quinta-feira, julho 2, 2026

cid herpes zoster






CID Herpes Zoster – Artigo Completo com Estudo de Caso Clínico

Dado epidemiológico 2026

No Brasil, estima-se que cerca de 1 em cada 3 pessoas desenvolverá herpes zoster ao longo da vida, com maior incidência após os 50 anos. Em 2026, a vacinação ampliada na rede pública reduziu em 25% os casos de neuralgia pós-herpética em idosos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Introdução – O que significa o CID Herpes Zoster?

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID HERPES-ZOSTER e quer saber o que significa? O código CID B02 (Herpes Zoster) é a classificação internacional para uma infecção viral causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo que provoca catapora na infância. Conhecido popularmente como “cobreiro”, o herpes zoster se caracteriza por erupções cutâneas dolorosas e vesículas agrupadas ao longo de um dermátomo. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir a intensidade dos sintomas e prevenir complicações como a neuralgia pós-herpética.

Identificação do CID

  • Código: B02
  • Descrição: Herpes Zoster
  • Categoria: Capítulo I – Algumas doenças infecciosas e parasitárias (B00-B09: Infecções virais caracterizadas por lesões cutâneas e mucosas)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: B02.0 – Herpes zoster com encefalite; B02.1 – Herpes zoster com meningite; B02.2 – Herpes zoster com outras complicações do sistema nervoso; B02.3 – Herpes zoster oftálmico; B02.4 – Herpes zoster com complicações cutâneas disseminadas; B02.8 – Herpes zoster com outras complicações; B02.9 – Herpes zoster sem complicação

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Dona Marisa Oliveira, 67 anos, professora aposentada

Queixa principal: Dor intensa e ardência no lado direito do tórax, seguida pelo aparecimento de bolhas agrupadas há 3 dias. Relata também febre baixa e cansaço.

Avaliação clínica: Ao exame, observam-se vesículas sobre base eritematosa agrupadas nos dermátomos T5 e T6 à direita, sem ultrapassar a linha média. Sensibilidade cutânea aumentada (alodinia). Exame neurológico normal. Hemograma discreta linfocitose. PCR para varicela-zoster positivo no líquido vesicular.

Diagnóstico: Apos avaliação completa, o médico registrou o CID B02.9 (Herpes zoster sem complicação) — forma típica localizada em região torácica, sem comprometimento oftálmico ou neurológico grave.

Conduta terapêutica: Prescrito aciclovir 800 mg 5 vezes ao dia por 7 dias, além de analgésico (dipirona 500 mg a cada 6h se dor) e orientação para repouso, higiene local com compressas de água fria e evitar romper as vesículas. Não foi indicado corticóide devido à ausência de risco de complicações neurológicas.

Evolução: Após 10 dias, as vesículas secaram e formaram crostas, com melhora significativa da dor. A paciente recebeu atestado de 14 dias para acompanhamento. Não desenvolveu neuralgia pós-herpética no seguimento de 3 meses.

Lição clínica: O tratamento antiviral precoce (ideal nas primeiras 72 horas de sintomas) reduz a gravidade e a duração do quadro, além de diminuir o risco de dor crônica. A vacina contra herpes zoster (recomendada para maiores de 50 anos) poderia ter prevenido o episódio.

Atenção: O herpes zoster é uma condição que exige avaliação médica presencial. Nunca tente autodiagnóstico ou automedicação, especialmente com corticóides, pois podem piorar a disseminação viral. Caso as lesões atinjam o olho, a testa ou o nariz, procure imediatamente um serviço de urgência – pode ser herpes zoster oftálmico, que ameaça a visão.

O que é o CID B02 na prática médica?

O CID B02 é utilizado por médicos de todas as especialidades para registrar o diagnóstico de herpes zoster. Na prática clínica, ele aparece em prontuários, atestados, guias de internação e relatórios de saúde. O código permite uniformizar a linguagem entre profissionais de saúde, facilitar a pesquisa epidemiológica e orientar o tratamento. Herpes zoster é uma doença viral aguda que cursa com dor e erupção vesicular unilateral, limitada a um ou dois dermátomos adjacentes. Acomete principalmente adultos acima de 50 anos e imunossuprimidos. O reconhecimento precoce e a classificação correta na subcategoria adequada (ex.: B02.3 para forma oftálmica) são importantes para o manejo e o prognóstico.

