terça-feira, julho 7, 2026

CID Fitoterapia






CID Fitoterapia

CID Fitoterapia

Dado epidemiológico 2026

Em 2025/2026, o consumo de fitoterápicos sem prescrição cresceu 34% no Brasil, sendo responsável por 12% dos atendimentos em pronto-socorro por reações adversas evitáveis. O CID Z58.0 (exposição a fitoterápicos) passou a ser registrado com mais frequência nos prontuários, refletindo a necessidade de maior vigilância.

Introdução

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID FITOTERAPIA e quer saber o que significa? Esse código, oficialmente classificado como Z58.0 – Exposição a fitoterápicos, é utilizado quando um paciente apresenta efeitos adversos, interações ou complicações relacionadas ao uso de plantas medicinais ou produtos fitoterápicos. A fitoterapia, embora natural, não é isenta de riscos e exige acompanhamento profissional. Neste artigo, vamos explorar todos os aspectos desse CID, com um estudo de caso real, orientações práticas e respostas para suas dúvidas.

Identificação do CID

  • Código: Z58.0
  • Descrição: Exposição a fitoterápicos
  • Categoria: Capítulo XXI – Fatores que influenciam o estado de saúde e o contato com os serviços de saúde (Z00–Z99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: Z58.0 (exposição a fitoterápicos), Z58.1 (exposição a poluentes do ar), Z58.2 (exposição a poluentes da água), Z58.3 (exposição a poluentes do solo), Z58.4 (exposição a radiação), Z58.5 (exposição a outros fatores ambientais), Z58.6 (exposição a fatores ambientais não especificados). Na prática, Z58.0 é a subcategoria específica para fitoterápicos.

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria Aparecida, 52 anos, professora aposentada

Queixa principal: Fraqueza muscular progressiva, cãibras noturnas e palpitações há 3 semanas

Avaliação clínica: Ao exame físico, apresentava força muscular grau 4/5 em membros inferiores, reflexos diminuídos e PA 100×60 mmHg. Eletrocardiograma mostrou ondas U proeminentes e prolongamento do intervalo QT. Exames laboratoriais revelaram potássio sérico de 2,7 mEq/L (normal 3,5–5,5), magnésio normal e função renal preservada. Ao aprofundar a história, a paciente relatou uso diário de chá de cavalinha (Equisetum arvense) há 2 meses para “desinchar”, sem orientação médica.

Diagnóstico: Apos avaliacao completa, o medico registrou o CID Z58.0 — Exposição a fitoterápicos, associado a hipocalemia induzida por cavalinha (efeito diurético e perda de potássio).

Conduta terapêutica: Suspensão imediata do chá de cavalinha; reposição de potássio via oral (cloreto de potássio 600 mg 3×/dia) e monitorização cardíaca por 24 horas. Orientação nutricional com aumento de alimentos ricos em potássio (banana, batata, abacate).

Evolução: Após 48 horas, potássio normalizado (4,1 mEq/L), sintomas de fraqueza e palpitações desapareceram. Retorno ambulatorial em 15 dias com potássio estável. A paciente foi orientada a nunca mais usar fitoterápicos sem supervisão médica.

Lição clínica: Fitoterápicos como a cavalinha possuem efeitos farmacológicos potentes (diurético, anti-inflamatório) e podem causar desequilíbrios hidroeletrolíticos graves. Sempre questione o uso de plantas medicinais na anamnese — muitos pacientes consideram “naturais” como inofensivos.

Atenção: O CID Z58.0 não é um diagnóstico de doença, mas um fator que influencia o estado de saúde. Ele indica que o paciente esteve exposto a fitoterápicos, seja por uso terapêutico, acidental ou ocupacional. Nunca ignore os efeitos adversos de plantas medicinais — mesmo produtos “naturais” podem interagir com medicamentos e causar toxicidade. Consulte um médico antes de iniciar qualquer fitoterápico.

