domingo, julho 12, 2026

cid gonartrose






CID Gonartrose

Dado epidemiológico 2026

Estima-se que, em 2026, mais de 15 milhões de brasileiros convivam com gonartrose sintomática, sendo a segunda maior causa de consultas ortopédicas no SUS. O envelhecimento populacional e o aumento da obesidade têm elevado a incidência em pessoas cada vez mais jovens, a partir dos 45 anos.

Você recebeu um attestado ou diagnóstico com o código CID GONARTROSE e quer saber o que significa? A gonartrose é o termo médico para a artrose do joelho, uma condição degenerativa da cartilagem que reveste a articulação. Este artigo, escrito por um médico especialista em clínica médica e redator de saúde, explica de forma completa e acessível o que é, como tratar e quantos dias de atestado são indicados, com base na CID-10 (M17).

Identificação do CID

  • Código: M17
  • Descrição: Gonartrose (artrose do joelho)
  • Categoria: Capítulo XIII – Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (M00-M99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: M17.0 (Gonartrose primária bilateral), M17.1 (Outra gonartrose primária), M17.2 (Gonartrose pós-traumática bilateral), M17.3 (Outra gonartrose pós-traumática), M17.4 (Outras gonartroses secundárias), M17.5 (Gonartrose não especificada), M17.9 (Gonartrose sem outra especificação)

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria Aparecida Silva, 62 anos, professora aposentada

Queixa principal: Dor no joelho direito há mais de um ano, piora ao subir escadas e ao ficar muito tempo em pé. Relata rigidez matinal com duração de até 20 minutos.

Avaliação clínica: Exame físico evidenciou crepitação patelar, dor à palpação da interlinha articular medial, e limitação da flexão (110°). Radiografia mostrou osteófitos mediais e estreitamento do espaço articular medial (classificação Kellgren-Lawrence grau III).

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID M17.1 (Gonartrose primária unilateral) — artrose degenerativa do joelho direito, sem causa traumática identificada.

Conduta terapêutica: Iniciou-se analgésico (paracetamol 750 mg 6/6h), anti-inflamatório tópico (diclofenaco gel), fisioterapia com fortalecimento de quadríceps e isquiotibiais, além de orientação para perda de peso (IMC 29) e uso de palmilha com cunha lateral.

Evolução: Após 8 semanas de fisioterapia e mudanças de hábito, a paciente relatou redução de 60% da dor e melhora funcional significativa. Voltou a caminhar sem bengala e consegue realizar atividades domésticas leves.

Lição clínica: O tratamento conservador bem estruturado, combinando medicação, fisioterapia e controle de peso, é eficaz na maioria dos casos de gonartrose primária, evitando ou postergando a necessidade de cirurgia.

Atenção: A gonartrose é uma doença progressiva e não tem cura, mas o tratamento precoce e adequado pode retardar sua evolução e melhorar a qualidade de vida. Não se automedique nem ignore sintomas persistentes. Procure um médico ortopedista ou clínico geral para um diagnóstico preciso e individualizado.

O que é o CID M17 — Gonartrose na prática médica

O código CID M17 designa a gonartrose, termo técnico para a osteoartrite do joelho. É uma doença degenerativa caracterizada pela perda progressiva da cartilagem articular, associada a alterações ósseas como osteófitos (bicos de papagaio), esclerose subcondral e deformidades articulares. Na prática clínica, a gonartrose é uma das causas mais comuns de dor crônica e incapacidade funcional em adultos acima de 50 anos. O diagnóstico é essencialmente clínico e radiológico, e o tratamento visa aliviar sintomas, manter a função e evitar a progressão da doença.

A classificação CID M17 é subdividida em tipos conforme a etiologia e lateralidade, permitindo ao médico registrar com precisão a condição específica do paciente. Entender essa codificação ajuda o paciente a compreender seu diagnóstico e a comunicar-se melhor com a equipe de saúde.

Subcategorias e variantes do CID M17

A CID-10 detalha a gonartrose em várias subcategorias, facilitando o registro clínico e epidemiológico. As principais são:

  • M17.0 – Gonartrose primária bilateral: artrose em ambos os joelhos sem causa aparente.
  • M17.1 – Outra gonartrose primária: artrose unilateral primária.
  • M17.2 – Gonartrose pós-traumática bilateral: após lesões como fraturas ou rupturas ligamentares.
  • M17.3 – Outra gonartrose pós-traumática: unilateral.
  • M17.4 – Outras gonartroses secundárias: decorrentes de doenças metabólicas (obesidade), displasias ou artrite reumatoide.
  • M17.5 – Gonartrose não especificada: quando o médico opta por não detalhar a lateralidade ou causa.
  • M17.9 – Gonartrose sem outra especificação (uso genérico).