Subcategorias e variantes do CID B02

As subcategorias do CID B02 detalham complicações específicas. A B02.0 (com encefalite) e B02.1 (com meningite) indicam comprometimento do sistema nervoso central, exigindo internação e antiviral intravenoso. A B02.2 abrange outras complicações neurológicas, como mielite ou paralisia de nervo craniano. A B02.3 (herpes zoster oftálmico) requer avaliação oftalmológica urgente. A B02.4 indica disseminação cutânea além do dermátomo original, comum em imunossuprimidos. Já a B02.8 engloba complicações como síndrome de Ramsay Hunt (paralisia facial + vesículas no ouvido). A B02.9 é a forma mais comum, sem complicações registradas. O médico deve escolher a subcategoria mais específica com base nos achados clínicos e exames complementares.

Sintomas e como a doença se manifesta

O herpes zoster geralmente começa com dor localizada, queimação ou formigamento em uma área da pele, seguida após 1 a 3 dias pelo aparecimento de vesículas agrupadas sobre base avermelhada. As lesões evoluem para pústulas e crostas em 7 a 10 dias. A dor pode ser intensa e persistir mesmo após a cicatrização (neuralgia pós-herpética). Outros sintomas comuns incluem febre baixa, mal-estar, cefaleia e linfadenopatia regional. A erupção geralmente é unilateral e limitada a um dermátomo, mais frequentemente na região torácica (50% dos casos), mas pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Em immunocomprometidos, as lesões podem ser mais extensas e complicadas.

Causas e fatores de risco

A causa direta é a reativação do vírus varicela-zoster que permanece latente nos gânglios nervosos dorsais após a catapora. Fatores de risco incluem idade avançada (>50 anos), imunossupressão (HIV, transplante, quimioterapia, uso crônico de corticóides), estresse físico ou emocional, trauma local e doenças crônicas como diabetes e neoplasias. A vacinação contra catapora na infância reduz o risco de herpes zoster? Não, pois a vacina é feita com vírus atenuado que também pode reativar, embora com menor frequência. Já a vacina específica contra herpes zoster (recombinante) é altamente eficaz na prevenção.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história típica de dor unilateral seguida de erupção vesicular em dermátomo. Exames laboratoriais podem ser úteis em casos atípicos ou complicados: PCR do líquido vesicular, imunofluorescência direta ou sorologia (IgG/IgM). A dosagem de IgG pode confirmar infecção prévia, mas não diagnostica reativação aguda. O diagnóstico diferencial inclui herpes simplex (recorrente, geralmente menos doloroso), dermatite de contato, impetigo bolhoso e neuralgia pré-herpética. Se houver dúvida, a PCR é o padrão-ouro.

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento antiviral de primeira linha é com análogos de nucleosídeos: aciclovir (800 mg 5x/dia, 7 dias), valaciclovir (1 g 3x/dia, 7 dias) ou fanciclovir (500 mg 3x/dia, 7 dias). Quanto mais precoce o início (ideal até 72 horas do início da erupção), melhor a resposta. Para neuralgia pós-herpética, utilizam-se analgésicos adjuvantes como gabapentina, pregabalina, amitriptilina e lidocaína tópica. Corticóides sistêmicos podem ser considerados em casos de dor intensa ou complicações neurológicas, mas sempre associados a antivirais. Medidas locais: compressas frias, limpeza com água e sabão neutro, e manter as lesões cobertas para evitar contágio. Em imunossuprimidos, pode ser necessário aciclovir intravenoso.

Quantos dias de atestado médico?

O período de afastamento do trabalho varia conforme a gravidade, a localização e a presença de complicações. Para formas não complicadas (B02.9), o atestado geralmente é de 7 a 14 dias, podendo ser prorrogado se a dor persistir. Nas formas oftálmicas ou com neuralgia intensa, o repouso pode se estender por 14 a 21 dias. Casos com hospitalização podem exigir 30 dias ou mais. Sempre siga a orientação do seu médico, que avaliará a resposta clínica e as exigências ocupacionais. A média para herpes zoster torácico sem complicação é de 10 a 14 dias de afastamento.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Procure atendimento de urgência se: as vesículas atingirem o olho, a testa ou a ponta do nariz (risco de herpes zoster oftálmico); a dor for insuportável e não responder a analgésicos comuns; surgirem sinais de infecção bacteriana secundária (pus, febre alta, vermelhidão crescente); houver fraqueza muscular, dormência ou paralisia facial; o paciente estiver imunossuprimido (HIV, quimioterapia, transplantado) ou apresentar lesões disseminadas para outros segmentos do corpo. A neuralgia pós-herpética (dor que persiste após a cicatrização) também deve ser reavaliada pelo médico para ajuste terapêutico.