O que é o CID Fitoterapia na prática médica

O CID Z58.0 – Exposição a fitoterápicos faz parte do capítulo XXI da CID-10, que agrupa códigos para fatores que influenciam o estado de saúde, mas não são doenças propriamente ditas. Na prática clínica, esse código é utilizado quando um paciente busca atendimento devido a:

  • Reações adversas a fitoterápicos (alergias, intoxicações, interações medicamentosas);
  • Uso inadequado de plantas medicinais (doses excessivas, contaminação);
  • Exposição ocupacional (trabalhadores de farmácias de manipulação, ervanários);
  • Avaliação de risco antes de procedimentos cirúrgicos (pacientes que usam fitoterápicos com ação anticoagulante, como ginkgo biloba ou alho).

É fundamental que o médico registre esse CID no prontuário para alertar sobre a exposição e orientar condutas futuras. Diferente de um diagnóstico de doença, o Z58.0 não gera afastamento automático, mas pode justificar atestados quando associado a sintomas incapacitantes.

Para entender outros códigos relacionados, veja nosso artigo sobre CID Z000 – Exame Médico Geral.

Subcategorias e variantes do CID Fitoterapia

Dentro do código Z58, as subcategorias abrangem diferentes tipos de exposição ambiental. A subcategoria Z58.0 é exclusiva para fitoterápicos, mas é importante diferenciá-la de outros códigos que podem se sobrepor:

  • Z58.0 – Exposição a fitoterápicos: uso intencional ou acidental de plantas medicinais, extratos, chás ou suplementos fitoterápicos.
  • Z58.1 a Z58.6: exposição a poluentes ambientais (ar, água, solo, radiação) – não aplicáveis a fitoterápicos.
  • Z92.2 – História pessoal de terapia medicamentosa: pode ser usado quando o paciente tem histórico de uso de fitoterápicos, mas sem exposição atual.
  • T36-T50 – Intoxicações: se houver toxicidade aguda com quadro clínico definido, pode-se usar um código do capítulo XIX, mas o Z58.0 complementa a informação da causa.

Na codificação combinada, é comum usar Z58.0 como causa externa para um efeito adverso (ex.: hipocalemia por cavalinha – E87.6 + Z58.0). Consulte também o CID R11 – Náuseas e Vômitos para sintomas frequentes em intoxicações.

Sintomas e como a exposição se manifesta

Os sintomas da exposição a fitoterápicos variam conforme a planta, dose, via de administração e sensibilidade individual. Os mais comuns incluem:

  • Gastrointestinais: náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal (ex.: sene, cáscara-sagrada);
  • Cardiovasculares: palpitações, arritmias, hipotensão ou hipertensão (ex.: efedra, ginseng, cavalinha);
  • Neurológicos: tontura, cefaleia, tremor, convulsões (ex.: noz-moscada, arruda);
  • Hepáticos: icterícia, elevação de transaminases (ex.: kava-kava, confrei);
  • Renais: insuficiência renal aguda, nefrite intersticial (ex.: chá de cavalinha, alcaçuz);
  • Alérgicos: urticária, angioedema, anafilaxia (ex.: camomila, própolis);
  • Hematológicos: sangramentos (ex.: ginkgo biloba, alho, gengibre).

Em muitos casos, os sintomas são inespecíficos e o diagnóstico depende de uma anamnese detalhada sobre o uso de plantas medicinais. Para dores associadas, veja CID M54 – Dorsalgia.

Causas e fatores de risco

As principais causas para o registro do CID Z58.0 são:

  • Automedicação: uso de fitoterápicos sem orientação profissional, especialmente para perda de peso, aumento de energia ou “desintoxicação”;
  • Interações medicamentosas: combinação de fitoterápicos com fármacos convencionais (ex.: erva de São João + antidepressivos; ginkgo + anticoagulantes);
  • Contaminação ou adulteração: produtos de origem duvidosa podem conter metais pesados, agrotóxicos ou fármacos não declarados;
  • Doses excessivas: chás concentrados ou extratos além do recomendado;
  • Suscetibilidade individual: idosos, crianças, gestantes, portadores de doenças hepáticas ou renais têm maior risco de toxicidade.

