Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca afeta cerca de 15% da população mundial, sendo três vezes mais comum em mulheres. No Brasil, estima-se que mais de 30 milhões de pessoas convivam com essa condição, que é a segunda maior causa de anos vividos com incapacidade no mundo (OMS, 2026).
O que você precisa saber sobre o CID Enxaqueca
Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID ENXAQUECA e quer saber o que significa? O CID G43 – Enxaqueca – é a classificação internacional padronizada pela OMS para descrever uma condição neurológica crônica caracterizada por crises de dor de cabeça moderada a intensa, muitas vezes acompanhada de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som. Este artigo é um guia completo baseado em evidências clínicas e nos protocolos do Ministério da Saúde do Brasil, escrito por um médico especialista em clínica médica para ajudar você a entender todos os aspectos do diagnóstico, tratamento e convivência com a enxaqueca.
- Código: G43
- Descrição: Enxaqueca (Migrânea)
- Categoria: Capítulo VI – Doenças do sistema nervoso (G00-G99)
- Versão: CID-10 (OMS)
- Subcategorias:
G43.0 – Enxaqueca sem aura;
G43.1 – Enxaqueca com aura;
G43.2 – Estado de mal enxaquecoso;
G43.3 – Enxaqueca complicada;
G43.8 – Outras formas de enxaqueca;
G43.9 – Enxaqueca não especificada.
Paciente: Mariana Costa, 34 anos, professora do ensino fundamental
Queixa principal: “Dores de cabeça fortes e latejantes há mais de 10 anos, piorando nos últimos meses. A dor começa do lado esquerdo e dura de 4 a 72 horas, com náusea, vômito e incômodo intenso com luz e barulho. Falta ao trabalho pelo menos duas vezes por mês.”
Avaliação clínica: Exame neurológico normal, sem sinais de alarme. Solicitei ressonância magnética de crânio para excluir causas secundárias – resultado normal. A paciente preenche critérios da ICHD-3 (Classificação Internacional de Cefaleias) para enxaqueca sem aura.
Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID G43.0 — Enxaqueca sem aura (migrânea comum).
Conduta terapêutica: Iniciamos triptano oral (sumatriptano 50 mg) no início da crise, associado a antiemético (metoclopramida). Para profilaxia, prescrevemos topiramato 50 mg/dia, com aumento gradual até 100 mg. Orientamos mudanças no estilo de vida: regularidade do sono, evitar jejum prolongado, identificar gatilhos alimentares (queijo, chocolate, vinho tinto) e praticar atividade física aeróbica.
Evolução: Após 3 meses de tratamento, Mariana apresentou redução de 70% na frequência das crises (de 8 para 2-3 por mês) e melhora significativa na intensidade. Ela voltou a trabalhar sem faltas e conseguiu reduzir o uso de analgésicos.
Lição clínica: O tratamento da enxaqueca exige abordagem individualizada, combinando medidas agudas e profiláticas. O diagnóstico correto e o acompanhamento regular são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e evitar a cronificação.
O que é o CID G43 na prática médica
O código CID G43 representa o diagnóstico de enxaqueca (migrânea) dentro da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª revisão. Na prática clínica, ele é utilizado por neurologistas, clínicos gerais e médicos de família para registrar crises recorrentes de cefaleia com características específicas: dor unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a forte, que piora com atividade física rotineira e se associa a náuseas, fotofobia e fonofobia. O CID G43 não é um simples “rótulo” – ele orienta a conduta terapêutica, o afastamento do trabalho (atestado) e o acompanhamento longitudinal do paciente.
O diagnóstico diferencial é essencial, pois outras causas de cefaleia (como cefaleia tensional, cefaleia em salvas, sinusite, hipertensão arterial, tumor cerebral) podem se apresentar de forma semelhante. A enxaqueca tem base fisiopatológica neurovascular, envolvendo hiperexcitabilidade cortical, ativação do sistema trigêmeo-vascular e liberação de peptídeos inflamatórios como o CGRP. O uso correto do CID G43 garante que o paciente tenha acesso a tratamentos específicos (triptanos, gepantes, anticorpos anti-CGRP) e a políticas de saúde pública, como a dispensação de medicamentos pelo SUS (RENAME).