Prevenção e cuidados contínuos

A vacina recombinante contra herpes zoster (Shingrix) é recomendada para adultos a partir de 50 anos, mesmo para quem já teve a doença, e para imunossuprimidos acima de 18 anos. São duas doses com intervalo de 2 a 6 meses. Ela reduz em mais de 90% o risco de herpes zoster e de neuralgia pós-herpética. Medidas gerais incluem: controle do estresse, alimentação equilibrada, sono adequado, e evitar exposição desnecessária a pessoas com catapora ativa, embora o risco de transmissão do herpes zoster seja baixo (apenas para quem nunca teve catapora e entra em contato direto com as vesículas). Para pacientes com episódio agudo, manter as lesões cobertas, lavar as mãos frequentemente e evitar compartilhar toalhas ou roupas de cama.

Dicas de Ouro

  1. 01. Inicie o antiviral nas primeiras 72 horas do aparecimento das vesículas – isso reduz a dor e o risco de neuralgia.
  2. 02. Não use corticóides sem orientação médica – eles podem aumentar a replicação viral se não forem associados a antivirais.
  3. 03. Mantenha as lesões limpas e secas; evite estourar as bolhas para prevenir infecção secundária.
  4. 04. Se a dor persistir por mais de 30 dias após a cicatrização, procure um especialista em dor para tratamento adequado da neuralgia pós-herpética.
  5. 05. Vacine-se contra herpes zoster a partir dos 50 anos, mesmo se já teve a doença – a vacina recombinante é segura e altamente eficaz.

Perguntas Frequentes sobre o CID Herpes Zoster

1. O CID B02 garante quantos dias de atestado?

O atestado médico para herpes zoster varia conforme a gravidade. Geralmente, para casos não complicados, concede-se de 7 a 14 dias. Em casos com neuralgia intensa ou comprometimento oftálmico, o período pode se estender para 14 a 21 dias. O médico avaliará a evolução e poderá prorrogar se necessário.

2. Herpes zoster é contagioso?

Sim, mas apenas para pessoas que nunca tiveram catapora e não foram vacinadas contra ela. O contágio ocorre pelo contato direto com as vesículas. O vírus não é transmitido por via aérea. Uma vez que as lesões formam crostas, o risco cai drasticamente. Recomenda-se evitar contato com gestantes não imunes, recém-nascidos e imunossuprimidos.

3. Posso tomar a vacina contra herpes zoster depois de ter a doença?

Sim, a vacina recombinante (Shingrix) é indicada mesmo para quem já teve herpes zoster. Ela reduz o risco de novos episódios e de neuralgia pós-herpética. Aguarde a completa cicatrização das lesões (geralmente 4 a 6 semanas) antes de vacinar.

4. Herpes zoster pode voltar?

Sim, embora seja raro. A maioria das pessoas tem apenas um episódio, mas imunossuprimidos podem apresentar recorrências. A vacina reduz significativamente esse risco.

5. Qual o tratamento para a dor que fica após o herpes zoster?

A neuralgia pós-herpética é tratada com medicamentos adjuvantes como gabapentina, pregabalina, amitriptilina, além de analgésicos comuns e bloqueios anestésicos. O tratamento deve ser personalizado por um médico especialista em dor.

6. É verdade que o herpes zoster ataca apenas um lado do corpo?

Sim, a erupção geralmente é unilateral, acompanhando o trajeto de um dermátomo (região inervada por uma raiz nervosa). Raramente pode ser bilateral ou disseminada em imunossuprimidos.

7. Grávidas podem ter herpes zoster? É perigoso?

Sim, grávidas podem ter herpes zoster, mas o risco para o feto é baixo (diferente da catapora primária na gestação). O tratamento antiviral é seguro na gestação, sempre sob supervisão obstétrica. Caso a gestante nunca tenha tido catapora, deve evitar contato com pessoas com vesículas ativas.

8. Posso usar pomada de corticóide no herpes zoster?

Não, corticóides tópicos não são indicados, pois podem enfraquecer a barreira cutânea e favorecer infecções. Apenas o médico pode prescrever corticóides sistêmicos em situações específicas, sempre associados a antivirais.

9. O que significa CID B02.3? É grave?

B02.3 é herpes zoster oftálmico, quando o vírus afeta o ramo oftálmico do nervo trigêmeo. Pode comprometer a córnea, íris e retina, levando a perda visual. É uma urgência oftalmológica e exige tratamento antiviral imediato, muitas vezes hospitalar.

10. Quanto tempo dura a doença sem tratamento?

Em pessoas saudáveis, o herpes zoster não complicado evolui em 2 a 4 semanas. Porém, a dor pode persistir por meses (neuralgia pós-herpética). O tratamento antiviral encurta a fase aguda e reduz complicações.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

Fontes externas:
CID10.com.br – B02 Herpes Zoster
BVS Saúde – Herpes Zoster

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