cid n939






CID N939: O que significa, sintomas e tratamento

Dado epidemiológico 2026

Estima-se que cerca de 30% das mulheres em idade reprodutiva apresentam hemorragia uterina anormal em algum momento da vida, sendo o CID N939 um dos códigos mais registrados em consultas ginecológicas no Brasil em 2026, especialmente entre mulheres de 30 a 50 anos.

Introdução

Você recebeu um atestado ou diagnóstico com o código CID N939 e quer saber o que significa? Este código se refere a “Hemorragia uterina anormal, não especificada”, uma condição ginecológica comum que pode gerar dúvidas e preocupações. Neste artigo, você vai entender os sintomas, as causas, o diagnóstico e o tratamento, além de aprender quando buscar ajuda médica. Todo o conteúdo foi elaborado por especialistas em Clínica Médica e revisado pela equipe da Clínica Popular Fortaleza.

Identificação do CID

  • Código: N939
  • Descrição: Hemorragia uterina anormal, não especificada
  • Categoria: Capítulo XIV – Doenças do aparelho geniturinário (N00–N99)
  • Versão: CID-10 (OMS)
  • Subcategorias: N939 é um código específico sem subcategorias, mas pode ser agrupado com N92 (menstruação excessiva) e N93 (outras hemorragias uterinas anormais) para fins estatísticos.

Caso Clínico Real — Exemplo Prático

Paciente: Maria da Silva, 35 anos, professora do ensino fundamental

Queixa principal: Sangramento vaginal intenso e irregular há 2 semanas, com necessidade de trocar absorvente a cada 1–2 horas

Avaliação clínica: Ao exame físico, Maria apresentava palidez cutânea e taquicardia leve. Solicitaram ultrassom transvaginal e exames laboratoriais (hemograma, beta-hCG, perfil hormonal). O ultrassom revelou espessamento endometrial de 18 mm e pequeno mioma submucoso.

Diagnóstico: Após avaliação completa, o médico registrou o CID N939 — Hemorragia uterina anormal, não especificada, devido a mioma submucoso e anovulação.

Conduta terapêutica: Prescreveu ácido tranexâmico 500 mg 3x/dia por 5 dias, ibuprofeno 600 mg 8/8h para dor, e reposição de ferro oral. Além disso, indicou histeroscopia diagnóstica e biópsia endometrial para descartar malignidade.

Evolução: Após 3 meses de acompanhamento com uso de contraceptivo oral contínuo e suplementação de ferro, o sangramento tornou-se controlado. A histeroscopia mostrou endometrite crônica leve, tratada com antibiótico. Maria retornou às atividades normais sem recidiva.

Lição clínica: A hemorragia uterina anormal exige investigação etiológica completa, mesmo que o CID N939 seja “não especificado”. Tratamento adequado evita anemia grave e complicações futuras.

Atenção: Não ignore sangramentos uterinos anormais. O autodiagnóstico pode atrasar o tratamento de causas graves como câncer de endométrio ou miomas volumosos. Procure um ginecologista para avaliação adequada. Este artigo não substitui a consulta médica.

O que é o CID N939 na prática médica

O CID N939 (N93.9) é um código de diagnóstico da Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizado para registrar hemorragia uterina anormal cuja causa imediata não está especificada. Na prática clínica, esse código é empregado quando a paciente apresenta sangramento vaginal fora do padrão menstrual — seja em volume, duração ou frequência — mas ainda não foi possível determinar a etiologia exata no momento do registro.

Médicos de família, ginecologistas e clínicos gerais usam o CID N939 em situações de urgência, consultas iniciais ou quando exames complementares ainda estão em andamento. É importante destacar que, apesar de ser “não especificado”, o código não significa que não haja causa; ele apenas reflete a necessidade de investigação adicional.

