quinta-feira, julho 9, 2026

cid exodontia






CID EXODONTIA – Estudo de Caso Clínico


Dado epidemiológico 2026

No Brasil, estima-se que mais de 18 milhões de procedimentos de exodontia (extração dentária) sejam realizados anualmente no SUS e na rede privada, sendo a terceira causa de afastamento temporário do trabalho por problemas bucais entre adultos de 20 a 50 anos (Fonte: SB Brasil 2026).

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID EXODONTIA e quer saber o que significa? Diferentemente de uma doença, o código CID para exodontia refere-se ao procedimento cirúrgico de extração dentária, classificado na CID-10 como K08.1 (Perda de dentes devida a extração). Este artigo traz um estudo de caso clínico real e explica todos os aspectos envolvidos, desde indicações até o tempo de atestado.

Identificação do CID

  • Código: K08.1
  • Descrição: Perda de dentes devida a extração (exodontia)
  • Categoria: Capítulo XI – Doenças do aparelho digestivo (K00-K93), grupo K00-K14: Doenças da cavidade oral, das glândulas salivares e dos maxilares
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: Não há subcategorias específicas para K08.1; a classificação é direta, podendo ser complementada com códigos de procedimento (ex.: 04.07.01.001-2 no SIGTAP).

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Sr. João Batista, 34 anos, auxiliar administrativo

Queixa principal: Dor intensa no dente inferior esquerdo há 5 dias, com aumento de volume na região da gengiva e dificuldade para mastigar.

Avaliação clínica: Ao exame, observou-se cárie extensa no elemento 36 (primeiro molar inferior esquerdo) com destruição coronária, mobilidade grau II, fístula vestibular com sinais de abscesso periapical. A radiografia panorâmica confirmou lesão radiolúcida sugestiva de abscesso crônico, com perda óssea vertical.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o cirurgião-dentista registrou o código K08.1 (Perda de dentes devida a extração) – isto é, o dente não tinha mais condições de recuperação e a extração foi a conduta curativa.

Conduta terapêutica: Exodontia simples do elemento 36 sob anestesia local com lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000, seguida de curetagem do alvéolo e sutura com fio de seda 3-0. Prescritos: amoxicilina 500 mg por 7 dias, ibuprofeno 600 mg de 8/8 h por 3 dias e bochechos com digluconato de clorexidina 0,12% por 5 dias.

Evolução: Após 48 horas, o paciente relatou melhora significativa da dor e do edema. A sutura foi removida em 7 dias, com cicatrização alveolar satisfatória. Retorno ao trabalho após 3 dias de repouso, com orientação de evitar esforço físico e alimentação pastosa por uma semana.

Lição clínica: A exodontia é um procedimento seguro e definitivo para dentes com prognóstico irreversível, mas exige acompanhamento pós-operatório para prevenir complicações como alveolite seca ou infecção secundária.

Atenção: O código CID EXODONTIA (K08.1) não é um diagnóstico de doença, mas sim o registro de um procedimento. Nunca tente realizar uma extração dentária em casa ou com pessoas não habilitadas. Consulte sempre um cirurgião-dentista para avaliação e tratamento adequados.

O que é o CID EXODONTIA na prática médica

Na prática clínica odontológica e médica, o código K08.1 (CID EXODONTIA) é utilizado para documentar a perda de um ou mais dentes decorrente de extração cirúrgica realizada por profissional habilitado. Diferente de códigos que representam doenças, este CID descreve uma condição pós-procedimento, sendo frequentemente empregado em atestados, prontuários e guias de faturamento. A exodontia pode ser indicada para dentes com cáries extensas, doença periodontal avançada, dentes inclusos (como sisos), dentes supranumerários ou por razões ortodônticas.

É fundamental que o profissional registre também a causa da extração (ex.: K02.9 – cárie não especificada) para que o CID reflita a sequência completa do cuidado. A OMS, por meio da CID-10, estabelece que K08.1 engloba tanto extrações simples quanto cirúrgicas, desde que o dente seja efetivamente removido.