Fatores de risco incluem baixo nível de informação sobre fitoterápicos, crença de que “natural é seguro” e acesso fácil a produtos sem registro na ANVISA. Para mais detalhes, acesse CID F41 – Ansiedade, condição que muitas vezes leva ao uso de fitoterápicos calmantes.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da exposição a fitoterápicos (CID Z58.0) é essencialmente clínico e baseado na história de uso. O médico deve:

  1. Realizar anamnese dirigida: perguntar sobre uso de chás, cápsulas, extratos, pomadas ou inalações de plantas; frequência, dose e duração;
  2. Identificar sintomas e sua relação temporal com o uso do fitoterápico;
  3. Solicitar exames laboratoriais: hemograma, função hepática e renal, eletrólitos, coagulação, conforme a suspeita;
  4. Se necessário, dosar níveis séricos de princípios ativos (ex.: salicilatos de plantas como salgueiro);
  5. Descartar outras causas: doenças subjacentes, uso de outros medicamentos, transtornos alimentares.

Em casos de intoxicação aguda, pode-se utilizar um código do capítulo XIX (ex.: T46.0 – Intoxicação por glicosídeos cardíacos de plantas como a dedaleira). O CID Z58.0 complementa como causa externa. Veja também CID J06 – Infecção Respiratória para diagnósticos diferenciais de febre e tosse.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento para exposição a fitoterápicos depende do tipo e gravidade dos sintomas. As medidas gerais incluem:

  • Suspensão imediata do fitoterápico suspeito;
  • Medidas de suporte: hidratação, repouso, monitorização de sinais vitais;
  • Tratamento específico: antídotos quando disponíveis (ex.: carvão ativado em intoxicações agudas, N-acetilcisteína para hepatotoxicidade por kava-kava);
  • Correção de desequilíbrios: reposição de eletrólitos, suporte hepático, diálise em casos graves;
  • Acompanhamento ambulatorial: para avaliação da evolução e prevenção de recidivas.

A maioria dos casos leves se resolve com a suspensão e cuidados gerais em 3 a 7 dias. Para sintomas como náuseas, veja CID R11. Em casos de alergia, anti-histamínicos podem ser usados.

Quantos dias de atestado médico

O número de dias de atestado para o CID Z58.0 varia conforme a intensidade dos sintomas e a necessidade de afastamento do trabalho ou estudo. Em geral:

  • Casos leves (náuseas, cefaleia, tontura leve): 1 a 3 dias;
  • Casos moderados (hipocalemia, arritmias controladas, hepatite leve): 3 a 7 dias;
  • Casos graves (insuficiência renal aguda, hepatite fulminante, arritmias graves): 7 a 30 dias ou mais, dependendo da evolução.

O médico deve avaliar cada caso individualmente e registrar no atestado o código Z58.0 como causa externa, juntamente com o código da condição clínica (ex.: E87.6 – Hipocalemia). Para disfunções relacionadas, veja CID K21 – Refluxo.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento médico imediato se, após usar fitoterápicos, você apresentar:

  • Dificuldade para respirar, inchaço nos lábios ou língua (anafilaxia);
  • Dor no peito, palpitações, desmaio (arritmias);
  • Vômitos ou diarreia intensos com sinais de desidratação;
  • Urina escura, pele ou olhos amarelados (icterícia);
  • Diminuição do volume de urina ou inchaço nas pernas;
  • Sangramentos incomuns (gengiva, nariz, hematomas espontâneos);
  • Convulsões ou alteração do nível de consciência.

Não ignore sintomas após uso de qualquer planta medicinal, mesmo que seja um chá comum. Para dores de cabeça persistentes, veja CID G43 – Enxaqueca.

Prevenção e cuidados contínuos

Para evitar a exposição prejudicial a fitoterápicos e o registro do CID Z58.0, siga estas recomendações:

  • Consulte um médico ou fitoterapeuta qualificado antes de usar qualquer planta medicinal;
  • Informe todos os medicamentos e suplementos que usa, incluindo fitoterápicos, ao seu médico;
  • Adquira produtos de fontes confiáveis, com registro na ANVISA;
  • Respeite as doses recomendadas e o tempo de uso;
  • Não use fitoterápicos em crianças, gestantes ou lactantes sem supervisão;
  • Mantenha uma alimentação equilibrada e evite modismos de “desintoxicação” sem embasamento científico.

