quinta-feira, julho 2, 2026

cid hemorroida






CID Hemorroida – Estudo de Caso Clínico


Dado epidemiológico 2026

Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, cerca de 75% dos brasileiros terão pelo menos um episódio de hemorroida ao longo da vida. Em 2025, as consultas por hemorroidas aumentaram 12% nos pronto‑atendimentos, reflexo do sedentarismo e da dieta pobre em fibras.

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID HEMORROIDA e quer saber o que significa? Este artigo traz um estudo de caso clínico completo, explicações detalhadas sobre o CID K64, sintomas, tratamentos e tudo que você precisa para entender essa condição tão comum, mas que ainda gera muitas dúvidas.

Identificação do CID

  • Código: K64
  • Descrição: Hemorroidas e trombose hemorroidária (Doença hemorroidária)
  • Categoria: Capítulo XI – Doenças do aparelho digestivo
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: K64.0 (Hemorroidas internas), K64.1 (Hemorroidas externas), K64.2 (Hemorroidas mistas), K64.3 (Hemorroidas complicadas – trombose), K64.4 (Hemorroidas com prolapso), K64.5 (Outras hemorroidas), K64.8 (Hemorroidas não especificadas), K64.9 (Hemorroidas sem complicação)
Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Sra. Mariana Figueiredo, 38 anos, professora do ensino fundamental, mãe de dois filhos.

Queixa principal: Sangramento anal vermelho vivo durante as evacuações há 1 semana, sensação de peso no ânus e prurido local. Relata que as fezes são endurecidas e que precisa fazer força para evacuar.

Avaliação clínica: Ao exame proctológico, foram observadas veias dilatadas no canal anal, com dois nódulos internos grau II e um pequeno nódulo externo. O toque retal confirmou a presença de hemorroidas internas grau II. Exames complementares: hemograma normal, sem anemia. Colonoscopia não foi indicada no momento por tratar-se de paciente jovem sem outros sinais de alarme.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID K64.0 (Hemorroidas internas) e K64.1 (Hemorroidas externas) — condição benigna, mas que compromete a qualidade de vida.

Conduta terapêutica: Iniciou‑se mudança alimentar com aumento de fibras (20 g/dia), ingesta hídrica de 2,5 L/dia, banhos de assento com água morna 3 vezes/dia, pomada venotônica (diosmina + hesperidina) por 10 dias e laxante formador de bolo fecal (plantago ovata). Orientações para evitar esforço evacuatório e uso de vaselina líquida para facilitar a evacuação.

Evolução: Após 4 semanas, a paciente relatou melhora significativa do sangramento e do desconforto. Nova avaliação mostrou redução do tamanho das hemorroidas internas. Mantém dieta rica em fibras e hábito intestinal regular.

Lição clínica: O tratamento conservador é eficaz na maioria das hemorroidas grau I e II. A chave está na prevenção da constipação e no combate ao esforço evacuatório. A paciente aprendeu que, sem mudanças de estilo de vida, o quadro tende a recorrer.

Atenção: Sangramento anal pode ser sinal de outras doenças graves, como câncer colorretal, doença inflamatória intestinal ou fissura anal. Nunca se automedique ou adie a consulta com um proctologista. O diagnóstico precoce salva vidas.

O que é o CID K64 na prática médica

O CID K64 corresponde ao conjunto de hemorroidas (dilatações varicosas das veias do plexo hemorroidário) e suas complicações, incluindo a trombose hemorroidária. Na prática clínica, o médico utiliza esse código para registrar no prontuário e no atestado a condição diagnosticada. A hemorroida é uma doença extremamente comum, mas ainda cercada de mitos e constrangimentos. O CID permite que o tratamento seja adequadamente documentado, além de viabilizar o afastamento do trabalho quando necessário. A codificação correta é essencial para a comunicação entre profissionais de saúde e para a cobertura pelos planos de saúde.