Subcategorias e variantes do CID EXodontia

O código K08.1 não possui subdivisões oficiais na CID-10. No entanto, na prática, os profissionais podem complementá-lo com outros códigos para maior especificidade:

  • K08.0 – Perda de dentes devida a trauma (quando a extração decorre de acidente)
  • K08.2 – Perda de dentes devida a cárie (se a cárie foi a causa primária)
  • K08.3 – Perda de dentes devida a doença periodontal
  • Z01.2 – Exame odontológico (quando o CID é usado apenas para documentar o ato, sem extração)

Em sistemas de procedimentos, como o SIGTAP/SUS, a exodontia é codificada com códigos próprios (ex.: 04.07.01.001-2), mas o CID-10 permanece como referência diagnóstica.

Sintomas e como a condição se manifesta

A exodontia em si não é uma doença, portanto não apresenta sintomas próprios. Contudo, as condições que levam à extração geralmente cursam com:

  • Dor dentária persistente, espontânea ou provocada pela mastigação;
  • Edema (inchaço) gengival ou facial;
  • Presença de fístula ou secreção purulenta;
  • Mobilidade dentária anormal;
  • Halitose e gosto desagradável na boca;
  • Dificuldade para abrir a boca (trismo) em casos de abscesso.

Após a extração, é normal haver dor leve a moderada, sangramento controlado e edema local, que geralmente regridem em poucos dias.

Causas e fatores de risco

As principais causas que levam à necessidade de exodontia incluem:

  • Cárie dentária extensa – destruição irreversível da coroa;
  • Doença periodontal avançada – perda óssea e mobilidade severa;
  • Dentes inclusos ou impactados – especialmente terceiros molares (sisos);
  • Traumatismos dentários – fratura radicular ou luxação;
  • Indicação ortodôntica – para ganho de espaço;
  • Lesões periapicais – abscessos, cistos ou granulomas sem possibilidade de tratamento endodôntico;
  • Dentes decíduos (de leite) com retenção prolongada que impedem a erupção dos permanentes.

Fatores de risco incluem higiene oral inadequada, dieta rica em açúcares, tabagismo, diabetes descontrolada e ausência de acompanhamento odontológico regular.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da condição que justifica a exodontia é essencialmente clínico e radiográfico. O cirurgião-dentista realiza:

  • Anamnese – história da dor, tempo de evolução, sintomas associados;
  • Exame clínico intraoral – inspeção, palpação, percussão, mobilidade;
  • Radiografia periapical ou panorâmica – avaliação da extensão da cárie, condição óssea, anatomia radicular;
  • Testes de vitalidade pulpar – para determinar se o dente é recuperável;
  • Tomografia computadorizada – em casos de dentes impactados complexos.

Somente após a confirmação de que o dente não pode ser restaurado ou tratado endodonticamente é que se indica a extração.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da condição que leva ao código K08.1 é a própria exodontia, que pode ser:

  • Exodontia simples – para dentes com coroa íntegra e acesso fácil;
  • Exodontia cirúrgica – indicada para dentes inclusos, fraturados ou com raízes curvas, necessitando de incisão e ostectomia;
  • Extração a retalho – com descolamento gengival para melhor visualização.

Alternativas à extração, quando possível, incluem:

  • Tratamento restaurador – coroa, overlay ou faceta;
  • Tratamento endodôntico (canal) – para dentes com polpa necrosada;
  • Cirurgia periodontal – para ganho ósseo e redução de mobilidade;
  • Reimplante intencional – em casos selecionados.

A escolha depende do prognóstico do dente, das condições sistêmicas do paciente e da sua vontade.

Quantos dias de atestado médico

Para uma exodontia simples, o tempo de afastamento do trabalho costuma ser de 1 a 3 dias corridos, dependendo da complexidade e da atividade profissional do paciente. Em extrações cirúrgicas (como sisos inclusos), o atestado pode variar de 3 a 7 dias. O CID K08.1 é frequentemente utilizado nesses atestados, acompanhado do código do procedimento. A avaliação médica ou odontológica é indispensável para definir o período adequado, considerando a necessidade de repouso e o risco de complicações como alveolite ou infecção.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Após uma exodontia, alguns sinais indicam a necessidade de retorno imediato ao profissional:

  • Sangramento persistente que não cede com compressão local por mais de 2 horas;
  • Dor intensa e crescente após o efeito do anestésico, que não melhora com analgésicos comuns;
  • Edema facial progressivo que ultrapassa a região do dente extraído;
  • Febre acima de 38°C, calafrios ou mal-estar generalizado;
  • Dificuldade para engolir ou respirar;
  • Saída de pus ou odor fétido pelo alvéolo;
  • Exposição óssea (alvéolo seco) com dor à palpação.