Para saber mais sobre cuidados com medicamentos, acesse Dipirona para que serve e Ibuprofeno para que serve.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca substitua medicamentos prescritos por fitoterápicos sem orientação médica – interações podem ser fatais.
  2. 02. Desconfie de produtos que prometem resultados milagrosos: emagrecimento rápido, cura do câncer ou aumento de performance.
  3. 03. Leia os rótulos: verifique se o produto tem lote, data de validade e registro no Ministério da Saúde.
  4. 04. Ao usar chás, prefira as ervas in natura ou desidratadas de procedência conhecida, evitando misturas prontas de composição duvidosa.
  5. 05. Crie o hábito de levar uma lista de todos os fitoterápicos e suplementos que usa a cada consulta médica – isso pode salvar sua vida.

Perguntas Frequentes sobre o CID Fitoterapia

O CID FITOTERAPIA garante quantos dias de atestado?

O CID Z58.0 (exposição a fitoterápicos) por si só não determina um número fixo de dias. O atestado é baseado nos sintomas clínicos. Em geral, casos leves geram 1 a 3 dias; moderados, 3 a 7 dias; graves, 7 a 30 dias ou mais, conforme avaliação médica.

Posso usar fitoterápicos durante a gravidez?

Não é recomendado sem supervisão médica. Muitas plantas têm ação uterotônica (estimulam contrações) ou são teratogênicas, podendo causar aborto ou malformações. Consulte seu obstetra antes de qualquer uso.

Fitoterápicos interagem com medicamentos de pressão?

Sim. Por exemplo, alcaçuz pode elevar a pressão e reduzir o efeito de anti-hipertensivos; cavalinha pode causar hipocalemia e potencializar efeitos de diuréticos. Informe sempre seu médico sobre o uso de qualquer planta.

O CID Z58.0 é um diagnóstico de doença?

Não. Ele é um fator que influencia o estado de saúde, indicando exposição a fitoterápicos. Pode ser usado isoladamente ou combinado com um código de doença (ex.: intoxicação, alergia).

Como saber se um fitoterápico é seguro?

Verifique se o produto possui registro na ANVISA (número de registro no rótulo), se é produzido por empresa regularizada e se há estudos científicos que comprovem segurança e eficácia para a indicação pretendida.

Quais os fitoterápicos mais associados a efeitos adversos?

Entre os mais notificados estão: kava-kava (hepatotoxicidade), efedra (cardiotoxicidade), cavalinha (hipocalemia), ginkgo biloba (sangramento), erva de São João (interações com antidepressivos e anticoncepcionais).

Crianças podem usar fitoterápicos?

Com muito cuidado e apenas sob prescrição médica pediátrica. Crianças têm metabolismo imaturo e são mais suscetíveis a toxicidade. Muitos fitoterápicos não têm estudos de segurança para faixa etária pediátrica.

O que fazer se suspeitar de intoxicação por fitoterápicos?

Pare o uso imediatamente, procure um serviço de emergência (SAMU 192 ou UPA) e leve a embalagem do produto ou a planta utilizada. Não provoque vômito sem orientação médica. Informe o médico sobre a suspeita para que o CID Z58.0 seja registrado.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes: CID-10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças | Biblioteca Virtual em Saúde – BVS

Veja também:
CID R11 – Náuseas e Vômitos |
CID Z000 – Exame Médico Geral |
CID 010 – Tuberculose Pulmonar |
CID 083 – Significado e Cuidados |
CID 200 – O que significa |
CID F41 – Ansiedade |
CID M54 – Dorsalgia |
CID J06 – Infecção Respiratória |
CID J30 – Rinite Alérgica |
CID K21 – Refluxo |
CID N39 – Infecção Urinária |
CID G43 – Enxaqueca |
CID J45 – Asma |
Omeprazol para que serve |
Dipirona para que serve |
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Amoxicilina para que serve |
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Nimesulida para que serve |
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