Subcategorias e variantes do CID K64

O CID K64 desdobra‑se em várias subcategorias, cada uma com particularidades clínicas:

  • K64.0 – Hemorroidas internas: localizadas acima da linha pectínea, geralmente indolores, mas podem sangrar. Classificam‑se em graus I a IV conforme o prolapso.
  • K64.1 – Hemorroidas externas: abaixo da linha pectínea, dolorosas quando trombosadas, com nódulo palpável.
  • K64.2 – Hemorroidas mistas: associação de componentes internos e externos.
  • K64.3 – Trombose hemorroidária: formação de coágulo dentro da veia, provocando dor aguda e nódulo endurecido.
  • K64.4 – Hemorroidas com prolapso: quando a mucosa anal exterioriza‑se espontaneamente ou durante a evacuação.
  • K64.8 / K64.9: outras formas e sem especificação.

A subclassificação ajuda a definir a melhor conduta: clínica ou cirúrgica.

Sintomas e como a doença se manifesta

Os sintomas mais comuns incluem sangramento anal indolor (geralmente após evacuar, papel higiênico com sangue), prurido anal (coceira), sensação de peso ou corpo estranho no ânus, dor (especialmente na trombose) e dificuldade para higienizar. As hemorroidas internas grau III e IV podem prolapsar (sair para fora) e exigir redução manual. A trombose hemorroidária apresenta‑se como um nódulo arroxeado e extremamente doloroso. Cerca de 40% dos pacientes têm sangramento como primeiro sintoma.

Causas e fatores de risco

As hemorroidas resultam do aumento da pressão nas veias do canal anal. Fatores de risco incluem: constipação crônica, esforço evacuatório, gestação e parto (por compressão e aumento do volume sanguíneo), obesidade, sedentarismo, dieta pobre em fibras, uso crônico de laxantes estimulantes, posição prolongada sentada, envelhecimento (enfraquecimento do tecido conjuntivo) e predisposição genética. A hipertensão portal também pode causar hemorroidas secundárias, mas são menos frequentes.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado através da anamnese (história do sangramento, hábito intestinal) e do exame proctológico: inspeção estática e dinâmica, toque retal e anuscopia. A colonoscopia é indicada em casos de sangramento persistente, idade acima de 45 anos, ou quando há suspeita de doença inflamatória ou neoplásica. Exames de imagem como ultrassonografia endoanal são reservados para casos complexos. O médico deve sempre descartar outras causas de sangramento, como fissura, fístula, pólipos e câncer.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento divide‑se em conservador e cirúrgico. O conservador inclui:

  • Dieta rica em fibras (frutas, verduras, cereais integrais) e ingestão hídrica elevada.
  • Banhos de assento com água morna por 15 minutos, 2‑3 vezes/dia, aliviam a dor e reduzem o edema.
  • Medicamentos tópicos (pomadas com anestésicos, corticoides, venotônicos) e via oral (diosmina, hesperidina, flavonoides).
  • Laxantes formadores de bolo (como psyllium) para evitar esforço.
  • Hábitos posturais: evitar permanecer muito tempo sentado, usar assentos acolchoados.

Quando o tratamento clínico falha ou há hemorroidas grau III/IV, recorre‑se a procedimentos minimamente invasivos (ligadura elástica, escleroterapia, coagulação infravermelha) ou cirurgia (hemorroidectomia, hemorroidopexia grampeada). A trombose aguda pode ser tratada com incisão e drenagem precoce.

Quantos dias de atestado médico

O atestado para hemorroida depende da gravidade e do tipo de tratamento. Para quadros leves (grau I/II), o repouso recomendado é de 1 a 3 dias para alívio dos sintomas agudos. Após procedimentos como ligadura elástica, o afastamento varia de 2 a 5 dias. Em hemorroidectomia convencional, o repouso pode se estender por 7 a 14 dias, dependendo da atividade profissional (trabalhos sedentários podem retornar antes; trabalhos braçais exigem mais tempo). O médico deve individualizar o atestado com base na evolução clínica.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Sinais de urgência incluem: sangramento anal abundante (não apenas o papel sujo), tontura ou sensação de desmaio, dor intensa e súbita no ânus, nódulo arroxeado e muito doloroso (suspeita de trombose), febre associada, incapacidade de evacuar por obstrução, ou piora progressiva apesar do tratamento clínico. Também procure o médico se houver sangramento associado a perda de peso, anemia, mudança no hábito intestinal ou histórico familiar de câncer colorretal.