A hemorragia uterina anormal é uma das principais causas de consulta ginecológica e corresponde a cerca de 1/3 dos atendimentos ambulatoriais em ginecologia. O CID N939, por sua vez, é frequentemente utilizado quando o sangramento é o sintoma principal, mas a condição de base ainda não foi definida. Em muitos casos, após exames complementares, o diagnóstico evolui para outros CID mais específicos, como N92.0 (menstruação excessiva) ou N85.0 (mioma uterino).

Subcategorias e variantes do CID N939

O código CID N939 não possui subcategorias oficiais na CID-10, pois é um código de quatro caracteres (N93.9). Entretanto, existem códigos próximos que ajudam na especificação clínica:

  • N92 – Menstruação excessiva, frequente ou irregular: inclui N92.0 (menstruação excessiva), N92.1 (menstruação frequente), N92.2 (menstruação irregular) e N92.3 (hemorragia uterina ovulatória).
  • N93 – Outras hemorragias uterinas anormais: N93.0 (hemorragia pós‑coito), N93.1 (hemorragia uterina funcional) e N93.8 (outras hemorragias uterinas especificadas).
  • N94 – Dor e outras condições associadas com órgãos genitais femininos e ciclo menstrual (ex.: N94.6 – dismenorreia).

Quando a causa é identificada, o CID N939 pode ser substituído por um código mais específico, como:

  • N85.0 – Mioma uterino
  • N83.2 – Endometriose
  • D26 – Tumores benignos do corpo do útero
  • C55 – Neoplasia maligna do útero (quando confirmada)

Na prática, o CID N939 funciona como código de transição até a conclusão diagnóstica. É importante que o médico registre sempre o CID mais específico possível após a investigação.

Sintomas e como a doença se manifesta

A hemorragia uterina anormal pode se apresentar de várias formas. Os principais sintomas associados ao CID N939 incluem:

  • Sangramento vaginal volumoso (mais de 80 ml por ciclo) ou que dura mais de 7 dias;
  • Menstruação irregular (ciclos menores que 21 dias ou maiores que 35 dias);
  • Sangramento entre menstruações (spotting);
  • Sangramento pós‑menopausa (em mulheres que já não menstruam há pelo menos 1 ano);
  • Sangramento após relação sexual;
  • Coágulos grandes e cólicas abdominais intensas;
  • Sintomas de anemia concomitantes: cansaço, palidez, tontura, falta de ar, palpitações.

Em casos mais graves, o sangramento pode ser tão intenso que gera instabilidade hemodinâmica (queda de pressão, taquicardia, desmaio), exigindo atendimento de emergência. A intensidade e a frequência dos sintomas variam de acordo com a causa subjacente (miomas, desordens hormonais, endometriose, pólipos, causas oncológicas etc.).

Causas e fatores de risco

As causas da hemorragia uterina anormal registrada como CID N939 são variadas e podem ser classificadas em orgânicas, hormonais e sistêmicas. Entre as principais, destacam-se:

  • Desordens hormonais: anovulação, síndrome dos ovários policísticos (SOP), hipotireoidismo, hiperprolactinemia;
  • Lesões estruturais do útero: miomas (leiomiomas), pólipos endometriais, adenomiose, endometriose;
  • Causas endometriais: hiperplasia endometrial, atrofia endometrial, endometrite;
  • Neoplasias: câncer de endométrio, câncer de colo de útero (embora menos comum como causa de hemorragia uterina), sarcoma uterino;
  • Causas iatrogênicas: uso de anticoagulantes, DIU de cobre, terapia hormonal, quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas: coagulopatias (doença de von Willebrand, deficiência de fatores), doenças hepáticas ou renais, distúrbios da tireoide;
  • Gestacional: gravidez ectópica, aborto, doença trofoblástica (devem ser excluídas em mulheres em idade fértil).