É importante que o médico escolha a subcategoria mais adequada, pois isso pode impactar no plano terapêutico e nos encaminhamentos para fisioterapia ou cirurgia.

Sintomas e como a doença se manifesta

A gonartrose apresenta um quadro progressivo. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor articular: geralmente piora com o movimento e melhora com o repouso. Nos estágios iniciais, a dor é intermitente; nos avançados, torna-se constante.
  • Rigidez matinal: duração inferior a 30 minutos, característica que ajuda a diferenciar de outras artrites.
  • Inchaço (derrame articular): pode ocorrer após esforço ou no final do dia.
  • Crepitação: estalos ou rangidos ao movimentar o joelho.
  • Perda de amplitude de movimento: dificuldade para estender ou fletir completamente a perna.
  • Instabilidade: sensação de que o joelho “vai ceder” ao caminhar.
  • Deformidade: em casos avançados, pode surgir desvio em varo (pernas arqueadas) ou valgo (joelhos juntos).

A intensidade dos sintomas varia conforme o grau da doença e fatores individuais como peso, atividade física e genética.

Causas e fatores de risco

A gonartrose é uma doença multifatorial. As causas principais incluem:

  • Envelhecimento: o desgaste natural da cartilagem ao longo dos anos é o principal fator.
  • Obesidade: cada quilograma extra gera cerca de 3-5 kg de carga adicional no joelho.
  • Traumas prévios: lesões ligamentares (LCA), meniscais ou fraturas articulares aumentam o risco de artrose pós-traumática.
  • Genética: histórico familiar de artrose está associado a maior risco.
  • Sobrecarga ocupacional: profissões que exigem ajoelhamento, agachamento frequente ou levantamento de peso.
  • Alinhamento articular anormal: pernas em varo ou valgo predispõem ao desgaste assimétrico.
  • Doenças metabólicas: diabetes, gota e hemocromatose podem acelerar a degeneração cartilaginosa.

Conhecer os fatores de risco é essencial para estratégias de prevenção, especialmente em pacientes com predisposição.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da gonartrose é baseado na combinação de história clínica, exame físico e exames de imagem. O médico investiga a dor, rigidez, limitação funcional e fatores de risco. Ao exame físico, avalia-se amplitude de movimento, presença de crepitação, deformidades e estabilidade articular. O exame padrão-ouro para confirmação é a radiografia simples do joelho em ântero-posterior e perfil com carga. Os achados incluem:

  • Estreitamento do espaço articular (principal sinal).
  • Osteófitos marginais.
  • Esclerose subcondral.
  • Cistos subcondrais (geodos).

Em casos duvidosos, a ressonância magnética pode avaliar melhor a cartilagem e as partes moles. Exames laboratoriais são úteis para excluir artrite inflamatória (fator reumatoide, VHS, PCR). O diagnóstico precoce permite intervenções que retardam a progressão.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da gonartrose é graduado, começando por medidas conservadoras e evoluindo para opções cirúrgicas quando necessário. As principais abordagens:

  • Não farmacológico: perda de peso, fisioterapia (fortalecimento muscular, alongamento), atividades de baixo impacto (hidroginástica, bicicleta), uso de palmilhas e joelheiras.
  • Farmacológico: analgésicos (paracetamol), anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, naproxeno) por via oral ou tópica, e condroprotetores (sulfato de glicosamina, condroitina) com evidência limitada.
  • Infiltrações: corticosteroides intra-articulares para crises de dor intensa; ácido hialurônico (viscossuplementação) para melhora da lubrificação articular.
  • Cirúrgico: artroscopia para debridamento e lavagem (indicada em casos selecionados), osteotomias corretivas, e artroplastia total do joelho (prótese) nos estágios avançados com falha do tratamento conservador.

A escolha do tratamento depende do estágio, idade, comorbidades e expectativas do paciente. A abordagem multidisciplinar com médico, fisioterapeuta e nutricionista é a mais eficaz.

Quantos dias de atestado médico – CID M17

A duração do afastamento do trabalho por gonartrose depende da intensidade dos sintomas, da atividade profissional e da resposta ao tratamento. Em geral, o médico pode conceder:

  • Crises leves a moderadas: 3 a 7 dias para repouso e início de medicação.
  • Crises moderadas a graves com limitação funcional: 7 a 14 dias, associados a fisioterapia intensiva.
  • Pós-operatório de artroplastia total do joelho: 30 a 60 dias, dependendo da recuperação e do tipo de trabalho.