Subcategorias e variantes do CID G43
O CID G43 é subdividido em cinco códigos de quatro caracteres, que permitem ao médico especificar a forma clínica da enxaqueca:
- G43.0 – Enxaqueca sem aura (migrânea comum): corresponde a cerca de 75% dos casos. As crises duram de 4 a 72 horas, sem sintomas neurológicos prévios.
- G43.1 – Enxaqueca com aura (migrânea clássica): caracteriza-se por sintomas neurológicos focais transitórios (escotomas cintilantes, formigamento, dificuldade na fala) que precedem ou acompanham a dor. A aura dura geralmente de 5 a 60 minutos.
- G43.2 – Estado de mal enxaquecoso: crise de enxaqueca que dura mais de 72 horas, refratária ao tratamento habitual. Requer avaliação hospitalar e medicamentos intravenosos.
- G43.3 – Enxaqueca complicada: inclui formas como enxaqueca hemiplégica (déficit motor), enxaqueca basilar (sintomas de tronco cerebral) e enxaqueca com aura prolongada. Exige investigação neurológica especializada.
- G43.8 – Outras formas de enxaqueca: abrange variantes como enxaqueca oftalmoplégica, enxaqueca retinal e enxaqueca menstrual.
- G43.9 – Enxaqueca não especificada: usado quando o médico não define a subcategoria por falta de dados.
O conhecimento dessas variantes é crucial para o tratamento: por exemplo, mulheres com enxaqueca com aura têm risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) e devem evitar anticoncepcionais hormonais combinados. O CID G43.1, nesse contexto, acende um alerta para medidas preventivas adicionais.
Sintomas e como a doença se manifesta
A enxaqueca é muito mais que “dor de cabeça forte”. As crises típicas evoluem em quatro fases, embora nem todas estejam presentes em todos os pacientes:
- Pródromo: horas ou dias antes da dor, o paciente pode sentir cansaço, bocejos frequentes, desejo por certos alimentos (chocolate, carboidratos), irritabilidade, dificuldade de concentração, rigidez cervical. Até 60% dos enxaquecosos reconhecem esses sinais.
- Aura: ocorre em 25% dos casos, com sintomas visuais (pontos brilhantes, linhas em zigue-zague, perda temporária de visão), sensitivos (formigamento em mão e boca) ou de linguagem (afasia). A aura geralmente se resolve em menos de uma hora, seguida pela dor.
- Dor: tipicamente unilateral, pulsátil (latejante), de intensidade moderada a forte. A dor piora com atividades físicas rotineiras (subir escadas, curvar-se) e costuma durar de 4 a 72 horas sem tratamento. Associam-se náuseas, vômitos, fotofobia (aversão à luz) e fonofobia (aversão ao som). Muitos pacientes buscam um ambiente escuro e silencioso.
- Pósdromo: após a crise, o paciente pode sentir exaustão, fraqueza, confusão mental, dificuldade de concentração, sensibilidade residual, humor deprimido ou eufórico. Essa fase pode durar até 24 horas.
A frequência das crises varia: desde uma ou duas por ano até várias por semana. Quando ocorrem 15 ou mais dias de dor por mês por mais de três meses, fala-se em enxaqueca crônica (também classificada no CID G43, mas com especificações adicionais).
Causas e fatores de risco
A enxaqueca é uma doença neurovascular complexa com forte componente genético. Estudos de gêmeos mostram herdabilidade de cerca de 40-60%. Mutações em genes como CACNA1A, ATP1A2 e SCN1A estão associadas a formas raras de enxaqueca hemiplégica familiar. Para a maioria dos pacientes, a suscetibilidade é poligênica.
Fatores de risco incluem:
- Sexo feminino: após a puberdade, a prevalência em mulheres é o triplo da masculina, influenciada por flutuações hormonais (enxaqueca menstrual).
- Idade: pico de incidência entre 25 e 45 anos, mas pode começar na infância (CID G43 também se aplica a crianças).
- História familiar: 70% dos pacientes têm parentes de primeiro grau com enxaqueca.
- Obesidade: aumenta o risco de cronificação.
- Transtornos do humor: depressão e ansiedade são comórbidos frequentes.
- Gatilhos: estresse, alterações do sono (tanto privação quanto excesso), jejum prolongado, desidratação, consumo de álcool (vinho tinto), cafeína em excesso ou abstinência, alimentos processados (glutamato monossódico, nitratos, aspartame), mudanças climáticas, estímulos sensoriais intensos (luzes piscantes, odores fortes).