Os fatores de risco incluem obesidade, idade acima de 35 anos, uso de medicamentos que afetam a coagulação, histórico familiar de hemorragia uterina, nuliparidade e doenças crônicas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do CID N939 é essencialmente clínico, complementado por exames que buscam identificar a causa. A abordagem diagnóstica inclui:

  1. História clínica detalhada: padrão do sangramento, ciclo menstrual, história obstétrica, uso de medicamentos, sintomas associados.
  2. Exame físico: palpação abdominal, exame especular e toque vaginal para avaliar tamanho e forma do útero, presença de massas pélvicas, lesões cervicais.
  3. Exames laboratoriais: hemograma completo (para avaliar anemia), beta-hCG (para excluir gravidez), perfil hormonal (FSH, LH, estradiol, progesterona, TSH, prolactina), coagulograma, ferro e ferritina.
  4. Ultrassom transvaginal: padrão‑ouro para avaliar espessura endometrial, miomas, pólipos, cistos ovarianos. Uma espessura endometrial > 5 mm em mulheres na pós‑menopausa ou > 16 mm em idade reprodutiva merece investigação adicional.
  5. Histeroscopia e biópsia endometrial: indicados quando há suspeita de lesão endometrial (hiperplasia, câncer) ou falha no tratamento inicial. Permite visualização direta da cavidade e coleta de material para histopatológico.
  6. Ressonância magnética (RM) pélvica: em casos de miomas complexos, adenomiose ou avaliação oncológica.

O diagnóstico de CID N939 é provisório até a definição etiológica. Uma vez que a causa é identificada, o CID deve ser atualizado. A abordagem diagnóstica também deve considerar o risco de malignidade, especialmente em mulheres com fatores de risco (idade > 45 anos, obesidade, sangramento pós-menopausa).

Tratamento disponível e opções terapêuticas

O tratamento da hemorragia uterina anormal registrada como CID N939 depende da causa identificada. As opções terapêuticas incluem:

  • Tratamento medicamentoso: anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs – ibuprofeno, naproxeno) para reduzir sangramento e dor; ácido tranexâmico (antifibrinolítico); contraceptivos hormonais combinados (pílula, anel, adesivo); progestágenos cíclicos ou contínuos; DIU liberador de levonorgestrel (Mirena®); agonistas do GnRH para miomas.
  • Tratamento cirúrgico: histeroscopia operatória (ressecção de pólipos, miomas submucosos, ablação endometrial); miomectomia; embolização de miomas; histerectomia (em casos refratários, quando não há desejo de gravidez ou há malignidade).
  • Tratamento específico da causa: reposição hormonal (para hipotireoidismo ou deficiência estrogênica); correção de coagulopatia; tratamento de endometriose ou infecções (endometrite).

Em quadros agudos com sangramento intenso, a estabilização hemodinâmica é prioritária: reposição volêmica, transfusão sanguínea se necessário, uso de altas doses de estrogênio conjugado ou ácido tranexâmico intravenoso. O tratamento de longo prazo visa controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir anemia crônica.

Quantos dias de atestado médico

O CID N939 pode justificar afastamento do trabalho para repouso e realização de exames. Em geral, o atestado médico para hemorragia uterina anormal varia de 2 a 7 dias, dependendo da intensidade do sangramento e da necessidade de procedimentos (histeroscopia, biópsia). Casos com anemia significativa ou instabilidade podem exigir até 14 dias de afastamento.

O médico assistente avaliará cada caso individualmente, considerando a profissão da paciente (trabalho de alto esforço físico ou risco de quedas) e a resposta ao tratamento inicial. Não há um número fixo determinado por lei; o atestado deve ser emitido com base no bom senso clínico. A paciente deve informar seu empregador sobre a necessidade de repouso para evitar complicações.

Quando procurar médico urgente / sinais de alerta

Alguns sinais demandam atendimento médico imediato, pois podem indicar complicações graves:

  • Sangramento vaginal muito abundante (encharcamento de um absorvente a cada hora por mais de 2 horas);
  • Coágulos grandes (maiores que uma moeda de R$1);
  • Tontura, desmaio, visão turva, pressão baixa;
  • Palidez intensa, cansaço extremo (sinais de anemia aguda);
  • Dor abdominal ou pélvica intensa que não melhora;
  • Febre acima de 38°C associada ao sangramento (pode indicar infecção);
  • Sangramento na pós-menopausa (qualquer quantidade deve ser investigada com urgência);
  • Suspeita de gravidez ectópica: dor unilateral, sangramento escuro, história de atraso menstrual.