Prevenção e cuidados contínuos

Para prevenir hemorroidas ou evitar recidivas, mantenha uma alimentação equilibrada com fibras (pelo menos 25 g/dia), beba bastante água (1,5‑2 L/dia), evite esforço evacuatório e não segure a vontade de evacuar. Pratique atividades físicas regulares (caminhada, natação) e evite o sedentarismo. Evite uso prolongado de laxantes. Utilize banheiros limpos e não demore mais que 10 minutos no vaso sanitário. Após a evacuação, higienize com água e sabão neutro, evitando papel áspero. Consulte um proctologista anualmente, especialmente se você tem histórico familiar ou sintomas prévios.

Perguntas Frequentes sobre o CID HEMORROIDA

O CID HEMORROIDA garante quantos dias de atestado?

O código K64 não estabelece um número fixo de dias; cabe ao médico definir conforme a gravidade. Em média, casos leves: 1‑3 dias; pós‑ligadura: 2‑5 dias; cirurgia: 7‑14 dias.

Hemorroida tem cura definitiva?

Sim, o tratamento adequado (clínico ou cirúrgico) pode eliminar as hemorroidas existentes, mas a predisposição individual e os hábitos de vida determinam o risco de novas formações. A mudança de estilo de vida é essencial para evitar recidivas.

Posso usar pomada sem receita?

Pomadas de venda livre podem aliviar sintomas leves, mas não tratam a causa. O uso prolongado de corticoides pode atrofiar a pele. Consulte sempre um médico.

O que piora a hemorroida?

Esforço evacuatório, constipação, ingestão insuficiente de fibras e água, permanecer muito tempo sentado, consumo excessivo de álcool e alimentos condimentados em excesso.

Hemorroida pode virar câncer?

Não, hemorroidas são dilatações venosas benignas. No entanto, os sintomas (sangramento) podem mimetizar câncer colorretal, por isso todo sangramento anal deve ser investigado.

Gestante pode tratar hemorroida?

Sim, o tratamento conservador é seguro (banhos de assento, fibras, hidratação, pomadas específicas permitidas na gestação). Cirurgias são raramente indicadas, apenas em complicações graves.

Existe exame específico para hemorroida?

Sim, a anuscopia é o padrão‑ouro. O toque retal já pode identificar hemorroidas internas. A colonoscopia é necessária para descartar outras doenças.

Quantas vezes por dia devo tomar banho de assento?

Recomenda‑se 2 a 3 vezes ao dia, por 10‑15 minutos, com água morna (não quente), especialmente após evacuar.

É normal sentir dor após a ligadura elástica?

Sim, pode haver leve desconforto por 24‑48 horas. Dor intensa ou sangramento volumoso devem ser comunicados ao médico.

Posso usar laxantes todos os dias?

Laxantes formadores de bolo (fibras) podem ser usados a longo prazo. Estimulantes (como bisacodil) não devem ser usados por mais de 7 dias sem orientação médica.

Dicas de Ouro

  1. 01. Nunca ignore sangramento anal, mesmo que pareça pequeno – pode ser o único sinal de uma doença grave.
  2. 02. Mantenha um diário alimentar e de evacuações para identificar gatilhos e padrões.
  3. 03. Troque o papel higiênico por lenço umedecido sem álcool ou faça higiene com água após evacuar.
  4. 04. Evite ficar mais de 15 minutos sentado no vaso sanitário – o hábito de “ler no banheiro” aumenta a pressão venosa.
  5. 05. Inclua no cardápio diário: mamão, ameixa, aveia, chia, brócolis e folhas verdes – são aliados da saúde intestinal.
  6. 06. Se você já teve trombose hemorroidária, evite exercícios de alta compressão abdominal (como musculação pesada) sem orientação.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clinica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Consulta oficial do CID K64 na CID-10 |
BVS – Hemorroidas: prevenção e tratamento

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