Identificar e evitar gatilhos individuais é uma estratégia importante de prevenção não farmacológica.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da enxaqueca é essencialmente clínico, baseado nos critérios da International Classification of Headache Disorders (ICHD-3). Não existe exame laboratorial ou de imagem que confirme a enxaqueca – os exames servem para excluir outras causas (diagnóstico diferencial).
Critérios diagnósticos para enxaqueca sem aura (ICHD-3):
- Pelo menos 5 crises preenchendo os critérios B-D.
- Crises de cefaleia com duração de 4 a 72 horas (sem tratamento).
- Dor com pelo menos duas das seguintes: unilateral, pulsátil, intensidade moderada a forte, piora com atividade física.
- Durante a crise, pelo menos um dos seguintes: náusea e/ou vômito; fotofobia e fonofobia.
- Não melhor explicada por outro diagnóstico.
Para enxaqueca com aura, são necessárias pelo menos duas crises com aura típica (visual, sensitiva ou de linguagem) com duração de 5 a 60 minutos, seguida de cefaleia dentro de 60 minutos.
Exames complementares (TC de crânio, RNM, punção lombar) são indicados quando há sinais de alarme (“red flags”): início súbito e intenso, idade >50 anos, alteração do nível de consciência, febre, rigidez de nuca, déficit neurológico focal, papiledema, trauma recente, HIV ou imunossupressão, padrão atípico ou progressivo. Na ausência desses sinais, a neuroimagem não é rotineiramente necessária.
O registro correto do CID G43 no prontuário e no atestado depende da subcategoria diagnosticada (ex: G43.0, G43.1).
Tratamento disponível e opções terapêuticas
A abordagem da enxaqueca é dividida em tratamento agudo (abortivo) e tratamento profilático (preventivo).
Tratamento agudo: visa interromper a crise o mais rápido possível. Opções:
- Analgésicos simples e AINEs: ibuprofeno 400-600 mg, naproxeno 500-550 mg, dipirona 500-1000 mg, paracetamol 500-1000 mg. São a primeira linha para crises leves a moderadas.
- Triptanos: sumatriptano (oral 50-100 mg, nasal, subcutâneo), rizatriptano (10 mg), zolmitriptano (2,5-5 mg). São específicos para enxaqueca, agindo nos receptores 5-HT1B/1D. Devem ser usados no início da crise. Contraindicados em hipertensão não controlada, doença coronariana, AVC prévio.
- Gepantes: ubrogepant, rimegepant (antagonistas do CGRP) – aprovados recentemente no Brasil, com menos efeitos cardiovasculares.
- Antieméticos: metoclopramida 10 mg, domperidona 10 mg – associados para náuseas e para melhorar absorção dos analgésicos.
- Opioides e ergotamínicos: reservados para casos refratários, devido ao risco de cefaleia por uso excessivo de medicamentos e efeitos adversos.
Tratamento profilático: indicado quando há 4 ou mais crises por mês, ou crises intensas que impactam a qualidade de vida, ou contraindicação/ineficácia dos agudos. Deve ser mantido por 6 a 12 meses. Opções baseadas em evidências:
- Beta-bloqueadores: propranolol 40-160 mg/dia, metoprolol 50-200 mg/dia.
- Antidepressivos tricíclicos: amitriptilina 10-50 mg/dia.
- Anticonvulsivantes: topiramato 50-100 mg/dia, valproato de sódio 500-1500 mg/dia.
- Bloqueadores do CGRP: anticorpos monoclonais (erenumabe, galcanezumabe) – subcutâneos mensais, alto custo, mas eficazes para enxaqueca crônica.
- Toxina botulínica tipo A: aprovada para enxaqueca crônica (≥15 dias/mês) – aplicações a cada 12 semanas.
- Neuromodulação: estimulação do nervo vago, estimulação magnética transcraniana – opções não farmacológicas para selecionados.
O plano terapêutico deve ser individualizado, considerando comorbidades, preferências do paciente e acesso aos medicamentos (SUS, planos de saúde, farmácia popular). O médico clínico pode iniciar o tratamento; casos refratários ou complexos devem ser encaminhados ao neurologista.
Quantos dias de atestado médico
A duração do atestado médico para crises de enxaqueca varia conforme a gravidade, a resposta ao tratamento e a necessidade de repouso. Não há um número fixo no CID – a decisão é clínica e baseada no impacto funcional.