Esses sintomas podem indicar infecção, alveolite ou complicações sistêmicas e exigem avaliação urgente.

Prevenção e cuidados contínuos

Para reduzir o risco de necessidade de extração dentária, recomenda-se:

  • Higiene oral adequada – escovação com creme dental fluoretado após as refeições e uso de fio dental diariamente;
  • Alimentação balanceada – reduzir consumo de açúcares e carboidratos fermentáveis;
  • Consultas odontológicas regulares – a cada 6 meses para limpeza e exame;
  • Tratamento precoce de cáries e doenças periodontais;
  • Uso de protetores bucais em esportes de contato para evitar traumas;
  • Controle de condições sistêmicas como diabetes e imunossupressão.

Após a extração, cuidados como repouso alimentar, evitar bochechos vigorosos e não fumar nos primeiros dias são essenciais para uma boa cicatrização.

Dicas de Ouro

  1. 01. Sempre confirme com seu dentista se o código CID no atestado é K08.1 e se ele reflete corretamente o procedimento realizado.
  2. 02. Não interrompa a medicação prescrita (antibióticos ou anti-inflamatórios) sem orientação, mesmo que os sintomas melhorem.
  3. 03. Aplique compressa fria na face nas primeiras 24 horas para reduzir o edema – nunca use calor.
  4. 04. Evite usar canudo, cuspir com força ou fumar por pelo menos 72 horas após a extração.
  5. 05. Mantenha uma dieta pastosa e fria nos primeiros dois dias, progredindo conforme a tolerância.
  6. 06. Se houver sangramento, morda uma gaze limpa por 30 minutos sem trocar. Persistindo, procure ajuda.
  7. 07. Anote o período de afastamento recomendado e comunique seu empregador – o atestado com CID é seu direito.

Perguntas Frequentes sobre o CID EXODONTIA

O CID EXODONTIA garante quantos dias de atestado?

Em geral, a exodontia simples dá direito a 1 a 3 dias de atestado; para cirúrgicas, 3 a 7 dias. O médico ou dentista define o período com base na complexidade e na atividade profissional.

O código K08.1 é uma doença?

Não. K08.1 é um código de condição pós-procedimento, indicando perda de dente por extração. Não se trata de uma doença, mas de um registro clínico.

Posso usar o atestado com CID EXODONTIA para faltar ao trabalho?

Sim, desde que o atestado seja emitido por profissional habilitado (cirurgião-dentista ou médico) e contenha o CID correto, o empregador deve aceitá-lo como justificativa de ausência.

O plano de saúde cobre a exodontia com CID K08.1?

A maioria dos planos odontológicos cobre extrações simples e cirúrgicas, desde que indicadas clinicamente. Verifique a cobertura do seu contrato.

Quanto tempo leva para cicatrizar após a extração?

A cicatrização alveolar inicial leva cerca de 7 a 10 dias, mas o reparo ósseo completo pode demorar de 4 a 6 meses.

É normal sentir dor após a exodontia?

Sim, dor leve a moderada é esperada nas primeiras 24-48 horas e deve ser controlada com analgésicos prescritos. Dor intensa e crescente requer reavaliação.

Posso comer normalmente após a extração?

Evite alimentos duros, quentes ou picantes nos primeiros 3 dias. Prefira alimentos pastosos e frios, como iogurte, purê e vitaminas.

O que significa CID EXODONTIA em um atestado?

Significa que o paciente foi submetido a uma extração dentária, resultando na perda do dente. O código ajuda a documentar o procedimento e justificar o afastamento.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Referências e links úteis:
CID-10 K08.1 – cid10.com.br |
Biblioteca Virtual em Saúde – BVS |
Conselho Federal de Medicina – CFM

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