Nessas situações, procure o pronto-socorro ou uma emergência ginecológica. Não aguarde consulta agendada.

Prevenção e cuidados contínuos

Embora nem toda hemorragia uterina anormal possa ser prevenida, algumas medidas reduzem o risco e ajudam no diagnóstico precoce:

  • Realizar consultas ginecológicas anuais e manter o exame de Papanicolau em dia;
  • Controlar o peso corporal (obesidade é fator de risco para hiperplasia endometrial);
  • Manter alimentação balanceada, rica em ferro (carnes vermelhas, feijão, vegetais verde-escuros);
  • Evitar o uso indiscriminado de medicamentos que podem alterar a coagulação;
  • Usar métodos contraceptivos adequados para evitar gestação indesejada e sangramento relacionado;
  • Em mulheres na peri ou pós-menopausa, investigar sangramentos mesmo que leves;
  • Manter acompanhamento com clínico ou ginecologista se houver doenças crônicas (tireoide, diabetes, coagulopatias).

O CID N939 pode ser um alerta para investigar a saúde uterina. Após o tratamento, acompanhamento regular é fundamental para evitar recidivas.

Dicas de Ouro

  1. 01. Mantenha um diário menstrual (app ou caderno) para registrar fluxo, duração e sintomas – isso ajuda o médico no diagnóstico.
  2. 02. Nunca tome medicamentos para estancar sangramento sem prescrição: alguns podem mascarar causas graves.
  3. 03. Se o sangramento causar anemia, complemente com sulfato ferroso ou outros suplementos de ferro orientados pelo médico.
  4. 04. Em caso de sangramento pós-menopausa, não espere: procure um ginecologista imediatamente.
  5. 05. Após o diagnóstico de CID N939, não se contente com o código “não especificado” – exija uma investigação completa.

Perguntas Frequentes sobre o CID N939

O CID N939 garante quantos dias de atestado?

Geralmente de 2 a 7 dias, mas pode chegar a 14 dias em casos graves com anemia ou procedimento cirúrgico. O médico define com base na evolução clínica.

O CID N939 é grave?

Pode ser um sinal de condições graves (câncer, mioma volumoso, distúrbio de coagulação) ou de causas benignas (desequilíbrio hormonal). A gravidade depende da causa.

Quais exames são necessários para confirmar o CID N939?

Os principais são ultrassom transvaginal, hemograma, beta-hCG, perfil hormonal e, se indicado, histeroscopia com biópsia.

Posso engravidar com CID N939?

Sim, é possível, mas a causa do sangramento (como miomas ou SOP) pode dificultar a gravidez. O acompanhamento pré‑concepcional é essencial.

O que causa o CID N939?

As causas mais comuns são distúrbios hormonais, miomas uterinos, pólipos endometriais, endometriose, distúrbios da coagulação e — menos frequente — câncer.

Existe tratamento natural para hemorragia uterina anormal?

Chás e suplementos caseiros não têm eficácia comprovada e podem atrasar o diagnóstico. O tratamento deve ser médico.

Precisa de cirurgia?

Nem sempre. Muitos casos respondem a medicamentos. A cirurgia é indicada quando o sangramento é refratário, há miomas grandes ou suspeita de câncer.

Quanto tempo dura o tratamento?

O tratamento inicial costuma durar de 3 a 6 meses para controle. Após a causa identificada, o tratamento específico pode ser contínuo.

Revisão médica: Conteúdo revisado pela equipe médica da Clínica Popular Fortaleza, com base na CID-10 (OMS) e protocolos do Ministério da Saúde do Brasil.

Última atualização: 21/06/2026

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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. O diagnóstico e o tratamento indicados pelo CID devem ser definidos pelo médico responsável com base no exame clínico completo. Não use este artigo como base para autodiagnóstico ou prescrição.

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