- Crise aguda típica: geralmente 1 a 2 dias de afastamento. Muitos pacientes conseguem retornar ao trabalho no dia seguinte após o controle da crise.
- Estado de mal enxaquecoso: pode exigir 3 a 5 dias de atestado, com necessidade de atendimento hospitalar e medicação intravenosa.
- Enxaqueca crônica com crises frequentes: o médico pode optar por afastamentos intermitentes de 1-2 dias por crise, ou solicitar benefício previdenciário (auxílio-doença) se a incapacidade for prolongada (acima de 15 dias).
- Atestado para acompanhamento: consultas de retorno para reavaliação do perfil profilático podem gerar atestado de comparecência (meio período ou dia inteiro).
O CID G43 deve constar no atestado com a subcategoria correspondente (ex: G43.0, G43.2). Lembre-se: o atestado é um documento médico que relata a condição do paciente – o número de dias deve ser justificado clinicamente. Para fins trabalhistas, a empresa pode solicitar perícia médica se houver dúvidas sobre a incapacidade.
Quando procurar médico urgente / sinais de alerta
Embora a enxaqueca seja geralmente benigna, alguns sintomas exigem avaliação imediata em pronto-socorro:
- “Pior dor de cabeça da vida” (início súbito e intenso, em segundos a minutos).
- Dor de cabeça com febre e rigidez de nuca (suspeita de meningite).
- Dor de cabeça após trauma craniano recente.
- Alteração do nível de consciência (confusão, sonolência, desmaio).
- Déficit neurológico focal (fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão) – pode ser AVC ou enxaqueca hemiplégica.
- Convulsão associada à cefaleia.
- Dor de cabeça em pacientes imunossuprimidos, com câncer ou HIV.
- Primeira crise após os 50 anos.
- Padrão crescente ou mudança recente no padrão da dor.
- Sinais de hemorragia subaracnoidea: dor em “trovoada”, associada a vômitos em jato, perda de consciência transitória.
Na presença de qualquer um desses sinais, não espere – procure imediatamente o pronto-socorro mais próximo. O médico de plantão realizará exames de imagem e laboratoriais para descartar emergências. Mesmo que o resultado seja normal, essa investigação é fundamental para a segurança do paciente.
Prevenção e cuidados contínuos
A prevenção da enxaqueca envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas, além do manejo dos gatilhos:
- Diário de cefaleia: anote data, hora, intensidade (0-10), duração, sintomas associados, medicamentos usados, possíveis gatilhos. Isso ajuda a identificar padrões e avaliar a resposta ao tratamento.
- Regularidade do sono: deitar e acordar no mesmo horário, evitar cochilos longos durante o dia, garantir 7-9 horas de sono.
- Alimentação: não pular refeições, evitar alimentos processados, conservantes, glutamato, aspartame, chocolate, queijos curados, embutidos. Manter hidratação adequada.
- Gerenciamento do estresse: técnicas de relaxamento, meditação, mindfulness, terapia cognitivo-comportamental (TCC). O estresse é um dos gatilhos mais comuns.
- Atividade física regular: exercícios aeróbicos moderados (caminhada, natação, bicicleta) por 30-45 minutos, 5 vezes por semana. Evitar exercícios extenuantes durante a crise.
- Evitar uso excessivo de analgésicos: usar medicação aguda no máximo 2-3 dias por semana para evitar cefaleia de rebote (por uso excessivo).
- Acompanhamento médico regular: consultas periódicas com clínico ou neurologista para ajustar a profilaxia, monitorar efeitos adversos e reavaliar o diagnóstico.
- Suplementação: magnésio (400-600 mg/dia), riboflavina (400 mg/dia), coenzima Q10 (100-300 mg/dia) podem ter efeito profilático leve em alguns pacientes – sempre sob orientação médica.
A prevenção é a chave para reduzir a frequência e a gravidade das crises, melhorando a produtividade e a qualidade de vida. O tratamento profilático deve ser mantido por pelo menos 6 meses após o controle das crises.
- 01. Mantenha um diário de cefaleia: anote todos os episódios de dor, gatilhos e medicamentos usados. Isso ajuda o médico a identificar padrões e ajustar o tratamento.
- 02. Tome o triptano ou AINE assim que perceber os primeiros sinais da crise (pródromo ou início da dor). Quanto mais cedo, melhor o resultado.