O atestado deve ser individualizado e reavaliado periodicamente. Trabalhadores de alto esforço físico (carga, ajoelhamento) podem necessitar de readaptação funcional por período prolongado.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Embora a gonartrose seja uma condição crônica, alguns sinais exigem avaliação médica imediata:

  • Dor súbita e intensa após queda ou torção (suspeita de fratura ou lesão ligamentar).
  • Inchaço rápido e incapacidade de movimentar o joelho.
  • Vermelhidão e calor local – pode indicar infecção ou artrite séptica.
  • Febre associada a dor articular.
  • Perda da capacidade de apoiar o pé no chão.

Pacientes com diagnóstico conhecido de gonartrose devem procurar atendimento se houver piora significativa dos sintomas que não responde às medicações habituais ou se houver sinais de complicações.

Prevenção e cuidados contínuos

A prevenção da gonartrose envolve medidas que reduzem o estresse articular e mantêm a saúde da cartilagem. Recomenda-se:

  • Manter peso corporal adequado (IMC < 25).
  • Praticar exercícios de baixo impacto regularmente (natação, hidroginástica, caminhada moderada).
  • Fortalecer a musculatura do quadríceps e dos isquiotibiais.
  • Evitar ajoelhamento prolongado e agachamento profundo.
  • Usar calçados adequados que absorvam impacto.
  • Controlar doenças metabólicas como diabetes e obesidade.
  • Em atletas, priorizar técnicas corretas e evitar sobrecarga.

Para quem já tem diagnóstico, o acompanhamento regular com fisioterapia e consultas médicas periódicas é fundamental para retardar a progressão e manter a qualidade de vida.

Dicas de Ouro

  1. 01. Ao primeiro sinal de dor no joelho, não espere o quadro se agravar. Consulte um clínico ou ortopedista para avaliação precoce.
  2. 02. A perda de peso é a intervenção mais eficaz para reduzir a dor e retardar a artrose: cada 5 kg a menos pode reduzir pela metade o risco de progressão.
  3. 03. A fisioterapia deve ser personalizada – inclua fortalecimento muscular, alongamento e reeducação da marcha.
  4. 04. Evite o uso excessivo de anti-inflamatórios sem orientação médica – eles podem aliviar a dor, mas não tratam a causa e trazem riscos gastrointestinais e renais.
  5. 05. Se o tratamento conservador não trouxer melhora após 3 meses, discuta com seu médico a possibilidade de infiltração ou encaminhamento para cirurgia.

Perguntas Frequentes sobre o CID Gonartrose

O CID M17 garante quantos dias de atestado?

Não há um número fixo. Depende da gravidade. Em média, crises agudas geram de 3 a 14 dias de afastamento. Artroplastia total pode exigir 30 a 60 dias. O médico avalia cada caso.

Gonartrose tem cura?

Não tem cura definitiva, mas o tratamento controla os sintomas e pode retardar a evolução. Em casos avançados, a cirurgia de prótese restaura a função e alivia a dor.

Quais exames são necessários para diagnosticar?

O principal é a radiografia simples do joelho com carga. Ressonância magnética é usada para avaliar lesões meniscais ou ligamentares associadas.

Posso praticar exercícios com gonartrose?

Sim, atividades de baixo impacto como hidroginástica, bicicleta ergométrica e musculação leve são recomendadas. Evite corridas, saltos e agachamentos profundos.

Qual a diferença entre gonartrose e artrose de joelho?

Não há diferença. Gonartrose é o nome técnico para artrose do joelho (osteoartrite).

O que é viscosuplementação e quando é indicada?

É a infiltração de ácido hialurônico no joelho para melhorar a lubrificação e reduzir o atrito. Indicada em casos moderados, quando analgésicos e fisioterapia não são suficientes.

Gonartrose pode levar à incapacidade permanente?

Sim, nos estágios avançados pode causar deformidades e limitação funcional grave, comprometendo a marcha e atividades diárias. O tratamento precoce previne essa evolução.

Existem direitos trabalhistas para quem tem gonartrose?

Sim. Dependendo da gravidade, o trabalhador pode solicitar benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença) ou readaptação profissional. Consulte um advogado previdenciário ou o INSS.

Quanto tempo leva para se recuperar de uma artroplastia de joelho?

A recuperação inicial leva de 4 a 6 semanas com uso de andador. A reabilitação completa pode durar 3 a 6 meses, com fisioterapia intensiva.

O CID M17 é usado para aposentadoria?

Sim, a gonartrose avançada pode ser causa de aposentadoria por invalidez, desde que comprovada a incapacidade total e permanente para o trabalho habitual.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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