção/excisão dos focos: Padrão-ouro para doença infiltrativa, endometriomas, aderências. Melhora a dor e a fertilidade.
  • Ressecção de cistos ovarianos (cistectomia): Preferível à drenagem simples, pois reduz recorrência.
  • Histerectomia total com salpingooforectomia bilateral: Considerada apenas em casos graves, refratários e sem desejo reprodutivo, como última opção. Não é curativa se houver focos residuais.

Reprodução assistida: Para infertilidade associada, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de escolha, especialmente em estágios III/IV. A indução da ovulação com gonadotrofinas pode ser usada, mas com cautela devido ao risco de endometrioma.

Quantos dias de atestado médico

A duração do afastamento do trabalho depende do tratamento realizado e da gravidade do quadro:

  • Crise dolorosa aguda sem cirurgia: Geralmente 1 a 3 dias, podendo ser estendido para 5 a 7 dias em casos de dor intensa refratária.
  • Videolaparoscopia diagnóstica ou ressecção de pequenos focos: Atestado de 7 a 14 dias, conforme a recuperação pós-operatória e exigências laborais (trabalho sedentário vs. esforço físico).
  • Laparoscopia com cistectomia de endometrioma ou ressecção extensa: De 14 a 21 dias, com possibilidade de prorrogação dependendo de complicações (sangramento, infecção).
  • Cirurgia de grande porte (histerectomia, laparotomia): Atestado de 30 a 60 dias, com acompanhamento médico regular.

Importante: o médico deve avaliar cada caso individualmente e emitir o atestado com o CID N80 e subcategoria correspondente. A paciente pode solicitar o atestado para justificar faltas ao trabalho ou escola.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de emergência ou agende consulta urgente se apresentar:

  • Dor pélvica súbita e intensa, podendo indicar ruptura de endometrioma ou torção anexial.
  • Sangramento vaginal abundante com tontura ou hipotensão.
  • Febre alta (> 38°C) associada a dor pélvica, sugerindo abscesso ou pielonefrite.
  • Dificuldade para evacuar ou urinar, com dor intensa (sinais de obstrução intestinal ou ureteral).
  • Sintomas neurológicos como dormência ou fraqueza em membros inferiores (raro, mas pode ocorrer em endometriose infiltrativa de nervo ciático ou sacral).
  • Dor torácica ou tosse com sangue no período menstrual (suspeita de endometriose diafragmática ou pleural).

Também é recomendada consulta não urgente se os sintomas estiverem impactando a qualidade de vida, houver piora progressiva ou dificuldade para engravidar.

Prevenção e cuidados contínuos

Não existe prevenção primária definitiva, mas algumas medidas podem reduzir o risco ou a progressão:

  • Uso contínuo de anticoncepcionais hormonais: Reduz a menstruação retrógrada e a proliferação de focos. Pode ser usado como prevenção secundária após cirurgia.
  • Gestação e amamentação prolongada: Períodos de anovulação e amenorreia protegem contra o desenvolvimento de endometriose.
  • Manutenção de peso saudável: Tecido adiposo produz estrogênio; IMC elevado pode aumentar o risco.
  • Evitar exposição a desreguladores endócrinos: Ftalatos, bisfenol A (presentes em plásticos) e pesticidas podem influenciar a doença.
  • Controle do estresse: O estresse crônico pode piorar a dor e a inflamação.
  • Acompanhamento ginecológico regular: Exame clínico e de imagem anualmente para monitorar progressão e recidivas.

Para mulheres já diagnosticadas, cuidados contínuos incluem adesão ao tratamento hormonal, fisioterapia pélvica para disfunções do assoalho pélvico, suporte nutricional (dieta anti-inflamatória rica em ômega-3, fibras e antioxidantes) e apoio psicológico para lidar com a dor crônica e a infertilidade.

Dicas de Ouro

  1. 01. Não ignore cólicas cada vez mais fortes: a dismenorreia progressiva é um sinal clássico de endometriose. Busque avaliação médica precocemente.
  2. 02. Se você está tentando engravidar e tem dor pélvica, informe seu ginecologista. A fertilização in vitro pode ser necessária mesmo em estágios iniciais.
  3. 03. Mantenha um diário de sintomas: registre data, intensidade da dor, sangramento e fatores desencadeantes. Isso ajuda no diagnóstico e no ajuste terapêutico.
  4. 04. Após cirurgia para endometriose, o uso de DIU hormonal ou anticoncepcional contínuo reduz significativamente a recidiva da doença.
  5. 05. Busque suporte multidisciplinar: ginecologista, nutricionista, fisioterapeuta pélvico e psicólogo podem melhorar sua qualidade de vida.
  6. 06. Em caso de atestado médico, guarde todos os documentos e laudos para justificar afastamentos e solicitar benefícios previdenciários, se necessário.

Perguntas Frequentes sobre o CID ENDOMETRIOSE

O CID ENDOMETRIOSE garante quantos dias de atestado?

O número de dias depende do tratamento e da evolução clínica. Para uma crise dolorosa sem cirurgia, pode ser de 1 a 3 dias; para videolaparoscopia, de 7 a 21 dias; para histerectomia, de 30 a 60 dias. O médico responsável define o período conforme a avaliação individual.

Endometriose tem cura?

A endometriose é uma doença crônica e pode ser controlada com tratamento clínico ou cirúrgico, mas não há “cura” definitiva. Após a menopausa, a tendência é de regressão pela queda do estrogênio, mas sintomas podem persistir em alguns casos.

Endometriose pode virar câncer?

O risco de transformação maligna é muito baixo (cerca de 0,5-1%), mas existe. O câncer mais associado é o carcinoma de células claras ou endometrioide do ovário, geralmente em endometriomas de longa duração. O acompanhamento regular é fundamental.

Como é a dor da endometriose?

A dor costuma ser em cólica ou pontada, localizada na região pélvica, podendo irradiar para lombar e coxas. Piora durante a menstruação, mas pode se tornar contínua. Muitas mulheres descrevem como “cólica que não passa” ou “dor que incapacita”.

Quem tem endometriose pode engravidar normalmente?

Muitas mulheres com endometriose conseguem engravidar espontaneamente, especialmente nos estágios leves. Porém, a doença é uma das principais causas de infertilidade. O tratamento hormonal e a reprodução assistida (FIV) aumentam as chances de sucesso.

Preciso de cirurgia para confirmar o diagnóstico?

Não obrigatoriamente. O diagnóstico pode ser feito com exames de imagem (ultrassom, ressonância) e história clínica. A videolaparoscopia com biópsia é o padrão-ouro, mas é reservada para casos duvidosos ou quando o tratamento cirúrgico já está indicado.

O que piora a endometriose?

Fatores que aumentam o estrogênio ou a inflamação: menstruação frequente, obesidade, alimentação rica em gorduras saturadas e açúcar, estresse, tabagismo e exposição a desreguladores endócrinos.

Endometriose é um CID que dá direito a aposentadoria?

Em casos graves e refratários ao tratamento, com limitação funcional significativa, o INSS pode conceder auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, mediante perícia médica. O CID N80 deve constar nos laudos e atestados. Consulte um advogado previdenciário para orientação.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Referências externas:
CID-10 N80 – CID10.com.br
Endometriosis – MedlinePlus

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