- 03. Não abuse de analgésicos: usar medicação aguda mais de 10 dias por mês pode levar à cefaleia por uso excessivo, piorando o quadro.
- 04. Estabeleça uma rotina de sono regular – dormir tarde ou dormir demais são gatilhos comuns. Use alarme para horários fixos.
- 05. Identifique seus gatilhos alimentares: o jejum é um dos principais. Coma de 3 em 3 horas e evite pular refeições.
- 06. Pratique atividade física moderada regularmente – melhora a circulação, reduz o estresse e libera endorfinas que protegem contra crises.
- 07. Consulte um médico regularmente – a enxaqueca é uma condição crônica que exige acompanhamento. Não a trate como “apenas uma dor de cabeça”.
Perguntas Frequentes sobre o CID ENXAQUECA
O CID ENXAQUECA garante quantos dias de atestado?
Não há um número fixo no CID. Geralmente, uma crise aguda típica justifica 1 a 2 dias de afastamento. Em casos de estado de mal enxaquecoso, pode ser necessário 3 a 5 dias. O médico avaliará clinicamente a necessidade de cada paciente.
O CID G43 é usado para crianças?
Sim. A enxaqueca pode começar na infância, com crises mais curtas (2 a 48 horas) e sintomas como dor abdominal, náuseas e palidez. O diagnóstico segue critérios adaptados (ICHD-3 para crianças).
Qual a diferença entre CID G43.0 e G43.1?
G43.0 é enxaqueca sem aura (sem sintomas neurológicos prévios). G43.1 é enxaqueca com aura (com sintomas visuais, sensitivos ou de linguagem antes ou durante a dor). A presença de aura exige cuidados extras, como evitar anticoncepcionais hormonais.
Enxaqueca tem cura?
A enxaqueca é uma condição crônica, mas com tratamento adequado a maioria dos pacientes consegue controle satisfatório, reduzindo a frequência e a intensidade das crises. Não se fala em “cura”, mas em remissão.
Posso tomar triptano se tenho hipertensão?
Os triptanos são contraindicados em hipertensão não controlada, doença coronariana, AVC prévio, doença vascular periférica. Se a hipertensão estiver controlada, o médico pode avaliar o risco-benefício. Nunca use sem prescrição.
O que significa estado de mal enxaquecoso (G43.2)?
É uma crise de enxaqueca que dura mais de 72 horas, mesmo com tratamento, causando desidratação, exaustão e dor intensa. Exige atendimento hospitalar para hidratação venosa, antieméticos e analgésicos potentes.
Enxaqueca menstrual precisa de CID diferente?
Não. É classificada como G43.0 ou G43.1, com especificação de “enxaqueca menstrual” (relacionada à queda de estrogênio no ciclo). Pode ser tratada com AINEs no período perimenstrual ou anticoncepcional contínuo.
O CID G43 pode ser usado para enxaqueca crônica?
Sim. A enxaqueca crônica (≥15 dias de cefaleia por mês, sendo pelo menos 8 com características de enxaqueca, por mais de 3 meses) também é codificada como G43, geralmente G43.0 ou G43.9, mas exige especificação no prontuário. O tratamento profilático é essencial nesse caso.
Qual o papel do magnésio no tratamento?
O magnésio (400-600 mg/dia) pode ser usado como coadjuvante na profilaxia, especialmente em pacientes com crises menstruais. Evidências mostram redução modesta na frequência de crises. Sempre sob orientação médica.
Enxaqueca pode causar AVC?
Pessoas com enxaqueca com aura (G43.1) têm risco aumentado de AVC isquêmico, especialmente mulheres jovens fumantes e que usam anticoncepcionais orais. O controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular é fundamental.
Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.
Última atualização: 21/06/2026
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.
Fontes e leitura adicional:
CID10.com.br – G43 Enxaqueca |
MedlinePlus – Enxaqueca (português)
Glossário de CIDs e medicamentos:
CID R11 – Náusea e Vômitos |
CID Z000 – Exame Médico Geral |
CID 010 – Tuberculose Pulmonar |
CID 083 – Significado e Cuidados |
CID 200 – O que significa |
CID F41 – Ansiedade |
CID M54 – Dorsalgia |
CID J06 – Infecção Respiratória |
CID J30 – Rinite Alérgica |
CID K21 – Refluxo |
CID N39 – Infecção Urinária |
CID G43 – Enxaqueca |
CID J45 – Asma |
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